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VENCEU E PODIA ATÉ TER GOLEADO

Publicado às 08h39 desta segunda-feira, 16 de março de 2017.
Após quase cinco anos, o torcedor santista pode sentir novamente como é um jogo de Libertadores, em sua casa. Era para ter sido uma sonora goleada, mas o Santos cansou de perder gols, no segundo tempo e venceu o The Strongest por 2 a 0. Os gols foram de Ricardo Oliveira e Renato. O resultado colocou o alvinegro na liderança do grupo com 4 pontos, seguidos de perto pelo Independente Santa Fé e The Strongest com 3 e Sporting Cristal com apenas 1.

O Peixe demorou para encaixar o seu jogo. A primeira real oportunidade veio apenas aos 14 minutos, num chute do ala Zeca. Antes disso, Pablo Escobar já tinha acertado a trave de Vladimir, numa bela cobrança de falta do meio da rua. Mas à partir do 15o. minuto, só deu Santos. Bruno Henrique que conforme o Blog do ADEMIR QUINTINO antecipou a possibilidade de começar como titular, com exclusividade, na terça-feira (14) e cravou na 4a.-feira (15) e foi confirmado por Dorival Junior e iniciou o duelo, na vaga de Copete. O camisa 27 era o atacante mais perigoso da equipe pelo lada esquerda, porém, o primeiro gol aconteceu apenas no último minuto da primeira etapa e não com o "Bolt" da Vila. O meia Lucas Lima "rabiscou" a defesa boliviana e sofreu falta. O volante Veizaga foi expulso. Esse lance começou a mudar o panorama da partida.

Ricardo Oliveira, em um gol que até Zico assinaria, cobrou milimetricamente na "gaveta", para o delírio dos mais de 13 mil pagantes no alçapão. Santos - 1 a 0.

Na etapa complementar, com 10 homens, o The Strongest não tinha o mesmo poder de marcação e ficou um buraco entre e o meio e a defesa. O time santista passou a chegar na área adversária com extrema facilidade e perdeu um caminhão de gols. Por ironia do destino, voltou a marcar, apenas no fim da partida e de bola parada novamente. Com os atacantes afoitos, coube novamente a mais um jogador experiente, empurrar a bola para o barbante. Lucas Lima cobrou e Renato desviou para selar o placar do jogo -  Santos 2 a 0.

O alvinegro voltou a jogar bem, com uma ou outra peça um pouco abaixo, mas não pode perder a infinidade de gols que desperdiçou em uma competição como essa. Diante de um adversário mais qualificado, o futebol não tolera desaforo e vai fazer muita falta. Pela competição continental, o time só volta a campo em 19 de abril, na Colombia, diante do Santa Fé. No domingo (18), o Glorioso volta a campo pelo estadual, no clássico diante do Palmeiras, também em Urbano Caldeira, às 18h30. 

Além da vitória, o mais importante foi o reencontro com o bom futebol.

Ricardo Oliveira abriu o placar em um belo gol de falta.
FICHA TÉCNICA
SANTOS 2 X 0 THE STRONGEST
Estádio da Vila Belmiro
Árbitro: Néstor Pitana (ARG)
Público e renda: 13.132 pagantes/R$ 381.290,00
Cartões amarelos: Thiago Maia (SAN), Pablo Escobar (STR)
Cartões vermelhos: Veizaga, aos 42'/2ºT (STR) - Após o 2º Amarelo
Gols: Ricardo Oliveira (46'/1ºT) (1-0), Renato (38'/2ºT) (2-0)
SANTOS: Vladimir; Victor Ferraz, David Braz, Lucas Veríssimo e Zeca; Renato (Leandro Donizete, aos 41'/2ºT), Thiago Maia, Lucas Lima e Vitor Bueno (Vladimir Hernández, aos 19'/2ºT); Bruno Henrique (Copete, aos 24'/2ºT) e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Junior.
THE STRONGEST: Daniel Vaca; Diego Bejarano, Luis Maldonado, Luis Marteli e Marvin Bejarano; Veizaga, Rául Castro e Agustín Jara (Diego Wayar, no intervalo); Chumacero (Fabricio Pedrozo, aos 15'/2ºT), Pablo Escobar (Valverde, aos 22'/2ºT) e Matías Alonso. Técnico: César Farias.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS: 
Vladimir: Vive ótimo momento. Quando não faz a defesa, a bola bate na trave. No segundo tempo, pouco trabalhou, em razão da inexistência do ataque boliviano. - 6,5
Victor Ferraz: Apareceu no apoio e fez boas tabelas. Ainda pecou em alguns cruzamentos, mas seu futebol foi acima se comparado aos últimos jogos. - 6,5
David Braz: Jogador com cara de Libertadores. A hora que a torcida parava de incentivar, era ele quem pedia para a galera voltar a gritar. Bem na defesa. - 6,5
Lucas Veríssimo: Fez sua melhor partida na temporada. Foi seguro e nas poucas vezes que teve no embate com os atacantes bolivianos, levou a melhor. - 6,5
Zeca: Jogador que vibra bastante. Roubou bolas, chutou de longa distância e anulou Pablo Escobar. - 7,0 
Renato: Experiente, selou o resultado da partida em uma cabeçada. Responsável pela primeira bola, fez o time girar de um lado para o outro. - 7,5
(Leandro Donizete): Entrou quase nos acréscimos. - SEM NOTA
Thiago Maia: Se engana, quem insiste em afirmar que o futebol do jovem da camisa 29 ficou na Olimpíada. Há algum tempo, vem sendo um dos destaques da equipe. Marca bem, faz a cobertura e ainda aparece na grande área como elemento surpresa. - 7,5
Lucas Lima: O motor do time. Sofreu a falta que originou o primeiro gol e cobrou na cabeça de Renato para sepultar as chances de reação do time de La Paz. - 8,0
Vitor Bueno: No primeiro tempo, apesar de alguns dribles, faltou intensidade. Voltou melhor na segunda etapa, principalmente demonstrando muita vontade. - 6,0
(Vladimir Hernández): Põe velocidade no jogo sem prender a bola. Tem muita qualidade. Quase marcou um gol. - 6,5
Bruno Henrique: Foi o atacante mais perigoso do time, principalmente no primeiro tempo. Chegou e vai ser difícil perder a vaga de titular. Pecou na finalização. Podia ter saído como o artilheiro da Libertadores no começo do segundo tempo. Teve três ótimas chances. - 7,5
(Copete): Apesar da garra conhecida, Peixe ganhou em marcação, porém perdeu velocidade com a sua entrada. - 6,0
Ricardo Oliveira: Jogador inteligente, abriu espaços, fez a parede quando saiu da área e marcou um golaço de falta, o primeiro dele na temporada 2017. - 7,5
Técnico: Dorival Junior: Aos poucos, começa a encaixar o time com os novos contratados. Acertou ao colocar Bruno Henrique como titular. Poderia ter deixado-o mais tempo até. Mandou bem ao atender o pedido da galera e colocar Hernandez, que deu novo combustível ao time. - 7,5


 

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