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| Publicado às 23:02 deste domingo, 08 de fevereiro de 2026 |
Após sete jogos e um longo inverno, o Santos voltou a sentir o sabor de conquistar três pontos. Em Bauru, o Alvinegro encarou o Noroeste pela sétima rodada do Paulistão e venceu por 2x1. Escobar e Rony marcaram para o time de Vojvoda, enquanto Carrerette fez para o time local. Ainda com o triunfo, o Peixe segue para a última rodada fora da zona de classificação.
O treinador argentino fez quatro alterações no time titular. Menos do que nos últimos jogos. Na defesa foram duas. Igor Vinícius tomando o lugar de Mayke e Zé Ivaldo na vaga do lesionado Adonís. No meio-campo as outras duas. Zé Rafael (poupado) e Gabriel Menino (suspenso) ficaram de fora e deram lugares a Bontempo e Miguelito.
A entrada dos meninos nitidamente surtiu efeito. O meio Santista tornou-se mais leve, jovem e ganhou um dinamismo que não se via antes. Logo com três minutos de jogo, o boliviano deu a assistência para Escobar abrir o placar.
Aos 15 minutos, o time da casa se aproveitou daquele que é o calcanhar de aquiles do Santos nas últimas partidas - a bola aérea - e empatou o jogo. Era apenas o primeiro chute dos mandantes no jogo, que voltariam a finalizar outras 13 vezes - cinco no gol.
Com 28 minutos, Bontempo acha maravilhoso passe em Igor Vinícius que cruza para Rony apenas deixar a bola bater em si próprio e decretar a virada.
Parece que a situação que falamos desde o ano passado confirmou-se nesse duelo contra o Noroeste. Bastou o treinador escalar um time com uma média de idade inferior em comparação com os outros jogos que o Peixe foi superior ao adversário e produziu muito mais.
O adversário estava montado com improvisações e uma defesa muito pesada. O Alvinegro utilizou isso ao seu favor em duas oportunidades e em uma delas até marcou, mas com impedimento de Rony. O número 11 sabe fazer o facão e Schmidt sabia disso.
Com 50 minutos o momento que tornaria o jogo ainda mais positivo para o lado Santista. O meia Thiago Lopes, escalado na ponta, foi expulso e o Peixe ficou o segundo tempo inteiro com um jogador a mais.
Até 70 minutos, o Santos apenas controlou e sequer levou perigo ao gol adversário. O que já seria ridículo, vendo o investimento e tamanho de uma equipe e outra, mas pior era o que estava por vir.
Quando você não vence há muito tempo, tem superioridade técnica e numérica, você tem que aproveitar para matar o jogo - não deixar o adversário gostar do jogo, como fez o Peixe.
Nem o maior especialista do riscado sabe explicar como o gol de Brazão não foi vazado na reta final dessa partida. O adversário, sabendo da fragilidade Alvinegra na defesa, abusou dos cruzamentos na grande área e ganhou praticamente todos - mas sem direção.
Há quem diga que foi um momento para se esquecer. Prefiro uma outra linha. É para guardar eternamente na história do clube e usar de exemplo de como não fazer nunca mais. Um time de Série D, recém promovido à elite do futebol paulista, com um jogador a menos, colocou um time de Série A contra a parede.
O time de Vojvoda tem lembrado os tempos nada áureos do time de Caixinha ano passado. Bolas aéreas sendo algo duro de assistir e dificuldade extrema em durar os dois tempos em alto nível físico.
FICHA TÉCNICA
NOROESTE 1 X 2 SANTOS
Competição: Campeonato Paulista (7ª rodada)
Local: Estádio Dr. Alfredo de Castilho, Bauru (SP)
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza
Cartões amarelos: Tauã (NOR) e Miguelito, Zé Ivaldo e Igor Vinícius (SAN)
Cartão vermelho: Thiago Lopes (NOR)
Gols: Escobar, aos 3’/1ºT (0-1), Pedro Carrerette, aos 15’/1ºT (1-1), Rony, aos 29’/1ºT (1-2)
NOROESTE: Luiz Daniel, Pedro Carrerette, Ronaldo Alves (Léo Tocantins, aos 26’/2ºT) e Carlinhos; Yuri Ferraz (Leocovich, aos 36’/2ºT), Cristiano (Igor, aos 26’/2ºT), Tauã (Rafael Silva, aos 42’/2ºT) e Sánchez; Thiago Lopes, Carlão e Diego Mathias.
Técnico: Guilherme Alves
SANTOS: Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Zé Ivaldo, Luan Peres e Escobar (Vini Lira, aos 41’/2ºT); João Schmidt, Gabriel Bontempo e Barreal (Rollheiser, aos 18’/1ºT) e Miguelito (Nadson, aos 41’/2ºT); Rony (Lautaro Díaz, aos 33’/2ºT) e Gabriel Barbosa (Thaciano, aos 33’/2ºT).
Técnico: Juan Pablo Vojvoda
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| Nadson fez sua estreia entre os profissionais |
Brazão - Importantíssimo para evitar o empate na reta final de partida. Duas defesas grandes. - 6,5
Igor Vinícius - No ataque muito acionado e conseguiu contribuir com uma assistência. Defensivamente mal demais. O atacante Carlão caía direto por ali para ganhar no alto. - 5,5
Zé Ivaldo - Pelo alto uma tragédia completa. Marca sempre o jogador e não a bola, isso o prejudica. - 4,5
Luan Peres - Não arrasta mais na saída de bola como num outro momento. Essa era sua principal virtude. Também não foi bem pelo alto. Venceu dois de sete duelos aéreos. - 5,0
Escobar - O único que se salvou na linha defensiva. Além do gol marcado, voltou a se destacar defensivamente com três desarmes e três interceptações - 7,0
Schmidt - Deu ótimos lançamentos no primeiro tempo, mas os companheiros estavam impedidos. Caiu no segundo. - 5,5
Bontempo - Deu outra dinâmica para o meio-campo. Torna aquela região mais rápida e dá qualidade. A bola não queima no pé dele. Merece oportunidades como a desse jogo. - 6,0
Miguelito - Assim como Schmidt fez um grande primeiro tempo, mas caiu no segundo. Deu a assistência para o gol de abertura do placar. - 6,0
Barreal - Saiu com 18 minutos. - SEM NOTA
Rony - O que se movimenta é algo positivamente assombroso. Faz facões como ninguém e assim deu uma assistência para Gabigol no início do jogo, mas estava ligeiramente impedido. Marcou seu primeiro gol pelo Peixe. - 7,0
Gabigol - No único passe que recebeu com qualidade, marcou, mas foi o gol anulado. Um centroavante desse calibre não pode ficar tanto tempo sem ser acionado. - 5,5
Rollheiser - Inexplicável como um jogador com 25 anos, que entrou com 18 minutos do primeiro tempo, termina o jogo esgotado fisicamente. Quase colocou o time na mão duas vezes no final. Fez uma falta dura e temerária, e depois deu um escanteio de bandeja. - 3,5
Thaciano - SEM NOTA
Lautaro - SEM NOTA
Lira - SEM NOTA
Nadson - Debutou entre os profissionais. - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.




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