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| Publicado às 23:09 deste sábado, 25 de abril de 2026 |
(*) Pedro La Rocca
Depois de abrir dois gols de vantagem no placar, o Santos voltou a ceder o empate para um adversário - hora e vez do Bahia. Rollheiser marcou em duas oportunidades de pênalti. Juba e Willian José empataram para os soteropolitanos. O Peixe tinha a chance de dormir em 11º, mas iniciará o domingo em 15ª lugar.
De Brazão a Neymar, Cuca tinha um oceano atlântico inteiro de desfalques. Em relação ao empate contra o Coritiba no meio de semana, foram sete mudanças no total. Inclusive com a volta de Mayke.
Mais do que as mudanças de nomes, que foram muitas, o treinador finalmente propôs utilizar o esquema com losango no meio-campo. Como o Bahia joga com os laterais por dentro, o Peixe marcava individualmente naquela região e os mandantes não atacaram por ali.
Todos os lances de perigo do time de Rogério Ceni aconteciam pelos lados do campo. E mesmo assim Diógenes foi muito mais acionado no jogo aéreo, do que em defesas difíceis.
Com 15 minutos, o Alvinegro já havia perdido duas chances com Rony e uma com Mayke. Com 21 minutos, Rollheiser aproveitou pênalti sofrido por Bontempo. Ainda na primeira etapa, o argentino converteu outra penalidade máxima.
Além da marcação ter sido um ponto alto dos Santistas, o time dificilmente dava chutão para sair jogando. Pelo contrário. Pelo menos três vezes saíram com aproximação. Reflexo do esquema de losango no meio.
Após um primeiro perfeito no quesito tático e ótimo tecnicamente, a necessidade de matar o jogo era nítida, já que Rogério Ceni mudou completamente o posicionamento dos atletas e ainda tirou um zagueiro para reforçar o meio-campo.
Cuca poderia ter mantido a formação e a proposta de jogo. Era jogar no erro dos baianos e fazer um maravilhoso resultado no Nordeste. Mas o treinador Santista fez Bontempo sair de terceiro homem e virar secretário de lateral. Assim como tirar Rony da referência para ajudar Escobar.
Com 17 minutos, Thaciano e Rollheiser estavam exaustos e pediram substituição. Não eram os únicos nessas condições. Miguelito marcou bem menos que o argentino, que não deixava Caio Alexandre progredir. Lautaro perdeu duas chances inacreditáveis para liquidar a fatura.
Marcar individualmente traz uma série de benefícios e eu sou adepto a esse estilo de jogo, mas um time que vem de alta sequência de jogos ou mau preparado fisicamente, vai sempre sofrer na reta final dos jogos.
O SFC de Cuca não aprendeu com os erros de um passado recente. Dos oito jogos do treinador, em metade o time cedeu o empate ou a virada após sair na frente no placar. Entendo como a união de um time que caiu fisicamente, com um comandante que não consegue manter o que dá certo num mesmo jogo.
Seria injusto da minha parte, querer individualizar a culpa em Oliva ou Diógenes no primeiro gol. Ou em Escobar e Veríssimo pelo segundo sofrido. Esses jogadores não tem culpa das quatro chances mais do que claras perdidas.
Tomar dois gols em sete minutos é fichinha perto do assassinato à bola praticado no setor ofensivo.
Pelos gols perdidos era para a Bahia ser de apenas um "Santos", com o Peixe aplicando uma senhora goleada. Nessa hora lembra-se que o ataque depende de Rony e Lautaro.




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