Santos entrou para a seleta lista de times deram um ponto à Chapecoense jogando em casa. Além disso, o Peixe deu a única vitória dos catarinenses na competição nacional. O 2x2 mantém o Alvinegro na 15ª colocação, pelo menos até o início do domingo (26). Neymar marcou duas vezes de um lado, Marcinho e Ananias (contra) marcaram do outro.
Após a vitória na Venezuela no meio de semana, Cuca fez quatro alterações no time. Voltaram os poupados Igor Vinícius e Arão, além dos cunhados Neymar e Gabigol. Gabriel Menino, Oliva, Miguelito e Thaciano deixaram o time.
O treinador, que melhorou o time em relação ao último trabalho, errou tudo que não podia.
A Chapecoense, pior time do campeonato, entrou entregue em campo. A posse de bola dos Santistas era superior a 70%. Mas era uma posse lenta e previsível. Não era possível transferir a bola de um lado para outro com velocidade.
As poucas chances que o Alvinegro criou era quando Neymar e Bontempo tocavam na bola. Era tamanha a apatia do time para finalizar, que precisava de 53 passes para arrematar.
Quando o treinador dos catarinenses, Rafael Lacerda, percebeu que havia uma cratera entre os cinco jogadores mais ofensivos e Arão, resolveu colocar mais homens no meio-campo com o complemente do experiente Giovanni Augusto.
Durante 16 minutos a Chapecoense dominou o Santos. Colocou na roda. Em plena Vila Belmiro. E só recuou depois, porque o SFC começou a tentar na base da "empurrância" e Cuca colocou mais homens de frente. Assim o Peixe empatou aos 43 com pênalti assinaldo.
O primeiro gol dos visitantes foi a clara e manifesta ausência de cobertura nas laterais e no meio-campo que fizeram falta. Não há como fazer isso com o experiente Arão no meio.
"Eu preservei o Igor e o Arão porque os dois estavam com problemas físicos e eu não quis agravar as lesões. Com eles recuperados, era natural que voltassem ao time. A disputa por posição está aberta".
Trocar as duas posições poderia ser tudo, menos coerente.
Colocar os quatro jogadores mais talentosos (Bontempo, Rollheiser, Neymar e Gabigol) juntos não tem gerado um coletivo de sucesso. Os números não mentem. São três jogos do quarteto com três empates.
Não dá para deixar passar que o Santos marcou duas vezes por conta da individualidade de Neymar, que foi o mais ativo no ataque, e um pênalti mal marcado em Caballero. Isso em cima do lanterna. Pelo coletivo seria 0x0.
SANTOS: Gabriel Brazão, Igor Vinícius (Gabriel Menino, aos 17’/2ºT), Lucas Veríssimo, João Ananias e Escobar; William Arão (Christian Oliva, aos 17’/2ºT), Gabriel Bontempo, Rollheiser (Caballero, aos 17’/2ºT) e Neymar; Barreal (Rony, aos 35’/2ºT) e Gabigol (Thaciano, aos 35’/2ºT).
Técnico: Cuca
CHAPECOENSE: Matheus Aurélio; Bruno Tubarão, Bruno Leonardo, Eduardo Doma e Fernando (Bruno Pacheco, aos 33’/2ºT); Camilo (Vinícius Balieiro, aos 38’/2ºT), David (Bruno Matias, no intervalo) e Max Alves; Ênio (Giovanni Augusto, no intervalo), Bolasie e Kevin Ramírez (Marcinho, no intervalo).
Técnico: Rafael Lacerda
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| Neymar marcou pela oitava vez na temporada |
Brazão - Acionado apenas duas vezes, em ambas sofreu gols, mas sem culpa alguma. - 5,5
Igor Vinícius - Terceiro jogador com mais perda de bola do SFC, acima até de Escobar - o que não é comum. Decisões erradas acima do normal. - 4,0
Veríssimo - Não voltou bem da parada. Venceu apenas metade dos duelos. Achei lento na saída de bola. - 4,5
Ananias - Vinha fazendo um grande jogo, mas teve a infelicidade do gol contra. Acertou 95% dos passes e todas as bolas longas. - 6,0
Escobar - Os dois gols saíram nas costas do camisa 31. - 4,0
Arão - No primeiro tempo ficou clara sua lentidão para transferir a bola de um corredor para outro. No segundo, com as mudanças do adversário, tomou o popular "totó" no meio. - 3,5
Bontempo - O pouco que o time criou na primeira etapa, tinha "dedo" do agora camisa oito. No segundo nitidamente cansou e caiu de produção. - 5,5
Neymar - Irrefutável que era o único jogador Santista a chamar jogo. A perda de velocidade o prejudica, pois ainda tem dificuldade em alguns lances no mano a mano. Mas a realidade é que compensa na qualidade. Por outro lado, estava muito pilhado, desnecessário seu cartão amarelo, tirando-o da rodada seguinte. - 6,5
Barreal - Me parece que ficou perdido na posição quando Neymar caía pelo lado esquerdo. - 5,0
Rollheiser - Do quarteto citado acima, foi o que mais destoou nas três partidas em que jogaram juntos. Teve duas chances de finalizar na entrada da área, ainda no primeiro tempo, mas errou na tomada de decisão. - 4,5
Gabigol - A única finalização que tentou, foi por cima. Não poderia sair tanto da área. - 5,0
Menino - Após sua entrada, time voltou a levar perigo pela direita. Tentou duas finalizações perigosas. - 6,0
Oliva - Em 35 minutos no gramado, deu três assistências para finalização. Nítido que a dinâmica é outra com o uruguaio. - 6,5
Caballero - Apesar de sofrer o pênalti, errou todas as tomadas de decisão. - 5,0
Thaciano - SEM NOTA
Rony - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.




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