PRIMEIRO TEMPO DE MANUAL, SEGUNDO DE TRÊS PONTOS

Publicado às 00:44 deste domingo, 12 de abril de 2026


(*) Pedro La Rocca

Depois de duas derrotas consecutivas contra Flamengo e Deportivo Cuenca-EQU, o Santos iniciou a sequência de quatro jogos seguidos em casa com triunfo. A vitória sobre o Atlético-MG por 1x0 significou o terceiro jogo sem sofrer gols sob o comando de Cuca. Moisés abriu o mar "alvinegro" e marcou o único tento.

Depois do vexame do Equador, o treinador mexeu em quatro posições no time titular. Igor Vinícius e Escobar retomaram suas vagas nas laterais. Oliva deixou meio-campo e Gonzaga sua função. 

Os cunhados Neymar e Gabigol também voltaram a ser titulares nas vagas de Moisés e Lautaro.

De longe foram os melhores 45 minutos do Santos, no comando do Cuca e na temporada como um todo. Demorou 21 jogos para um treinador encaixar os jogadores nas funções certas.

Arão estava muito bem protegido por Gustavinho. Bontempo era o carregador de piano e fez isso com maestria. A trinca deixava Neymar muito mais solto e o craque correu muito menos errado do que em outros jogos. 

O quarteto tinha superioridade sobre os mineiros escalados com três meio-campistas. O camisa 49 desfilava em campo, enquanto Igor Vinícius tinha o corredor livre para ultrapassar.

Por outro lado, o lado esquerdo deixa muito a desejar com Escobar e Rony. Destoava muito em relação ao outro corredor. Era questão de tempo para Moisés entrar.

A média de finalizações do Peixe, nos 45 minutos iniciais, foi de uma a cada 3,5 minutos. Porém apenas uma das 13 tentativas foi no alvo. Faltava colocar o pé na forma.

Gabigol até marcou aos 18 minutos, mas a bola pegou no seu braço e foi bem anulado. A regra é incompatível com o melhor momento do futebol e é rídicula, mas está lá para ser seguida.

Apesar da queda técnica e principalmente física no segundo tempo, fez valer a estrela da comissão de Cuca, porque Moisés abriu o placar aos 17, sete minutos depois da sua entrada.

Para não dizer que não falei das flores, me incomodou muito o quão o time recuou após marcar o gol. Aconteceu a mesma coisa contra o Flamengo. Mas a qualidade era muito maior.

Se Cadu, nosso narrador em Energia 97FM, quase não falou de Brazão no primeiro tempo, aos 25 do segundo o goleiro fez a única grande defesa do jogo e aos 50 Cuello perdeu gol incrível.

Não precisava ter recuado daquela forma.

Mais importante do que a melhora do primeiro tempo e a preocupação da piora no segundo, são os três pontos. Mesmo com jogos a mais, são cinco pontos de diferença do primeiro time da zona (Chapecoense).

FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 X 0 ATLÉTICO-MG

Competição: Campeonato Brasileiro, 11ª rodada
Local: Vila Belmiro, Santos (SP)
Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (RS)
Cartões amarelos: Escobar, Gabigol, Luan Peres (Santos), Lyanco (Atlético-MG)
Cartão vermelho: Cuca (Santos)

GOLS: Moisés (1 x 0), aos 17 minutos do segundo tempo

SANTOS: Gabriel Brazão; Igor Vinicius, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Escobar; Willian Arão, Gustavo Henrique (Christian Oliva), Gabriel Bontempo (Thaciano) e Neymar; Rony e Gabigol (Lautaro Diaz). 

Técnico: Cuca

ATLÉTICO-MG: Everson; Natanael (Bernard), Ruan Tressoldi, Lyanco e Renan Lodi; Tomás Pérez (Alexsander), Alan Franco e Victor Hugo (Cassierra); Hulk (Dudu), Reinier (Cauã Soares) e Cuello. 

Técnico: Eduardo Domínguez

Bontempo colocou meio-campo do Galo no bolso
NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS

Brazão - Fez uma única grande defesa num chute de Cuello aos 25 minutos do segundo tempo. - 6,0

Igor Vinícius - Defensivamente foi uma das melhores participações do ala no Peixe. Liderou o jogo em desarmes e, mesmo cansado, não deixou a peteca cair. Aproveitou o corredor direito deixado por Bontempo, mas os companheiros pouco o serviram. - 7,5

Lucas Veríssimo - Cuca externou que jogou no sacríficio. Nem pareceu. A defesa é A.V. e D.V. - Antes de Veríssimo e Depois de Veríssimo. - 7,5

Luan Peres - Incrível como melhorou o jogo aéreo, inclusive nos números. Cresceu junto com seu ex e atual companheiro. - 6,5

Escobar - Protegeu muito bem as ultrapassagens de Natanael. - 6,0

Arão - Por estar protegido por outros dois meio-campistas, fez um jogo mais satisfatório. Conseguiu achar passes que não vinha fazendo. - 6,5

Gustavinho - Três desarmes, duas interceptações e seu melhor jogo no profissional. Cada dia mais maduro, menos nervoso e com um passe melhor. Uma pena ter saído machucado. Faz o jogo sujo com maestria. - 7,0

Bontempo - A nota seria maior se não perdesse o gol aos 57 minutos. Fez um primeiro tempo de almanaque, com leitura de jogo, conduzindo a bola deixando o meio-campo adversário perdido. - 7,5

Neymar - Pelo fato de estar protegido por três meio-campistas, correu de forma mais inteligente, mas ainda assim pode receber menos a bola, porém de forma mais decisiva. Estava melhor fisicamente, com mais arracandas e mais confiante para chutar de média-distância. - 6,0

Rony - Destoou do restante do time. Tomou várias decisões erradas. - 5,0

Gabigol - Também não foi bem. Finalizou apenas duas vezes. Numa terceira, em posição legal, perdeu gol fora do seu feitio. Deu a assistência para Moisés. - 5,5

Moisés - 10º jogo e terceiro gol marcado. Longe de ser um gênio nas tomadas de decisão, mas tem drible curto e finalização. - 6,5

Oliva - Não deixou a peteca, que era de Gustavinho, cair. Fez maravilhosas coberturas e brigou muito. Venceu dois dos três duelos disputados. - 6,0

Lautaro - SEM NOTA

Thaciano - SEM NOTA

(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.

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