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O MARACA É NOSSO

Publicado às 23h45 desta segunda-feira, 6 de dezembro de 2021.

O Santos garantiu matematicamente a sua permanência na principal divisão de elite do futebol nacional ao vencer o Flamengo, na noite desta segunda-feira (6) no Estádio do Maracanã por 1 a 0, gol de Marcos Leonardo. 

Foi o quarto gol seguido do atacante revelado na base santista em três jogos. O Peixe quebrou alguns tabus. O clube não vencia o rubro-negro no Maracanã desde 2014 e no Rio de Janeiro, a última vez, tinha sido em 2017 contra o mesmo adversário, na Ilha do Governador. Os cariocas não perdiam no Brasileiro há 11 partidas.

Sem Felipe Jonatan, com dores no púbis Carille voltou a armar o time com três zagueiros e a segunda linha com os alas Madson e Lucas Braga (improvisado uma vez mais) e com Camacho, Zanocelo e Marcos Guilherme por dentro. Marinho retornou ao time recuperado de lesão.

O Flamengo saiu para o jogo em busca do seu objetivo, o da vitória. desde o primeiro minuto

O Alvinegro da Vila, ao contrário do que aconteceu diante do Corinthians, recuava para dar menos espaços ao time da Gávea. mas desta vez, tinha contragolpe e terminou a partida com quase o mesmo número de finalização do que o time da cidade maravilhosa. 

Na segunda etapa, o rubro-negro se abriu ainda mais e em uma jogada individual, Marcos Guilherme fez a fila, entrou na área, 'refugio dos atacantes' e conseguiu rolar para Marcos Leonardo. O jovem de 18 anos foi letal e meteu no fundo da rede, o único gol válido do jogo. Digo isso, pois no primeiro tempo, Pedro tinha marcado um gol para os cariocas e bem anulado com o auxílio do VAR.

Logo que marcou seu gol, o Santos tratou de 'atravessar dois ônibus na frente da defesa'. Ainda assim, o Flamengo, num pênalti muito duvidoso teve a sua oportunidade, após Vitinho na opinião da arbitragem, receber falta dentro da área por Kaiky. Gabriel Barbosa chutou na trave.

Os mandantes insistiram, mas com João Paulo inspiradíssimo, Luiz Felipe que também fez grande jogo, a exemplo dos atacantes Marcos Leonardo, Marcos Guilherme e Marinho, o alvinegro da Vila segurou o resultado e pulou para 49. 

O time tem chances até de buscar a oitava colocação e uma vaga na pré-Libertadores. Depende de uma combinação improvável de resultados na última rodada, quinta-feira (9), diante do Cuiabá, na Vila Belmiro. 

A propósito, o mérito do time ter saído das últimas colocações são todas dos jogadores e do técnico Carille. Dentro de sua proposta fez muito mais pontos que o antecessor Fernando Diniz. Entretanto, um outro nome não pode ser esquecido. A chegada de Edu Dracena, talvez o maior acerto da atual gestão.

Desde a derrota diante do América-MG e a contratação do capitão do Tri das Américas, o Santos disputou 30 pontos (10 jogos) e colecionou 20 (Seis vitórias, dois empates e duas derrotas) com incríveis 66,7% de aproveitamento dos pontos. Antes, os números do atual técnico santista eram de 24 pontos disputados, sete conquistados, com menos de 30% de aproveitamento. 

Eu sempre afirmei da necessidade de alguém com passado no clube, vitorioso e que conhecesse do metiê. Com a chegada de Dracena, as coisas começaram a andar.

Não é para comemorar o fim da temporada com bons jogos e sim que alguns meninos amadureceram e que em 2022, as coisas precisam melhorar internamente e planejar com contratações pontuais melhores um time competitivo. Não se faz futebol sem dinheiro, mas criatividade faz parte da estratégia de times vencedores. 

Marcos Leonardo e Raniel, suspensos com o terceiro amarelo, não enfrentam o Cuiabá, na quinta-feira (9), na Vila mais famosa.

FICHA TÉCNICA
Flamengo 0 x 1 Santos
Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Anderson Daronco (Fifa/RS)
Público/renda: 40.542 pagantes e 41.930 presentes / R$ R$ 1.302.015,00
Cartões amarelos: Pedro, Matheuzinho (FLA) / Marcos Leonardo, Kaiky, Raniel (SFC)
GOL: Marcos Leonardo, 13'/2ºT (0-1)
FLAMENGO: Hugo, Matheuzinho, Gustavo Henrique, David Luiz e Rodinei; João Gomes (Lázaro, 40'/2°T), Andreas Pereira e Vitinho (Thiaguinho, 40'/2ºT); Everton Ribeiro (Matheus França, 32'/2ºT), Gabigol e Pedro. Técnico: Mauricio Souza
SANTOS: João Paulo, Kaiky, Luiz Felipe e Danilo Boza; Madson, Camacho (Vinicius Balieiro, 40'/2ºT) Vinícius Zanocelo (Sandry, 40'/2ºT) e Lucas Braga; Marcos Guilherme, Marinho (Ângelo, 40'/2ºT) e Marcos Leonardo (Raniel, 43'/2ºT). Técnico: Fábio Carille.

Torcida santista compareceu em bom número no Maracanã.


NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS:
João Paulo: Pode não ser o melhor goleiro do Brasil, na atualidade, mas foi disparado o soberano da meta no Brasileiro. Três defesas maravilhosas. Bacana em abraçar o defensor Kaiky após o erro do jovem. - 8,0
Kaiky: Falhou num recuo e no pênalti acabou deixando o braço. Porém, isso não inválida a boa apresentação e a excelente saída de bola. - 6,0
Luiz Felipe: Muito boa apresentação. Falhou apenas em um lance que não conseguiu tirar a bola da grande área no lance que deu o pênalti ao Flamengo. Um dos melhores do jogo e comandou a defesa. - 7,0
Danilo Boza: Não é dono de grande técnica, mas foi bom rebatedor. Não falhou. - 6,5
Madson: Não avançou tanto como de costume. Limitou-se a defender e não deu espaços ao ataque rubro-negro pelo seu lado. - 6,5
Camacho: Não conseguiu carregar a bola como faz costumeiramente, entretanto, protegeu bem a defesa. - 6,5
(Vinicius Balieiro): Pouco tempo em campo. - SEM NOTA
Zanocelo: Fez sua melhor apresentação na parte de marcação. Roubou bolas interessantes no segundo tempo. É jovem, pode evoluir. - 6,5
(Sandry): Entrou para proteger a defesa. - SEM NOTA
Lucas Braga: Sofreu para conter os avanços do time adversário. Dobrou a quantidade de rubro-negros pelo seu setor, principalmente na primeira etapa. Demorou um pouco para Camacho perceber e ajudar na proteção. - 6,0 
Marcos Guilherme: Correu muito como sempre e foi inteligente de costurar os adversários e demonstrou muita habilidade após a bela jogada e rolar para Marcos Leonardo marcar. - 7,5
Marinho: Foi um leão no auxílio da lateral, puxou contragolpes, finalizou e voltou a jogar bem. Por incrível que pareça, muito tático nesta noite. - 7,0
(Ângelo): Jogou pouco tempo, mas está mais confiante e mais leve. - SEM NOTA
Marcos Leonardo: Na grande área é letal. Na única chance que teve guardou. Quarto gol em três jogos. O sétimo da temporada. - 7,5
(Raniel): Jogou apenas alguns minutos, mas levou o terceiro amarelo e está fora da última rodada. - SEM NOTA
Técnico: Fábio Carille: Ao contrário do jogo contra o Corinthians, o time recuou mas tinha contragolpe. Quando marcou o único gol do jogo, fez jus a sua marca de armar defesas sólidas. - 7,0
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TREZE ANOS DO BLOG DO ADEMIR QUINTINO

Publicado às 10h15 desta quarta-feira, 1 de dezembro de 2021.

Nesta quarta-feira, desde o primeiro minuto, do dia inicial, do último mês de 2021, o Blog do ADEMIR QUINTINO completa TREZE anos de existência. 

No dia 1o. de dezembro de 2008, este espaço foi lançado em um evento na cidade de Cubatão, e contou com a presença de dirigentes do clube  e do goleiro Douglas, que à época era titular do Peixe e hoje atua em Portugal, em substituição ao então titular Fábio Costa. 

Jamais imaginaria, no melhor dos meus sonhos que ele se tornaria referência nas notícias do Peixe  e que impulsionaria a minha carreira, como de fato aconteceu. 

Este espaço foi e continua sendo um enorme aprendizado. Foram milhares de postagens, comentários e furos de reportagens. 

Nesse período, acompanhou (in loco), o Peixe em treze decisões e oito títulos. Vibrou com a taça em cinco paulistas (2010,2011, 2012, 2015 e 2016) e permaneceu profissional quando perdeu outros três (2009, 2013 e 2014).Fez a cobertura da conquista da Copa do Brasil em 2010, Libertadores em 2011 e Recopa Sul-Americana em 2012. Acompanhou de perto, o vice-mundial no Japão e a mais recente a perda da Libertadores de 2020, em janeiro de 2021.

Por todos esses motivos, comemoro muito esta marca fantástica atingida por este espaço. 

Neste  período, o Blog atingiu situações jamais imaginadas como conquistas até de prêmios, como o Troféu ACEESP (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo) o "Oscar" da categoria com um bi-campeonato em 2015 e 2016.

O Blog foi criado pela minha revolta com o espaço dado pela imprensa  ao maior alvinegro do mundo e tornou-se um espaço virtual com muita responsabilidade e seriedade. 

Como jornalista, sei como uma palavra mal colocada pode provocar verdadeiras tragédias. 

Se tenho desenvolvido esse trabalho bem ou mal, cabe as mais de 25 mil visitas (já chegou a ser 70 mil) em média deste canal decidirem. Aqui, o leitor sabe que não tem balão e que é um dos 'habitat' do torcedor santista.

Criei um canal no youtube há poucos anos, pois precisava me adequar a realidade e aos novos tempos da tecnologia e também o que o meu público pedia. Precisava sair da “mesmice” se quisesse aumentar o engajamento, mas o canal do ADEMIR QUINTINO OFICIAL é uma extensão dos textos do Blog. Por isso, comecei a diversificar os tipos de posts nas redes sociais e nos dois veículos de comunicação que administro - Blog e youtube.

"O patrimônio profissional mais valioso que um jornalista pode obter é a credibilidade."

Agradeço ao Felipe Takashi que deu a ideia lá atrás, para criar este espaço, aos meus colaboradores, aos patrocinadores que aqui estamparam as suas marcas nesse período e em especial a todos os leitores. São mais de 50 milhões (número de visitas nestes 4.745 dias de existência) de abraços de gratidão. 

Apesar das inúmeras dificuldades, que venham mais outros treze anos do "meu filho do meio" (o mais recente é o canal no youtube) pois é assim que trato o Blog.

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PONTO IMPORTANTÍSSIMO NO SUL

Publicado às 11h40 desta segunda-feira, 29 de novembro de 2021.

O Santos fez seu antepenúltimo jogo no Brasileiro de 2021 e buscou um ponto muito importante em Porto Alegre ao empatar com o Internacional, na tarde deste domingo (28) em 1 a 1, no Gigante da Beira-Rio. O alvinegro agora soma 46 pontos e tem tudo para garantir uma vaga na Copa Sul-Americana do ano que vem.

Os desfalques seguiram sendo constante para o jogo deste fim de semana. O comandante Fábio Carille perdeu logo de uma vez os atacantes Diego Tardelli e Marinho que não foram relacionados e deram vaga aos jovens Marcos Leonardo e Ângelo.

Nos primeiros 45 minutos, o domínio foi todo do Internacional. Com o retorno de Yuri Alberto, recuperado de um edema ósseo, o time gaúcho teve mais força ofensiva e não demorou para pressionar o Peixe. Sem conseguir escapar da marcação do rival, o time da Vila viu novamente João Paulo salvar o time com defesas importantes na primeira etapa.

O Inter baixou as linhas e vinha em transições rápidas para surpreender o Santos, apostando na velocidade de seus atacantes. O gol do time da casa saiu apenas aos 45 minutos. Taison arriscou o chute, João Paulo defendeu e, no rebote, Patrick cruzou para Yuri Alberto. Luiz Felipe tentou afastar o perigo, mas acabou marcando contra.

As instruções e as broncas no intervalo fizeram com que o Santos voltasse em outro ritmo para o segundo tempo. Felipe Jonatan com dores no púbis deu lugar a Camacho que entrou bem na partida.

Logo no minuto inicial da etapa complementar, após cobrança de escanteio, Marcos Leonardo aproveitou que Boza ganhou no alto da defesa do Inter para deixar tudo igual. Foi o sexto gol do jovem atleta de 18 anos na temporada. O próprio atacante chegou a marcar mais um, na sequência, mas o árbitro assinalou impedimento e anulou o lance.

Na sequência da partida Maurício, meio-campista do Internacional, chegou a mandar uma bola na trave de João Paulo.

Com o passar do tempo, o Santos começou a usar a impaciência da torcida a seu favor para pressionar o Inter, que mostrou muito nervosismo na reta final do duelo. No entanto, a equipe de Diego Aguirre conseguiu segurar os avanços do time paulista e o empate acabou sendo o resultado final.

Na próxima rodada, daqui a oito dias apenas, o Santos enfrenta o Flamengo na segunda-feira (06/12), às 20h, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ) pela penúltima rodada do Brasileirão deste ano.


FICHA TÉCNICA

INTERNACIONAL 1 x 1 SANTOS

Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)

Árbitro: Bráulio da Silva Machado (SC)

GOLS: Luiz Felipe (contra), aos 45min do 1ºT. Marcos Leonardo, a 1min do 2ºT

Cartões amarelos: Johnny (INT); Sandry (SFC)

INTERNACIONALMarcelo Lomba; Saravia (Mercado), Bruno Méndez, Victor Cuesta e Moisés; Johnny (Zé Gabriel), Palacios (Heitor), Edenílson, Taison e Patrick (Maurício); Yuri Alberto. Técnico: Diego Aguirre

SANTOSJoão Paulo; Kaiky, Luiz Felipe e Boza; Madson, Zanocelo (Sandry), Felipe Jonatan (Camacho), Lucas Braga e Pirani (Sánchez); Ângelo (Lacava) e Marcos Leonardo (Raniel). Técnico: Fábio Carille

SANTOSJoão Paulo; Kaiky, Luiz Felipe e Boza; Madson, Zanocelo (Sandry), Felipe Jonatan (Camacho), Lucas Braga e Pirani (Sánchez); Ângelo (Lacava) e Marcos Leonardo (Raniel). Técnico: Fábio Carille

Felipe Jonatan deixou o gramado no intervalo com dores no púbis.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS

João Paulo: Duas grandes defesas no primeiro tempo dignas do melhor goleiro do Brasileirão 2021. - 7,0
Kaiky: No primeiro tempo não foi tão exigido pois o Inter explorou o o lado esquerdo da defesa do Santos. Na segunda etapa, o jovem promissor desfilou seu talento na sáida de bola. - 6,5
Luiz Felipe: Era o melhor defensor do time na primeira etapa. Fazia uma partida muito boa e segura, mas foi infeliz na hora do corte que proporcionou o gol contra. - 5,5
Boza: Não comprometeu e ainda ganhou no lance do gol de Marcos Leonardo. - 6,5
Madson: Não se destacou no apoio como outras vezes e teve uma chance incrível de fazer o gol da virada, mas parou nas mãos de Marcelo Lomba. - 5,5
Zanocelo: Na marcação limitou-se a fazer sombra nos adversários. Na armação foi mais burocrático com toques laterais. Foi substituído aos 20 minutos da segunda etapa. - 5,5
(Sandry): Deu uma marcação mais forte e vida nova nos lançamentos com a bola longa ao meio-campo. Assim que recuperar o ritmo é ele e mais 10. - 6,5
Felipe Jonatan: Fazia um primeiro tempo mais preocupado com a marcação. Em razão das dores no púbis foi substituído no intervalo. - 6,0
(Camacho): Entrou muito bem e melhorou a qualidade no passe no meio-campo acéfalo do time. - 6,5
Lucas Braga: Dedicação e comprometimento ao extremo. Sobrecarregado em ter que marcar os atacantes pela esquerda do Inter e ainda aparecer no ataque. - 6,0
Pirani: Não conseguiu 'arrastar' e levar a bola da segunda para a terceira linha. Melhorou com a entrada de Camacho. Deu o cruzamento no escanteio que proporcionou o gol. - 6,5
(Sánchez): Precisa de uma pré-temporada bem feita, pois sua liderança será importante no desenvolvimento dos mais jovens. - 5,5
Ângelo: Ainda peca nas tomadas de decisões, mas foi gostoso ver ele, Sandry, Pirani, Marcos Leonardo todos juntos. Os meninos da Vila vão amadurecer. - 6,5
(Lacava): Pegou pouco na bola. - SEM NOTA
Marcos Leonardo: Maravilhoso segundo tempo. Confiante. Finalizou e estava bem colocado no gol. Fez pivô, deu assistência para Madson que desperdiçou. Vive brilhante momento. - 8,0
(Raniel): Entrou em campo nos últimos minutos. - SEM NOTA
Técnico: Fábio Carille: Arrumou o time no intervalo. Colocou a molecada que teve chances até de ganhar o jogo. - 6,5

REUNIÃO NO CD

Acontece nesta segunda-feira (29) importante reunião no Conselho Deliberativo do Santos.

Pelo que pudemos apurar, a proposta de acabar com o desconto de 50% nas mensalidades das mulheres será retirada da pauta. A confirmação nos veio através do presidente do clube Andres Rueda, na tarde deste domingo (28).

Outro importante ponto será a apreciação, discussão e votação da Proposta Orçamentária para o exercício de 2022. 

O Blog teve acesso ao orçamento e nele consta uma previsão orçamentária de R$ 76 milhões, ou seja, muito provavelmente resultante de vendas de atletas.

Também será apresentada o relatório contábil do terceiro trimestre, além de votação da revisão e suplementação orçamentária com parecer do Conselho Fiscal.

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ALÍVIO

Publicado às 02h00 desta sexta-feira, 26 de novembro de 2021.

O Santos deu um importantíssimo para permanecer na primeira divisão ao vencer o Fortaleza por 2 a 0, na noite desta quinta-feira, no Estádio da Vila Belmiro, em partida válida pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. 

O resultado leva o alvinegro praiano ao número mágico de 45 pontos. A última vez que um clube caiu na série A com 45 pontos foi o Fluminense, no longínquo ano de 2009. Os dois gols da vitória do Peixe foram marcados por Marcos Leonardo. Com o triunfo, o clube pulou para a 11ª colocação do Brasileirão. 

Após desfalcar o time no clássico contra o Corinthians, Marinho voltou a figurar entre os titulares. Além do camisa 11, o volante Sandry, recuperado de uma cirurgia de reconstrução de ligamento no joelho, foi outra novidade entre os relacionados. Por outro lado, Madson, com problemas musculares, acabou virando desfalque e nem relacionado foi.

Em campo, o Santos começou mais ligado, criou as principais oportunidades, mas não conseguiu tirar o zero do placar. Logo de cara, Tardelli recebeu de Zanocelo e mandou muito perto do gol defendido por Marcelo Boeck. O Fortaleza se segurou e foi crescendo aos poucos. A resposta foi com Robson, que obrigou João Paulo a fazer uma grande defesa para evitar o gol.

O time da Vila que havia começado bem a partida foi tendo dificuldades de criar e as bolas mais perigosas foram do Fortaleza na primeira etapa.

No intervalo, o Santos perdeu todo o seu poder ofensivo. Diego Tardelli sentiu um desconforto no posterior e precisou ser substituído. Além dele, Marinho, voltou a sentir a coxa. O camisa 11 acabou saindo para evitar um problema ainda mais sério. Carille revelou na coletiva que o jogador pediu para continuar no jogo, mas não teve seu pedido atendido.

Sem sua dupla de ataque, o Santos começou a se virar como podia, mas encontrou dificuldade diante de um time muito bem organizado como o Fortaleza. Mesmo assim, no embalo de seus torcedores, criou boas chances. Após linda jogada de Ângelo, Gabriel Pirani jogou na rede pelo lado de fora. Algumas pessoas chegaram a gritar gol, mas o placar continuou inalterado.

O time paulista foi dominando o duelo e teve um pênalti marcado após a bola tocar na mão de Ronald na metade da etapa complementar. Marcos Leonardo foi para a cobrança e mandou para o gol. A bola ainda bateu em Marcelo Boeck antes de ultrapassar a linha, bem devagar. 

O Fortaleza, então, precisou mexer e colocou o ex-santista Lucas Lima em campo. A cada toque do meia, as vaias tomaram conta da Vila Belmiro.

Juan Vojvoda tentou rodar o time do Fortaleza, e acabou desorganizando o mesmo que não se encontrou mais. O Santos se aproveitou disso e da estrela de Marcos Leonardo. O atacante recebeu de Gabriel Pirani e após linda tabela ampliou o marcador para 2 a 0. Antes do apito final, Carille ainda colocou Sandry para ganhar alguns minutos em campo após longa lesão, e ficou assim.

Que as lições do paulistão e deste Brasileirão sirva para a gestão montar um time melhor e mais competitivo e a instituição não passe mais por esse tipo de apuro.

Não se faz futebol sem dinheiro, mas o sucesso requer muito mais que isso. Investimentos com inteligência, fazer as apostas corretas e colocar o futebol na mão de quem conhece.

Na próxima rodada, o Santos enfrenta o Internacional no domingo, às 19h, no Beira-Rio, em Porto Alegre (RS) com transmissão da ENERGIA 97 FM. 

Pirani deu a assistência para Marcos Leonardo marcar o segundo gol.

FICHA TÉCNICA

SANTOS 2 x 0 FORTALEZA

Estádio da Vila Belmiro - Santos (SP)

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)

Público: 11.313 pagantes 

Renda: R$ 223.880

GOLS: Marcos Leonardo, aos 25 (pênalti) e aos 44min do 2ºT

Cartões amarelos: Marcos Guilherme, Marcos Leonardo e Zanocelo (SFC); Marcelo Benevenuto e Pikachu (FOR)

SANTOSJoão Paulo; Kaiky, Boza e Luiz Felipe; Marcos Guilherme; Zanocelo (Camacho), Felipe Jonatan (Sandry) e Lucas Braga; Marinho (Pirani), Tardelli (Marcos Leonardo) e Ângelo (Vinícius Balieiro). Técnico: Fábio Carille

FORTALEZAMarcelo Boeck; Tinga, Marcelo Benevenuto, Titi e Yago Pikachu (Lucas Crispim); Éderson, Ronald (Edinho), Matheus Vargas (Lucas Lima) e Bruno Melo; Robson (Wellington Paulista) e David (Romarinho). Técnico: Juan Vojvoda


NOTAS DOS JOGOS DO SANTOS: 

João Paulo: Um dos grandes nomes do jogo e da temporada. Fez duas belas defesas, muito difíceis ainda na primeira etapa. - 7,5

Kaiky: Um segundo tempo perto da perfeição. Desarmou, se recuperou em lances com grande velocidade e ainda era responsável da bola chegar com qualidade da primeira para a segunda linha. - 7,0

Boza: Deu alguns sustos na primeira etapa. Melhorou na segunda etapa. - 5,5

Luiz Felipe: Liderança e bem na sobra. - 6,5

Marcos Guilherme: Ajudou bastante a defesa com seus constantes deslocamentos. - 6,0

Zanocelo: Correu bastante, muita entrega, mas pouca participação na armação do meio-campo. - 5,5

(Camacho): Com sua entrada, o passe melhorou no meio. - 6,0

Felipe Jonatan: Bem na marcação e colabora bastante do lado esquerdo da defesa e do ataque. Se reencontrou no meio. - 6,5

(Sandry): Três minutos em campo. Mas foi bom revê-lo recuperado. - SEM NOTA

Lucas Braga: Muita entrega. Desta vez, não se destacou como em outras oportunidades. - 6,0

Marinho: Visivelmente se esforçando ao máximo para seguir na partida. Pouco participativo. Substituído no intervalo. - 5,5

(Pirani): Não é meia coordenador de jogadas, mas um meia-atacante que chega e pisa na área. Bela tabela com Marcos Leonardo para o segundo gol. - 6,5

Tardelli: Começou bem, finalizando. Depois desapareceu. - 5,5

(Marcos Leonardo): Fez mais em quarenta e cinco minutos do que Raniel nos últimos jogos. Personalidade para bater o pênalti e puxou belo contra-ataque que terminou com seu segundo gol no jogo. - 8,0

Ângelo: Muito bom início de primeiro tempo. Rabiscou legal pela esquerda e estava incomodando o adversário. Depois caiu de produção. - 6,0

(Vinícius Balieiro): Jogou 10 minutos mais os acréscimos apenas. - SEM NOTA

Técnico: Fábio Carille: Apesar de terem sido substituições de ordem médica, os dois jogadores que o tecnico colocou foram fundamentais nos gols (Marcos Leonardo e Pirani). - 7,0

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SANTOS TERÁ A VILA E SUA TORCIDA NAS BATALHAS DO BRASILEIRÃO

Publicado às 16h50 desta terça-feira, 23 de novembro de 2021.

Dos males, o menor. O Santos escapou de perder mando de partidas na reta final do Campeonato Brasileiro e recebeu nesta terça-feira (23) em julgamento o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) apenas uma multa de R$ 5 mil pelo arremesso de uma baqueta no gramado, depois da derrota por 2 a 0 para o América-MG, no mês passado. Sendo assim, o alvinegro terá a Vila Belmiro e sua torcida nos dois últimos jogos da competição como mandante diante do Fortaleza, nesta quinta-feira (25) e Cuiabá, dia 9 de dezembro.

O presidente Andres Rueda, esteve presente com os advogados do clube, na audiência e a defesa santista alegou a impossibilidade de o Santos prever o comportamento do torcedor nesse ato, mais ainda, que o objeto não atingiu o juiz, pelas imagens apresentadas.

Os auditores decidiram punir o clube com uma multa de R$ 5 mil, como “caráter didático”, excluindo a punição de mando de campo. 

O presidente santista Andres Rueda afirmou que o clube tentará ressarcimento desse valor junto ao torcedor infrator, já que o mesmo foi identificado e feito um boletim de ocorrência.

Além dos dois jogos supracitados, o Peixe encara no próximo fim de semana, o Internacional em Porto Alegre e o Flamengo, em uma segunda-feira (6), no Rio de Janeiro. São os quatro jogos restantes que o clube tem para encerrar a sua participação na competição.

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NÃO QUIS COMPETIR

Publicado às 11h50 desta segunda-feira, 22 de novembro de 2021.

Eu não vou nem escrever que foi uma apresentação ruim, pois o Santos, simplesmente, não quis jogar e foi todo recuado enfrentar o Corinthians, em Itaquera. Era uma tragédia anunciada e o time da Vila foi derrotado por 2 a 0, com gols de Jô e Gabriel, neste domingo, em partida válida, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. 

Foi o primeiro reencontro do clube de Parque São Jorge com o ex-técnico Fábio Carille. Com o resultado, o Santos parou nos 42 pontos e viu a distância para o Z-4 cair de seis para cinco pontos. Outro fator relevante é que dos 10 últimos colocados somente o Peixe, Cuiabá, Sport e Chapecoense tem 34 jogos. Os demais, Grêmio, Juventude, Atlético-GO, Bahia, São Paulo e Atlhético-PR, todos tem um jogo a menos.

O primeiro tempo em Itaquera foi vergonhoso para o Santos. O total domínio dos donos da casa foi absoluto. 

Os primeiros 45 minutos terminaram com o Corinthians com 70% posse de bola, 13 finalizações contra somente uma do Santos que nem ao gol foi. O time da Zona leste, porque o Peixe permitiu, ocupou em peso o campo de ataque e acuava o alvinegro da Vila.

Sem Marinho, Carille optou por Marcos Guilherme no ataque. Trouxe Felipe Jonatan para a ala-esquerda e colocou Pirani no meio, junto com Camacho que não voltou bem, após a lesão e Pirani. Na zaga Kaiky que cumpriu suspensão diante da Chapecoense voltou pela direita.

Na etapa inicial, o Santos conseguiu a primeira e única finalização aos 39 minutos, quando Felipe Jonathan driblou Fagner na lateral e cruzou na área para Diego Tardelli testar para fora do gol. A igualdade no fim da primeira etapa não traduzia o que um único time procurou o gol: O Corinthians.

Para a segunda etapa, Carille mexeu no Santos. Após um primeiro tempo apático, o técnico optou em trocar Madson e Pirani por Ângelo e Lucas Braga. Mas logo no primeiro minuto, saiu o gol corintiano. Du Queiroz cruzou rasteiro na área, Jô recebeu de costas para o gol, girou sobre o marcador e chutou para o fundo das redes para abrir o placar. Detalhe que tinham oito santistas contra um corintiano dentro da área e ainda assim o centroavante abriu o marcador.

Com o resultado adverso, o Peixe começou a sair, mas não muito, para o jogo. Entretanto, Cássio era mero expectador. Pois só foi fazer uma defesa nos acréscimos da partida. Ou seja, o Santos não oferecia risco algum. Porém, com a vantagem parcial, o Corinthians baixou o ritmo do primeiro tempo e chegou menos vezes ao gol adversário.

Aos 39, veio a confirmação da vitória do mandante. Em cruzamento na área, Jô, funcionou como garçom e ajeitou para Gabriel chutar firme e ampliar o placar, em nova falha do sistema defensivo.

O SFC terminou o jogo com esta postura

Apatia, sem vontade de competir, limitações do elenco, proposta de jogo que só tinha a de se defender e não tinha o plano B, problemas táticos com um time torto no final do jogo, foram alguns de muitos problemas que o clube teve e tem de enfrentar.

Entender que o material humano é inferior ao adversário é compreensível, deixar de jogar e competir, no meu entender, não.

O clube volta a campo na quinta-feira (25) e a batalha na luta de seguir na primeira divisão permanece. O jogo contra o Fortaleza na Vila Belmiro, virou uma verdadeira final, pois depois serão dois jogos como visitante diante do Internacional, no próximo fim de semana e Flamengo, no Maracanã dia 6 de dezembro. Voltar a ganhar do clube cearense passou a ser obrigação. 


FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 2 X 0 SANTOS

Neo Química Arena - São Paulo

Árbitro - Leandro Pedro Vuaden (RS)

Público e renda - 43.583 torcedores/R$ 2.566.138,80

GOLS - Jô, no primeiro minuto do segundo tempo, e Gabriel, aos 39 da segunda etapa.

Cartão amarelo - Roni (SCCP)

CORINTHIANS - Cássio; Fagner, João Victor, Gil e Fábio Santos; Gabriel e Du Queiroz (Roni); Renato Augusto, Gabriel Pereira (Willian) e Róger Guedes; Jô (Gustavo Mosquito). - Técnico: Sylvinho.

SANTOS - João Paulo; Kaiky, Luiz Felipe e Danilo Boza; Madson (Ângelo), Camacho (Raniel), Zanocelo (Sánchez), Pirani (Lucas Braga) e Felipe Jonatan; Marcos Guilherme e Tardelli: Técnico: Fábio Carille.

Carille enfrentou o Corinthians onde conquistou títulos pela primeira vez.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS:

João Paulo: O único que escapou. Fez duas boas defesas. Uma delas, um milagre na conclusão de Renato Augusto dentro da área, ainda no primeiro tempo. - 6,5

Kaiky: Perdeu apenas um duelo individual. Tentou sair com a bola na primeira linha com qualidade. Em algumas não teve êxito. - 5,5

Luiz Felipe: Não comprometia. Porém, não conseguiu bloquear Jô no lance do primeiro gol corintiano. - 4,0

Danilo Boza: Apenas rebateu. Quando tentou sair com a bola, algo que não tem essa qualidade, perdeu a bola. - 5,0

Madson: Mal defensivamente. Deu uma bola no pé do adversário que quase pôs tudo a perder. Substituído no intervalo. - 4,5

(Ângelo): Iniciativa não lhe falta. Peca muito nas tomadas de decisão. Errou em várias delas. Jovem, temos que ter muita cautela para não queimar um ativo do clube. - 5,0

Camacho: Voltou bem abaixo do que produzia. Mal no meio de semana quando entrou no decorrer do jogo contra a Chapecoense e pior ainda no clássico. Deu muito espaço para Renato Augusto fazer o que queria. - 4,5

(Raniel): Quase não pegou na bola. - SEM NOTA

Zanocelo: Tem que dar um desconto porque é muito jovem, mas mal na marcação, não segurou a bola quando a defesa foi pressionada e armar então, esquece, que o meia sequer tentou. - 4,5

(Sánchez): Não vive um bom momento. Pouco participativo. - 5,0

Pirani: Não criou nada. Perdeu algumas bolas fáceis. Substituído no intervalo. A exemplo de Zanocelo parece que sentiu por ser jovem, jogar um clássico dessa magnitude no campo do rival. - 4,5

(Lucas Braga): Com o time torto ficou numa encruzilhada se ia para o ataque ou ajudava na ala canhota, Não fez bem nem uma coisa, nem outra. - 5,0

Felipe Jonatan: Responsável pela melhor e única chance do time ao driblar Fagner e cruzar na cabeça de Tardelli que desperdiçou. - 6,0

Marcos Guilherme: Correu muito como de costume. Objetivamente pouco acrescentou. - 4,5

Tardelli: Não parecia estar tão concentrado no primeiro tempo. Perdeu bolas bobas que estavam em seus domínios. Teve chance de abrir o marcador de cabeça e desperdiçou. - 4,5

Técnico: Fábio Carille: Sua estratégia foi para o espaço cedo. O time não tinha contra-ataque. Abdicou do jogo completamente. Também é importante se dizer que tem um material humano de qualidade duvidosa em muitas posições. Tinha Marcos Leonardo, mas prefere Raniel. Aí não tem como deixar de criticar a escolha. - 4,0

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RESULTADO MELHOR QUE O DESEMPENHO, MAS O QUE VALERAM FORAM OS TRÊS PONTOS

Publicado às 11h desta quinta-feira, 18 de novembro de 2021.

O Santos não jogou bem, mas fez o que se esperava dele. Venceu a Chapecoense por 2 a 0, na noite desta quarta-feira (18), em Vila Belmiro, e se afasta cada vez mais da 'zona da confusão' na luta pela sua manutenção na série A, Com o resultado e os demais jogos da rodada, o alvinegro ocupa a 11a. colocação da competição com 42 pontos.

Sem Kaiky suspenso, Carille confirmou Pará improvisado entre os três zagueiros. No ataque Marinho e Tardelli retornaram e Marcos Guilherme foi para a ala esquerda com Camacho reassumido a titularidade no meio-campo.

Com a necessidade de propor jogo, o Peixe teve muitas dificuldades. A Chapecoense, lanterna do campeonato, jogava melhor. Porém, Marinho sofreu pênalti na entrada da área. O próprio camisa 11 bateu e converteu. Foi o primeiro chute ao gol do Santos na primeira etapa, até então. 

Como não existe nada ruim que não possa piorar, Marinho sentiu dores musculares na posterior da coxa e deixou o gramado aos 36 minutos da primeira etapa. O 'carne seca' não deve enfrentar o Corinthians na próxima rodada.

Para a segunda etapa, Carille sacou Camacho e colocou Pirani. Ainda assim, os catarinenses seguiram melhor, mas pararam nas boas defesas de João Paulo.

Quando o jogo se aproximava do fim, Pirani recebeu de Raniel que havia entrado na segunda etapa e cruzou, Marcos Guilherme empurrou para o fundo das redes e sacramentou o resultado. O camisa 23 ainda colocou uma bola no travessão no lance seguinte.

Foi frustrante e bem abaixo do que se esperava a apresentação do Santos, uma das piores do time na competição, mas valeu pelos três pontos para sair dessa incômoda posição e seguir na batalha dos pontos necessários para se manter na elite do futebol brasileiro.


FICHA TÉCNICA

SANTOS 2 X 0 CHAPECOENSE

Estádio da Vila Belmiro - Santos (SP)

Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva (MG)

GOLS: Marinho, 26’/1ºT (1-0) e Marcos Guilherme, 38’/2ºT (2-0)

Cartões amarelos: Ângelo (SFC), Jordan e Busanello (CHA)

Público: 11.574 pessoas

Renda: R$ 232.400,00

SANTOS: João Paulo; Pará (Wagner Palha, aos 26’/2ºT), Luiz Felipe e Boza; Madson (Moraes, aos 43’/2ºT), Camacho (Pirani, no intervalo), Zanocelo, Felipe Jonatan e Marcos Guilherme; Tardelli (Raniel, aos 26’/2ºT) e Marinho (Ângelo, aos 36’/1ºT). Técnico: Fábio Carille 

CHAPECOENSE: João Paulo, Ezequiel, Laércio, Jordan e Busanello (Marquinho, aos 27’/2ºT); Moisés Ribeiro (Alan Santos, 27’/2ºT), Anderson Leite e Denner (Lima, aos 10’/2ºT); Mike (Geuvânio, aos 14’/2ºT), Kaio Nunes (Bruno Silva, aos 14’/2ºT) e Henrique Almeida. Técnico: Felipe Endres

João Paulo voltou a fazer ótimas defesas e salvar o Santos.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS

João Paulo: Ao lado de Marinho, o maior valor individual da partida. - 7,0

Pará: Improvisado, com o diz meu amigo, o empresário do ramo de automóveis - Alan Otacílio, fez o arroz com feijão bem temperado. Não comprometeu. - 6,0

(Wagner Palha): Jogou 25 minutos. Rebateu quando precisava. - 5,5

Luiz Felipe: Bem na bola área. Seu forte. - 6,0

Boza: Não comprometeu. Defesa nos últimos seis jogos só levou gol do Palmeiras. - 6,0

Madson: Pouco apoiou. - 5,5

(Moraes): Jogou menos de cinco minutos. - SEM NOTA

Camacho: Visivelmente sem ritmo. - 5,0

(Pirani):

Zanocelo: Limitou-se a desarmes. Não conseguiu armar. - 5,5

Felipe Jonatan: Com a escalação de Carille diferente, sem Pirani para armar, começou de meia-esquerda. Não repetiu os últimos bons jogos em uma posição nova. Suas melhores aparições na partida foram nos desarmes e depois quando foi para a lateral esquerda. - 6,0

Marcos Guilherme: Estava sumido, apesar de se doar bastante correndo o tempo todo, até marcar seu gol. Colocou uma bola no travessão no final. - 6,5

Tardelli: Apagado. Nem quando recompunha para ajudar o meio, apareceu no jogo. - 5,0

(Raniel): Muita entrega. Pouco futebol. Notado no passe que deu para Pirani cruzar e Marcos Guilherme marcar. - 5,0

Marinho: Conseguiu mesmo de costas sofrer uma penalidade máxima que ele mesmo bateu. Um desafogo. Minutos depois deixou o campo lesionado e não enfrenta o Corinthians, no domingo (21). - 7,0

(Ângelo): Não reeditou o bom futebol do jogo contra o Red Bull Bragantino, semana passada. Tomadas de decisões equivocadas. - 4,5

Técnico: Fábio Carille: O Santos tem problemas gritantes inclusive táticos. Mas sorte do que juízo neste jogo. Marcou mal, não conseguiu propor jogo contra o lanterna e rebaixada Chapecoense. - 5,0

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FECHOU A 'CASINHA' E GARANTIU UM PONTO

Publicado às 12h deste domingo, 14 de novembro de 2021.

Um temporal, uma hora antes de a bola rolar castigou o gramado do estádio Antônio Accioly e prejudicou o espetáculo no empate entre Atlético Goianiense 0x0 Santos. O resultado colocou temporariamente o Peixe na 11a. colocação do Campeonato Brasileiro e afastou um pouco mais o time da 'zona da confusão', em partida válida pela 32a. rodada. Foi o 10o. ponto conquistado em 15 disputados nos últimos cinco jogos.


Mesmo com o campo pesado que levou o trio de arbitragem a adiar 10 minutos, o início da partida, Carille manteve a formação de jogadores leves do meio pra frente com Pirani, Ângelo e e outros. 

Aliás, o Carille respondeu o questionamento que fiz ao mesmo, após o jogo, na entrevista coletiva, se ele pensou em alterar o time em razão das condições climáticas:
"É muito difícil, a gente programa, a gente trabalha bola parada, muitos detalhes. Passou pela cabeça sim, mas quando a gente chega no estádio, mudar algo que está programado, não é fácil. Defini o time na hora do almoço. Perdi o Marinho mais ou menos 2 horas da tarde, mas tinha trabalhado o Ângelo um pouquinho e preferi dar sequência." garantiu o comandante técnico.

No primeiro tempo, poucas ações de gol, os times proporcionaram. O Peixe teve duas oportunidades. Na primeira, Marcos Guilherme desperdiçou e furou, após cruzamento de Pirani e em seguida, Boza perdeu gol incrível após cobrança de falta.

No segundo tempo, com o gramado mais seco, o time da casa lançou-se para o ataque e colocou, a exemplo do Red Bull Bragantino no segundo tempo do jogo passado, quase 70% de posse de bola e atacou o Santos, que novamente ficou com cinco jogadores na primeira linha defensiva (três zagueiros e os dois laterais), uma segunda linha de três e outra de dois. 

Com pouco mais de 20 minutos, o treinador santista reforçou ainda mais a marcação com a substituição de Camacho por Ângelo, com a primeira linha de cinco, outra com quatro e apenas Raniel, que entrou no intervalo, no ataque.

O Santos lutou para voltar para a Baixada com o empate. Abdicou do ataque e não finalizou com um chute sequer na meta de Fernando Miguel, na segunda etapa.

Você pode e eu me incluo entre esses, não gostar do estilo de jogo proposto por Carille. Mas com a qualidade limitada da maioria do elenco e a necessidade de pontuar para sair da zona da confusão na luta pela permanência na série A, temos que ressaltar a melhora defensiva na era do novo técnico. 

Os números são irrefutáveis. Com Diniz o Santos tinha uma média de 1,31 gol sofrido por jogo. Com Carille, caiu para 0,84. 

Nos últimos cinco jogos, por exemplo, O Santos sofreu apenas os dois gols para o Palmeiras e a meta de João Paulo não foi vazada nas vitórias diante de Fluminense, Athlético-PR e Red Bull Bragantino e no empate deste fim de semana em Goiânia. Ou seja, a melhor defesa, pelo menos por enquanto, segue sendo a defesa.

Na próxima quarta-feira (17), o estilo Carille vai ter que ser modificado e propor jogo. O Peixe recebe a lanterna Chapecoense, na Vila Belmiro. O jovem talentoso Kaiky fica de fora suspenso pelo terceiro amarelo. Wagner Palha deve ser o seu substituto.

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO-GO 0 X 0 SANTOS

Estádio Antônio Accioly, em Goiânia (GO)

Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG)

Cartões amarelos: Kaiky, Danilo Boza, Moraes (SFC), Wanderson, André Luís (ATL)

ATLÉTICO-GO: Fernando Miguel; Dudu, Wanderson (Oliveira), Pedro Henrique (Werley) e Igor Cariús (Jefferson); Marlon Freitas, Willian Maranhão e André Luís (Lucão); Ronald, Zé Roberto (Bryan Montenegro) e João Paulo. Técnico: Marcelo Cabo

SANTOS: João Paulo, Kaiky, Luiz Felipe e Danilo Boza; Madson, Felipe Jonatan, Vinícius Zanocelo (Sánchez), Gabriel Pirani (Raniel) e Moraes (Balieiro); Ângelo (Camacho) e Marcos Guilherme (Lacava). Técnico: Fábio Carille

Lacava fez sua estreia no profissional do Santos.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS

João Paulo: Nenhum milagre, até por não ter tido necessidade. Debaixo dos três paus, sem dúvidas o melhor goleiro do campeonato, ao lado de Weverton, entretanto voltou a sair mal do gol na bola aérea. Precisa corrigir essa deficiência. Na hora que isso acontecer, será um dos melhores da América. - 6,0

Kaiky: O melhor do time junto com Felipe Jonatan. Tentou melhorar a saída de bola, mas o gramado não ajudou. Tomou cartão bobo e desfalca o time na próxima rodada. - 6,5

Luiz Felipe: Algumas saídas erradas no fim do primeiro tempo. Bem no jogo aéreo. - 6,0

Boza: Não tem uma saída de bola refinada. Perdeu uma oportunidade de ouro na primeira etapa. - 5,5

Madson: Limitou-se a defender. Com o gramado pesado e a construção de jogadas inexistente no meio-campo, não apoiou. - 5,5

Felipe Jonatan: Bem a vontade nessa posição. Ótima na cobertura da defesa e marcou bem. Ao lado de Kaiky, os melhores do Santos. - 6,5

Zanocelo: Jogador leve. Com o gramado pesado, pouco apareceu. - 5,5

(Sánchez): Não vive seu melhor momento. Deu toques de lado. - 5,0

Pirani: A exemplo de Zanocelo, teve dificuldades com o gramado encharcado. Ainda assim conseguiu uma assistência para Marcos Guilherme que furou. - 5,5

(Raniel): Não se encontrou. Também, a bola pouco chegou. Fica difícil até avaliar com justiça. - 5,0

Moraes: Foi o jogador mais participativo no primeiro tempo. Deu carrinhos perigosos e em dois momentos, deixou a torcida santista preocupado. Voluntarioso. - 5,5

(Balieiro): Fechou a casinha no meio-campo. Marca muito bem. - 6,0

Ângelo: Dificuldades com o gramado prejudicado. Teve poucos momentos de ações vencedoras no um contra um. Foi substituído. - 5,5

(Camacho): Reforçou a marcação na entrada da área. - 5,5

Marcos Guilherme: Corre e se doa ao máximo. Perdeu oportunidade de ouro ao furar após cruzamento de Pirani. - 5,0

(Lacava): Apenas 15 minutos em campo. Valeu pela estreia. - 5,5

Técnico: Fábio Carille: Fiquei com a sensação de que deveria ter modificado a escalação em razão da chuva. Acreditou na primeira linha defensiva com cinco homens e depois colocou quatro na segunda. O time abdicou totalmente de ações ofensivas na segunda etapa. Valeu pelo ponto conquistado. - 6,0

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