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NOVE JOGOS SEM VENCER E UM GOL NAS ÚLTIMAS SEIS PARTIDAS

Publicado às 11h deste domingo, 19 de setembro de 2021.

O Santos completou nove jogos sem vitória ao empatar em 0 a 0 diante do Ceará, no Estádio Castelão em Fortaleza, na noite deste sábado (18), em partida válida pela 21a. rodada do Campeonato Brasileiro. Na competição de pontos corridos o jejum é de sete partidas. 

Com o ponto conquistado no nordeste, o Peixe agora tem 24, e está apenas três acima do América-MG, time que abre a zona da degola e que enfrenta o Corinthians neste domingo (19). O empate também foi ruim para os donos da casa, que acumulam seis jogos sem vitória.

Foi terceiro jogo que o time foi dirigido por Fábio Carille. Com ele, o alvinegro ainda não venceu e a equipe não marcou gols. Além do 0 a 0 deste sábado (18), o treinador que substituiu Fernando Diniz coleciona um empate com o Bahia (0 a 0) e um revés para o Athletico Paranaense na queda na Copa do Brasil (1 a 0), no meio de semana.

O empate demonstra bem as dificuldades do time fora de casa. No Campeonato Brasileiro, o Santos só conseguiu ganhar da Chapecoense como visitante. Em nove paridas fora de casa, a equipe segurou três empates e sofreu cinco derrotas.

A crise teve uma oportunidade de ser mandada para longe aos 26 do primeiro tempo, quando o meia Jean Mota chutou de longe, a bola desviou no zagueiro Messias, e o árbitro Daronco marcou pênalti após consulta ao VAR. Marinho desperdiçou a cobrança. O atacante escorregou na hora da batida, em um lance idêntico ao que ocorreu com o atacante Pedro, do Flamengo, em partida diante do Fortaleza, no mesmo estádio, no Campeonato Brasileiro do ano passado.

Carille experimentou três zagueiros, um deles o estreante Emiliano Velázquez, uruguaio, e à princípio resolveu ou diminuiu os problemas defensivos. O time sofreu menos, ainda assim, necessitou da intervenção do goleiro João Paulo, na segunda etapa.

Mas na frente, os problemas permanecem. O time finaliza pouco e sem agressividade. 

Nos últimos seis jogos, o time marcou apenas um gol. Foram derrotas para o Athlético Paranaense na Copa do Brasil, empates contra Bahia e Ceará, além de derrotas para Flamengo e Cuiabá e o único gol marcado foi na Arena Pantanal diante do time mato-grossense na derrota por 2 a 1.

O alvinegro como está eliminado das demais competições, só volta a campo n o domingo que vem (26), diante do Juventude, no Sul do país. Lucas Braga que cumpriu suspensão está à disposição e pode retornar ao time.


FICHA TÉCNICA

CEARÁ 0 X 0 SANTOS

Arena Castelão

Árbitro: Anderson Daronco (RS)

Cartões amarelos: Kelvyn, Messias, Erick (CEA), Pará, Camacho (SFC)

CEARÁ: Richard; Gabriel Dias, Messias, Luiz Otávio, Bruno Pacheco; Fernando Sobral, Geovane (Marlon), Vina (Yony González), Rick (Erick), Kelvyn (Lima), Jael (Cléber); Técnico: Tiago Nunes

SANTOS: João Paulo; Danilo Boza, Emiliano Velázquez e Wagner Palha; Pará (Ângelo), Camacho (Ivonei), Jean Mota (Zanocelo) e Felipe Jonatan; Marinho, Marcos Guilherme e Léo Baptistão (Raniel) Técnico: Fábio Carille

O jovem atacante Ângelo entrou no segundo tempo do jogo.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS

João Paulo: Voltou a fazer grandes defesas. No fim do jogo, livrou o time da derrota num chute a queima roupa dentro da área. - 6,5

Boza: Deu uma saída errada no começo do jogo, depois melhorou a cobertura pela direita. - 6,0

Velázquez: Mostrou ser bom rebatedor. Jogou como líbero, o defensor da sobra na trinca utilizada por Carille. - 6,0

Wagner Palha: Não comprometeu. Mesmo nível dos colegas de posição. - 6,0

Pará: Sofreu na primeira etapa. O Ceará escolheu seu lado para atacar. Não apoiou, mesmo no esquema de três zagueiros. Foi substituído. - 5,0

(Ângelo): Jogou meia hora dos 45 minutos finais. Perdeu a maioria dos duelos individuais. Precisa de sequência. - 5,0

Camacho: Sobrecarregado em marcar na frente da defesa e ajudar na construção de jogada. Lento. - 5,5

(Ivonei): Entrou para dar mais qualidade, porém, não deu velocidade. - 5,0

Jean Mota: Apagado. Só apareceu no chute que proporcionou o pênalti desperdiçado por Marinho. - 5,0

(Zanocelo): Entrou no fim da partida. - SEM NOTA

Felipe Jonatan: Foi o melhor do time no primeiro tempo. Com os três defensores, aproveitou o fato de ser ala. Apoiou e quase marcou o gol. - 6,5

Marinho: Teve a grande chance do jogo e desperdiçou. Ainda assim foi o único atacante que ofereceu risco a defesa cearense. - 5,0

Marcos Guilherme: Só melhorou sua performance quando foi para a ala-direita. No ataque, teve apresentação sofrível. - 4,5

Baptistão: Apagadíssimo. Também não é menos verdade que a bola não chegou. - 4,5

(Raniel): Não entrou bem. - 4,5

Técnico: Fábio Carille: Procura mudar a característica do time. Arrumou a defesa e precisa melhorar o ataque. - 6,0


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'EM SEGUNDO ÀS VEZES, NA SEGUNDA JAMAIS'

Publicado às 08h30 desta quarta-feira, 16 de setembro de 2021.

Entre as várias conquistas e diversas grandezas relacionadas ao maior alvinegro do mundo, um dos motivos de maior orgulho da torcida do Santos é o fato de nunca ter caído para a segunda divisão de nenhum campeonato, sendo ao lado de São Paulo e Flamengo, os únicos clubes a conseguirem tal façanha na elite do futebol nacional. 

Entretanto, com tomadas de decisões equivocadas na área de futebol profissional, a situação financeira periclitante das contas do clube, fruto de gestões irresponsáveis nos últimos anos, e cada vez mais próximo da zona de rebaixamento no Brasileiro, onde não vence há seis rodadas, este orgulho dos santistas nunca esteve tão em perigo.

O Santos ocupa a 13a. colocação da competição ao lado do Juventude com 23 pontos, porém, o alvinegro praiano tem jogos a mais que três adversários que estão abaixo na tabela, e se estes concorrentes tiverem êxitos nas partidas que ainda tem a realizar, podem empurrar ainda mais para baixo o Glorioso da Vila.

Após ser eliminado nas quartas de final na Copa do Brasil, ao ser derrotado pelo Athlético (PR), o Santos, concentrará suas forças para a única competição que lhe restou na temporada: Manter-se na  elite do futebol brasileiro.

Além da queda na competição nacional de mata-mata. em casa para o rubro-negro da região Sul, o Peixe correu risco de rebaixamento no Paulista até a última rodada, caiu na primeira fase da Libertadores, além da desclassificação na Copa Sul-Americana para o Libertad (PAR).

Sem vencer há oito jogos e cada vez mais próximo da 'zona da confusão', o Blog do ADEMIR QUINTINO analisa os clubes que ficaram na 16º posição, última antes da zona do rebaixamento, de 2009 até 2020. 

Sendo assim, o intuito é responder a seguinte pergunta: qual a pontuação mínima para um time escapar do rebaixamento à Série B? 

Veja a pontuação do 16º colocado ao final do Brasileirão de 2009 à 2020.

ANO TIME PONTUAÇÃO

2009 Fluminense 46 pontos

2010 Atlético-GO 42 pontos

2011 Cruzeiro         43 pontos

2012 Portuguesa 45 pontos

2013 Flamengo 45 pontos

2014 Palmeiras 40 pontos

2015 Figueirense 43 pontos

2016 Vitória         45 pontos

2017 Vitória         43 pontos

2018 Vasco         43 pontos

2019        Ceará              39 pontos

2020        Fortaleza         41 pontos

Após a análise foi possível observar que a média dos clubes que ficaram na 16º posição nos últimos 12 anos foi de 42,9 pontos. Já nos últimos cinco anos, esse número diminuiu para 42,2.

Cada temporada analisada reservou curiosidades em relação ao times que caíram ou ficaram no quase. É curioso observar também que, atualmente os badalados, Palmeiras e Flamengo e o gigante Cruzeiro que conquistou títulos importantes e hoje amarga a série B, já sofreram com a zona da degola nos últimos anos.

Em 2009, dos 46 pontos somados pelo Fluminense, 19 (em 21 possíveis) foram somados nos últimos sete jogos, com seis vitórias e um empate. Os matemáticos apontavam os cariocas com 99% de chances de queda antes da sequência positiva. O empate na última rodada diante do Coritiba, no Estádio Couto Pereira, por um a um, selou o milagre e rebaixou o Coxa. No ano seguinte à arrancada final histórica, o tricolor das laranjeiras se sagrou Campeão Brasileiro. 

Em 2010, o Atlético-GO escapou do rebaixamento na última rodada contra o Vitória, em Salvador (BA). O empate sem gols fez com que os goianos terminassem em 16º. O rubro-negro baiano finalizou o torneio com os mesmos 42 pontos do Dragão, mas foi rebaixado por número de vitórias a menos - primeiro critério de desempate na competição.

Em 2011, o Cruzeiro chegou à última rodada podendo ser rebaixado pelo Atlético Mineiro, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG). Mas em uma partida perfeita, a equipe celeste venceu por seis a um, com quatro gols no primeiro tempo. Com o resultado, escapou do rebaixamento na rodada derradeira e ainda impediu que seu maior rival se classificasse para a Copa Sul-Americana. Com isso, o rebaixado foi o Athletico, com 41 pontos.

Já em 2012, a disputa pelo rebaixamento não foi muito emocionante. A diferença do 16º (Portuguesa) para o 17º (Sport) foi de quatro pontos. A Lusa anotou 45 na pontuação, enquanto o Leão somou apenas 41. Diferença maior foi para os outros rebaixados, que pouco pontuaram. Palmeiras fez 34 tentos, enquanto Atlético-GO e Figueirense somaram 30. Incrível pensar que naquele ano o Palmeiras, que hoje é o elenco mais valioso do Brasil, foi rebaixado para a Série B.

Em 2013, Flamengo e Fluminense escaparam na justiça. O jogador Héverton, meio campo da Portuguesa de Desportos, entrou em campo irregularmente em uma partida contra o Grêmio. Esse fato fez com que o clube paulista perdesse pontos na classificação e fosse rebaixado.

Em 2014, a pontuação do 16º foi a menor nos últimos 10 anos. O Palmeiras escapou com apenas 40 pontos, apenas oito à frente do lanterna Criciúma (32). Fica a curiosidade também para o rebaixamento dos dois times baianos de maior expressão no país, Bahia (37) e Vitória (38). Quem livrou a cara do Verdão foi o Santos que venceu o rubro-negro baiano no Barradão por 1 a 0, gol de Thiago Ribeiro e manteve o campeão da América em 2020, na elite.

No ano de 2015, o Figueirense escapou nos instantes finais da competição - terminou em 16º, com 43 pontos.

Em 2016, o Internacional caiu e disputou, no ano seguinte, pela primeira vez, a Série B do Brasileirão. O empate na última rodada por um a um com o Fluminense, fora de casa, selou o descenso colorado. O Inter somou 43 pontos e viu o Vitória-BA se livrar, na 16ª colocação, com 45. Os gaúchos ainda tentaram entrar na justiça contra o rubro-negro baiano sobre uma possível escalação irregular do zagueiro Victor Ramos, do Leão, mas o processo não avançou.

Em 2017, o Atlético-GO se tornou o último colocado com maior pontuação na era dos pontos corridos no Brasileirão. Os goianos terminaram a disputa com 36 tentos. Por outro lado, o Vitória-BA escapou mais uma vez no apagar das luzes. Com 43 pontos, na 16ª colocação, só se livrou do rebaixamento por conta do número de vitórias superior ao do Coritiba. O Coxa também somou 43, mas foi rebaixado. Tanto o Atlético-GO, quanto o Coritiba ainda tentam o retorno à Serie A!

Em 2018, ocorreu a disputa mais acirrada contra o rebaixamento no Brasileirão. A diferença do primeiro time da zona de rebaixamento para o 12º colocado foi de apenas três pontos. Observe: 12º-Fluminense (45 pontos); 13º- Corinthians (44 pontos); 14º-Chapecoense (44 pontos); 15º- Ceará (44 pontos); 16º- Vasco (43 pontos); 17º- Sport (42 pontos e rebaixado).

No ano seguinte, 2019, o Ceará empatou com o Botafogo e evitou queda para a Série B com menor pontuação da era dos pontos corridos - o Vovô, com 39 pontos, bateu um recorde que vinha desde 2014. Desde que o novo formato do Brasileirão foi instituído, nenhum time havia escapado da degola com menos de 40 pontos.

E por fim, os quatro rebaixados para a Série B de 2021 foram: Botafogo, Coritiba, Goiás e Vasco da Gama, nesta ordem. Antes da última rodada do Brasileirão, o futuro dos quatro clubes já estava praticamente garantido, o único que ainda tinha chances matemáticas de escapar era o Gigante da Colina, mas precisava de um verdadeiro milagre nunca antes visto na história do Brasileiro. O Fortaleza conseguiu se manter na primeira divisão, assim como o Sport, com a mesma pontuação dos cariocas, entretanto, o saldo de gols selou o destino do time da cruz da malta.

Depois de fazer cálculos e médias concluímos que um time precisa de no mínimo 44 pontos para não ser rebaixado à Série B. 

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EMPATE NA ESTRÉIA DE CARILLE

Publicado às 08h30 deste domingo, 12 de setembro de 2021.

O Santos completou sua sétima partida consecutiva sem vencer. No Brasileirão, são seis jogos sem sentir o gosto da vitória. Nem mesmo a estreia do técnico Fabio Carille, no banco de reservas, fizeram a equipe sair de um 0-0 na noite deste sábado (11), diante do Bahia, na abertura do returno pela 20a. rodada do Brasileirão. 

Não bastasse o resultado ruim, os outros resultados das partidas já realizadas na rodada, não foram nada bons. Com a igualdade, o Peixe se aproxima mais da 'zona da confusão'. O alvinegro da Vila agora soma 23 pontos em 20 confrontos disputados.

Carille não teve a zaga titular - Luíz Felipe e Kaiky contundidos e também não pode contar com o defensor uruguaio contratado Emiliano Velazquez que cumpria suspensão contraída ainda na Espanha, além do atacante Diego Tardelli. O atacante Marinho sem condição de atuar 90 minutos, depois de ficar mais de um mês parado, foi relacionado apenas para o banco de suplentes.

Os primeiros 45 minutos da era Carille foram muito ruins. Para um time que necessita vencer e sair da luta pelo rebaixamento, ficar todo o primeiro tempo sem chutar uma única bola a gol é preocupante. Mesmo tendo 65% de posse de bola, o alvinegro da Vila não conseguiu realizar uma finalização sequer na primeira etapa. A igualdade que a equipe levou para o intervalo caiu do céu, já que os visitantes chegaram com oito finalizações e três a meta do goleiro João Paulo.

Após o intervalo, Carille colocou Pirani mais como armador para que Baptistão pudesse jogar, já que até então, o camisa 9 tinha sido figura coadjuvante e o futebol da equipe melhorou um pouco e, enfim, chegou com algum perigo ao gol baiano. Foram 10 finalizações sendo uma na trave de Sánchez, quatro dentro da área e seis para fora do gol, mas nada de abrir o placar.

Vai ter muito trabalho o novo comandante técnico que não pode em hipótese alguma ser culpado pelo insucesso em sua primeira partida a frente do time, em razão de ter tido pouco contato com os atletas e ter a oportunidade dirigir a equipe apenas em dois treinos.

Ficou provado também que Marinho, apesar de ainda não estar no melhor da forma física e técnica, vai ser muito importante para que o alvinegro saia dessa incômoda posição na tabela e possa se classificar na Copa do Brasil. O atacante, dos atuais presentes do elenco, é o único que parte para cima da defesa adversária e tenta de todas as formas finalizar.

Para terça-feira (14), na luta por uma vaga na semifinal da Copa do Brasil, Carille terá muitos problemas para escalar o time. Camacho, Boza, Moraes e Baptistão não podem atuar. Os três primeiros defenderam outros clubes na competição de mata-mata e o último não foi inscrito a tempo. Não bastasse isso, Luiz Felipe e Kaiky seguem como dúvidas e o defensor Robson Reis deixou o gramado no intervalo com suspeita de torção no tornozelo e pode ficar de fora também.

Para se classificar, o Santos que perdeu o primeiro jogo, precisa de uma vitória por dois gols de diferença ou no mínimo uma vitória simples para levar a partida para as penalidades máximas.

Pelo Brasileirão, o Santos só volta a campo no próximo sábado (18) diante do Ceará, fora de casa. Velázquez deve estrear na zaga.

Fabio Carille estreou com empate pelo Santos. Terá muito trabalho.

FICHA TÉCNICA

SANTOS 0 X 0 BAHIA

Estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP)

Árbitro: Paulo César Zanovelli da Silva (MG)

cartões amarelos: Lucas Braga (SFC) e Isnaldo, Nino Paraíba, Conti e Raniele (BAH)

SANTOSJoão Paulo, Pará, Robson Reis (Danilo Boza, no intervalo), Wagner Leonardo e Felipe Jonatan; Camacho; Marcos Guilherme (Marinho, aos 17'/2ºT), Carlos Sánchez, Gabriel Pirani (Jean Mota, aos 24'/2ºT) e Lucas Braga; Léo Baptistão (Raniel, aos 24'/2ºT). Técnico: Fábio Carille

BAHIAMateus Claus, Nino Paraíba, Conti, Luiz Otávio e Juninho Capixaba; Lucas Araújo (Patrick, aos 14'/2ºT) e  Mugni (Matheus Bahia, aos 35'/2ºT); Ruiz (Luizão, aos 28'/2ºT), Rodallega, Gilberto (Rodriguinho, aos 28/2ºT) e Isnaldo (Raniele, aos 14'/2ºT). Técnico: Diego Dabove


NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS

João Paulo: Nenhuma defesa milagrosa, mas quando o Bahia chegou, o camisa 34 esteve bem posicionado. - 6,0

Pará: Bons cruzamentos no segundo tempo, quando apoiou. Não comprometeu na defesa. - 6,0

Robson Reis: Fez o simples, enquanto esteve em campo. Deixou o gramado no intervalo com uma lesão no tornozelo. - 5,0

(Danilo Boza): O arroz com feijão bem temperado como diz meu amigo Alan Otacílio. - 5,0

Wagner Palha: Depois da falha no pênalti que proporcionou o primeiro gol do Flamengo, vem se recuperando aos poucos. - 5,5

Felipe Jonatan: Estava sofrendo nos primeiros minutos já que Lucas Braga não estava acompanhando Nino Paraíba em alguns lances e o camisa 3 estava ficando sozinho contra dois jogadores do Bahia. Depois foi corrigido e deu conta do setor. Não apoiou. - 5,5

Camacho: Não é veloz e demorou um pouco para se encaixar na cabeça da área. - 5,5

Marcos Guilherme: Mal posicionado, teve a melhor chance da partida e desperdiçou. Bem substituído. - 4,5

(Marinho): Longe da forma física e técnica ideal, mas tem atitude e provoca perigo contra a meta adversária. Vai ser útil e a permanência do Santos na primeira divisão vai depender muito da sua performance individual e de suas finalizações. - 6,0

Carlos Sánchez: Com exceção da bola na trave, errou diversos passes e fez uma partida bem abaixo da sua capacidade. - 4,5

Pirani: Um dos poucos que tentou algo. No segundo tempo, melhor posicionado, apareceu mais. Vem crescendo. - 6,0

(Jean Mota): Não deu o 'upgrade' que o setor precisava. Alguns passes errados e um deles proporcionou um contra-ataque perigoso ao time da boa terra. - 4,5

Lucas Braga: Não conseguiu vencer os duelos individuais contra o experiente Nino Paraíba. - 5,0

Léo Baptistão: Após uma bela estreia, esteve apagado. Também não é menos verdade que a bola não chegou. - 4,5

(Raniel): Mal posicionado. Veio buscar bola no meio-campo e perdeu alguns duelos. - 4,5

Técnico: Fábio Carille: Muitas vezes, o menos é mais. Como não teve tempo para trabalhar, optou por fazer o arroz com feijão. Infelizmente, não foi o suficiente. Senti a defesa mais protegida, o miolo, as laterais, ainda não. - 5,0

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CARILLE É A BOLA DA VEZ

Publicado às 07h40 desta terça-feira, 7 de setembro de 2021.

Fábio Carille é a bola da vez no Santos para substituir Fernando Diniz no comando técnico. O staff do ex-comandante Campeão Brasileiro pelo Corinthians em 2017, conversa com o executivo de futebol santista Mazzuco, desde a tarde de domingo (5). A diretoria santista também trocou palavras com Rogério Ceni, mas o fato de Carille aceitar desembarcar na Vila, sem multa contratual, assim como era com Fernando Diniz, o coloca na frente dos concorrentes.

No último domingo (5) através do nosso canal no youtube, já informávamos que o técnico que está prestes a completar 48 anos de idade, havia sido contatado pelo alvinegro e às 16h10 daquela tarde, o clube iniciou conversa com o treinador que desembarca entre esta terça e quarta-feira (8) no Brasil, após deixar o mundo árabe.

Através das nossas redes sociais, informamos também, ainda no domingo (5) que Guto Ferreira e Dorival Junior não estavam nos planos da direção santista. O primeiro por ter recusado recentemente o Peixe para seguir no Ceará e o segundo, muito provavelmente em razão da ação trabalhista que culminou em um parcelamento do Santos das verbas rescisórias que tem direito da sua última passagem pelo clube em 2017.

Foi traçado pelo CG santista que o momento é um de treinador com características antagônicas a do demitido Fernando Diniz. Carille privilegia mais a defesa. 

Carille, deixou o comando do Al Ittihad há cerca de duas semanas, depois de um ano e oito meses de trabalho.

Foram 47 jogos realizados, somando 21 vitórias, 16 empates e 10 derrotas. O melhor momento do treinador no clube foi justamente chegar à final da Liga dos Campeões Árabes da temporada 2019/20. Com o brasileiro, o time teve sua melhor campanha na liga da Arábia Saudita desde 2016. O comandante técnico deseja voltar a trabalhar no Brasil.

O técnico ficou conhecido do público, após duas passagens pelo Corinthians. Foram 183 jogos no comando com 86 vitórias, 56 empates e 41 derrotas. Ele está no top-7 dos treinadores da história do clube. Pelo clube de Parque São Jorge conquistou o Brasileirão de 2017 e o tricampeonato paulista (2017, 2018 e 2019).

Ele começou no clube paulistano de auxiliar e foi o responsável por anos de treinar a defesa. Com Mano Menezes, Carille já era o encarregado de organizar o posicionamento em treinos de bola parada, função que ficou ainda mais definida com Tite, antes de assumir definitivamente como técnico principal. 

Nos trabalhos técnicos e táticos, ele era o responsável por ensaiar a linha de quatro marcadores, cruzar a bola para os zagueiros afastarem e fazer outras atividades.

Caso seja efetivamente confirmado, no Santos terá trabalho para arrumar o setor, o terceiro mais vazado da competição até aqui.

Pelo que o Blog do ADEMIR QUINTINO apurou no fim da manhã da segunda-feira (6), o staff do técnico deseja um contrato até o fim do ano que vem e não apenas até o fim da temporada como deseja a direção alvinegra.

Com a vinda do técnico para o Brasil, a tendência é que o presidente santista Andrés Rueda converse pessoalmente com o Carille e defina os detalhes que faltam para que o mesmo possa acertar a sua vinda para o Peixe.

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DINIZ DEMITIDO NO SANTOS

Publicado às 14h deste domingo, 5 de setembro de 2021.

Fim da era Diniz. No começo da tarde, a gestão santista se reuniu e decidiu que depois de seis jogos sem vencer que Fernando Diniz não é mais o técnico do Santos. A pá de cal veio após a derrota sofrida para o Cuiabá por 2 a 1, na Arena Pantanal, pelo Brasileirão, na noite deste sábado (4). Além dos maus resultados, o péssimo futebol apresentado nos últimos 15 jogos foi fundamental para a saída do comandante técnico após quatro meses. 

Além de Diniz seus auxiliares que vieram junto com o comandante para o clube também deixam a instituição. São eles:  Eduardo Zuma e Yan Razera, além  do preparador físico Wagner Bertelli.

O agora ex-técnico do Santos nunca unanimidade na torcida e nem mesmo na direção. Nos últimos seis jogos foram quatro derrotas - Libertad (Sul-Americana), Atletico Paranaense (Copa do Brasil) e mais derrotas para Flamengo e Cuiabá no Brasileiro e empates diante do Inter de Porto Alegre e Fortaleza na competição nacional de pontos corridos.

Foram quase 30 partidas no comando, desde 7 de Maio e uma péssima organização dentro de campo. Pelo que o Blog do ADEMIR QUINTINO pode apurar dois nomes estão descartados pela direção - Guto Ferreira e Dorival Junior. Restam Carille, Roger, Abel Braga e Rogério Ceni. Enquanto não contrata um novo técnico Marcelo Fernandes, auxiliar técnico fixo, segue no comando.

O Santos volta a campo pelo Brasileiro, no fim de semana que vem diante do Bahia. Na Copa do Brasil pega o Atlhético PR na quarta-feira do dia 14.

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DESORGANIZADO

Publicado às 11h30 deste domingo, 5 de setembro de 2021.

O Santos segue sua sina de cada vez mais estar próximo da zona da rebaixamento. O time completou seis jogos sem vencer, sendo cinco no Brasileirão e perdeu mais uma, desta vez para o Cuiabá, neste sábado (4) por 2 a 1, na Arena Pantanal. O gol santista foi de Pirani. O resultado faz com que o clube possa terminar o primeiro turno a apenas um ponto do Z-4, dependendo dos outros resultados da rodada. Nos últimos seis jogos foram quatro derrotas e dois empates, no Campeonato Brasileiro.

Diniz sacou Marcos Leonardo e Lucas Braga do time titular e em seus respectivos lugares entraram o estreante Léo Baptistão e Marcos Guilherme. Pará retornou a ala direita no lugar de Madson, que nem viajou com dores musculares. 

O Cuiabá deu a bola ao Santos e explorou o contra-ataque. No começo de jogo após lançamento do goleiro, o 'meio-campo que não marca nem consulta' viu a bola aérea pingar no chão e chegar no atacante Jonathan Cafú que abriu o placar. 

O alvinegro finalizou apenas duas vezes a meta do goleiro Walter ao fim dos primeiros 45 minutos. Novamente, repetiu-se um time desorganizado, mal treinado, uma caricatura mal feita de um time de futebol. 

Sem linhas compactas, profundidade não existe no time em campo, troca de passes letárgica e somente Baptistão, que deixou boa impressão, porém cansou cedo, tentava algo. O novo camisa 9 demonstrou uma entrega muito grande e fez mais que o meio-campo santista, recuperando duas bolas na defesa, algo que o setor não fez uma única vez, além de ir bem no jogo aéreo e obrigar Walter a uma grande defesa na primeira etapa.

Perdendo o jogo e como todo a coletividade alvinegra, insatisfeita com o que assistia, Diniz sacou Jean Mota com 32 minutos da primeira etapa e colocou Lucas Braga no ataque com Marcos Guilherme improvisado de segundo volante. Os times foram para o vestiário com vitória parcial dos mandantes.

Veio o segundo tempo e o Santos teve uma leve melhora. Pirani chutou e Walter fez grande defesa no primeiro lance, entretanto, na segunda oportunidade do camisa 20, após cruzamento de Pará, ele colocou dentro de rede e o Peixe empatou.

Porém, após fazer o gol, o Santos parou de jogar. Jorginho, técnico do time de Mato Grosso, colocou o ex-santista Yuri Lima e mais um homem no meio-campo, além de trocar o ataque todo. Elton, ex-Vasco teve uma oportunidade nas costas de Moraes que havia entrado no lugar de Felipe Jonatan e o camisa 42 voltou a não marcar de forma eficaz no fim da partida. 

Cruzamento do lado esquerdo do ataque do Cuiabá, ninguém marca pressão e o centroavante que havia entrado há poucos minutos, corre pelas costas do ala esquerdo santista e finaliza para desempatar o jogo. Justiça para os donos da casa que ao menos procuraram o resultado, enquanto o Santos, se desmanchava técnica e fisicamente na segunda etapa.

O Santos termina o turno com sua segunda pior campanha na era dos pontos corridos da sua história, atrás apenas de 2008 que ficou com dois pontos a menos (20) e quase caiu para a segunda divisão aquele ano.

O técnico, apesar de tentar explicar, não consegue extrair mais nada do elenco, que se não é dos melhores, não era para estar na situação caótica como está. O alvinegro é um bando em campo, sem jogada ensaiada, desentrosado e que assiste passivamente o adversário jogar. 

O time tem dois problemas gritantes - Demora para finalizar e quando consegue, faz com péssima precisão e a marcação no setor do meio-campo não existe. Como a marcação é frouxa e o time é mais lento que 'tartaruga grávida', toma contra-ataque constantemente.

Pelo Brasileiro, o Peixe volta a campo no sábado que vem (11) diante do Bahia. Marinho é dúvida. Que a gestão tome as providências necessárias, porque assistir passivamente tudo o que está acontecendo não é a melhor solução. Por falar em assistir, ver jogo do Santos, ultimamente é uma prova inconteste de amor incondicional ao clube. É uma das coisas mais bizarras e que sagram os olhos de qualquer torcedor que eu particularmente já vi em 40 anos que acompanho jogos do clube. 

FICHA TÉCNICA

CUIABÁ 2 x 1 SANTOS

Arena Pantanal, em Cuiabá (MT).

Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ)

Cartões amarelos: Camilo,Yuri Lima e Elton (CUI) e  Marcos Guilherme (SFC)

GOLS - Jonathan Cafu, aos 3 minutos do primeiro tempo. Pirani, aos 18, e Elton, aos 43 minutos do segundo tempo.

CUIABÁ: Walter; João Lucas, Marllon, Paulão e Uendel; Auremir (Yuri Lima), Camilo (Willian Correia), Cabrera (Felipe Marques); Clayson, Jenison (Elton) e Jonathan Cafu (Guilherme Pato). Técnico: Jorginho

SANTOS: João Paulo; Pará, Robson Reis (Danilo Boza), Wagner Leonardo e Felipe Jonatan (Moraes); Camacho (Ivonei), Sánchez, Jean Mota (Lucas Braga) e Pirani; Léo Baptistão (Marcos Leonardo) e Marcos Guilherme. Técnico: Fernando Diniz.

Baptistão fez 45 minutos esperançosos que pode ajudar o time.


NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS

João Paulo: Fez uma grande defesa. Não achei que falhou no segundo gol adversário. - 6,0

Pará: Guardou posição e subiu pouco ao ataque. Em uma dessas subidas deu a assistência no gol de Pirani. - 5,5

Robson Reis: No primeiro gol do Cuiabá foi envolvido como toda a defesa após a bola quicar. Foi substituído até de forma surpreendente. Não comprometia. - 5,5

(Danilo Boza): Com sua entrada, o Santos perdeu estatura. Pouco acrescentou. - 5,0

Wagner Leonardo: No primeiro gol do Cuiabá não conseguiu tirar a bola após ela quicar, lançada pelo goleiro Walter. Errou alguns passes que não costuma. - 5,0

Felipe Jonatan: Não conseguiu apoiar, mesmo com Pará guardando posição. Foi substituído por Moraes. - 5,0

(Moraes): Entrou apoiando 'por dentro'. Falhou várias vezes na marcação, inclusive no gol que decretou a derrota. Teve uma chance no ataque e desperdiçou.- 4,0 

Camacho: Tentava solitariamente conter os avanços dos meio-campistas do Cuiabá. Lento na transição. - 5,0

(Ivonei): Jogou menos de 10 minutos. - SEM NOTA

Sánchez: Mal posicionado. Cansou na segunda etapa, mas seguiu no time após as cinco substituições. - 5,0

Jean Mota: Não criava e não marcava, por isso, Diniz preferiu sacá-lo, ainda na primeira etapa. - 4,5

(Lucas Braga): Iniciou a jogada no gol de Pirani. O único soldado do 'exército' do ataque santista. Agora, chegou Baptistão para auxiliá-lo. Mesmo sem realizar grande partida, não podia sair do ataque, nunca. - 5,5

Pirani: Demorou para se encontrar no jogo, mas quando o fez foi produtivo. Segunda boa partida do jovem. Já tinha ido bem diante do Flamengo, mesmo com a entregada do último gol. - 6,0

Léo Baptistão: O melhor do Santos no jogo, mesmo não tendo aparecido para o segundo tempo, após estar visivelmente cansado. No primeiro tempo, roubou bolas, finalizou, buscou jogo. Demonstra que será muito útil. - 6,5

(Marcos Leonardo): A bola não chegou uma vez no menino. - SEM NOTA

Marcos Guilherme: Estava correndo como sempre e errado como de costume, quando estava no ataque, mesmo sendo o lado que se sente melhor, o esquerdo. Quando foi improvisado no meio, foi menos mal. - 5,0

Técnico: Fernando Diniz: Novamente tomadas de decisão na escolha equivocadas como sacar Lucas Braga do time. Mexeu cedo, desta vez. O time muito desorganizado, nem parece que treina e voltou a desejar na bola área, mesmo o treinador tendo a coragem de dizer na coletiva que a jogada no alto originária de bola parada foi contida. Não deu certo. Valeu a tentativa. Ao contrário de Jesualdo Ferreira e Jair Ventura, conhece de futebol, mas não abre mão das suas convicções, mesmo sem peças em alguns setores para executar suas idéias. - 3,5

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PEIXE ANUNCIA SUA 10a. CONTRATAÇÃO PARA OS PROFISSIONAIS EM 2021

Publicado às 14h desta segunda-feira, 30 de agosto de 2021.

O Santos confirmou no início da tarde desta segunda-feira (30) a sua 10a. contratação na temporada. Trata-se do zagueiro Emiliano Velásquez de 27 anos. Ele firmou contrato com o clube o fim de 2.022. O Blog do ADEMIR QUINTINO já havia antecipado a negociação entre o clube da Vila e um defensor estrangeiro desde o dia 18 de agosto. Nas categorias de base, o alvinegro contratou 32 atletas entre sub-17, sub-20 e sub-23 até este instante.

O uruguaio se junta aos cinco primeiros contratados: Boza, Moraes, Zanocelo, Marcos Guilherme e Camacho, além dos recém chegados e que ainda não estrearam Diego Tardelli, Baptistão, Augusto Galván e o goleiro Jandrei.

O defensor esteve na última temporada no Rayo Vallecano da Espanha, onde atuou em 22 partidas, sendo 18 como titular.

A torcida santista pode esperar de mim sempre um cara que deixa 110% dentro de campo, sempre com muita atitude e gana de vencer. Sempre vou buscar honrar essa camisa da melhor forma possível e colocar o Santos FC sempre no lugar mais alto de todos”, afirmou Emiliano.

O zagueiro que assistiu a goleada sofrida pelo Peixe no último fim de semana, 'in loco', pois estava como convidado da direção santista, garantiu que obteve informações do clube do seu compatriota, Carlos Sánchez. Os dois já atuaram juntos pela Seleção do Uruguai:

"Assim que apareceu a oportunidade vir para cá eu chamei o Sánchez para conversar. E ele falou maravilhas da cidade e do clube. E assim que conversamos eu soube que não tinha mais o que pensar e acertei minha chegada ao Santos”, finalizou o novo zagueiro do time da Vila.

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GOLEADO NA VILA E CINCO JOGOS SEM VENCER

Publicado às 00h45 deste domingo, 29 de agosto de 2021.

O Santos completou o quinto jogo sem vencer. Mais que isso, nos últimos sete jogos conquistou apenas sete pontos e vê cada vez mais a aproximação dos time debaixo, na segunda metade da tabela de classificação do Brasileiro. Em plena Vila Belmiro, o alvinegro sofreu a maior goleada em casa em sua história para o Flamengo por 4 a 0, neste sábado (28) com três gols de Gabriel Barbosa e um do 'ex-santista' (fazia juras de amor ao clube da Baixada e agora diz que o rubro-negro é o maior do continente) Andreas Pereira. O time de Diniz pode cair para a 13a. posição ao final da penúltima rodada do primeiro turno que se completa neste domingo (30) e segunda-feira (31).

No primeiro tempo, os times foram para o vestiário com igualdade no placar, sem gols. A proposta do jogo de aproximação do Santos rendeu esporádicas jogadas, porém sem que o goleiro Diego Alves trabalhasse, pois, o Flamengo jogou e deixava jogar. O rubro-negro carioca teve a melhor chance nos primeiros 45 minutos com Gabriel Barbosa e a mesma parou nas mãos de João Paulo, que bem colocado fez a defesa.

Veio a segunda etapa, e logo no começo da mesma, Palha não conseguiu interceptar o cruzamento, a bola ficou com Michael e o defensor santista usou o braço para atrapalhar o atacante carioca. Com a ajuda do VAR, e na minha opinião, acertadamente, apesar da queixa de Diniz, o pênalti foi marcado a favor do Flamengo e convertido por Gabriel Barbosa. A história do jogo começou a tomar um rumo.

Abalado com o gol adversário, o Peixe cometeu um pecado mortal. Foi definitivamente para cima do Flamengo, que inteligentemente armou o contra-ataque e assim saiu o segundo gol. Bola na extrema para o rápido Michael e novamente o 'menino revelado na Vila', Gabriel Barbosa, marcou seu segundo gol no jogo.

Não há nada tão ruim que não possa piorar. O time foi cansando e Diniz foi promovendo alterações, assim como Renato Gaúcho. O treinador do time do RJ tem um 'divã' a sua disposição, enquanto o santista não tem nem 11 titulares. Era questão de tempo para tomar mais gols e infelizmente acabaram acontecendo. 

O estreante Luizinho que veio do Coritiba para o Peixe, errou o passe na saída de bola, a bola sobrou para o ataque do Flamengo que finalizou e no rebote, novamente Gabriel Barbosa marcava seu terceiro gol e transformava o placar em goleada.

No fim do jogo, nova falha individual e Pirani vai recuar a bola do meio-campo e dá uma assistência para o estreante Andreas Pereira que fecha o placar - 4 a 0.

Que os erros capitais foram fundamentais para a construção da goleada do time carioca, são fatos, mas minimizar e culpar única e exclusivamente esses erros pela goleada é querer 'maquiar' a situação. O Santos vem trocando o pneu do carro em movimento. O material humano já não era dos melhores, subiram alguns jogadores e/ou outros foram colocados para jogar precocemente, sem a mínima condição, fora a reposição que foi longe das expectativas, até por falta de recurso. 

Não gosto da propositura do técnico, mas neste jogo especificamente, não dá para culpá-lo sobre a desorganização da equipe após o primeiro gol sofrido, apesar de ficar com a sensação que o comando, a liderança já foi embora, principalmente após o ato de Sánchez, jogar a faixa de capitão no chão, no meio de semana. 

Não sei se Diniz conseguirá extrair mais alguma coisa em um elenco com carências gritantes, nos jogos que restam para o fim da temporada, porém, não reputo a culpa nele de forma solitária, não. 

Pelas informações que eu pude apurar no fim da noite, o comandante técnico não é mais unanimidade e a menos que alguma situação seja modificada, a direção do clube só pretende tomar alguma decisão se tira Diniz do cargo na reunião de segunda-feira (30), com os membros do CG (Comitê de Gestão).

O clube não pode dormir em berço esplêndido e achar porque alguns outros adversários estão mal, não vai cair. O Peixe pode terminar o turno apenas três pontos afastados do Z-4. Prevenir é melhor que remediar. Que os novos contratados e alguns deles vão demorar para estrear, possam colaborar, apesar de eu, particularmente, achar que todos são apostas.

Que Nossa Senhora do Monte Serrat, padroeira da cidade homônima ao time, proteja a instituição e os dirigentes realizem tomadas de decisões acertadas para a grandeza do clube, é o que espero do fundo do coração.

O Santos volta a campo no próximo sábado (4),fora de casa diante do Cuiabá, na Arena Pantanal, às 21h, pela 19ª rodada.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 0 X 4 FLAMENGO
Estádio da Vila Belmiro - Santos (SP)
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Cartões amarelos: Carlos Sánchez, Robson, Felipe Jonatan, Jean Mota(SFC) / Isla, Diego, Bruno Viana, Gustavo Henrique (FLA)
GOLS: Gabriel Barbosa, 6'/2ºT (0-1), 25'/2ºT (0-2), 34'/2ºT (0-3); Andreas Pereira, 38'/2ºT (0-4).
SANTOS: João Paulo; Madson, Robson Reis, Wagner Leonardo e Felipe Jonatan; Camacho, Jean Mota (Luiz Henrique), Carlos Sánchez (Ivonei) e Gabriel Pirani; Lucas Braga (Marcos Guilherme, 23'/2ºT) e Marcos Leonardo. Téc: Fernando Diniz
FLAMENGO: Diego Alves; Isla (Matheuzinho, 17'/2ºT), Bruno Viana, Gustavo Henrique, Bruno Viana e Filipe Luís; Willian Arão, Diego (Thiago Maia, 17'/2ºT) e Arrascaeta (Vitinho, 35'/2ºT); Everton Ribeiro (Andreas Pereira, 35'/2ºT), Michael e Gabigol (Pedro, 35'/2ºT). Téc: Renato Gaúcho.

Gustavo Henrique reencontrou o Santos e a Vila. Jogador ficou 13 anos no Peixe.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
João Paulo: Grandes defesas, uma a queima roupa no segundo tempo. Não fosse ele, o placar e a campanha poderiam estar pior. - 6,5
Madson: Não conseguiu apoiar, exceção feita a um ataque que subiu de cabeça. Não consegue manter uma regularidade. - 5,0
Robson Reis: Não pipocou. Demonstrou ter personalidade. Bem na defesa e não comprometeu na saída de bola. - 5,5
Wagner Palha: Vinha bem, mas falhou no lance da penalidade máxima e ali, o jogo mudou. - 4,0
Felipe Jonatan: Efetuou a primeira finalização concreta ao gol do Santos aos 75 minutos de jogo. Parecia estar mais concentrado do que o normal, inclusive dando chutes para a lateral na tentativa de fazer o simples. Foi de seus pés o início da melhor jogada santista nos primeiros 45 minutos. - 5,5
Camacho: Começou bem o jogo. Não conseguiu fazer com que a bola longa chegasse ao ataque e no segundo tempo, não viu o meio-campo do Flamengo, na transição rápida do rubro-negro. - 4,5
Jean Mota: Não conseguiu levar a bola da primeira para a segunda linha. - 4,5
Luiz Henrique:  A estreia do ex-jogador do Coxa, não deixará saudades. No primeiro toque na bola, erra o passe e proporciona a jogada do terceiro gol do Flamengo. - 4,0
Carlos Sánchez: Desde que voltou foi a pior apresentação do uruguaio. Errou muitos passes, algo incomum. - 4,5
Ivonei: Pouco foi notado em campo. - SEM NOTA
Pirani: O melhor do Santos entre os jogadores de linha, chutou uma bola que após defesa de Diego Alves, parou na trave, entretanto, cometeu erro primário ao dar passe errado no quarto gol do Flamengo, nos pés de Andreas Pereira. - 6,0
Lucas Braga: Bem apagado. Não achou Isla no primeiro tempo e perdeu a maioria dos duelos individuais. Tem mais bola do que apresentado nesta noite. - 4,5
(Marcos Guilherme): Jogou 22 minutos e nada acrescentou. A bola também não chegou. - 4,5
Marcos Leonardo: Ganhou uma bola no segundo tempo de Gustavo Henrique que proporcionou uma falta perigosa, má batida por Sánchez. Pouco. - 5,0
Téc: Fernando Diniz: Não teve culpa das falhas individuais dos seus atletas. O time fez um primeiro tempo, interessante até. Porém, se agarra a um esquema único e não consegue mais extrair um aproveitamento atual do elenco, apesar de justiça seja feita, ser bem aquém das tradições do clube. O pior dos últimos anos. Em alguns jogos poderia reconhecer a limitação de seu plantel e jogar diferente, como no jogo de transição, por exemplo. - 4,5
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