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| Publicado às 00:32 desta quinta-feira, 05 de fevereiro de 2026 |
16% é o aproveitamento Santista em clássicos na temporada 2026. Já são quatro no ano, sem uma única vitória sequer. No segundo duelo contra o São Paulo mais um empate, dessa vez em casa pelo Campeonato Brasileiro. Zé Rafael abriu o placar e posteriormente Calleri empatou para decretar o 1x1.
Vojvoda voltou a fazer muitas mudanças no time titular - cinco. Três foram no sistema defensivo, com Igor Vinícius, Zé Ivaldo e Lira perdendo suas posições para Mayke, Luan Peres e Escobar. Zé Rafael e Rony também foram novidades nas vagas de Miguelito e Rollheiser.
Crespo foi mais inteligente que o treinador Santista no momento de pensar no posicionamento dos atletas. O argentino adversário sabe da deficiência dos zagueiros no quesito velocidade e "espetou" dois centroavantes, que conseguiram amarelar Adonís e criar boas oportunidades.
Além disso, Vojvoda voltou a fazer dupla de ataque - dessa vez com Gabigol e Rony. Era tudo que os são-paulinos queriam, já que estavam montados com um trio de zaga. Desde que o mundo é mundo, três é maior que dois e naturalmente havia superioridade numérica.
Não é coerente esse 4-4-2 sem profundidade dos laterais e sem drible curto. Barreal tentou fazer isso três vezes e falhou.
Apesar de tudo isso e um primeiro tempo sofrível, o Peixe abriu o placar nos acréscimos após finalização de Adonís e rebote conferido por Zé Rafael. Mesmo com todos os problemas do zagueiro argentino, que são muitos, mas foi o primeiro a ter coragem de finalizar de longe.
O filósofo contemporâneo já diria desde os primórdios: "se não vai na técnica, vai na marra". E esse time do Santos falta técnica. Tem que ser na finalização de longe mesmo. Chegar na área será difícil.
Time e comissão não souberam aproveitar que a torcida, que protestou de forma justa e coerente, se virou a favor novamente após o gol e intervalo. Mas pelo contrário, o Santos deu a bola ao São Paulo e abdicou completamente do jogo.
Quando Crespo desfaz a linha dos três zagueiros e promove as entradas de Luciano, Lucas Moura e Marcos Antônio, novamente o argentino do rival se sobressaiu. O camisa sete saiu de dentro para fora no facão e cruzou para Calleri empatar.
“Eles fizeram a mudança com Lucas, Luciano e dois atacantes fortes no jogo aéreo. Pensei em uma mudança mais defensiva, mas com cerca de 15 minutos estávamos jogando na Vila e, nesse momento, acabamos sofrendo o empate”, disse o treinador do Peixe.
A falta de cobertura nas costas de Escobar no lance do gol mostra a necessidade urgente do rejuvenescimento do elenco e a ausência de jogadores rápidos no meio e defesa. O contra-ponto que poderia ser o Gabriel Menino está virando secretário de lateral, quando poderia ajudar Schmidt e/ou Zé Rafael.
Hoje talvez só o retorno do Neymar no domingo possa ser um alento, mas a ver quanto tempo o craque vai demorar para recuperar o ritmo. Ano passado não foi rápido. Depender de apenas um jogador, apesar da genialidade, é perigoso.
SANTOS: Gabriel Brazão; Mayke, Adonís Frías (João Basso, no intervalo), Luan Peres e Escobar; Schmidt, Gabriel Menino (Bontempo, aos 42’/2ºT) e Zé Rafael (Miguelito, aos 24’/2ºT); Barreal (Rollheiser, aos 34’/2ºT); Rony (Lautaro Díaz, aos 42’/2ºT) e Gabriel Barbosa.
Técnico: Juan Pablo Vojvoda
SÃO PAULO: Rafael, Alan Franco (Lucas, aos 15’/2ºT), Arboleda e Sabino; Maik (Ferraresi, aos 46’/2ºT), Danielzinho, Bobadilla (Luan, aos 38’/2ºT), Pablo Maia (Marcos Antonio, aos 15’/2ºT) e Enzo Diaz; Tapia (Luciano, aos 15’/2ºT) e Calleri.
Técnico: Hernán Crespo
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| Adonís iniciou jogada do gol, mas levou baile do ataque adversário |
NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Brazão - Acionado duas vezes no primeiro tempo e outras duas no segundo. Manteve a média do ótimo goleiro que é. - 6,0
Mayke - Cruzou apenas duas vezes e errou ambas. Deixou muito espaço nas costas para Tapia explorar. - 4,0
Adonís - Jogou maior parte do jogo no mano a mano com Tapia e um pouco com Calleri, onde teve dificuldade e até perdeu na velocidade para o argentino que vem de uma lesão de LCA. Mesmo com tudo isso, foi o único que teve coragem de finalizar na hora do gol. - 4,5
Luan Peres - Também teve muita dificuldade no mano a mano com Calleri. - 5,0
Escobar - A sua principal virtude (marcação) não tem aparecido. Deixou espaço nas costas no gol de empate e no primeiro tempo aquele lado também vinha sendo explorado pelo adversário. - 4,0
Schmidt - Muito cadenciado. - 4,5
Zé Rafael - Reitero o que disse para seu companheiro de meio-campo com o adendo de que joga muito de costas ainda, não é a dele. Bem posicionado na hora do gol. - 5,0
Menino - Muito mais aberto de ponta do que na meia. Não vai driblar ninguém e não tem lateral para ultrapassar. Jogando naquela função e região não vai ajudar muito. - 5,0
Barreal - Tentou 10 cruzamentos e errou todos. Tomadas de decisão muito equivocadas. Espero que o jogo posicional do argentino tenha sido escolha do treinador, porque sem movimentação tem muita dificuldade. - 4,5
Rony - Brigou e incomodou a defesa adversária. Nada além disso. - 5,5
Gabigol - Baixou para jogar e naturalmente recebeu mais bolas. Dentro da área foi bem servido duas vezes, perdeu, mas estava impedido. - 4,5
Basso - Não atuava há sete meses. A saída de bola melhorou com o camisa 13, defensivamente foi mais constante que Adonís, mas falha no gol adversário, pois era quem marcava Calleri imediatamente. - 5,0
Miguelito - Melhor que os outros que passaram pela direita no jogo, porque é da função, mas nada que mudasse a partida. - 5,0
Rollheiser - Inoperante total. Mesmo com poucos minutos parece que jogou o tempo todo. - 4,0
Bontempo - SEM NOTA
Lautaro - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM e no Esporte por Esporte.




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