Se o domingo de futebol não trouxer um alento ao Santista, o Santos termina a rodada da zona de rebaixamento. Isso só não acontecerá se o Corinthians perder em casa para o Atlético-MG. No sul do país, o Peixe perdeu, de virada, para o Grêmio por 3x2. Gabigol marcou duas vezes ao Alvinegro. Carlos Vinícius (também duas vezes) e Tetê decretaram a vitória tricolor.
Cuca precisou remendar toda sua equipe titular. Eram cinco desfalques por lesões musculares, tendo os dois principais jogadores Rollheiser e Neymar presentes na lista. Além do argentino, o suspenso Barreal também deixou o time para a volta de Escobar e Gustavinho tomou vaga de Oliva.
A bola na trave de Willian Arão no primeiro minuto de jogo já dava indícios que o primeiro tempo seria muito bom para os Santistas. Não foi diferente.
Esses foram os 45 minutos que o time de Cuca mais soube se aproveitar do jogo apoiado. Bontempo, Miguelito e ainda Gabigol participando longe da área, contribuíram muito para que isso acontecesse. O camisa nove ainda sofreu um pênalti não marcado.
Com 31 minutos o artilheiro do time na temporada abriu o placar. Miguelito acreditou no erro do adversário e só teve o trabalho de carregar a bola e servir Gabriel.
A questão maior é que oito minutos depois, o time voltou a falhar no jogo aéreo. Carlos Vinícius subiu muito mais alto que Adonís Frías, que não tirou uma lâmina de barbear do chão.
Ainda assim, o Peixe voltou melhor para a segunda etapa e finalmente conseguiu transformar esse jogo aproximado em resultado. Escobar, Miguelito e Bontempo se associaram pela esquerda e novamente Gabigol só teve o trabalho de vencer Weverton.
Porém na vida se tem duas certezas. Uma é que partiremos dessa para uma melhor. A outra é que o Santos do Cuca não vai segurar resultado. São 16 jogos do treinador. Em 12 ele saiu na frente do marcador. Em oito o time cedeu o empate ou a virada. Nesse caso, o revés veio.
A distância do segundo gol de Gabigol para o novo empate do Grêmio com Carlos Vinícius, em nova jogada aérea nas costas de Frías, foi de quatro minutos. Para piorar, a mesma difereça foi do segundo para o terceiro tento gremista.
Coincidência ou não, os três gols do adversário saíram pela esquerda da defesa Alvinegra. Teve gente que ainda fazia defesa pessoal do Escobar.
Chover no molhado e jogar essa responsabilidade apenas no treinador seria injusto da minha parte. Que ele tem culpa é fato, mas não é o único.
O Grêmio mudou o rumo do jogo quando voltou do intervalo com Arthur. O camisa oito dominou completamente o meio-campo. O gol da virada foi de Tetê. Ambos jogadores vieram do banco.
Cuca fez a primeira leva de alterações aos 36 da etapa final, colocando Lautaro e Robinho. Um já mostrou que não tem condições de vestir a camisa do Santos. O outro é um menino promissor, porém ainda em processo de maturação. Não vai resolver sozinho e do nada.
Levar um ala, quatro zagueiros, três primeiros volantes e três atacantes para o banco demonstra a falta de planejamento que a última janela mostrou na Vila.
Está escancarada a diferença de um time que, apesar das dificuldades técnicas, não saiu contratando a esmo e que possui um banco de reservas que pode mudar jogo.
FICHA TÉCNICAGRÊMIO 3 X 2 SANTOS
GOLS: Gabigol (1 x 0), aos 31, Carlos Vinícius (1 x 1), aos 39 minutos do 1º tempo; Gabigol (2 x 1), aos 9, e Carlos Vinícius (2 x 2), aos 13, Tetê (3 x 2), aos 18 minutos do 2º tempo
GRÊMIO: Weverton; Pavón (Marcos Rocha), Luis Eduardo, Viery e Caio Paulista; Léo Pérez, Noriega (Arthur Melo), Amuzu, Braithwaite, Enamorado (Tetê) e Carlos Vinícius (Wagner Leonardo).
Técnico: Luis Castro
SANTOS: Gabriel Brazão; Igor Vinícius (Davizinho), Lucas Veríssimo, Adonis Frías e Escobar; Willian Arão (Lautaro Diaz), Gustavo Henrique e Gabriel Bontempo; Miguelito (Samuel Pierri), Rony (Robinho Jr.) e Gabriel Barbosa (Moisés).
Técnico: Cuca
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| Adonís e Veríssimo voltaram a falhar em gols do adversário |
Brazão - Nas três vezes em que foi acionado, não fez defesas, mas não falhou. - 5,5
Igor Vinícius - Tomou amarelo cedo demais e logo depois não foi expulso, porque o árbitro "passou pano". - 4,0
Adonís - Falhou em dois dos três gols do adversário. - 3,0
Veríssimo - Falhou no terceiro gol. Não fez a bola coberta. Nitidamente é um dos jogadores mais desgastados. Ainda que jogando pela esquerda, não estava acostumado com essa quantidade de jogos sem intervalos grandes. - 4,5
Escobar - Importante no segundo gol, mas tinha uma Avenida Escobar na defesa. Gustavinho e Veríssimo fizeram coberturas inúmeras vezes. - 5,0
Arão - Não desarmou uma única vez. Tentou inúmeros passes longos, mas todos equivocados. Perdeu 50% dos duelos no geral, mas todos pelo chão. - 4,0
Gustavinho - Pela velocidade tem que marcar por dois. Primeira vez titular após lesão. Expulso justamente. - 5,5
Bontempo - O principal responsável pelo jogo aproximado ter sucesso muitas vezes. Teoricamente é o ponta-direita, mas nunca está fixo ali. Deu a assistência para o segundo gol. Deu sete assistências para finalização. - 7,0
Miguelito - Seu grande jogo no time profissional. Participou dos dois gols, dando a assistência para o primeiro após acreditar no erro do adversário. Além disso, deu dois passes para chutes e desarmou quatro vezes (líder do jogo). - 7,0
Rony - Muito determinado como sempre. Não tem medo de se jogar na bola, corre muito. Mas estamos falando de futebol, não luta ou atletismo. - 4,5
Gabigol - Artilheiro do time na temporada, fez seu grande jogo coletivo e foi coroado com novos dois gols. Ao contrário do restante do time, tem pego ritmo fisicamente. Ajudou demais longe da área também. - 8,0
Lautaro - SEM NOTA
Robinho - SEM NOTA
Samuel - SEM NOTA
Moisés - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.




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