PERMANECE O TABU, MAS ROLLHEISER É A MELHOR NOTÍCIA

Publicado às 02:14 deste domingo, 03 de maio de 2026
(*) Pedro La Rocca

O agora antigo nome de "Allianz Parque" se despede com apenas uma vitória Santista - que aconteceu em 2017. Isso se confirmou após o empate em 1x1 no Clássico da Saudade desse último sábado (02). Com gol de Rollheiser, o Peixe abriu o placar, mas sofreu o empate vindo dos pés de Flaco Lopéz.

Cuca esperava que fosse ter Neymar, no mínimo, para o banco de reservas. Não aconteceu. Barreal substituiu o craque. Igor Vinícius e Schmidt também foram novidades nas vagas de Mayke e Arão, respectivamente.

Os 10 primeiros minutos já deram a cara daquilo que seria a partida. Palmeiras com a bola e Santos tentando ser franco-atirador. Naquele momento, os mandantes chegaram a ter 90% de posse de bola.

Pela ausência de jogadores de velocidade, a válvula de escape Alvinegra era a partir do jogo apoiado entre Bontempo, Rollheiser e Barreal especialmente. Gabigol também colaborou. 

Mesmo que levando um tempo maior, o time de Cuca chegava ao gol de Carlos Miguel. Prova disso foi a jogada que terminou no gol de Rollheiser, aos 25 minutos. Tabela com passes curtos e a finalização certeira do argentino.

O gol deixou o Santos confortável no jogo. O Peixe desceu aos vestiários com sete finalizações e duas defesas de Carlos Miguel contra apenas uma de Brazão.

Se não bastasse isso, também voltou melhor para a etapa final. Nos primeiros 15 minutos, o Palmeiras não passou a linha de meio-campo. Mas o Alvinegro de Vila Belmiro empilhou chances desperdiçadas, algo que não pode acontecer num clássico onde se tem vantagem no placar, mas é inferior tecnicamente ao rival. 

Quando aos 63 minutos, Flaco Lopéz empatou o jogo após cruzamento de Andreas Pereira. Barreal sofreu falta na origem do lance e o árbitro, juntamente com o VAR, erroneamente confirmaram o empate rival.

A partir daquele momento virou trocação. Santos marcava com oito jogadores, tentava achar Rollheiser e o argentino municiava Gabigol, Bontempo e Barreal. Mas naquela altura, se tornaram raras as chegadas Santistas.

E como tem se tornado corriqueiro desde que Cuca assumiu o comando técnico, o time fica exausto fisicamente a partir dos 20 minutos da etapa final. Responsabilidade do treinador, que impõe um sistema de marcação individual e perseguição, prejudicando o time que tem menos posse - no caso o Santos. 

Aliado a isso, o comandante fez a primeira alteração com 67 minutos e ainda deixando o meio-campo mais lento com a entrada de Arão na vaga de Oliva. O uruguaio novamente fazia um bom jogo.

Fica a sensação de que, mesmo com a diferença técnica de ambos times, o Peixe poderia ter descido a serra com um resultado mais satisfatório. Campeonato Brasileiro não tolera desaforo. Não é a primeira vez que o time desperdiça pontos por gols perdidos e/ou cansaço.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 1 X 1 SANTOS

Competição: Campeonato Brasileiro, 14ª rodada
Local: Allianz Parque, São Paulo (SP)
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Cartões amarelos: Luis Pacheco (PAL) e Gabriel Brazão (SAN)

Gols: Rollheiser, aos 25’/1ºT (0-1), Flaco López, aos 18’/2ºT (1-1)

PALMEIRAS: Carlos Miguel; Khellven (Allan, no intervalo), Gustavo Gómez (Emi Martínez, aos 33’/2ºT), Murilo e Arthur; Marlon Freitas, Lucas Evangelista (Sosa, aos 14’/2ºT), Andreas Pereira (Luis Pacheco, aos 28’/2ºT), Maurício (Paulinho, aos 28’/2ºT) e Arias; Flaco López. 
Técnico: João Martins

SANTOS: Gabriel Brazão; Igor Vinicius, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Escobar; João Schmidt, Christian Oliva (Willian Arão, aos 22’/2ºT), Gabriel Bontempo (Zé Rafael, aos 40’/2ºT) e Rollheiser (Mateus Xavier, aos 42’/2ºT); Barreal (Moisés, aos 35’/2ºT) e Gabriel Barbosa (Rony, aos 35’/2ºT). 
Técnico: Cuca
Rollheiser participou diretamente de gols nos últimos três jogos

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS

Brazão - Jogou quase todo primeiro tempo "baleado", porque passou mal já em campo. Ainda assim, fez maravilhosa defesa no mano a mano com Arias. - 6,5

Igor Vinícius - Sofreu com Arias no primeiro tempo, mas no segundo o ótimo jogador colombiano não se criou. Liderou o jogo em desarmes, com nove. - 7,0

Veríssimo - Mesmo enfrentando um dos melhores no jogo aéreo do país, Flaco Lopéz, venceu todas no alto. - 6,5

Luan Peres - Também venceu todos os duelos. Mais uma vez fez ótimas coberturas de Escobar. - 6,5

Escobar - Tinha a responsabilidade de acompanhar Maurício, onde quer que o camisa 18 fosse. Teve dificuldade no segundo tempo com a entrada de Allan na ala. - 6,0

Schmidt - Dentro de suas limitações, apenas não comprometeu. - 5,5

Oliva - Por ser mais físico do que técnico, era o elemento surpresa na grande areá, mas pouco foi explorado. - 5,5

Bontempo - Um dos grandes responsáveis pelo crescimento de Rollheiser. Conhece do jogo de aproximação como poucos. Muito inteligente taticamente para a idade. - 6,5

Rollheiser - Agora o time se adequou ao argentino. Cuca montou um esquema que favorece ele. Jogo de aproximação, jogadores refinados tecnicamente falando. Com a confiança lá em cima, naturalmente cresce de produção. Finalizando e driblando muito mais. Três gols nos últimos três jogos. - 8,0

Barreal - Perdeu duas oportunidades que o torcedor lamenta após o apito final. Colaborou no jogo de aproximação e com Escobar defensivamente falando. - 6,0

Gabigol - Também desperdiçou chances que não são do seu feitio. Senti o camisa nove mais inteiro fisicamente, ganhando inclusive duelos contra o ótimo Gustavo Gómez. 6,0

Arão - Não tem culpa de ter entrado, mas deixou o time mais lento. - 5,0

Moisés - No gol anulado do adversário, abandonou Sosa na linha de fundo. Não acompanha lateral nem por decreto. - 5,0

Rony - SEM NOTA

Xavier - SEM NOTA

Zé Rafael - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Repórter na Energia 97FM

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