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| Publicado às 23:46 desta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026 |
Depois da dolorosa e lamentável eliminação no Paulistão no último final de semana, o Santos voltou as atenções ao Brasileirão e conquistou a primeira vitória no nacional - sob o brilhantismo de Neymar, que marcou os dois gols para decretar o placar de 2x1 sobre o Vasco da Gama. Do lado carioca, Cauan Barros marcou o gol.
Pressionado internamente por resultados, Vojvoda voltou a mexer em meio time - foram cinco alterações no total. Lira voltou na defesa. Bontempo ganhou o meio-campo. Moisés, Miguelito e Thaciano entraram na frente. Escobar, Menino, Rony, Barreal e Gabigol deixaram o time.
Nitidamente o treinador Santista colocou um time mais leve e combativo para conter o ímpeto do adversário em sair de pé em pé desde o goleiro, mesmo com a saída de Fernando Diniz. Os vascaínos iniciaram o jogo com maior presença no ataque, mas o Peixe abriu o placar.
Aos 24 minutos, Bontempo carregou o piano, serviu Moisés, que assistiu Neymar. SFC não vivia bom momento no jogo, mas aproveitou-se da fragilidade defensiva do adversário e da qualidade de ambos Meninos da Vila, um já nem tão menino assim, para abrir o placar.
A proposta era clara. Defender-se bem, saber sofrer o máximo impossível para pegar as costas dos zagueiros adversários.
Contudo, aos 42 minutos de jogo, Andrés Gómez deu assistência para Cauan Barros empatar.
O visitante sabia como encontrar a mina de ouro: lado direito da defesa Santista. Antes do empate, Brazão fez grande defesa e o adversário pecou nas finalizações. Aquela região parecia Sapucaí no carnaval. Festa na avenida. Robert Renan foi o jogador de linha do Vasco que mais deu bolas longas sabendo dessa deficiência.
No segundo tempo, o treinador acabou com o ímpeto adversário por aquele lado colocando Barreal na vaga de Miguelito. Longe do argentino ser brilhante, mas taticamente ajudou muito Igor Vinícius, diferente do boliviano.
Com 60 minutos, a muito frágil defesa adversária "bateu cabeça" e deu tapete vermelho para Neymar sair cara a cara com Léo Jardim e tocar por cima do goleiro adversário. Gol de gênio.
A partir dali virou ataque contra defesa onde o Santos pouco sofreu, mas deu a bola ao adversário para explorar a velocidade de Rony pelo lado do campo, o que não aconteceu.
Particularmente ficou muito feliz por dois motivos. Primeiro pelo grande jogo que fez Neymar. Um jogador taticamente diferente do final de semana, com leitura de jogo acima da média e sendo decisivo tecnicamente.
Segundo que Lira fez um grande jogo na parte defensiva e não deixou de criar no ataque, dando uma assistência para finalização de Thaciano.
Além dele, quando eu falo de Bontempo e +10 não é exagero. Dá dinâmica, tem leitura de jogo e na sua função de carregar o piano, fez exatamente isso na construção do primeiro gol. Ninguém no elenco faz o que o camisa 49 tem como característica.
A vitória não acaba com os problemas do time e nem do clube no geral. Também não torna o elenco Santista o melhor do mundo. Até porque o Peixe não tomou mais gols pela fragilidade do adversário.
Ainda assim, é um respiro para Vojvoda que poderia ser mandado embora injustamente e equivocadamente e, além disso, são três pontos contra alguém que também vai brigar na parte baixa do nacional.
Infelizmente falta menos de uma semana para o fechamento da janela e o elenco possui lacunas a serem preenchidas, mas confio num time mais organizado daqui 12 dias - data do próximo jogo do Santos.
SANTOS: Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Adonís Frías, Luan Peres e Vinícius Lira; Willian Arão (João Schmidt, aos 21’/2ºT), Gabriel Bontempo (Zé Rafael, aos 31’/2ºT), Miguelito (Barreal, no intervalo) e Neymar; Moisés (Rony, aos 14’/2ºT) e Thaciano (Gabriel Menino, 38’/2ºT).
Técnico: Juan Pablo Vojvoda
VASCO: Léo Jardim, Paulo Henrique, Saldivia, Robert Renan, Lucas Piton (Cuiabano, aos 24’/2ºT); Barros, Thiago Mendes (Tchê Tchê, aos 39’/2ºT) e Rojas (Marino, aos 24’/2ºT); Andrés Gómez, Spinelli (David, aos 29’/2ºT) e Nuno Moreira (Brenner, aos 24’/2ºT).
Técnico: Bruno Lazaroni
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| Vojvoda ganhou sobre vida no cargo |
Brazão - Na única vez que foi exigido correspondeu. - 6,0
Igor Vinícius - Estava órfão de ajuda na marcação no primeiro tempo. Com as alterações sofreu menos. - 5,5
Adonís - Assim como Igor sofreu na primeira etapa. O Vasco explorava as costas do argentino e tinha êxito. Ficou mais protegido na segunda etapa. - 5,0
Luan Peres - Novamente muito seguro por baixo, mas mal posicionado nas jogadas aéreas. Bem na saída de bola. - 5,5
Lira - Melhor partida do Menino da Vila entre os profissionais. Se sofria defensivamente, liderou o jogo em desarmes e duelos aéreos vencidos, isso marcando o lateral da Seleção Brasileira. - 6,5
Arão - Deu segurança para Bontempo auxiliar Neymar na armação. - 6,0
Bontempo - Repetiu as grandes atuações dos últimos jogos. Iniciou a jogada do primeiro gol, deu lançamentos até de três dedos e orientou companheiros como se fosse experiente. Isso não fazia antes, evoluiu nesse quesito. - 7,0
Neymar - Quem cogitar não levar o gênio para a Copa do Mundo será louco. Tocou 30 vezes a menos do que no último jogo, porém com mais efetividade. Quando joga próximo à área é diferencial. Longe dela se torna comum. - 8,5
Moisés - Tecnicamente acima dos demais do elenco, mas peca muito na tomada de decisão. Ainda assim, acertou ao dar o passe para Neymar no primeiro gol. Com melhores escolhas, pode ter números ainda maiores. - 6,0
Miguelito - Não repetiu as boas atuações dos últimos jogos. Perdeu a bola que resultou no gol adversário. - 4,5
Thaciano - Compensa a parte física que carece em Neymar. Naquilo que pede o manual do centroavante, deixou a desejar, especialmente na finalização, mas pressionou como ninguém a defesa adversária. - 6,0
Barreal - Tecnicamente abaixo, mas ajudou a acabar com a festa pelo lado direito da defesa Santista. - 5,5
Rony - Entrou para ser lançado em contra-ataques, mas não correspondeu. - 5,0
Schmidt - SEM NOTA
Zé Rafael - SEM NOTA
Menino - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.




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