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| Publicado às 20:49 deste domingo, 25 de janeiro de 2026 |
(*) Pedro La Rocca
O Santos chegou ao terceiro empate consecutivo no estadual. O adversário da vez foi o Bragantino que saiu da Neo Química Arena sem sofrer gols e sem marcar. Foi apenas o segundo jogo com mando Santista no estádio. Em 2024, o Alvinegro havia vencido o mesmo time do interior paulista.
O aluguel custou ao Santos R$800 mil, mas em contrapartida toda a arrecadação e despesas também ficam por conta do clube.
Já dentro de campo, Vojvoda colocou um time mesclado como titular em relação ao clássico contra o Corinthians. Apenas Brazão, Adonís, Arão e Gabigol foram mantidos no 11 inicial, enquanto atletas como Luan Peres e Miguelito foram titulares pela primeira vez no ano.
No meio-campo, o treinador argentino reeditou o trio que atuou no empate contra o Guarani no último domingo (18), mas dispostos de maneira diferente - Gabriel Menino era volante fechando o corredor direito sem a bola, com ela abria espaço para ultrapassagem de Mayke.
O camisa 25 se posicionava como um quarto homem de meio-campo, mas faltava o terceiro, já que o Peixe se montou com duas linhas de quatro + Lautaro e Gabigol afundados na zaga adversária. A ausência de um camisa 10 coordenador de jogadas é visível.
Desde que me conheço por gente o coração de um time de futebol é o meio-campo. O Santos esvazia essa região. Inexplicável.
Prova disso é que o Santos fez a bola chegar redonda em Gabriel apenas uma vez - perto dos acréscimos do primeiro tempo - e finalizou cinco vezes - todas para fora.
Cleiton podia sair do jogo com o uniforme direto para um jantar de gala, pois não sujou em momento algum.
A sensação que tenho é que o mesmo erro cometido em 2025 volta a acontecer em 2026. Falta de planejamento gritante, onde não filtrou-se as necessidades de posições e perfis para contratações e quando a água bater que vão se mexer para ajeitar.
Já vimos que esse filme de trocar a roda com o carro andando não dá nem um pouco certo. A gestão, que se diz profissional, não percebeu que era necessário um zagueiro rápido, dois volantes de mais velocidade e um jogador de lado - já que foi provado por A+B que não iam dar chance aos meninos.
Em especifico no duelo contra o Bragantino, ponto positivo para Vojvoda que colocou Mateus Xavier na frente de Caballero. O que deveria ser óbvio. Mas o óbvio, no Santos, precisa ser dito.
Ótimo que se dê oportunidade, mas eles precisam fazer parte da engrenagem, não entrar de forma esporádica.
O Brasileirão começa na quarta-feira (28) e eu garanto que o elenco não está fechado e que novos atletas serão contratados apenas na base do desespero.
RED BULL BRAGANTINO: Cleiton; Agustín Sant’Anna (Andrés Hurtado, aos 34’/2ºT), Gustavo Marques, Alix Vinícius e Juninho Capixaba; Gabriel, Ramires (Matheus Fernandes, aos 25’/2ºT) e Gustavinho (Ignacio Sosa, aos 25’/2ºT); Lucas Barbosa, Eduardo Sasha (Fernando, aos 38’/2ºT) e Vinicinho (Henry Mosquera, aos 25’/2ºT).
Técnico: Vagner Mancini
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| Vojvoda tem parcela de culpa, mas está longe de ser o principal |
Brazão - Fez apenas duas grandes defesas, sendo uma nos últimos minutos de jogo para salvar o ponto. - 7,0
Mayke - Claramente o nível físico do experiente lateral está muito longe do ideal. A sensação é que o problema no joelho ainda lhe assombra. - 4,5
Adonís - A defesa que citei de Brazão passou pelo camisa 98 que passou longe de ganhar na velocidade de Fernando. Bem no mano a mano. - 5,5
Luan Peres - Salvou a pele de Escobar diversas vezes na cobertura. - 6,0
Escobar - Deixava uma avenida no primeiro tempo, mas ficou mais preso à defesa no segundo e cresceu no quesito. - 5,5
Arão - A única vez que o Santos chegou próximo do gol começou nos pés do capitão. Regular, como sempre. - 6,0
Zé Rafael - Tentou aparecer com facões, mas não tem mais velocidade para isso. - 5,5
Menino - Taticamente mostra que é inteligente, já que no mesmo jogo foi quarto homem de meio, terceiro volante e chegou até a se aventurar como ponta. Como segundo volante pode colaborar mais. - 6,0
Miguelito - Confirmou as boas atuações dos últimos jogos. Diferente da sua primeira passagem, voltou lúcido nas tomadas de decisão e muito disciplinado taticamente. Voltava tanto para ajudar, que não tinha força para o contra-ataque. - 6,5
Lautaro - Mais um jogo sem função. - 4,5
Gabigol - Como atacante precisa de meias e pontas que o municiem. Não aconteceu. - 5,0
Schmidt - Não gostei, principalmente na saída de bola. Ao mesmo tempo que é prejudicado pelo meio-campo esvaziado, não dá velocidade na troca de setor. - 5,0
Rollheiser - Seria o jogador para municiar Gabriel, mas foi muito menos efetivo que Miguel, porque além de não ter sido nada brilhante tecnicamente, começou a aparecer para o jogo perto do fim. - 4,5
Xavier - Se for envolvido com o restante do time, verdadeiramente como parte da engrenagem, pode dar liga. Fez movimentações interessantes. - 6,0
Robinho - SEM NOTA
Rincón - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM e no Esporte por Esporte.




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