A BOLA PUNE

Publicado às 22:59 deste domingo, 19 de abril de 2026


(*) Pedro La Rocca

Pela segunda vez consecutiva, o Santos ousou desaforar a bola, desperdiçou oportunidades e foi justamente punido. Mesmo ficando duas vezes a frente do placar, Peixe foi superado pelo Fluminense por 3x2, dentro de Urbano Caldeira. Gabigol e Barreal marcaram para os mandantes, enquanto os cariocas confirmaram o triunfo com Savarino, Castillo e John Kennedy.

Supenso pela expulsão sofrida contra o Galo, Cuca fez duas alterações no time que empatou vexatoriamente na Sula. Lucas Veríssimo voltou na vaga de Adonís e Barreal foi improvisado na esquerda com a suspensão de Escobar.

Se a partida inteira fosse baseada apenas nos 20 minutos iniciais, dava a entender que o resultado final fosse de uma vitória tranquila para o Alvinegro de Vila Belmiro. 

Gabigol marcou aos oito minutos, perdeu outro gol aos 16. Domínio total no campo ofensivo. Ali seria um 2x0 muito difícil de ser alcançado pela questão anímica.

O Fluminense tinha muita dificuldade para sair jogando e o Santos marcava alto e com eficiência, cansou de pegar a defesa adversária abarrotada. Poderia ter feito até mais do que dois gols.

A partir do empate adversário com Savarino, porém, o jogo se tornou outro e desfaforável ao time de Cuca. Quando os cariocas perceberam que Barreal não tem o cacoete da função e não tinha cobertura, começaram a produzir suas jogadas por ali. 

Moisés tem dificuldade na recomposição e Gustavinho já estava amarelado. Além de que o outro volante, Arão, nunca teve velocidade como característica e não seria agora no final da carreira.

Depois daquele momento dificilmente o Peixe foi visto ultrapassando a linha de meio-campo. Domínio total do time de Zubeldía.

Para corrigir o erro cometido na escalação, Cuquinha voltou com Rafa Gonzaga na lateral com Barreal avançado pela esquerda. Logo aos 11 minutos a mudança já surtiu efeito com o gol de cobertura do argentino. Não durou muito.

Três minutos depois o argentino Castillo subiu mais alto que Veríssimo e empatou a partida novamente. Eram sete Santistas contra quatro tricolores na grande área. Tinha chance de dobra de marcação e cobertura ainda. Inadimissível tomar um gol daquele.

Com 36 minutos, Neymar teve a chance do jogo. Carregou a bola no tapete verde, fez fila, mas ao invés de finalizar, preferiu o passe a Rollheiser, que até devolveu e Neymar na segunda chance obrigou Fábio a defender. Ali foi clara falta de confiança. Em qualquer outro momento o craque teria chutado.

E como os deuses do futebol não permitem ser desaforados, o Fluminense marcou o terceiro numa outra jogada área levantada por Guga. Dessa vez com complemento de John Kennedy e falha de Brazão.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 2 X 3 FLUMINENSE

Competição: Campeonato Brasileiro, 12ª rodada
Local: Vila Belmiro, Santos (SP)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Cartões amarelos: Igor Vinícius, Gabigol, Luan Peres, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo (SAN) e Bernal e Alison (FLU)

Gols: Gabigol, aos 9’/1ºT (1-0), Savarino, aos 23’/1ºT (1-1), Barreal, aos 11’/2ºT (2-1), Castillo, aos 14’/2ºT (2-2), John Kennedy, aos 40’/2ºT (2-3)

SANTOS: Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Barreal (Lautaro Díaz, aos 16’/2ºT); Willian Arão, Gustavo Henrique (Rollheiser, aos 35’/2ºT), Gabriel Bontempo (Thaciano, aos 43’/2ºT) e Neymar; Moisés (Rafael Gonzaga, no intervalo) e Gabriel Barbosa. 

Técnico: Cuquinha (auxiliar)

FLUMINENSE: Fábio, Guga, Jemmes, Freytes e Arana; Bernal (Otávio, aos 34’/2ºT), Hércules e Alisson (John Kennedy, aos 12’/2T); Savarino (Riquelme Felipe, aos 34’/2ºT), Serna (Renê, aos 41’/2ºT) e Castillo (Ganso, aos 41’/2ºT). 

Técnico: Luis Zubeldía

Barreal marcou seu terceiro gol na temporada
NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS

Brazão - Falhou como não pode no terceiro gol. Bola sem tanta força e rente ao goleiro Santista. - 4,5

Igor Vinícius - Não conseguiu tabelas com Bontempo e Gabigol, como aconteceu contra o Atlético-MG, por exemplo. No terceiro gol, marcou a bola ao invés de John Kennedy - 4,5

Lucas Veríssimo - Superado por Castillo no segundo gol, estava bem no jogo, mas contribuiu para o empate naquele momento. - 5,0

Luan Peres - Menos acionado do que seu companheiro de zaga, por isso comprometeu menos. - 5,0

Barreal - Pela atuação na lateral, a nota seria inferior, mas quando jogou avaçado, ficou 15 minutos na função e pediu para sair. - 5,5

Arão - Reflexo do time: roubou a bola que resultou no primeiro gol, mas depois ficou na roda para os meio-campistas adversários. - 4,5

Gustavinho - Manteve a média de desarmes e liderou o jogo em interceptações. Tomou cartão muito cedo, ficando impedido de ser mais agressivo nas divididas. - 5,5

Bontempo - Liderou o time em desarmes, mas não repetiu as boas atuações no campo ofensivo.  - 5,0

Neymar - Deu a assistência para o primeiro gol, mas desperdiçou a bola da vitória na reta final de jogo. Fisicamente fez outro jogo satisfatório. - 5,5

Moisés - Tocou seis vezes na bola em 45 minutos. Deixou Barreal órfão de pai e mãe. - 3,5

Gabigol - Apenas nos números teve um gol e uma assistência. Também perdeu um tento que não é do seu feitio. - 5,5

Rafa Gonzaga - Assim como Barreal no primeiro, ficou órfão de cobertura no segundo gol. Pelo menos é oficialmente da posição. - 5,5

Lautaro - Tocou 13 vezes na bola. Perdeu seis. - 4,0

Rollheiser - SEM NOTA

Thaciano - SEM NOTA

(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.

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