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SÓ A BASE E O VENEZUELANO PELA ESQUERDA SALVAM

Publicado às 22h10 desta terça-feira, 3 de março de 2020.
O Santos conquistou um importante resultado pela primeira rodada da Libertadores da América, ao vencer o Defensa y Justicia por 2 a 1, de virada, na Argentina. O alvinegro não vencia na abertura da competição continental há 13 anos e de quebra marcou gols e voltou a vencer após três jogos. 


Na primeira etapa, o jogo foi equilibrado, porém, o Santos construía pouco. A equipe da Baixada não sofria tanto assim com as estocadas do time de Crespo, mas mesmo com Soteldo insinuante pelo lado que ele tem de jogar, a esquerda, com exceção de uma bola de Sánchez, o time pouco finalizava ao gol. Nos acréscimos, sofreu um gol de bola parada.

Veio os 45 minutos finais e a sorte do jogo mudou. Pituca que fez um primeiro tempo, apenas discreto, deu lindo passe que encontrou Soteldo inteiro, o venezuelano, por onde? Pela esquerdaaaaaaaaa, chegou inteiro, balançou e milimetricamente colocou a bola na cabeça de Jóbson que igualou o placar.

Daí por diante, o Defensa y Justiça que até outro dia estava na segunda divisão do futebol argentino, sem tradição alguma na competição saiu de forma desordenada para o ataque. Numa tentativa de estourar para o ataque, um dos defensores do time argentino, acertou Soteldo e a bola sobrou para Kaio Jorge que tinha entrado muito bem na partida. O centroavante carregou a bola, protegeu como poucos, apesar de jovem e bateu na saída do goleiro para garantir a vitória ao Peixe.

O time está pronto, produziu um futebol maravilhoso e agora está tudo bem? Não, longe disso. Foi eficaz porque finalizou oito vezes, com três em direção ao gol e duas delas morreram no fundo do barbante, mas os três pontos vão dar uma tranquilidade que a equipe ainda não teve na temporada.

Por fim, essa camisa tem tradição na Libertadores. O Defensa não perdia desde novembro. Mesmo com o histórico de ter melhores resultados fora de casa do que em seu estádio, a camisa toda branca do outro lado, três vezes campeão, pesou para que a sorte voltasse a sorrir para o time de Vila Belmiro. Aliás, ela é muito mais respeitada fora do país do que no Brasil. Que a mesma sozinha vai levar o time adiante? Absolutamente, mas num momento de equilíbrio, ela pesa e enverga varais.

No sábado (7), o Santos volta a campo, desta vez pelo estadual diante do Mirassol, às 19h30. Na Libertadores, o alvinegro enfrenta o Delfin do Equador, em Vila Belmiro, às 19h15 com portões fechados em razão de pagamento da punição do segundo e último jogo após os incidentes no Pacaembu, em 2018, diante do Independente-ARG.

FICHA TÉCNICA
DEFENSA Y JUSTICIA 1 X 2 SANTOS
Estádio Norberto Tomaghello - Buenos Aires (ARG)
Arbitragem: Gustavo Tejera (URU)
Público e renda: Não divulgado
Cartões amarelos: Botta (DYJ); Luan Peres, Lucas Veríssimo, Evandro, Sánchez (SFC).
GOLS: Juan Rodríguez 45'1ºT (1-0), Jobson, 28'2ºT (1-1), Kaio Jorge 39'2ºT (1-2)
DEFENSA Y JUSTICIA: Unsaín; Breitenbruch, Rodríguez, Martínez e Benítez; Mainero 9Fernando Márquez, 32'/2ºT), Acevedo, Pizzini, Neri Cardozo (Ojeda, 23'/2ºT) e Botta (Coacci, 32'/2ºT); Lucero. Técnico: Hernán Crespo.
SANTOSÉverson; Pará, Lucas Veríssimo, Luiz Felipe (Felipe Jonatan, 39'/2ºT) e Luan Peres; Diego Pituca, Carlos Sánchez e Evandro (Jobson, 11'/2ºT); Soteldo, Eduardo Sasha e Yuri Alberto (Kaio Jorge, 23'/2ºT). Técnico: Jesualdo Ferreira.

Jóbson e Kaio Jorge Marcam. Ambos entraram na segunda etapa.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Éverson: Em alguns momentos rebateu algumas bolas que poderia ter segurado. Não comprometeu. Sem culpa alguma no gol sofrido. - 6,0
Pará: Guardou posição e pelo seu setor os argentinos não se criaram. Pouco avançou e quando o fez, sempre com passes curtos na bola de segurança. - 6,0
Lucas Veríssimo: Tomou o cartão cedo e fez com que evitasse alguns enfrentamentos para não ser expulso. - 6,0
Luiz Felipe: Sofreu mais que seu companheiro por ter que fazer a cobertura do lado esquerdo, onde o time da casa mais acelerava o jogo. - 5,5
(Felipe Jonatan): Não devia ter deixado o time. Mesmo com pouco tempo em campo, tirou uma bola dentro da área que seria assistência certa para o empate do time da Grande Buenos Aires. - SEM NOTA
Luan Peres: Não fez mal partida não, principalmente quando foi para o miolo da zaga no segundo tempo, mas a bola aérea ainda é uma carência do bom valor da defesa santista. Ele quem estava no lance do gol adversário. - 5,5
Pituca: Não fez um primeiro tempo, digno de suas apresentações do ano passado com Sampaoli. Melhorou na etapa complementar e deu o passe para Soteldo dar a assistência para o gol de Jóbson. - 6,0
Sánchez: Meia que acelera o jogo, mas sem Alison teve que atuar mais recuado. Teve uma chance em cada tempo. inteligente. - 6,5
Evandro: Sem ritmo de jogo. Muito tempo ausente. Desperdiçou uma oportunidade de garantir uma vaga no time. Tem qualidade para isso, na minha opinião. - 5,0
(Jobson): Nas primeiras jogadas, não foi tão feliz. Entretanto, tem bom passe, volante que pisa na área e foi recompensando com seu primeiro gol pelo clube. - 7,0
Soteldo: O grande responsável pela virada. Fez um inferno pela esquerda, repeito, esquerda, mais uma vez, esquerda do lado do campo. Bela assistência no gol de Jóbson e sorte quando o zagueiro explodiu a bola em suas pernas e sobrou para Kaio Jorge marcar o segundo. - 7,5
Sasha: Jogou fora de sua função, novamente, como falso armador, devida as proporções como Firmino faz muito no Liverpool. Não brilhou como em outras ocasiões, mas pe de uma aplicação tática invejável - 6,0
Yuri Alberto: Não reeditou o ótimo clássico que realizou no fim de semana. Ficou muito pelo lado do campo e seu um contra um não é tão forte como quando joga de pivô. - 5,0
(Kaio Jorge): Entrou bem demais. Ele não é centroavante de ficar só de costas para área. Tem técnica para sair dos lados e colocou fogo no jogo. Recompensando com a bola do jogo e definiu com frieza. - 7,0
Técnico: Jesualdo Ferreira: Talvez uma das poucas qualidades que enxergo no técnico Jesualdo, atualmente, seja a sua coragem de colocar jovens para jogar, algo que Sampaoli não fazia. Não mudei minha opinião em relação ao português, mas ele foi feliz ao mandar a campo durante o jogo, dois jovens e ambos decidiram a partida.  O time ainda tem muitas carências. A lentidão na transição é uma delas, mas o comandante Europeu ganha sobrevida para desempenhar com tranquilidade, sem pressão, o que deseja para o time, após esse resultado. - 6,5

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