Cuca conheceu sua primeira derrota na quarta passagem pela Vila. O carrasco foi o Flamengo, que não vencia há dois jogos, mas mudou cinco no time titular e venceu de virada por 3x1. O Santos abriu o placar com Lautaro, mas viu os cariocas marcarem com Zé Ivaldo (contra), Jorginho (pênalti) e Paquetá.
Escancarando a falta de planejamento da diretoria Santista, Zé Ivaldo curiosamente foi ressuscitado no feriado de Páscoa, mas para jogar como lateral-direito, já que Igor Vinícius tem lesão muscular, Mayke convive com problemas no joelho e Gabriel Menino também está entregue ao DM.
A opção seria Chermont, que erroneamente emprestaram ao Coritiba.
No restante, com Neymar e Rony suspensos, Bontempo e Lautaro foram os substitutos.
Cuca armou o time para que sete jogadores de linha marcassem por zona, com Escobar e Gustavinho acompanhando individualmente Carrascal e Arrascaeta respectivamente.
Em determinado momento o time se posicionou num 6-2-2, mas teoricamente eram duas linhas de quatro. O Peixe sobreviveu aos 45 minutos. Brazão não foi exigido de forma grandiosa, os mandantes eram lentos na troca de passes e consequentemente pouco bombardearam a área Santista.
No segundo minuto da etapa final veio a surpresa. Lautaro marcou um golaço.
Mas a partir dali, tudo aquilo que foi feito de bom nos primeiros 45 minutos, foi jogado fora nos últimos 40. Chamou demais o adversário para seu próprio campo. Com a qualidade que se tem no time carioca, ficou ruim para o Alvinegro de Vila Belmiro.
Deram o doce na boca da criança. Deixaram o torcedor sonhar após um grande primeiro tempo defensivamente falando.
Apesar de jogarem 16, ter uma comissão técnica no banco, a derrota no Maracanã está 100% na conta da diretoria. O "planejamento" colocou um zagueiro improvisado na lateral. Colocou cinco primeiros volantes na lista de relacionados.
Impressiona a capacidade que essas pessoas têm de acreditar na própria incompetência. Em quatro posições diferentes o Santos tem o jogador mais bem pago do país, mas não tem três laterais (em ambos lados).
Sendo muito sincero, eu espero apenas que Cuca faça um trabalho digno para 45 pontos. Não espero mais nada além disso. Apenas modo automático para acabar logo esse triênio.
FLAMENGO: Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Evertton Araújo (Lucas Paquetá, aos 20’/2ºT), Jorginho e Arrascaeta (De La Cruz, aos 40’/2ºT); Carrascal (Plata, aos 35’/2ºT), Samuel Lino (Bruno Henrique, aos 20’/2ºT) e Pedro (Luís Araújo, aos 35’/2ºT).
Técnico: Leonardo Jardim
SANTOS: Gabriel Brazão; Zé Ivaldo (Gabigol, aos 26’/2ºT), Lucas Veríssimo, Luan Peres e Escobar; Christian Oliva (Willian Arão, aos 26’/2ºT), Gustavo Henrique e Gabriel Bontempo (Zé Rafael, aos 50’/2ºT); Barreal (Rollheiser, aos 35’/2ºT), Thaciano (Moisés, aos 26’/2ºT) e Lautaro Díaz.
Técnico: Cuca
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| Lautaro não marcava há quase cinco meses |
Brazão - Não achei que falhou nos gols. Precisa melhorar com os pés. - 5,0
Zé Ivaldo - Uma tragédia anunciada. Flamengo atacou a maioria das vezes pelo seu lado. Voltou a marcar contra. Mais vítima da falta de planejamento do clube do que de si próprio. - 3,0
Lucas Veríssimo - Grande responsável pela melhora defensiva do time até os 45 minutos iniciais. - 7,0
Luan Peres - Também não teve responsabilidade nos gols. Pouco exigido na saída de bola, sua melhor qualidade. - 6,0
Escobar - Ficou na cola de Carrascal. Uma tragédia completa no ataque. - 4,5
Oliva - Parece ter quatro pulmões. Corre muito. Um dos líderes do jogo em desarmes. - 6,0
Gustavinho - Responsável pela marcação de Arrascaeta. Anulou o uruguaio e a si próprio. Taticamente cumpriu a função. Terminou o jogo como lateral-direito. - 6,0
Bontempo - Alento técnico do ataque Santista. Poderia ter largado mais a ponta e trabalhado por dentro. Sem a bola era secretário de Zé Ivaldo. - 5,5
Barreal - Precisou cometer o pênalti, porque marcou a bola e não o jogador (Arrascaeta). - 4,0
Thaciano - Ficou sem função. Não tem característica de armador. Não conseguiu fazer o elo meio-ataque. - 4,5
Lautaro - Sem a bola fez um jogo interessante. Gol marcado é bonito pela finalização e por driblar um dos melhores zagueiros do país (Léo Ortiz). - 6,5
Arão - Passes mais laterais do que progressivos. - 5,0
Gabigol - Ficou mais próximo de Arão do que dos atacantes. Pouco produziu. - 4,5
Moisés - Fez duas jogadas individuais. - 5,5
Rollheiser - SEM NOTA
Zé Rafael - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.




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