LANTERNA

Publicado às 01:36 desta quarta-feira, 15 de abril de 2026
(*) Pedro La Rocca

Se acontecer a vitória do San Lorenzo contra o Deportivo Cuenca, ou empate, no outro jogo do grupo, o Santos encerra a segunda rodada da Sul-Americana na lanterna da competição ao empatar em 1x1 contra o Recoleta, do Paraguai. Neymar marcou para o Peixe e Ortiz empatou para os debutantes na competição.

Era apenas o primeiro jogo dos paraguaios num solo diferente do seu país em 95 anos de história.

Cuca poupou Lucas Veríssimo e colocou Adonís Frías no lugar. Além disso, trocou Rony por Moisés por opção técnica. 

Se contra o Atlético-MG era incontestável dizer que o time demonstrou uma concentração e uma organização acima da média, um jogo depois tudo virou do avesso.

O Recoleta entrou para o jogo da vida, enquanto o Alvinegro achava que conseguiria marcar a hora que quisesse, quando na verdade esbarrou na dificuldade interminável do time de propor jogo contra equipes fechadas.

Com o placar de 1x0, Gabriel e Neymar perderam gols incríveis aos 30 e 34 minutos, respectivamente. Quando os dois principais jogadores do time desperdiçam chances dessa forma, o time se contagia do nervosismo.

Ainda mais com o empate vindo nos acréscimos.

Quando o Peixe percebeu que teria dificuldade e precisava de concentração para vencer o jogo, já era tarde e o adversário já tinha plantado uma linha de cinco e outra de quatro na frente da área.

Os 9.000 guerreiros presentes na Vila merecem reembolso do ingresso. O time do Recoleta está disputando a elite do futebol nacional apenas pela terceira vez na história e nunca tinham saído do país. 

Assistir jogos do clube in loco é, no mínimo, uma prova incondicional de amor ao clube. Repito que apequenaram do clube ao comemorar vaga na segunda divisão da América do Sul. 

E na segunda divisão do continente, o Peixe é lanterna de um grupo sofrível. 

FICHA TÉCNICA

Santos 1 x 1 Recoleta

Competição: Copa Sul-Americana, 2ª rodada
Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Árbitro: Fernando Vejar (Chile)

Cartões amarelos: Neymar e Gabriel Bontempo (SAN); Ortiz, Pereira e Toledo (REC)

Público: 9.648
Renda: R$504.381,26


Gols: Neymar aos 3 minutos do primeiro tempo (SAN); Ortiz aos 45 minutos do primeiro tempo (REC)

SANTOS: Gabriel Brazão; Igor Vinícius (Lautaro Díaz) , Adonis Frías, Luan Peres e Escobar; Willian Arão, Gustavo Henrique, Gabriel Bontempo (Rollheiser) e Neymar; Moisés (Miguelito) e Gabriel Barbosa (Thaciano). 

Técnico: Cuca

RECOLETA: Toledo; Figueredo (Medina), Pereira, Cardozo e Mendoza; Galeano (Mathías Masi), Domínguez, López (Claudio Garay) e Schupp (Núñez); Vidal (Noguera) e Ortiz. 

Técnico: Jorge González

Gabigol foi a decepção em campo
NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS 

Brazão - Mero espectador. - 6,0

Igor Vinícius - Mais tímido e menos assertivo do que no final de semana. - 4,5

Adonís - Teve dificuldade para conter o atacante adversário no pivô. Perdeu grande chance no jogo aéreo. - 4,0

Luan Peres - Cometeu pênalti inexplicável com o adversário de costas. - 3,0

Escobar - Nulo no ataque. - 3,5

Arão - Estava responsável pela saída de bola. Não comprometeu e nem fez algo de diferente. - 4,5

Gustavinho - O único que tratou o jogo com a seriedade necessária. Desarmou 10 vezes. - 6,5

Bontempo - Pela sua capacidade cognitiva, errou muitas tomadas de decisão. Não repetiu a boa jornada do final de semana. - 4,5

Neymar - Deu seis assistências para finalização e marcou o gol. Fisicamente voltou a fazer um jogo aceitável. Teve mais de 100 ações com bola, algo desnecessário. Pode participar menos e ser mais efetivo, como em outrora. Perdeu gol que não é do seu feitio. - 5,0

Moisés - Não quebrou as linhas adversárias. Tentou apenas um drible e errou. - 4,5

Gabigol - Está fisicamente abaixo dos demais. Perdeu gol incrível aos 30 minutos. Pior do que sua atuação, foi dar risada das vaias (justas) do torcedor e dizer que a atuação não foi "tão ruim". - 3,0

Miguel - Melhorou o lado canhoto. Perdeu grande chance aos 74 minutos. - 5,0

Rollheiser - Pouco participativo. - 4,5

Thaciano - Finalizou uma vez e tocou apenas cinco vezes na bola. - 5,0

Rafa Gonzaga - Obrigou o goleiro adversário a fazer a defesa mais difícil do jogo. - 5,5

Lautaro - SEM NOTA

(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.

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