Numa sequência de quatro jogos na Vila Belmiro, em apenas um o Santos saiu vitorioso - contra o Galo pelo Brasileiro. Derrota para o Fluminense, empate com o Recoleta, resultado igual contra o Coritiba, nessa quarta-feira (22), pela Copa do Brasil. Sem gols.
Ficou tudo para a volta. 13/05 no Couto Pereira. Novo empate? Pênaltis.
Brazão está liberado pelo clube após a passagem do seu pai e Diógenes fez sua terceira partida pelo profissional do clube. Escobar, suspenso no final de semana, também voltou ao time na vaga de Moisés e Barreal jogou mais avançado.
Além das mudanças de nomes, Cuca também alterou o posicionamento de Neymar. O craque estava mais aberto pelo lado esquerdo e constantemente buscava facões de Barreal de dentro para fora. A estratégia naturalmente não deu certo.
O camisa 10 não tem mais a mesma explosão de um outro momento para atuar no corredor lateral. Quanto mais próximo do gol estiver Neymar, melhor pro Santos. Quanto mais longe, melhor para o adversário. Ainda assim deu a única finalização Santista no alvo no jogo e acertou a trave numa falta perto do apito final.
Era sintomático a reação da arquibancada, que por mais de uma vez vaiou o time pela lentidão nos contra-ataques. Para propor tem dificuldade. Para jogar no espaço tem dificuldade. Então não vai fazer gol nunca.
No segundo tempo, o Coritiba voltou a tomar conta do seu campo ofensivo, acertou o travessão com Breno Lopes, obrigou Oliva a afastar em cima da linha e viu Pedro Rocha perder gol embaixo da trave com Diógenes vendido.
Se tem um favorito para o jogo da volta, esse time se chama Coritiba. Um time muito mais organizado, que sabe propor jogo, consegue encontrar as fragilidades do adversário. Baita trabalho de Fernando Seabra.
Enquanto o Alvinegro não rejuvenescer seu elenco, diminuindo os experientes e oportunizando os jovens, dificilmente vai ter condições de competir em alto nível na Série A.
Cuca dizer que 12 dos 23 relacionados são Meninos da Vila é brincar com o cognitivo do torcedor. É um assínte usar Veríssimo, Gabigol, Neymar, Igor Vinícius, como jogadores da base.
Apenas Bontempo e Gustavinho podem ser considerados entre os titulares. Miguel entrou. Robinho e Xavier ficaram no banco.
Jogadores de 29 a 34 anos representam 65% dos minutos do elenco Santista no ano. Não tem time envelhecido dessa forma que consiga jogar nove jogos num só mês, jogando a cada 3,3 dias.
Dessa forma, é melhor levar a temporada a banho maria e (rezar para) não cair. Estamos apenas em abril. Deveriam reembolsar os 7.182 Santistas presentes nesse show de horrores em Urbano Caldeira.
FICHA TÉCNICA
Santos 0 x 0 Coritiba
SANTOS: Diógenes; Igor Vinícius, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Escobar; Willian Arão (Miguelito), Gustavo Henrique (Christian Oliva), Gabriel Bontempo (Zé Rafael) e Neymar; Barreal (Moisés) e Gabriel Barbosa (Thaciano).
Técnico: Cuca
CORITIBA: Pedro Rangel; Tinga, Tiago Cóser, Jacy e Felipe Jonatan; Thiago Santos (Vini Paulista), Sebas Gómez (Wallisson), Josué e Lucas Ronier; Breno Lopes (Lavega) e Renato Marques (Pedro Rocha).
Técnico: Fernando Seabra
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| Diógenes não sofreu gols nos seus três jogos no profissional |
Diógenes - Terceiro jogo no profissional, com distância de sete meses para o último. Primeiro tempo perfeito, inteligente nas bolas aéreas. Quando Breno Lopes acertou o travessão, fechou bem o ângulo. - 7,0
Igor Vinícius - Fez uma ultrapassagem no primeiro tempo. Apenas isso. - 5,5
Veríssimo - Voltou a fazer uma partida segura. Os lances de perigo do adversário não passaram pelo camisa quatro. - 6,0
Luan Peres - Teve dificuldade para fazer as coberturas de Escobar. - 5,0
Escobar - O feriado era Tiradentes, mas tinha uma avenida de Sapucaí na esquerda defensiva do Santos. Ronier fez o que quis. O lance de Breno Lopes no travessão começa num passe errado do camisa 31. - 4,0
Arão - Fora de casa pode render melhor, mas na Vila não tem velocidade na saída de bola. - 4,5
Gustavinho - SEM NOTA
Bontempo - Pode dar mais velocidade nos contra-ataques. Qualidade não falta. Teve seus lampejos de jogadas individuais. - 5,5
Neymar - Mais desgastado fisicamente. Ainda assim finalizou a única no gol do time inteiro. Além disso, ainda acertou a trave em falta cobrada. - 6,0
Barreal - Teve uma jogada individual interessante na linha de fundo. Pecou na maioria das tomadas de decisão. - 5,0
Gabigol - Fisicamente está em outra rotação. Jacy e Cóser engoliram o camisa nove. Venceu três de oito duelos disputados. - 4,5
Oliva - Melhorou quando virou primeiro volante. De segundo volante ficou perdido. - 5,5
Moisés - De novo esteve mais apagado que o céu de madrugada. - 4,5
Miguelito - Assim como Barreal, abusou das tomadas de decisão equivocadas. - 5,0
Zé Rafael - Deu um pouco mais de dinâmica para o meio-campo. - 6,0
Thaciano - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.




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