Depois de três anos sem marcar um mísero gol pela Copa do Brasil, o Santos volta a bater a fase de oitavas de final nesta competição ao bater o Coritiba, no jogo de volta fora de casa, por 2x0. Gabriel Bontempo e Adonís Frías colocaram o Peixe entre os 16 melhores do país. A classificação traz R$3 milhões aos cofres Alvinegros.
Cuca não fez alterações significativas após vencer o Bragantino no final de semana. Apenas Gabriel Brazão, que cumpriu suspensão no Brasileirão, foi novidade entre os titulares na vaga de Diógenes.
Nos primeiros 20 minutos, o time da casa, comandado pelo ótimo Fernando Seabra estava superior. Era dono da posse de bola, fazia Veríssimo e Adonís trabalharem e até marcaram com Bruno Melo. O gol foi anulado por impedimento.
Quando pela primeira vez, Barreal, Rollheiser e Neymar se aproximaram e trocaram passes, apenas com 19 minutos, Bontempo abriu a porteira adversária e o placar.
O maior acerto de Cuca foi ter encontrado a melhor maneira de encaixar Bontempo, Barreal, Rollheiser e Neymar juntos. É muito complicado roubar a bola do Santos quando se tem jogo apoiado com pelo menos três desses quatro jogadores.
E contra o Coxa, especificamente, o que esses homens trocaram de posição foi uma loucura. Principalmente Bontempo e Rollheiser, tem mapa de calor muito forte em dois corredores - aproveitando sempre as costas dos volantes rivais.
Com 27 minutos, o Alvinegro de Vila Belmiro liquidou a fatura. Neymar cobrou escanteio curto encontrando Igor Vinícius, que cruzou "com a mão" para Adonís testar ao fundo da rede. Segunda partida consecutiva do argentino indo para o abraço.
Claro que a superioridade Santista nos primeiros 45 minutos tem mérito próprio, especialmente quando os quatro jogadores de frente procuravam tabelas e o jogo aproximado.
Mas o bom treinador Fernando Seabra, deu tudo que o Peixe queria, quando logo no começo precisou tirar Tinga e colocar Felipe Jonatan. Ali ele improvisou o zagueiro Cóser na lateral-direita e o lateral-esquerdo Bruno Melo na zaga (apesar de já ter jogado naquela função). Desconfigurou todo time e deu tudo que Cuca queria.
No segundo tempo, o Alvinegro conseguiu jogar apenas até os 25 minutos.
Coincidentemente ou não, naquele momento Cuca começou a fazer as trocar - inclusive mudou posicionamento dos atletas. Fez um 4-5-1 deixando Neymar isolado na frente, sem ter um jogador de qualidade para fazer uma tabela com ele e matar o confronto. SFC abdicou do jogo ali.
Isso diz muito mais sobre a insuficiência dos suplentes que tem o treinador do que propriamente uma mudança tática. Sair de Barreal, Rollheiser e Bontempo para Rony e depois Gabigol é um assínte ao torcedor.
Mesmo com o jogo virando ataque contra defesa, em nenhum momento Brazão foi exigido, mostrando que ainda abdicando de atacar, a linha de cinco na frente da zaga montada por Cuca fez efeito. Diferente da estratégia/formação montada na Bahia ou no Maracanã contra o Flamengo, por exemplo.
Domingo, novamente contra o Coxa, dessa vez pelo Brasileiro, redutos de Santistas irão invadir a Zona Leste de São Paulo para reverenciar o Príncipe da Vila antes da convocação. Ele merece. Mas ainda mais que ele, o Santista merece voltar a ser representado na Amarelinha.
Uma pena que o site do clube não esteja a altura da procura, mostrando que os dirigentes não chegam nem perto do nível que a torcida tem.
Cartões amarelos: Tiago Cóser (COR) e Adonis Frías, Christian Oliva, Gabriel Menino e Escobar (SAN)
Gols: Gabriel Bontempo, aos 19’/1ºT (0-1), Adonis Frías, aos 27’/1ºT (0-2)
CORITIBA: Pedro Rangel; Tinga (Felipe Jonatan, aos 5’/1ºT), Jacy, Tiago Cóser (Renato Marques, aos 22’/2ºT) e Bruno Melo; Sebastián Gómez, Vini Paulista (Gustavo, aos 14’/2ºT)e Josué; Lucas Ronier (Lucas Taverna, aos 22’/2ºT), Lavega (Breno Lopes, no intervalo) e Pedro Rocha.
Técnico: Fernando Seabra
SANTOS: Gabriel Brazão; Igor Vinicius, Lucas Veríssimo, Adonis Frías e Escobar; João Schmidt (Willian Arão, aos 5’/1ºT), Christian Oliva, Gabriel Bontempo (Gustavinho, aos 38’/2ºT) e Rollheiser (Gabriel Menino, aos 24’/2ºT); Neymar (Gabigol, aos 38’/2ºT) e Barreal (Rony, aos 24’/2ºT).
Técnico: Cuca
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| Santos chegou ao sétimo jogo seguido sem derrota |
Brazão - Apenas um espectador de luxo. - 6,0
Igor Vinícius - Deu belo cruzamento para Adonís marcar o segundo gol. - 6,5
Adonís - Marcou pelo segundo jogo consecutivo. Defensivamente sofreu mais do que no final de semana. - 6,5
Lucas Veríssimo - Estava bem protegido pela dupla e depois trinca de volantes. Fica mais resguardado na saída de bola por jogar na esquerda. - 6,0
Escobar - O ótimo Lucas Ronier não se criou pelo lado do argentino. Com a bola, não pode um lateral do Santos ter apenas 67% de aproveitamento no passe. - 6,0
Schmidt - SEM NOTA
Oliva - Taticamente protegeu bem a zaga. Bloqueou três finalizações do adversário. - 6,0
Bontempo - Um dos melhores jogos do Menino da Vila na temporada. Se movimentou dos dois lados, sempre perto da bola para fazer jogo aproximado. Marcou um golaço vindo da esquerda para o meio. - 7,5
Rollheiser - Começou errando dois passes que não são do seu feitio. Cresceu junto com o time, iniciando a jogada do primeiro gol. - 6,5
Barreal - Taticamente mais um jogo muito correto do argentino, que também colaborou no primeiro gol. Assim como Bontempo, se movimentou por ambos lados. - 6,5
Neymar - Individualmente deu a assistência para Bontempo e cobrou o escanteio que originou o segundo gol. Coletivamente seu futebol cresce quando está ao lado de jogadores refinados tecnicamente. Caiu na etapa final, porque Cuca o deixou isolado na frente. - 6,5
Arão - Reitero o que disse para Escobar no momento com bola. O homem da saída de bola não pode ter 77% de aproveitamento em 30 passes tentados. - 5,0
Rony - Apenas limitou-se a ajudar Escobar. - 5,5
Menino - Teve nova lesão na posterior da coxa direita. - SEM NOTA
Gabigol - SEM NOTA
Gustavinho - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Repórter na Energia 97FM.




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