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INVICTO FORA DE CASA NA LIBERTADORES, SANTOS É 'GARFADO' PELA ARBITRAGEM

Publicado à 00h45 desta quinta-feira, 7 de janeiro de 2020.
O Santos segue sem conhecer o dissabor da derrota fora de casa na Libertadores da América. Em partida equilibrada, onde a arbitragem foi determinante no resultado, o alvinegro empatou sem gols com o Boca Juniors, no primeiro duelo da semifinal da competição continental, realizado em La Bombonera, em Buenos Aires - ARG. O jogo da volta acontecerá na Vila Belmiro, daqui a uma semana. O árbitro chileno Roberto Tobar não marcou um pênalti claríssimo no atacante Marinho no segundo tempo.


Tanto o goleiro Andrada do Boca Juniors, como Jhon do Santos, quase não trabalharam. Ambos não fizeram nenhuma grande defesa. A partida foi equilibrada, apesar de no começo do jogo, os donos da casa marcarem pressão e colocaram uma bola no travessão do arqueiro santista.

Na segunda etapa, Cuca fez algumas modificações no time e aos 29 minutos, Alison, que fez outra boa atuação na marcação, roubou a bola no meio-campo e deu passe para Marinho, a bola escapa do atacante, mas os defensores do Boca sairam jogando errado e Izquierdoz faz a alavanca em baixo e empurra em cima o atacante Marinho, pênalti claro, mas o árbitro ignorou e apesar de ter o direito de chamar o V.A.R, preferiu seguir a recomendação dos seus companheiros na cabine e sequer utilizou o recurso.

O Peixe fez um jogo bem controlado e quase não sofreu riscos. No fim, acabou até tendo mais posse de bola do que o adversário (55 a 45%) com 10 chutes ao gol do alvinegro e nove do adversário, sendo que no gol apenas duas tentativas de cada lado e o confronto está aberto.

De todos os resultados ruins possíveis a um mandante na Libertadores, o 0 a 0 é menos pior. Se o Boca marcar um único gol no dia 13, necessariamente o Peixe tem de vencer a partida para ser o finalista da competição. Se tivermos uma nova igualdade sem gols, decisões por pênaltis. Empate com gols e os argentinos estarão na decisão, muito provavelmente diante do Palmeiras, dia 30, no Maracanã. O time paulista venceu o primeiro duelo diante do River, na Argentina, por 3 a 0 e deu um passo gigantesco para se classificar.

Na chegada ao hotel, o ônibus do Santos foi apedrejado. Não teve nenhuma vítima. A delegação embarca para o Brasil nesta quinta-feira (7) e no domingo (10), provavelmente com um time reserva, joga o clássico diante do São Paulo, no Morumbi pelo Campeonato Brasileiro.

O resultado não foi ótimo, que seria uma vitória. Mas empatar na casa do adversário conhecido pela sua tradição e grandeza na competição, não foi de todo ruim. Está tudo aberto para o duelo de volta, no Brasil.

FICHA TÉCNICA
BOCA JUNIORS 0 X 0 SANTOS
Estádio La Bombonera, em Buenos Aires (ARG)
Árbitro: Roberto Tobar (CHI)
Cartões amarelos: Villa (BOCA)
BOCA JUNIORS: Andrada; Leonardo Jara, Lisandro López, Izquierdoz, Fabra; Salvio (Buffarini, aos 32 minutos do segundo tempo), Capaldo, González (Cardona, aos 18 minutos do segundo tempo), Sebastián Villa; Soldano (Ábila, aos 32 minutos do segundo tempo) e Carlos Tevez. Técnico: Miguel Ángel Russo
SANTOS: John, Pará, Lucas Veríssimo (Laércio, aos 38 minutos do segundo tempo), Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison, Pituca e Soteldo (Sandry, aos 10 minutos do segundo tempo); Marinho, Kaio Jorge (Madson, aos 33 minutos do segundo tempo) e Lucas Braga. Técnico: Cuca

Sandry entrou aos 10 minutos do segundo tempo e deu volume ao meio-campo santista.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS: 
John: Sem trabalho algum. Nenhuma defesa difícil. Bem na recomposição de jogo. - 6,0
Pará: Dificuldades na marcação no início de partida. Depois guardou bem a posição. - 6,0
Lucas Veríssimo: O arroz com feijão bem temperado. Saiu desgastado. - 6,0
(Laércio): Apesar de pouco tempo, em campo, não comprometeu. - 6,0
Luan Peres: Erro de passe e bote no primeiro tempo. Melhorou bastante na segunda etapa. - 6,5
Felipe Jonatan: Bem na marcação e algumas tabelas com companheiros. Teve uma chance na segunda etapa e parou nas mãos do goleiro Andrada. Evoluiu muito defensivamente. - 6,5
Alison: Bem na marcação. Não deu trégua aos bons meias Villa e Sálvio. - 7,0
Pituca: Auxiliou Alison na marcação e ainda apareceu em alguns bons momentos na segunda linha, principalmente na segunda etapa. - 6,5
Soteldo: Era o melhor jogador do time na primeira etapa. Sumiu no segundo tempo, ainda assim, não creio que merecia ser substituído, já que era o atacante que mais deu trabalho entre os santistas. - 6,5
(Sandry): Com a sua qualidade no passe, a melhor do elenco, o Peixe ganhou volume de jogo no meio-campo. Joga muita bola. Muito técnico. - 6,5
Kaio Jorge: Jogador de muito entrega. Se doa pro time. Se foi discreto na primeira etapa, mais aparecendo na recomposição, nos 45 minutos finais foi mais ousado. Muito tático. - 6,0
(Madson): Entrou para dar mais solidez na marcação pela direita e o Peixe ganhar uma alternativa rápida de jogo. Não entrou bem dessa vez. - 5,5
Lucas Braga: Jogador tático, dedicado, comprometido. Muita entrega. Levou muito perigos para a meta do goleiro Xineze. - 7,0
Marinho: Parecia estar travado, se poupando. Nada deu certo ao melhor atacante em atividade no país. Tanto nada deu certo que o árbitro ignorou o V.A.R quando sofreu penalidade máxima. - 5,5
Técnico: Cuca: A exemplo do que fez com o Grêmio encaixotou o adversário. Mesmo dando a bola ao adversário, teve mais posse que os donos da casa (55%). Nada mau. - 7,5


 

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