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| Publicado às 00:21 desta segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026 |
Após um mês com jejum de vitórias dentro de casa, o Santos voltou a vencer sob o apoio (e pressão) do seu torcedor. A goleada por 6x0 sobre o Velo Clube coloca o Alvinegro de Vila Belmiro nas quartas de final do estadual para enfrentar o Novorizontino. Gabigol (duas vezes), Thaciano, Moisés, Menino e Rollheiser marcaram os gols do jogo.
Desde fevereiro/19 o Peixe não sabia o sabor de vencer uma partida por seis gols de diferença.
Pressionado, Vojvoda fez algumas alterações por obrigação, outras por desgaste físico e outras duas por questões técnicas.
Igor Vinícius deu seu lugar ao Mayke pelo terceiro amarelo. Miguelito e Rony, desgastados, começaram do banco. Barreal e Moisés ganharam chances. Por fim, Arão voltou de lesão na vaga de Schmidt e Thaciano ganhou vaga de Menino para adiantar mais o time.
Pelo segundo jogo consecutivo, o treinador acertou na escolha dos jogadores e no sistema de jogo. Se for pensar num time estático contra o Velo Clube marcando com linha de cinco na defesa, pode ser um time previsível, mas não.
Moisés não ficava preso ao lado esquerdo e se juntava a Gabigol e Thaciano para fazer jogo de aproximação, mas também buscar espaços entre os zagueiros adversários. Em determinado momento o Peixe atacava com cinco atletas na última linha.
Curiosamente os três gols marcados pelo Alvinegro foram diretamente de bola aérea ou tiveram origem nesse tipo de jogada. Curioso, porque era a principal deficiência na defesa em partidas anteriores.
Destaque inicial para Moisés e Bontempo. Além da assistência, camisa 49 dá outra dinâmica para o meio-campo. Cresce o jogo associativo, de aproximação, porque a todo momento ele encosta com laterais e pontas de ambos lados.
No segundo tempo, a grande notícia foi o retorno de Neymar, que dá um acréscimo técnico ao time, mas que vai precisar de tempo até recuperar seu alto nível físico. Não irá demorar como ano passado, mas também não é do dia para a noite.
Ainda assim, o Peixe se aproveitou da expulsão do meio-campista adversário, Luiz Otávio, e fez os últimos três gols nos três minutos derradeiros.
Nítido que a obrigação de vencer o jogo era do Santos. Dentro de casa, contra um agora rebaixado e com o retorno do seu principal jogador. Mas obrigação também vale três pontos e, nesse caso, a classificação. Quantos momentos nos últimos sete anos que a obrigação deixou de ser cumprida?
Digo tudo isso, porque com o time que foi escalado, se assim for mantido e aprimorado, não será necessário tamanho sofrimento. Vojvoda não tirou Bontempo e Lira no segundo tempo, manteve o time no ataque. Apesar disso, não tira a urgência para a chegada de novos atletas para pegar a camisa e jogar.
O adversário do Santos será o Novorizontino nas quartas de final. A notícia é ótima. Não quero fugir de clássico, mas não era momento de Neymar enfrentar o sintético de Barueri ou do Allianz Parque. O time precisa e muito dele se quiser sonhar com algo maior.
SANTOS: Gabriel Brazão; Mayke, Zé Ivaldo, Luan Peres e Vini Lira; Willian Arão (Gabriel Menino), Gabriel Bontempo e Thaciano (Neymar); Barreal (Miguelito), Gabigol (Rollheiser) e Moisés.
Técnico: Juan Pablo Vojvoda
VELO CLUBE: Marcelo Carné; Thomaz, Mancha, Betão e Caíque (Zé Mário); Marcelo (Daniel Amorim), Rodrigo Oliveira (Adriano) e Rodrigo Alves; Luiz Otávio, Jhoninha (Islan) e Norton (Karl).
Técnico: Pintado
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| Torcedor do Santos protestou antes do apito inicial |
Brazão - Fez uma defesa importante no primeiro minuto de jogo, depois virou mero espectador. - 6,0
Mayke - Abaixo do aceitável. Quantidade de erros acima do permitido, especialmente para um defensor. - 4,0
Zé Ivaldo - Foi pouquíssimo exigido. - 6,0
Luan Peres - Mais exigido da defesa. Venceu todos os duelos e teve oito desarmes. - 6,5
Lira - Defensivamente muito superior em relação a outros jogos, mas ainda ansioso no ataque. Com 18 anos é necessário muita paciência para evoluir, pois ali há qualidade e margem de crescimento. - 6,0
Arão - Leitura de jogo acima dos seus concorrentes de posição, apesar da velocidade também não ser a ideal. - 6,0
Bontempo - Conseguiu fazer jogo de aproximação com os dois lados do campo e mesmo assim preenchia o corredor central. Tem muito dinamismo. Cruzamento magistral no terceiro gol. - 7,5
Barreal - O mais discreto do ataque. Ainda assim, a presença de Bontempo melhorou o futebol do argentino, que tinha com quem tabelar. Cobrou o escanteio do primeiro gol. - 6,0
Moisés - A primeira amostra é muito animadora. Leitura de espaços acima da média. Não fica preso à uma posição. Cabeceio de centroavante no segundo gol. - 7,5
Thaciano - Deu assistência e marcou a partir de jogadas aéreas, sua principal característica. Ajudou muito na marcação dos volantes. - 6,5
Gabigol - Primeiro tempo maravilhoso, nas movimentações e na questão técnica. Cruzamento absurdo no gol de Moisés. - 7,5
Neymar - A melhor notícia do jogo foi a volta do craque, que vai precisar de tempo para adquirir seu alto ritmo de jogo. Tem perfil diferente de Thaciano e, com a entrada do craque, o time passou a triangular ainda mais. - 6,0
Miguelito - Mais ativo em campo do que Barreal. Terceiro jogo seguido participando de jogada de gol. - 6,0
Menino - Entrou mais recuado que Bontempo, mas mesmo assim fez um gol absurdo logo que entrou. Finalização de longa distância acima da média. - 6,5
Rony - Entrou, correu muito e foi coroado com a assitência do último gol. - 6,5
Rollheiser - Tocou 12 vezes na bola e marcou um gol. - 6,0
(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.




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