INDIVIDUAL ACIMA, COLETIVO ABAIXO

Publicado às 23:05 deste sábado, 25 de julho de 2026


(*) Pedro La Rocca

Santos entrou para a seleta lista de times deram um ponto à Chapecoense jogando em casa. Além disso, o Peixe deu a única vitória dos catarinenses na competição nacional. O 2x2 mantém o Alvinegro na 15ª colocação, pelo menos até o início do domingo (26). Neymar marcou duas vezes de um lado, Marcinho e Ananias (contra) marcaram do outro.

Após a vitória na Venezuela no meio de semana, Cuca fez quatro alterações no time. Voltaram os poupados Igor Vinícius e Arão, além dos cunhados Neymar e Gabigol. Gabriel Menino, Oliva, Miguelito e Thaciano deixaram o time.

O treinador, que melhorou o time em relação ao último trabalho, errou tudo que não podia.

A Chapecoense, pior time do campeonato, entrou entregue em campo. A posse de bola dos Santistas era superior a 70%. Mas era uma posse lenta e previsível. Não era possível transferir a bola de um lado para outro com velocidade. 

As poucas chances que o Alvinegro criou era quando Neymar e Bontempo tocavam na bola. Era tamanha a apatia do time para finalizar, que precisava de 53 passes para arrematar. 

Quando o treinador dos catarinenses, Rafael Lacerda, percebeu que havia uma cratera entre os cinco jogadores mais ofensivos e Arão, resolveu colocar mais homens no meio-campo com o complemente do experiente Giovanni Augusto. 

Durante 16 minutos a Chapecoense dominou o Santos. Colocou na roda. Em plena Vila Belmiro. E só recuou depois, porque o SFC começou a tentar na base da "empurrância" e Cuca colocou mais homens de frente. Assim o Peixe empatou aos 43 com pênalti assinaldo. 

O primeiro gol dos visitantes foi a clara e manifesta ausência de cobertura nas laterais e no meio-campo que fizeram falta. Não há como fazer isso com o experiente Arão no meio.

"Eu preservei o Igor e o Arão porque os dois estavam com problemas físicos e eu não quis agravar as lesões. Com eles recuperados, era natural que voltassem ao time. A disputa por posição está aberta".

Trocar as duas posições poderia ser tudo, menos coerente. 

Colocar os quatro jogadores mais talentosos (Bontempo, Rollheiser, Neymar e Gabigol) juntos não tem gerado um coletivo de sucesso. Os números não mentem. São três jogos do quarteto com três empates. 

Não dá para deixar passar que o Santos marcou duas vezes por conta da individualidade de Neymar, que foi o mais ativo no ataque, e um pênalti mal marcado em Caballero. Isso em cima do lanterna. Pelo coletivo seria 0x0.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 2 X 2 CHAPECOENSE

Competição: Campeonato Brasileiro, 20ª rodada
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos (SP)
Arbitro: Fernando Antonio Mendes de Salles Nascimento Filho – PA
Cartões amarelos: Lucas Veríssimo, Barreal e Neymar (SAN) e Matheus Aurélio, Bruno Matias, Marcinho, Bruno Tubarão e Camilo (CHA)

Gols: Neymar, aos 35’/1ºT (1-0), Marcinho, aos 5’/2ºT (1-1), João Ananias (contra), aos 16’/2ºT (1-2), Neymar, aos 43’/2ºT (2-2)

SANTOS: Gabriel Brazão, Igor Vinícius (Gabriel Menino, aos 17’/2ºT), Lucas Veríssimo, João Ananias e Escobar; William Arão (Christian Oliva, aos 17’/2ºT), Gabriel Bontempo, Rollheiser (Caballero, aos 17’/2ºT) e Neymar; Barreal (Rony, aos 35’/2ºT) e Gabigol (Thaciano, aos 35’/2ºT). 

Técnico: Cuca

CHAPECOENSE: Matheus Aurélio; Bruno Tubarão, Bruno Leonardo, Eduardo Doma e Fernando (Bruno Pacheco, aos 33’/2ºT); Camilo (Vinícius Balieiro, aos 38’/2ºT), David (Bruno Matias, no intervalo) e Max Alves; Ênio (Giovanni Augusto, no intervalo), Bolasie e Kevin Ramírez (Marcinho, no intervalo). 

Técnico: Rafael Lacerda

Neymar marcou pela oitava vez na temporada
NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS

Brazão - Acionado apenas duas vezes, em ambas sofreu gols, mas sem culpa alguma. - 5,5

Igor Vinícius - Terceiro jogador com mais perda de bola do SFC, acima até de Escobar - o que não é comum. Decisões erradas acima do normal. - 4,0

Veríssimo - Não voltou bem da parada. Venceu apenas metade dos duelos. Achei lento na saída de bola. - 4,5

Ananias - Vinha fazendo um grande jogo, mas teve a infelicidade do gol contra. Acertou 95% dos passes e todas as bolas longas. - 6,0

Escobar - Os dois gols saíram nas costas do camisa 31. - 4,0

Arão - No primeiro tempo ficou clara sua lentidão para transferir a bola de um corredor para outro. No segundo, com as mudanças do adversário, tomou o popular "totó" no meio. - 3,5

Bontempo - O pouco que o time criou na primeira etapa, tinha "dedo" do agora camisa oito. No segundo nitidamente cansou e caiu de produção. - 5,5

Neymar - Irrefutável que era o único jogador Santista a chamar jogo. A perda de velocidade o prejudica, pois ainda tem dificuldade em alguns lances no mano a mano. Mas a realidade é que compensa na qualidade. Por outro lado, estava muito pilhado, desnecessário seu cartão amarelo, tirando-o da rodada seguinte. - 6,5

Barreal - Me parece que ficou perdido na posição quando Neymar caía pelo lado esquerdo. - 5,0

Rollheiser - Do quarteto citado acima, foi o que mais destoou nas três partidas em que jogaram juntos. Teve duas chances de finalizar na entrada da área, ainda no primeiro tempo, mas errou na tomada de decisão. - 4,5

Gabigol - A única finalização que tentou, foi por cima. Não poderia sair tanto da área. - 5,0

Menino - Após sua entrada, time voltou a levar perigo pela direita. Tentou duas finalizações perigosas. - 6,0

Oliva - Em 35 minutos no gramado, deu três assistências para finalização. Nítido que a dinâmica é outra com o uruguaio. - 6,5

Caballero - Apesar de sofrer o pênalti, errou todas as tomadas de decisão. - 5,0

Thaciano - SEM NOTA

Rony - SEM NOTA

(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.

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