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| Publicado às 02:25 desta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026 |
Derramando balde de água fria pelas suas próprias escolhas, o Santos sai de Campinas com apenas um ponto após jogo sofrível contra o Guarani. É o segundo jogo sem vencer na temporada. O Peixe até saiu na frente com gol de Barreal, mas na última bola do jogo sofreu o empate com gol do garoto Kewen.
Visando o clássico da próxima quinta-feira (22), Vojvoda fez quatro alterações no time titular. Nas laterais Mayke e o menino Lira estrearam na temporada nas vagas de Igor Vinícius e Escobar.
Já no meio-campo, Gabriel Menino debutou com a camisa Santista no lugar de Schmidt, enquanto Zé Rafael também atuou pela primeira vez no ano, dessa vez na vaga de Lautaro.
Se a ideia do treinador era ter três volantes para Arão descer como terceiro zagueiro, liberando os laterais, até aconteceu, mas sem sucesso algum. Sem a bola o camisa 25 fechava pela direita para liberar Rollheiser.
Os meio-campistas do adversário tinham total liberdade para carregar bola e servir seus atacantes de qualidade técnica muito duvidosa - para não dizer ruim.
Apesar da marcação ter sido um desastre, seria injusto dizer o mesmo quando o Santos tinha a posse de bola. Não faltou criação de oportunidades, levando em conta a deficiência técnica do adversário, mas o time de Vojvoda deve ser o que mais perde gols em todo país desde que o mundo é mundo.
Das 10 tentativas do ataque Alvinegro no primeiro tempo, apenas três foram no gol. Infelizmente esse aproveitamento (ou pior) tem sido uma constante desde o ano passado.
Na etapa derradeira, com cinco minutos ja poderia estar 2x0 para o adversário. No primeiro giro do relógio, Brazão fez milagre. No quinto pegou pênalti infantilmente cometido por Zé Ivaldo.
A partir daquele momento, o Santos "voltou à Terra" e cresceu no jogo - novamente criando oportunidades de gol.
Do minuto 55 ao 60 o Santos poderia ter liquidado a fatura, mas como é o time que mais perde chances no Brasil, não aconteceu.
Primeiro o gol de Thaciano é anulado por Lautaro, impedido, atrapalhar o goleiro. Três minutos depois Barreal abre o placar de forma legítima. Aos 60, o centroavante argentino teve a bola do jogo sem goleiro, mas jogou por cima.
Como futebol não tolera desaforo, o Peixe levou o empate na última bola da partida.
Eu não acredito em coincidências, por isso que certas coisas me deixam pensativos e me levam a crer num motivo para elas. Todos os três gols sofridos pelo Santos neste Paulistão, foram de atletas da base dos clubes adversários - Diego Galo, Allan e Kewen.
Claramente é um recado para uma diretoria/comissão técnica que estão no clube que mais revelou no mundo, mas não coloca os jovens para jogar.
E quando colocam, vêm sempre depois de "Lautaros", "Escobares", Adonís, entre outros atletas de qualidade duvidosa com valor elevadíssimo. Será que não faz mais sentido fazer apostas baratas com pratas da casa?
O problema de ter jogador ruim no elenco, é que uma hora eles terão de jogar. No Santos jogam ainda mais, porque não se dá oportunidade para a base.
No início do ano cantei a bola: minha preocupação nunca foi se Gabigol iria fazer diferença ou não, mas sim quem deixaria o clube para a entrada dele. Quantos daqueles que inflam a folha saíram?
Com todo respeito ao Guarani, mas o Santos levou 17 finalizações, entrou com três volantes e sem nenhum jogador de drible curto diante de um time da série C do Brasileirão.
Informamos aqui desde o ano passado que Vojvoda foi aconselhado a fazer os reforços caros darem resultado. Se ele não concorda com isso, está na hora de se impor e fazer diferente, se não vem mais uma temporada duríssima por aí.
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| Barreal marcou pela primeira vez em 2026 |
GUARANI 1 X 1 SANTOS
GOLS: Barreal (1 x 0), aos 14 e Kewen (1 x 1), aos 51 minutos do segundo tempo
GUARANI: Caíque França; Raphael, Maurício Antônio, Jonathan Costa e Emerson; Willian Farias (Kauã Jesus), Nathan Melo (Kewen) e Isaque (Diego Torres); Guilherme Parede (Guilherme Cachoeira), Mirandinha (Dentinho) e Maranão .
Técnico: Matheus Costa
SANTOS: Gabriel Brazão; Mayke, Adonis Frías, Zé Ivaldo e Vinícius Lira (Escobar); Willian Arão, Gabriel Menino (João Schmidt), Zé Rafael (Lautaro Diaz) e Rollheiser (Miguelito); Barreal e Thaciano (Robinho Jr.)
Técnico: Juan Pablo Vojvoda
NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Brazão - Não fosse o melhor goleiro do Brasil o Guarani tinha liquidado a fatura no quinto minuto do segundo tempo. - 8,0
Mayke - Tinha todo corredor para ultrapassar, mas nitidamente estava em outra rotação física até em relação ao lateral Santista do lado oposto. Perdeu cinco dos nove duelos disputados. - 4,5
Adonís - Conduzia muito a bola no primeiro tempo, depois se tornou o homem da sobra. Não comprometeu na etapa final. - 5,0
Zé Ivaldo - Atuação muito diferente dos últimos nove jogos. Quase colocou tudo a perder sozinho no início do segundo tempo. - 4,0
Lira - Conseguiu bloquear a maioria dos cruzamentos e finalizações do ponta adversário no mano a mano e deu a assistência para o gol. - 6,5
Arão - Acertou ótimo lançamento para Lira no gol de Barreal. Errou apenas dois passes e ainda teve três desarmes. - 6,0
Zé Rafael - Ainda fisicamente fora de rotação, até por isso foi compreensível sua substituição. Com mais ritmo pode ajudar, mas sem a bola ainda está deixando a desejar. - 5,5
Gabriel Menino - Cresceu a partir da reta final do primeiro tempo, quando ainda conseguiu boa finalização de média distância. - 5,5
Rollheiser - Deu três passes para finalizações não aproveitadas pelos companheiros. Durou mais tempo sem cansar em campo - até meados dos 80 minutos. - 6,0
Thaciano - Diferente de Tiquinho, por exemplo, gosta de jogar de frente. Assim inclusive fez seu gol que foi bem anulado. Recebeu diversos passes de costas - não é a dele. - 5,5
Barreal - Subiu de produção quando foi jogar pela direita do ataque, inclusive por ali marcou seu gol. Apesar de não ser sua preferência, é onde o argentino rendeu mais até agora. - 6,5
Lautaro - Perdeu gol incrível sem goleiro. Além disso, perdeu a bola 50% das vezes que esteve com ela. - 3,0
Escobar - Se a marcação era sua principal característica, foi muito mal nesse quesito. Está procurando o Dentinho até agora, sem contar que Kewen estava sob sua responsabilidade no lance do gol. - 3,5
Robinho - Jogou pelo lado esquerdo e por dentro. Apenas nove toques na bola. - SEM NOTA
Schmidt - SEM NOTA
Miguelito - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM e no Esporte por Esporte.




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