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| Publicado às 03:37 deste domingo, 01 de fevereiro de 2026 |
Seis jogos sem vencer, três jogos sem marcar gol com bola rolando, primeira vitória do São Paulo contra Vojvoda e o pior de tudo: sentimento de impotência perante aos rivais. Os são-paulinos venceram por 2x0 e ultrapassaram o Santos na tabela do Campeonato Paulista. Tapia e Luciano marcaram os gols do jogo.
Depois da catástrofe de Chapecó, Vojvoda voltou a fazer um alto número de mudanças - foram cinco no total -, quase meio time. O miolo de zaga foi trocado por Adonis e Zé Ivaldo. No meio-campo, Rollheiser tomou vaga de Zé Rafael e Barreal a de Caballero - que está de saída do clube. No ataque, Gabigol voltou a campo no lugar de Lautaro.
Apesar da troca de peças, o treinador não alterou o sistema de jogo, apenas deixou Barreal por dentro, abrindo Rollheiser e Miguelito nas pontas.
O objetivo do jogo Alvinegro era claro: partir pelo menos para o intervalo com um empate no placar e quiçá achar um gol na segunda etapa. O time da casa vinha colaborando para isso, já que era inofensivo ao gol de Brazão, em que pese os 68% de posse de bola.
Porém, aos 35 minutos, Gabriel Menino, que já tinha amarelo, deu uma entrada duríssima, foi expulso e viu o time terminar a primeira etapa em apuros. Naquele momento, Vojvoda colocou Rony de maneira inteligente, já que faltava profundidade e se tornou ainda mais necessária naquele momento.
No segundo tempo, o objetivo de sair da capital com um ponto durou menos do que o esperado - cinco minutos. Quando o Santos se viu pressionado no meio-campo e deu contra-ataque para o adversário abrir o placar com Tapia.
Cinco minutos depois o filme se repetiu. Parecia replay. Bola perdida no meio-campo, contra-ataque nas costas da defesa Santista e placar liquidado. O tempo restante serviu para os mandantes controlarem o jogo.
É perda de tempo falar dos problemas do time, porque são sempre os mesmos: meio-campo pesado, bola sempre descoberta, defesa lenta e ataque que não faz mal a uma planta.
Também não dá para cair no discurso de pedir demissão de treinador. Já se fez isso em 25, 24, 23, 22, 21 e assim por diante. Querer achar um único culpado nesse momento não vai nos levar a lugar nenhum. A questão é estrutural, de gestão.
O meio-campo montado e substituído foi colocado em campo, porque simplesmente não tem jogadores daquelas posições. O ataque tem que terminar com Escobar na ponta, porque não trouxeram jogador de lado, e quem tá no banco o treinador não tem coragem de colocar e a gestão apoia isso.
Não vejo uma perspectiva diferente dos últimos anos. Será achar dois times piores no Paulista e quatro no Brasileiro. Infelizmente o Time do Rei se limitou a isso.
GOLS: Tapia (1 x 0), aos 5 e Luciano (2 x 0) aos 12 minutos do 2º tempo
SÃO PAULO: Rafael; Arboleda, Alan Franco e Sabino (Lucas); Maik, Bobadilla, Marcos Antônio, Danielzinho (Pablo Maia) e Enzo (Wendell); Tapia (Calleri) e Luciano (Ferreirinha).
Técnico: Hernán Crespo
SANTOS: Gabriel Brazão; Igor Vinicius (Mayke), Adonis Frias, Zé Ivaldo e Vinicius Lia; João Schmidt, Gabriel Menino e Rollheiser (Zé Rafael), Barreal (Escobar), Miguelito (Rony) e Gabriel Barbosa (Lautaro Diaz).
Técnico: Juan Pablo Vojvoda
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| Rony fez sua estreia pelo Santos |
NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Brazão - Querer colocar culpa no goleiro é brigar com a imagem. Sem contar que é um dos poucos que dá a cara para bater nos momentos adversos. - 5,5
Igor Vinícius - Teve muita dificuldade na marcação e não conseguiu ser eficiente no ataque. - 4,5
Adonís - Os dois gols do adversário foram nas costas do argentino. Joga exposto? Sim, mas vai bisonhamente mal nas coberturas. - 3,5
Zé Ivaldo - Quando exigido não comprometeu como seu companheiro de zaga. - 5,0
Lira - Está ainda visivelmente inseguro. Sente o momento do time e é natural, faz parte do crescimento - tem apenas 18 anos. Tem muito potencial. - 5,0
Schmidt - Pelo alto soberano, mas por baixo muito longe disso. Faz parte do meio-campo pesado, tem dificuldade nas coberturas e deixa a defesa exposta. Não dá velocidade na saída de bola. - 4,0
Gabriel Menino - Estava bem no jogo até ser infantilmente expulso. Jogador de característica diferente dos companheiros de meio-campo. - 3,5
Barreal - Enquanto estava por dentro ficou sem função com a bola, porque o time não atacava. Deu a única finalização perigosa do time no segundo tempo. - 5,5
Miguelito - Serviu apenas como secretário do Lira. Não tem profundidade. - 5,0
Rollheiser - O comentário é o mesmo do Miguel com o adendo de que é pouquíssimo inteligente no posicionamento e não acompanha o restante na questão física. - 3,5
Gabigol - Enquanto o time não atacar o comentário será o mesmo. Órfão de pai e mãe. Não recebe uma bola. - 5,0
Rony - Estrante, incomodou a zaga adversária como pôde. Jogador que dá a profundidade e velocidade que faltam no elenco. Recebeu apenas um passe em condições de finalizar. - 5,5
Zé Rafael - Entregou a posse ao adversário nos dois gols ao segurar demais a bola. Não tem mais velocidade para isso. Perdeu 11 das 23 ações com bola que teve. - 3,5
Lautaro - Entra, porque não tem outro. Simples assim. - 4,5
Mayke - SEM NOTA
Escobar - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.




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