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| Publicado às 22:50 desta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026 |
A gestão que mais quebra recordes e protagoniza vexames ataca novamente. Em 2024 o Peixe pela primeira vez levou três gols da Chapecoense na história. E agora em 26 leva quatro. A derrota na estreia da competição nacional por 4x2 escancara todos os problemas do clube. Gabriel Menino e Barreal marcaram para o Santos. Walter Clar, Meritão, Jean Carlos e Carvalheira marcaram para os mandantes.
Desde 2019 não chega na Vila uma vitória em estreia de Brasileirão.
Visando os dois clássicos que o time tem pela frente, Vojvoda optou por não levar Adonís, Mayke e Gabigol, além de Arão que não está liberado clinicamente. Igor Vinícius, Alexis Duarte e Caballero foram as principais novidades.
Eu sempre pregarei pela justiça. E dessa vez preciso ser justo com o argentino que mudou o posicionamento dos jogadores em relação aos últimos jogos, abrindo mão de uma dupla de ataque para ter dois volantes e um coordenador de jogadas (Gabriel Menino).
Em que pese a qualidade do adversário, que é sofrível, o Santos passou longe de fazer um mau primeiro tempo - mas pecou pela tomada de decisão errada dos jogadores ao não matar a jogada de contra-ataque que resultou no pênalti e a individualidade de Alexis Duarte.
Na reta final Gabriel Menino empatou o jogo demonstrando que era questão de tempo para a virada chegar - como aconteceu. A Chapecoense abdicou completamente da bola.
Quando os mandantes empataram, Gilmar dal Pozzo foi ousado e tirou um dos zagueiros para colocar um meia, enquanto Vovjvoda abriu mão dos três homens de meio-campo e posteriormente não se viu o Santos vencer um duelo em transição defensiva.
Foram 25 finalizações do Peixe, contra oito do time da casa, que marcou 50% das suas tentativas. Não digo que são jogadores nível de Real Madrid, mas não dá para dizer que há qualidade técnica do lado Santista.
Quando se cria, mas não há o complemento, deixa de ser responsabilidade do treinador e passa aos atletas.
E quando se fala dos atletas, vou criticá-los quando faltar vontade - o que não é o caso. Quem é culpada nesse caso é a gestão que gastou dinheiro do clube em alta quantia para contratar um zagueiro que colocou tudo a perder numa estreia de campeonato e um atacante que tem dificuldade com a bola.
Não me venham com o discurso pronto e irreal de que o problema do Santos é o dinheiro em si. O problema está no que se faz com ele.
Não existe fórmula no futebol para dar certo. Mas existe para dar errado. E o Santos, sob o comando dessa gestão, ensina da maneira mais detalhada de como não fazer futebol.
Agora já me parece tarde demais para cair na realidade. Cometerão o mesmo erro do ano passado. Começou o ano com quatro reforços e terminou com 20, com direito a Billal, Alexis e Caballero. O roteiro é o mesmo. Não muda uma linha
O que me garante, que um time que é humilhado pela menor folha da competição, vai conseguir algum ponto nos dois clássicos contra o São Paulo que vêm pela frente? Muito pelo contrário.
CHAPECOENSE: Léo Vieira; Victor Caetano, Eduardo Doma, João Paulo (Robert, aos 29’/2ºT), Marcos Vinícius, Walter Clar; Camilo (Higor Meritão aos 22’/2ºT), Rafael Carvalheira, Giovanni Augusto (Jean Carlos, aos 12’/2ºT); Marcinho (Bolasie, aos 12’/2ºT e Italo.
Técnico: Gilmar Dal Pozzo
SANTOS: Gabriel Brazão; Igor Vinicius, Alexis Duarte, Luan Peres e Vinicius Lira; João Schmidt, Gabriel Menino (Gabriel Bontempo, aos 44’/2ºT) e Zé Rafael (Robinho, aos 32’/2ºT), Miguelito (Rollheiser, aos 38’/2ºT), Caballero (Barreal, no intervalo) e Lautaro Díaz (Fernando Pradella, aos 32/2ºT).
Técnico: Juan Pablo Vojvoda
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| A escalação do zagueiro paraguaio é inexplicável |
Brazão - Sem culpa alguma nos quatro gols sofridos. Exposto pela péssima defesa. - 5,5
Igor Vinícius - Fez um grande primeiro tempo, dando a assistência para o gol de empate, mas foi protocolar no segundo. O bom momento do camisa 18 se fez presente quando jogou mais por dentro do que como ala. - 5,5
Alexis Duarte - Falhou diretamente em três dos quatro gols do adversário. - 2,0
Luan Peres - Não tão mal quanto seu companheiro, mas não repetiu a boa atuação do último jogo. - 4,5
Lira - Ofensivamente foi muito bem aproveitado e estava no ótimo lado esquerdo Santista, onde se gerava as principais oportunidades. Precisa melhorar na parte defensiva, mas é jovem e isso é natural que aconteça, basta o torcedor ter paciência. - 5,5
Schmidt - Achou bons passes entrelinhas no primeiro tempo, mas ficou escancarada a falta de velocidade quando o treinador abriu mão do meio-campo. - 5,0
Zé Rafael - Deu ótimo passe para assistir Barreal no lance do segundo gol. Pelo estilo de jogo do adversário, ficou mais próximo da área rival do que da defesa Santista. - 5,0
Gabriel Menino - Uma das poucas boas notícias do time Santista em Chapecó. Sabia da dificuldade de penetrar em linha de cinco e finalizava de longe, como aconteceu no seu gol. - 6,5
Miguelito - Também outra boa notícia. Era um lampejo de jogadas individuais. - 6,5
Caballero - Pior do que o jogador, é quem o contrata e o escala. Estou tentando entender até agora qual era sua função em campo. - 4,0
Lautaro - Cabeceou uma bola no travessão e só. - 4,5
Barreal - Muito mais técnico do que Caballero e se provou no lance do gol, oportunidade que o Paraguaio teve parecida. - 5,5
Robinho - Tomadas de decisão não vêm sendo as melhores por parte do menino. - 4,5
Pradella - Não tocou na bola em sua estreia no profissional. - SEM NOTA
Rollheiser - SEM NOTA
Bontempo - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.




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