Três zagueiros, três volantes, mas apenas um ponto. Assim como aconteceu no Campeonato Paulista, Santos e Corinthians empataram em 1x1, porém dessa vez pelo Brasileiro. Memphis abriu o placar para os visitantes aos 17 minutos e Gabigol empatou aos 21 dando números finais ao jogo.
Suspenso, Vojvoda - representado pelo seu auxiliar Gastón Liendo - fez cinco alterações de peças, mas a principal surpresa ficou por conta do sistema tático. Dessa vez a comissão argentina utilizou pela primeira vez o esquema com três zagueiros.
Igor Vinícius e Lira foram ao banco. Rony e Barreal fizeram as alas. Thaciano foi sacrificado no ataque para a adição de Zé Ivaldo no miolo defensivo.
No corredor central, o treinador armou o time num tripé. Oliva fez a cabeça de área, Bontempo o lado direito e Gustavinho, que pela primeira vez foi titular no time profisisonal, o lado esquerdo.
Jogar dessa forma, com dois primeiros volantes (Oliva e Gustavo), tornou o time necessitado de jogar pela direita e muito defensivo, porque o menino está acostumado a jogar de oito se for lado a lado com seu companheiro de posição. Caso contrário, é nitidamente camisa cinco - desde a base.
Desfalque em Mirassol, Neymar voltou ao time fazendo dupla com Gabigol.
Com 10 minutos de jogo tudo estava favorável ao Alvinegro de Vila Belmiro - que naquela oportunidade já tinha criado perigo três vezes ao gol adversário.
Além da surpresa na escalação, o Peixe marcou em pressão alta na saída de bola do adversário, que tinha muita dificuldade para passar o meio-campo. Apesar da abertura do placar sendo do rival, o Santos era mais organizado e mandava no jogo.
Na segunda metade da etapa inicial o rival conseguiu estancar seus problemas e conseguiu ir ao vestiário com mais posse de bola, além de levar muito mais perigo ao gol de Brazão.
SFC finalizou mais, com menos aproveitamento é verdade, desarmou mais e venceu mais duelos, mas o ímpeto do time até a parada para hidratação não perdurou por muito tempo.
O segundo tempo é até indigno de qualquer tipo de comentário. Vou chamar um advogado ou promotor para analisar de tão burocrático que foram os últimos 45 minutos. Foram momentos assombrosos para os mais de 15 mil presentes em Urbano Caldeira.
Brazão e Hugo podem ir direto a um jantar de gala com o mesmo uniforme porque não trabalharam em nenhum momento.
Um clássico do tamanho de Santos e Corinthians, não pode ser tão acintoso tecnicamente assim. Aproveitamento de passes do Peixe ficou em 77% e do adversário em 80% - algo fora da realidade para alto rendimento.
A grande atuação de Oliva, que se entendeu com Bontempo, é a grande notícia da partida.
No final do jogo, Luan Peres foi expulso e o menino Lira sentiu o joelho. O Santos terminou o jogo com nove. Por essas circunstâncias o ponto ficou de bom tamanho. Problemas de outros jogos não foram repetidos, como perder o meio-campo, mas o time voltou a ser pobre de ideias.
Toda força do mundo ao Menino da Vila que saiu chorando muito de campo. Que não seja nada grave.
SANTOS: Brazão; Adonis Frías, Zé Ivaldo e Luan Peres; Rony, Gustavo Henrique (Rollheiser), Christian Oliva (Gabriel Menino), Gabriel Bontempo (Willian Arão) e Barreal (Vini Lira); Neymar e Gabriel Barbosa (Thaciano).
Técnico: Gastón Liendo (auxiliar)
CORINTHIANS: Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele (Pedro Raul), André (Garro), Breno Bidon e André Carrillo (Allan); Memphis Depay e Kaio César (Kayke).
Técnico: Dorival Jr
![]() |
| O auxiliar Gastón Liendo substituiu o suspenso Vojvoda |
Brazão - Fez duas grandes defesas no primeiro tempo e pouco trabalhou no segundo. - 6,5
Adonís - Tomou drible de Memphis no lance do gol. Com três zagueiros e três volantes ficou menos vulnerável. - 4,5
Zé Ivaldo - Jogou como homem da sobra. Defensor menos exigido. Com a bola, teve 75% de aproveitamento no passe, que é bem baixo. - 5,0
Luan Peres - Antes da expulsão vinha fazendo um grande jogo, principalmente nas coberturas de Barreal. O cartão vermelho foi desnecessário, já que tinha acabado de tomar amarelo e no lance seguinte cometeu a falta com a jogada estando morta. - 5,0
Rony - Às vezes peca no cognitivo, mas é o jogador que mais se entrega no time e errou apenas um passe. Ele e Bidu se anularam. Não tem experiência na lateral/ala, ainda assim teve três desarmes. - 5,5
Oliva - Muito a característica dos volantes Santistas, porque é mais rápido. Pisou mais próximo ao ataque no início de jogo e finalizou. Teve cinco interceptações. - 6,5
Gustavinho - Jogou mais avançado do que atuava na base, pelo lado esquerdo do tripé. Pulmão muito avantajado, colaborou na pressão alta do início do jogo. - 6,0
Bontempo - Muito acionado no primeiro tempo, já que era o jogador com mais refino técnico do meio-campo. Ainda pode finalizar mais de média-distância. Saiu com lesão na lombar. - 6,0
Barreal - Colaborou mais quando apareceu por dentro, do que na sua função de ala. Diferente de Rony, já fez a função, mas há tempos não acontecia. - 5,5
Neymar - Não foi a melhor das atuações do craque, que ao final do jogo reclamou do gramado. Nitidamente está sem confiança para finalizar de média distância, porque teve duas chances de fazer isso, mas preferiu mais um drible. - 5,0
Gabigol - Oportunista, chegou ao sétimo gol na temporada em 11 jogos. Titular que menos tocou na bola, menos que Brazão, ou seja, foi pouquíssimo acionado. - 7,0
Arão - Jogou cerca de 30 minutos e ainda desarmou duas vezes. - 5,5
Lira - SEM NOTA
Thaciano - SEM NOTA
Menino - SEM NOTA
Rollheiser - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.




0 Comentários
Comente sobre o tema da matéria. Falta de educação e falta de respeito não serão tolerados. Sem mais.