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| Publicado às 01:48 deste sábado, 29 de novembro de 2025 |
Por vencer o lanterna do campeonato, Sport, e pelo Internacional ter sofrido uma sonora goleada para o Vasco da Gama (5x1), o Santos não é componente e nem porteiro da zona. Após a vitória por 3x0 sobre os pernambucanos, o Alvinegro salta para a 15ª colocação. Neymar, Schmidt e Lucas Kal (contra) marcaram.
Desde 23/02, ainda na primeira fase do Campeonato Paulista com Pedro Caixinha no comando, que o Peixe não vencia por três gols de diferença.
Se no jogo do sul Vojvoda fez sete alterações, ele supreendeu e fez oito dessa vez. Brazão, Adonís e Arão foram os únicos mantidos em relação ao último duelo. Tiquinho, por exemplo, não era titular há três meses e Neymar veio para o sacrifício, como deve acontecer nos últimos dois jogos do campeonato.
Tecnicamente foi um jogo bem pobre de ideias se tratando de um Sport completamente esfacelado. O Peixe criava suas melhores jogadas apenas pelo jogo aéreo, até a abertura do placar.
Com 24 minutos, quando a posse era maior do time adversário, o time comandado por Vojvoda soube aproveitar a desorganização do adversário e puxar contra-ataque com Guilherme, que encontrou Neymar.
Com o craque naquele retângulo da área não tem jeito. Quando ele pega ali é só rezar.
11 minutos depois, após Schmidt acertar a trave, a zaga do Sport tentou afastar, mas achou o corpo de Lucas Kal - supreendendo o próprio goleiro.
O segundo tempo serviu apenas para o Santos segurar o resultado e para não dizer que não falei das flores - Vojvoda demorou para soltar o time - já que as três primeiras substituições foram de jogadores que tiveram oportunidade em outrora e não precisam, ou não consegue (no caso de Lautaro) provar nada.
Robinho Jr., que nesse jogo deveria ter iniciado como titular pela fragilidade do adversário, foi entrar apenas com meia hora passada no segundo tempo. Ainda assim o guri fez três grandes jogadas - duas terminando em perigo ao goleiro.
Assim como o camisa sete, Bontempo demorou demais para entrar - só aos 44.
Convenhamos, era o lanterna do campeonato - não tem necessidade de tanto conservadorismo. Me parece que o argentino Vovjoda não entendeu o clube onde está. Após três meses de trabalho, já deveriam ter falado ou ele percebido, que seria criticado se não colocasse os Meninos da Vila quando necessário.
Por fim, não posso deixar de terminar este texto sem ressaltar o que fez Neymar. Sem menisco, jogando à base de remédios, foi decisivo. Desde seu retorno contra o Fortaleza, foi a partida que o craque menos participou de ações com bola. Mas ao contrário da quantidade, preferiu a qualidade. Mais detalhes nas notas abaixo.
“Sendo sincero, não está tudo bem. Mas as pessoas precisam saber que os médicos e eu sabemos. São essas pessoas que tem que saber o que aconteceu. Não vou prejudicar minha carreira, buscar fazer o melhor para mim. É isso que tenho para falar. Inventam muitas coisas. Fico triste. Muito chateado. Sou um ser humano e nenhum ser merece escutar as baboseiras que escutei. Vocês, que noticiam as coisas, tem que tomar muito cuidar. É muito prejudicial a mente do ser humano”, disse o capitão Santista.
Se o Santos confirmar o livramento de um novo descenso, passa muito pela coragem do seu camisa 10 - que pode ter sua carreira ainda mais encurtada por essa "loucura" de jogar no sacrifício.
FICHA TÉCNICA
Santos 3 x 0 Sport
Público: 14.156
Renda: R$ 774.742,50
Cartões amarelos: Adriel e Aderlan (SPO)
Gols: Neymar aos 25 minutos e Lucas Kal (contra) aos 35 do primeiro tempo (SAN); João Schmidt aos 22 minutos do segundo tempo (SAN)
SANTOS: Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Adonis Frías, Zé Ivaldo e Souza; João Schmidt, Willian Arão (Zé Rafael), Neymar (Gabriel Bontempo) e Barreal (Robinho Jr); Guilherme (Rollheiser) e Tiquinho (Lautaro Díaz).
Técnico: Juan Pablo Vojvoda
Sport: Gabriel; Matheus Alexandre (Aderlan), Rafael Thyere, Ramon e Luan Cândido; Christian Rivera, Lucas Kal (Adriel), Lucas Lima e Matheusinho (Igor Cariús); Léo Pereira e Pablo (Hyoran (Romarinho)).
Técnico: César Lucena
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| Essa dupla fez um grande jogo |
Brazão - Mero espectador. - 6,0
Igor Vinícius - Especialmente na parte defensiva fez um grande jogo. Arrumou todos os erros do Adonís. - 7,5
Adonís - Teve altos e baixos. Nos altos se aproveitou da péssima da tomada de decisão de Léo Pereira e nos baixos Igor Vinícius ajeitava seus erros. - 5,0
Zé Ivaldo - Não foi muito exigido, mas quando precisou correspondeu. - 6,0
Souza - Fez ótimas ultrapassagens, mas pouco recebia passes. Tem muita qualidade e de vez em quando pode vir mais por dentro, mas pela idade vai ter essa leitura com o tempo. - 6,0
Arão - Teve menor destaque em relação aos outros meio-campistas. - 5,5
Schmidt - Não só pelo gol, fez um grande jogo. Fez seis interceptações e acertou seis de sete lançamentos. Cresceu pelo ótimo preenchimento dos espaços. - 7,5
Neymar - Pode estar sem um joelho e meio, será sempre um grande jogador. Não com a mesma característica de outrora, mas a inteligência não muda. Se entender que pode ficar esperando a bola perto da grande área, será difícil pará-lo. - 8,0
Barreal - Finalizou apenas uma vez e praticamente não driblou. Não gosto quando joga muito aberto pela direita. Tem que ter liberdade. - 5,0
Tiquinho - Visivelmente abaixo fisicamente. Não entrava há cinco jogos e não era titular há três meses. - 5,0
Guilherme - Quando se movimentou sem bola e teve espaço para jogar, fez ótimas jogadas, deu a assistência e com uma tomada de decisão melhor, poderia ter deixado Souza duas vezes na cara do gol. - 6,0
Lautaro - Robinho não deu mais uma assistência, porque o argentino está muito atrasado no pensamento. Depois perdeu gol embaixo da trave, mesmo que a bola já tivesse saído. - 4,0
Zé Rafael - A bola chegou com mais refino ao ataque após a entrada do número seis. Vi até tabelas. - 6,0
Rollheiser - Endosso o que disse sobre Zé Rafael. Tem qualidade para isso. - 6,0
Robinho - Incrível o aproveitamento do guri nas tomadas de decisão sem ter 18 anos completos. Contei três jogadas ofensivas dele. Todas ele acertou a decisão, uma levou perigo, outra foi prejudicado pelo cognitivo de Lautaro e outra ganhou escanteio. - 6,5
Bontempo - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM e no Esporte por Esporte.




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