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| Publicado às 00:43 desta segunda-feira, 11 de maio de 2026 |
(*) Pedro La RoccaDepois de estar sete jogos sem vencer pela segunda vez no ano, agora o Santos está a seis sem perder. Um mês após a última vitória, com o menor público da atual gestão, o Alvinegro pulou uma casa na tabela ao vencer o Bragantino por 2x0. Neymar abriu o placar e Adonís liquidou a fatura.
Diógenes voltou a ganhar oportunidade no gol Santista pela suspensão de Brazão. Porém o próprio Adonís e Barreal foram novidades entre os titulares. Cuca barrou Ananias e Gabigol para escalar os argentinos.
Jogar com dois volantes e quatro atacantes traz benefícios, mas também escancara pontos de fragilidade do time. Cobertor curto. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
No primeiro tempo, foram cerca de 250 passes trocados pelos Santistas, com 64% de posse de bola, mas apenas sete finalizações. Uma média de quase 40 passes para terminar uma jogada com chute. Posse inofensiva.
Tudo isso porque há uma distância quilométrica entre Schmidt e Oliva e a linha de quatro atacantes. A equipe se torna previsível, lenta e pobre de ideias.
Jogadas mais perigosas apenas com um gol incrível perdido por Bontempo e o gol marcado por Neymar. Ambas chances criadas após os 46 minutos da etapa inicial.
Algo que tem se tornado repetitivo no comando de Cuca é a queda física do time após a segunda metade da etapa final. Isso voltou a acontecer após o gol de Adonís aos 30 minutos. Sorte que o Bragantino não teve o ímpeto do Bahia, por exemplo.
Cuca preferiu por não poupar de forma volumosa nessa sequência que vai chegar em 17 jogos num intervalo de dois meses. A atitude desencadeou na dificuldade do time em durar mais de 60 minutos em alto nível físico.
Não tinha necessidade de mandar titulares nos jogos contra Cuenca e Recoleta. O foco do SFC são os 45 pontos. E faltam 27.
Como disse acima, jogar com linha de quatro ataque, também traz benefícios. Todas as jogadas que o Peixe ousou criar algo interessante no ataque, foram no jogo apoiado de Bontempo, Rollheiser, Barreal e/ou Neymar.
Cuca confirmou o retorno de Gustavinho para o duelo contra o Coritiba, pela Copa do Brasil, mas lamentavelmente disse que não sabia que Adonís jogava pela esquerda. Não sei o que é pior: o fato dele não ter essa informação após um mês de clube ou não ter percebido que o argentino atuou pela direita.
FICHA TÉCNICA
SANTOS 2 X 0 RED BULL BRAGANTINO
Competição: Campeonato Brasileiro, 15ª rodada
Local: Vila Belmiro, Santos (SP)
Árbitro: Alex Gomes Stefano (RJ)
Cartões amarelos: Neymar (Santos), Lucas Barbosa, Isidro Pitta, Gabriel, Alix Vinicius (Bragantino)
GOLS: Neymar (1 x 0), aos 49 minutos do 1º tempo; Adonis Frias (2 x 0), aos 30 minutos do 2º tempo
SANTOS: Diógenes; Igor Vinicius, Lucas Veríssimo, Adonis Frias e Escobar; João Schmidt, Christian Oliva (Willian Arão), Gabriel Bontempo (Rony) e Rollheiser (Miguelito); Neymar (Gabriel Barbosa) e Barreal (Moisés).
Técnico: Cuca
RB BRAGANTINO: Volpi; Andres Hurtado (Santana), Alix Vinicius, Gustavo Marques e Juninho Capixaba; Gabriel (Rodriguinho), Nacho Sosa (Eric Ramires), Herrera (Eduardo Sasha) e Lucas Barbosa, Henry Mosquera (Fernando) e Isidro Pitta.
Técnico: Vagner Mancini
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| Veríssimo foi homenageado pelos 200 jogos completos pelo Peixe |
NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Diógenes - Nas três vezes em que foi exigido, correspondeu. Ótimo jogo para o camisa um retomar a confiança. - 6,5
Igor Vinícius - Teve muita dificuldade com Mosquera, especialmente na segunda etapa. Precisou inúmeras vezes da cobertura de Adonís. - 5,0
Adonís - Além do gol, fez um grande jogo. Desarmou duas vezes, fez quatro cortes. Sem contar as ótimas coberturas para ajudar Igor Vinícius. - 6,5
Veríssimo - Atuou pelo lado esquerdo pela primeira vez no Santos. Além de não ter comprometido, liderou o jogo em ações defensivas. - 6,0
Escobar - Demorou para se encontrar no jogo na defesa. Tomadas de decisão equivocadas no ataque. - 4,5
Schmidt - Apesar da saída de bola ainda não ser das melhores no quesito agilidade, tomou conta da posição e novamente não comprometeu. - 5,5
Oliva - Liderou o time em interceptações, mas foi o titular de linha com menos ações com bola. Não tem perfil para ser o elo de ligação entre meio-ataque. - 5,0
Bontempo - Está longe dos seus melhores dias, especialmente na questão física, que sempre foi sua aliada. Perdeu um gol que podia fazer falta quando o placar ainda estava zerado. - 5,5
Barreal - Taticamente fez um jogo quase perfeito. Liderou o jogo em desarmes, teve volume pela esquerda, mas pecou muitas vezes na tomada de decisão. - 6,0
Rollheiser - Novamente o melhor em campo, com três assistências para finalização e o corta-luz para o gol de Neymar. - 7,0
Neymar - Participou "apenas" 54 vezes com a bola, já que era o jogador mais avançado do time. Cada dia cresce mais o fato, que quanto menos o craque tocar na bola, melhores serão seus números. Se desgasta menos, joga mais perto do gol e naturalmente será mais decisivo. - 6,5
Rony - Teve uma grande chance para fazer o gol, mas preferiu o passe. - 5,0
Arão - SEM NOTA
Gabigol - SEM NOTA
Moisés - SEM NOTA
Miguelito - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Repórter na Energia 97FM
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