Após 34 dias sem sentir o sabor de conquistar três pontos, o Peixe voltou a vencer na Vila Belmiro e se distanciou da zona da confusão ao superar o Remo por 2x0. Na volta de Cuca à casa Santista, o Alvinegro chegou aos 10 pontos com gols de Thaciano e Moisés.
O treinador recém-chegado, mesmo após 12 dias livres sem partidas, fez apenas duas trocas no time titular. Neymar e Thaciano foram as únicas novidades. Gabriel Menino, esse lesionado, e Moisés deixaram o 11 inicial. Com as entradas, Rony e Barreal foram os pontas.
Demorou meia hora para o Santos entender que o jogo havia começado. Antes disso, o adversário já colecionava escanteios, finalizações e defesa de Brazão. Ainda mais além, o controle total da bola era do time nortista.
A partir do momento citado, o Peixe se fez mais presente no campo ofensivo, mas muito mais pela saúde, do que propriamente pela qualidade técnica - que é carente no elenco Santista.
Prova disso, é que depois da finalização de Gustavinho aos 18 minutos, a próxima só aconteceu aos 39 com o gol de Thaciano, após passe genial de Neymar. O Remo contava com a terceira pior defesa da competição (depois do jogo virou a segunda) - demonstrando a pobreza na criação dos mandantes.
Com quase duas semanas livres para treinamentos é no mínimo decepcionante finalizar só duas vezes em 45 minutos no lanterna do campeonato. Apesar do grande jogo da dupla Oliva e Gustavinho, ofensivamente o time perde com dois volantes de marcação.
Apesar de perder na posse de bola no segundo tempo, o time de Cuca finalizou cinco vezes e atingiu o gol em duas vezes, marcando com Moisés aos 36 minutos da etapa final.
Cuca acabou de chegar, mas tenho minhas dúvidas se o time terá uma mudança tão drástica até a parada para o Mundial de Seleções.
Defensivamente os números mostram que o time melhorou, principalmente pela chegada de Lucas Veríssimo. Mas no ataque não vi muitas diferenças do time de Vojvoda. Permance a mesma pobreza de ideias.
E preocupa porque nos próximos dois meses não terão mais semanas livres para trabalhar. Será praticamente treino, jogo, jogo, treino. A média consta uma partida a cada 3,3 dias.
SANTOS: Gabriel Brazão; Igor Vinicius, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Escobar; Christian Oliva (Robinho Jr, 45’/2ºT), Gustavo Henrique (Gabriel Bontempo, aos 25’/2ºT) e Neymar; Barreal (Moisés, aos 13’/2ºT), Thaciano (William Arão, aos 25’/2ºT) e Rony (João Schmidt, aos 45’/2ºT).
Técnico: Cuca
Remo: Marcelo Rangel; Marcelinho, Tchamba, Marlonn, Mayk (Jaderson, aos 39’/2ºT); Zé Welison, Picco e Zé Ricardo (David Braga, no intervalo); Jajá (Yago Pikachu, aos 20’/2ºT), Alef Manga (Diego Hernández, aos 33’/2ºT) e Gabriel Taliari (Gabriel Poveda, aos 33’/2ºT).
Técnico: Léo Condé
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| Cuca reestreou na Vila |
Brazão - Fez quatro defesas, mas nenhuma milagrosa. - 6,0
Igor Vinícius - Melhor quando apareceu por dentro, do que como ala. - 5,5
Lucas Veríssimo - Deu outra cara para a defesa Santista. Desde sua chegada nenhum gol foi sofrido. Tinha um indigesto duelo contra Alef Manga e venceu todas. - 7,0
Luan Peres - Diferente de outros momentos, correspondeu no jogo aéreo, com melhor posicionamento. Como em outrora, bem nas coberturas. - 6,5
Escobar - Deixou uma avenida no primeiro tempo, depois melhorou e foi coroado com a assistência para Moisés. - 5,5
Oliva - Começou lento na saída de bola, depois cresceu no jogo junto com o time. - 5,5
Gustavinho - Liderou a partida em desarmes (cinco). Sem a bola, tem velocidade e posicionamento para fazer coberturas. Se Neymar supera tecnicamente, o menino compensa na marcação. - 6,5
Neymar - Em duas jogadas liderou a vitória. Deu uma assistência fora da curva para Thaciano e iniciou a jogada para o gol de Moisés. Não enfrenta o Flamengo. - 7,0
Barreal - Cometeu muitos erros e não chegou a 80% no aproveitamento de passe. Não me agrada o argentino jogar aberto pela esquerda. - 5,0
Thaciano - Recebeu um passe redondo e guardou. - 6,5
Rony - Tem uma saúde de outro mundo. Impressionante como corre e pressiona o adversário. Pecou muito na parte técnica. - 5,5
Moisés - Muda a característica e melhora o time. Tem drible curto junto da velocidade. Fez o gol e fez o goleiro e defesa adversária trabalharem. - 7,0
Arão - SEM NOTA
Bontempo - SEM NOTA
Schmidt - SEM NOTA
Robinho Jr. - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.




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