Na reestreia da Copa Sul-Americana, competição são aguardada pela gestão num pensamento pequeno para um clube grande, o Santos foi à altitude do Equador e perdeu por 1x0 para o Deportivo Cuenca, atual quinto colocado do nacional local. Há 49 anos um brasileiro não perdia para essa equipe.
Visando rodar o grupo, Cuca mudou quatro posições do time que perdeu para o Flamengo no final de semana. Zé Ivaldo, Escobar (com febre), Barreal e Thaciano deixaram o time para as entradas de Arão, Rafa Gonzaga (estreia no profissional), Rony e Moisés.
Em uma das paradas para hidratação dos jogadores, o treinador Santista explanou que era "impossível perder" aquele jogo. E realmente era.
Os equatorianos eram sofríveis tecnicamente e limitados a uma só jogada na questão tática. Os cruzamentos pela direita do ataque eram sua principal força.
Mas pesou no final de tudo, a incapacidade do Alvinegro de Vila Belmiro em concluir a gol. Não foi por falta de chances criadas. Foram 20 finalizações no total, porém apenas três tiveram o endereço do gol. 15% de aproveitamento.
Falar que esse elenco consegue disputar três competições simultâneas em alto nível é uma heresia. Terminar o jogo com a lentidão de Arão, Zé Rafael e Rollheiser no meio-campo é um convite à defesa adversária.
Isso por escolha do treinador, mas também e principalmente por falta de opções.
O gol olímpico adversário escancara uma desorganização em campo, pela falta de um jogador na primeira trave, mas é reflexo do que acontece fora das quatro linhas.
Disse no final da transmissão de Energia 97FM e reitero novamente: todo dia é um Fortaleza diferente na vida do Santos. Me refiro ao rebaixamento. Segunda-feira (06) foi a aprovação das contas. Quarta (08) o Cuenca. Semana que vem pode ser o Recoleta. Ou antes com a gestão arrumando outra dívida impagável para o clube.
Em 20 jogos são apenas cinco vitórias em 2026. De todas elas, apenas o Vasco e o Remo representam equipes da Série A. Não existem quatro clubes que praticam um pior futebol do que o Santos na elite do Brasil.
Nas próximas duas semanas o time terá quatro jogos e todos eles em casa. Oportunidade para criar gordura nos dois duelos pelo nacional (Atlético-MG e Fluminense), evitar outro vexame na Sul-Americana e levar um bom resultado para a volta na Copa do Brasil (Coritiba).
FICHA TÉCNICA
Deportivo Cuenca 0 x 1 Santos
Competição: Copa Sul-Americana, 1ª rodada
Local: Estádio Alejandro Serrano Aguilar, Cuenca (Equador)
Árbitro: Gery Vargas (Bolívia)
Cartões amarelos: Patricio Boolsen e Ordóñez (DCU); Lucas Veríssimo (SAN)
Gol: Lucas Mancinelli aos 14 minutos do segundo tempo (DCU)
DEPORTIVO CUENCA: Facundo Ferrero; Jeremy Chacón (Guevara), Patricio Boolsen, Santiago Postel e Carlos Arboleda; Mateo Maccari (Morocho), Edison Veja, David González (Ordóñez) e Melvín Díaz (Bryan García); Lucas Mancinelli e Nicolás Leguizamón (Rivero).
Técnico: Jorge Célico
SANTOS: Gabriel Brazão; Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Rafael Gonzaga (Zé Rafael); Willian Arão, Christian Oliva (Robinho Jr) e Gabriel Bontempo; Moisés (Rollheiser), Rony (Thaciano) e Lautaro Díaz (Barreal).
Técnico: Cuca
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| Santos chegou à segunda derrota seguida |
Brazão - Traído pela ausência de um jogador na trave e pelo desvio nela, também é responsável pelo gol sofrido por se tratar de alguém que pedimos a convocação à Seleção. - 5,0
Gustavinho - Voltou a jogar de lateral após muito tempo, não comprometeu e fez jogadas na linha de fundo. Deu três assistências para finalização. - 6,0
Lucas Veríssimo - Tomou alguns cruzamentos nas costas que não vinha tomando desde a estreia. - 5,0
Luan Peres - Tem melhorado no jogo aéreo. Ataque adversário ofereceu pouco perigo. - 5,5
Gonzaga - Demonstrou sua qualidade técnica logo na estreia no time de cima. A maioria no primeiro tempo. Cansou no segundo. Também deu três assistências para finalização. - 6,0
Arão - Descia para fazer saída de três. Tem qualidade na bola longa especialmente, mas não tem mais a mesma velocidade de outrora. - 5,0
Oliva - Até finalizou de fora no primeiro tempo, depois foi merecidamente substituído. - 5,0
Bontempo - O mais consciente do time. Finalizou muito de longe, acertou a trave e dos pés dele saíam as melhores jogadas. - 6,5
Rony - Pouco se aproveitou da fragilidade defensiva do adversário. Se tomasse melhores decisões, poderia ter ido ao intervalo com duas assistências. - 4,5
Lautaro - Após grande atuação no Rio de Janeiro, foi mal no Equador. Perdeu muita bola que estava no seu controle. - 4,0
Moisés - Jogador com melhor trato da bola no ataque Santista. Apesar de não fazer um jogo maravilhoso, não merecia a substituição no intervalo. - 5,0
Rollheiser - Falta intensidade de maneira gritante, mas não dá para negar que cumpriu a função de armar. Em 50 minutos deu três assistências para finalização. - 5,5
Robinho - Apareceu mais na reta final do jogo. Deu uma finalização. Uma das três no gol. - 5,0
Thaciano - Perdeu gol incrível sem goleiro perto dos acréscimos. - 4,5
Barreal - Seis perdas de posse em 23 minutos é muita coisa. Entrou em outra rotação. - 4,0
Zé Rafael - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.




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