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| Publicado às 23:48 desta terça-feira, 28 de abril de 2026 |
Santos chegou ao quinto jogo consecutivo sem vitória. Na Sul-Americana segue amargando a "Lanterna dos Afogados" após o empate em 1x1 contra o San Lorenzo - líder do grupo. Gabriel Barbosa confirmou a artilharia na temporada com mais um gol marcado. Cuello marcou para os mandantes.
Brazão, Arão, Neymar e Gabigol não estiveram à disposição contra o Bahia, mas voltaram para o duelo na Argentina direto ao time titular. Luan Peres também foi novidade. Diógenes, Ananias, Schmidt, Rony e Thaciano deixaram a equipe.
Nos primeiros 30 minutos não se viu uma chegada do Santos. Pelo contrário. Naquela altura, Brazão já tinha feito duas grandes defesas em finalizações de Cuello e Auzmendi.
Posteriormente, aos 26, o adversário abriu o placar com Cuello.
A lentidão do time quando tem Arão na volância, ficou evidenciada no lance do gol sofrido. O camisa 15 perdeu a bola e deu contra-ataque ao adversário. Não é de hoje que citamos a demora do time para sair jogando.
Não demorou muito para o Alvinegro melhorar no jogo. Aos 32 minutos empatou com Gabigol. A jogada contou com Rollheiser e Neymar fazendo maravilhosa tabela com a conclusão do camisa nove.
A mudança para o segundo tempo foi muito enxuta, tendo em vista que o Cuca só fez mudanças significativas a partir do minuto 82. Estava na cara do treinador que o time precisava de mais velocidade e demorou quase o tempo inteiro para colocar um jogador com esse perfil - Mateus Xavier.
Além do resultado ou atuação comum da equipe, o destaque ficou para o quarteto de Bontempo, Rollheiser, Neymar e Gabigol, que começou um jogo junto pela primeira vez na temporada.
O problema é que a proposta de jogo do Cuca não favorece esses quatro a jogarem juntos. Quando o time fez uma única jogada de aproximação, apoiada, saiu o gol. Mas em 99% do jogo, procurou os contra-ataques. Nenhum jogador citado tem essa característica.
Caso o treinador não mude o jeito de jogar - e não vai mudar mesmo -, um dos quatro terá de ser sacado.
San Lorenzo: Orlando Gill; Ezequiel Herrera, Jhohan Romaña e Lautaro Montenegro; Nicolás Tripichio, Facundo Gulli (López, aos 17’/2ºT), Manuel Insaurralde e Mathias De Ritis; Matías Reali (Barrios, aos 10’/2ºT); Alexis Cuello (Rodriguez, aos 45’/2ºT) e Rodrigo Auzmendi (Herazo, aos 45’/2ºT).
Técnico: Gustavo Álvarez
Santos: Gabriel Brazão, Mayke (Igor Vinícius, aos 37’/2ºT), Lucas Veríssimo, Luan Peres e Escobar; Willian Arão (João Schmidt, no intervalo), Christian Oliva, Gabriel Bontempo (Thaciano, aos 45’/2ºT), Rollheiser (Barreal, aos 25’/2ºT) e Neymar; Gabigol (Matheus Xavier, aos 37’/2ºT).
Técnico: Cuca
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| Rollheiser voltou a dar uma assistência após quase cinco meses |
Brazão - Tinha feito duas grandes defesas antes de falhar no gol adversário. - 5,5
Mayke - Fez pouquíssimas ultrapassagens. Está nítido que ainda convive com uma dificuldade física muito grande. - 4,5
Lucas Veríssimo - Num dos milagres de Brazão, deixou o centroavante adversário girar. Além disso, fez uma partida segura. - 5,5
Luan Peres - Discreto e pouco exigido. - 6,0
Escobar - Ultrapassou mais que Mayke, mas sem nenhum sucesso - inclusive chegou a atrapalhar Neymar. - 4,0
Arão - Deu duas bolas de presente ao adversário. Uma Brazão fez grande defesa e na outra saiu o gol. - 3,5
Oliva - Destaque do time, um dos que deu velocidade no meio-campo na saída de bola. Desarmou quatro vezes e ainda chegou para finalizar. - 6,5
Bontempo - Quando recebeu aproximação mostrou sua qualidade. Melhor na Bahia do que na Argentina. - 6,0
Rollheiser - Enquanto aguentou fez grande jogo. Além da assistência, acertou 87% dos passes e todas as jogadas promissoras do time tinham o pé do argentino. - 7,0
Neymar - Já vi o camisa 10 melhor fisicamente, mas na Argentina teve melhores tomadas de decisão. Apesar dos companheiros não acompanharem sua genialidade, terminou o jogo com três passes para finalização. Participou da jogada do gol. Estilo de jogo de contra-ataque do treinador não o favorece. - 6,5
Gabigol - Pouquíssimo participativo. Mais um que não se beneficia pelo perfil do treinador. Um chute, um gol. 6,0
Schmidt - Apenas errou menos que Arão. - 5,5
Barreal - Começou na direita e até apareceu por dentro, quase de falso nove. Finalizou duas vezes. - 6,0
Igor Vinícius - SEM NOTA
Xavier - SEM NOTA
Thaciano - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Repórter na Energia 97FM




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