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A DISPUTA ESTÁ ABERTA

Postado às 00h40 desta quinta-feira, 30 de outubro de 2014.
O Santos conheceu a sua segunda derrota em dez jogos na Copa do Brasil. Com um gol no ínicio da partida, o Cruzeiro largou na frente na primeira partida da semifinal. No estádio do Mineirão, o Peixe perdeu por 1 a 0. Semana que vem, na Vila Belmiro, acontece o jogo de volta. O alvinegro precisa de uma vitória por dois gols de diferença para ir a decisão. Se vencer por 1 a 0, a disputa será nos pênaltis.

O primeiro tempo do Santos foi muito ruim. O Peixe não conseguia acertar três passes e a compactação do time mineiro não deixava o time de Enderson Moreira passar do meio campo e não deu um chute sequer nos primeiros 45 minutos. O gol cruzeirense surgiu numa bola mal rebatida por David Braz que William colocou no fundo da rede, aos 10 minutos.

Na etapa complementar, mesmo sem alterações no reínicio da partida, o treinador conseguiu arrumar o time durante o intervalo. O Santos parou de rifar a bola com bolas esticadas e teve algumas chances com Lucas Lima, Alison, Arouca e Robinho para empatar a partida, mas não foi feliz nas finalizações. Ainda entraram Serginho, Jorge Eduardo e Leandro Damião mas o empate não aconteceu. O Cruzeiro ainda teve um gol mal anulado.

Dos males o menor. O fato ruim é que o Santos não conseguiu marcar um gol na casa do adversário. O fato de ter perdido pelo placar mínimo, dá plenas condições do Peixe voltar a uma decisão de competição nacional, depois de quatro anos.

Faça sua parte santista. Lote e empurre seu time do primeiro ao último minuto. Todos os caminhos levam o torcedor ao alçapão da Vila Belmiro na próxima quarta-feira (5).

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 1 x 0 SANTOS
Local: Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ - Fifa)
Público/Renda: 25.714 pagantes/R$ 1.029.363,00
Cartão amarelo: Mena e Edu Dracena (SAN)
GOL: Willian, aos 10'/1°T.
CRUZEIRO: Fábio, Mayke, Léo, Dedé e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Everton Ribeiro (Marlone, aos 32'/2°T) e Ricardo Goulart; William (Dagoberto, aos 19'/2°T) e Júlio Baptista (Marcelo Moreno, aos 28'/2°T). Ténico: Marcelo Oliveira.
SANTOS: Aranha; Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Rildo (Jorge Eduardo, aos 31'/2°T), Robinho (Leandro Damião, aos 36'/2°T) e Gabriel (Serginho, aos 20'/2°T). Técnico: Enderson Moreira.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS 
Aranha: Encoberto no gol. Nenhuma defesa excepcional - 5,5
Cicinho: Melhorou no segundo tempo - 5,5
Edu Dracena: O melhor da defesa. Ganhou todas no alto e só teve problemas na saída de jogo no primeiro tempo - 6,5
David Braz: Foi infeliz no rebote que proporcionou o gol de William e falhou no segundo gol cruzeirense, mal anulado pela arbitragem. Exagerou nos lançamentos de longa distância no melhor estilo David Luiz - 4,5
Mena: Sofreu com os avanços de Mayke e como Robinho não recuava tinha sempre dois a marcar. Valente ainda apoiou algumas poucas vezes - 5,5
Alison: Foi envolvido em alguns momentos pelo bom meio-campo cruzeirense. Com Lucas Lima vigiado, sobrou pra ele armar o time. Não tem essa qualidade - 5,5
Arouca: Alguns desarmes, mas a exemplo de Alison, também foi envolvido com as boas trocas de bola dos mineiros. Perdeu uma oportunidade no segundo tempo - 5,5
Lucas Lima: Bem marcado na primeira etapa. Um pouco melhor na segunda. Longe do bom futebol que encantou os olhos do torcedor santista - 5,5
Rildo: Mesmo desprovido de técnica diferenciada, foi o atacante que mais levou perigo a defesa cruzeirense. Conseguiu ir algumas vezes na linha de fundo. Saiu cansado - 6,0
(Jorge Eduardo): Deu um bom passe para a finalização de Alison que não aproveitou - 5,5 
Robinho: Parece estar "preso" fisicamente. Não conseguiu aparecer no ataque e nem na armação quando caiu pro meio - 5,0
(Leandro Damião): Entrou há nove minutos do fim - SEM NOTA
Gabriel: Só recebeu bola esticada. Quando o Santos melhorou no jogo foi substituído - 5,5
(Serginho): Entrou para ser o segundo coordenador de jogadas e fazer a armação com Lucas Lima. Nos primeiros minutos visivelmente nervoso. No final, melhorou um pouco - 5,5
Técnico: Enderson Moreira: Não conseguiu tirar o time da marcação compacta e encaixada do Cruzeiro no primeiro tempo. Arrumou o time no intervalo. - 6,0

                                                   
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ENCONTROS E DESENCONTROS

Postado às 19h34 desta quarta-feira, 29 de outubro de 2014.
Pouco mais de 24 horas ou como escreveram os humoristas da página no facebook "Santos Mil Grau", uma união que durou menos que o casamento de Ronaldo Fenômeno e Cicarelli. Assim foi a possível aliança das chapas de Fernando Silva e Modesto Roma, pré-candidatos a presidente do Santos.

Tudo começou quando há três semanas, o ex-presidente do Santos FC - Marcelo Teixeira, procurou o presidenciável Fernando Silva, por meio de colegas em comum. Fizeram o "meio de campo" para a conversa, o delegado Dr. Osvaldo "Nico" Gonçalves, com bom trânsito na Federação Paulista de Futebol e o Secretário de Esportes, Lazer e Recreação na Cidade de São Paulo - Celso Jatene.

Marcelo Teixeira convidou Fernando para um bate-papo na reitoria da Universidade Santa Cecília em Santos, porém o candidato do "Mar Branco" rejeitou, alegando que preferia receber o ex-mandatário em São Paulo.

Os dois se reuniram na última quinta-feira (23), acompanhados de Nico e de Celso Jatene e a primeira conversa aconteceu em uma das pizzarias do delegado, na capital, sem a presença do candidato Modesto Roma Junior. O objetivo do encontro era unir forças contra aqueles que estão atualmente na administração do clube.

Na última segunda-feira (27), houve uma nova reunião em uma cantina conhecida na cidade de Santos, onde o acordo ficou praticamente selado entre as partes, mesmo os protagonistas sendo antagonistas históricos e no que os adversários das duas chapas classificaram como "composição oportunista". Nesta reunião, ao contrário da primeira, o presidenciável Modesto Roma esteve entre os presentes. 

Em seguida, as lideranças das chapas ficaram de conversar com seus respectivos grupos para ainda esta semana fazer o anúncio através de uma entrevista coletiva.

Porém, os simpatizantes da "Santos Gigante", que é uma composição de outras alianças políticas, rejeitou o acordo de união entre Modesto Roma Jr. e Fernando Silva, dissidentes da atual situação.  E assim se deu o fim da chapa que deixaria do mesmo lado dois rivais: os ex-presidentes Luís Alvaro de Oliveira Ribeiro e Marcelo Teixeira.

Segundo publicou o jornalista Glauco Braga de "A Tribuna", os integrantes da "Santos Gigante" queriam também uma comprovação de que Fernando Silva teria que ter R$ 100 milhões para administrar o clube, no primeiro ano de mandato e que o documento firmando tal acordo não foi assinado. A chapa "Mar Branco" encabeçada pelo candidato nega a existência de tal exigência. 

Faltam 37 dias para as eleições no Santos. Ela acontece dia 6 de dezembro.


                                                   
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DAVID BRAZ JOGA

Postado às 07h42 desta quarta-feira, 29 de outubro de 2014.
Chegou o dia. Nesta quarta-feira (29), o Santos faz a sua partida mais importante na temporada e enfrenta o Cruzeiro no Mineirão, às 22h00, na partida de ida das semifinais da Copa do Brasil. O jogo de volta acontece dia 5, na Vila Belmiro. Geuvânio lesionado dá vaga a Rildo e David Braz que não participou do último treino, joga. 

Mais do que permanecer vivo na tentativa de conquistar um título na temporada, o décimo em nível nacional, o alvinegro busca de quebra uma vaga na Libertadores da América do ano que vem.

O único desfalque é mesmo Geuvânio. Conforme o Blog do ADEMIR QUINTINO apurou no sábado (25), Geuvânio está fora com uma lesão muscular de grau 2 e é o único desfalque do técnico Enderson Moreira que irá manter a formação com três atacantes, mesmo jogando como visitante. 

O zagueiro David Braz que esteve ausente da última atividade no CT Rei Pelé, antes do embarque da delegação para Belo Horizonte, joga. Ele acordou com dores no pescoço e foi poupado do treino. O defensor ainda vai realizar exames, mas pelo que o Blog apurou ele começa o confronto decisivo. Lucas Lima retorna e Robinho está confirmado.

Santos e Cruzeiro já estiveram frente a frente em uma semifinal da Copa do Brasil. Foi em 2000. O Peixe era dirigido pelo falecido técnico Giba e foi eliminado pelos mineiros. Chegou a hora de dar o troco. 

Depois da derrota na decisão do Paulistão, um Campeonato Brasileiro discreto, o único time que está entre os quatro semifinalista que jogou toda a competição, ( 7 vitórias/ 1 empate/ 1 derrota), os demais concorrentes jogaram das oitavas de final em diante (vieram da Libertadores), tem a missão de dar a alegria ao seu torcedor no final da temporada e a Copa do Brasil é o caminho. Marcar gols na casa do adversário e trazer um ótimo resultado na bagagem é importante.

Que Lucas Lima, Robinho e Cia estejam inspirados.

O Peixe vai a campo com: Aranha; Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Rildo, Gabriel e Robinho.

                                                   
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"PRECISA AVANÇAR MUITO MAIS"

Publicado às 12h50 desta terça-feira, 28 de outubro de 2014.
Nesta terça-feira (28), o Blog do ADEMIR QUINTINO publica a última de uma série de cinco entrevistas com os pré-candidatos que afirmaram que irão inscrever chapas a presidência e ao Conselho Deliberativo do Santos, marcada para 6 de dezembro. O primeiro foi Fernando Silva, o segundo Orlando Rollo, o terceiro José Carlos Pereso quarto Modesto Roma, e finalizamos com Nabil Khaznadar - Representante da "Avança Santos".

Como já tinha dito anteriormente, uniões entre chapas estão acontecendo e a tendência é a de que vamos ter de dois a três candidatos.

Todas as entrevistas estão sem edição em seus conteúdos ou seja, publicadas em sua íntegra.

- ENTREVISTA COM NABIL KHAZNADAR, CANDIDATO A PRESIDENTE DO SANTOS FC.

Ademir Quintino: Quais as razões que levaram o senhor a ser candidato à presidência? 


Nabil Khaznadar:  Ademir, em primeiro lugar, tenho uma paixão enorme pelo Santos, paixão que vem desde que ainda menino vi jogar este time de branco, com um Rei no comando. Depois, tenho experiência empresarial adquirida como empreendedor, em atividades desenvolvidas desde a minha adolescência. Acredito que o clube avançou nos últimos anos, mas precisa avançar muito mais. Apesar dos erros cometidos, alguns pilares importantes foram construídos, dentro de valores corretos. Faltou uma execução melhor, mas isso não significa devolver o Peixe às mesmas mãos que quase o levaram à falência e também quase culminou na queda a segunda divisão. Ao invés de olhar o passado, temos que continuar visando o futuro. Fui eleito conselheiro pela primeira vez em 1997 e, depois de acompanhar de perto a trajetória do clube nesses anos todos, sinto que chegou a hora de dar mais ao antos. Vamos unir toda a nossa experiência para fazer o clube caminhar na direção correta. Nós do “Avança, Santos!” sonhamos grande: queremos revolucionar o futebol brasileiro e sabemos que o Santos é o clube que pode fazer isso. É o clube que pode protagonizar essa revolução, assim como a partir da década de 1950 levou a nossa seleção ao topo. Por isso, sou candidato à presidência do Santos, ao lado do vice Carlos Fonseca Filho.

AQ: Por que o associado do clube deve votar em Nabil Khaznadar e não nos demais candidatos?

NK:  Vamos fazer algo que nenhuma gestão nos últimos anos conseguiu, colocar o Santos em um novo patamar. Para isso, vamos modernizar a maneira como o futebol é gerido, vamos administrar o clube como se fosse uma empresa, como fazem os melhores clubes do mundo. Para exemplificar a modernidade que defendo, vamos inovar com a criação da ‘Célula de Inteligência do Futebol’, um grupo altamente capacitado que vai atuar diretamente com os jogadores e a comissão técnica. Todo conhecimento adquirido nessa célula será de propriedade do Santos. O talento está no DNA do Santos e vamos investir em um time forte com uma gestão moderna que vai se tornar referência no futebol.

AQ: De que maneira pretende lidar com a dívida do clube?

NK: Diferentemente de outros clubes, o Santos não antecipou as cotas de transmissão dos jogos dos Campeonatos Brasileiro de 2016 e 2017. Ou seja, o futuro do time não está comprometido para pagar o passado. Mas é essencial sanar a dívida, com uma gestão transparente e honesta, para que o Santos avance e tenha um crescimento sustentável e conquiste títulos. Dívida feita tem que ser paga. Para isso, temos planos para controlar estritamente as despesas, alavancando ao mesmo tempo as receitas com um audacioso projeto de marketing. O foco estará nas categorias de base e na interação com os torcedores e associados. Teremos uma equipe capaz de dar excelência à execução dos projetos. A gestão levará em conta, permanentemente, a relação entre receita e despesa.


AQ: Caso vença as eleições, pretende reformar a Vila, construir uma Arena ou usufruir do Pacaembu?

NK: Trazer o torcedor de volta para a Vila Belmiro é um dos nossos objetivos. Temos que melhorar a infraestrutura para acolher o torcedor e criar benefícios que o incentivem a acompanhar o time. A Vila Belmiro precisa ser reformada e modernizada, o torcedor merece mais conforto e serviços de qualidade. Esta reforma está prevista nas nossas propostas e é uma das prioridades. Se eleitos, já no primeiro mês vamos realizar uma pesquisa com os sócios e torcedores para entender o que eles desejam que seja melhorado. Aliás, em 2016 será celebrado o centenário da Vila e desde já estamos preparando um programa comemorativo à altura da data, para iniciar as comemorações em outubro de 2015, quando a Vila faz 99 anos. No caso específico de novas arenas, o Santos está aprendendo com os erros dos rivais. As arenas fazem parte de uma nova realidade e já se vê o quanto os clubes sofrem e vão sofrer para fechar as contas, enquanto os torcedores reclamam dos preços cobrados na bilheteria. Com relação ao Pacaembu, nos agrada bastante termos a segunda casa do Santos nesse estádio, já que possuímos enorme torcida na capital. O importante é o clube fazer um planejamento no início do ano, para que o torcedor saiba com antecedência onde os jogos acontecerão. Dessa forma, eles poderão se programar para assistir aos jogos e teremos tempo para promover o espetáculo. Essa é uma das ações que estão inseridas em nosso projeto “Match Day”.

AQ: Li o seu plano de governo e nele prevê a criação de um departamento de Relações Institucionais. Qual a necessidade e como funcionará, caso eleito?

NK:  É primordial o Santos Futebol Clube ter uma representação política forte. Vamos atuar tanto na Federação Paulista de Futebol quanto na CBF. O Santos não pode ser apenas comunicado das decisões desses órgãos, tem que ser protagonista, sugerir soluções para os principais entraves do futebol brasileiro. Precisamos ser consultados e, mais do que isso, participar ativamente das discussões. É assim que vamos atuar. Estarei cercado de profissionais competentes, e santistas roxos como eu, que virão se somar ao nosso ideal de fazer uma gestão verdadeiramente profissional no Santos. Por isso nosso plano de governo contempla a criação do Departamento de Relações Institucionais. Ele vai atuar no macro cenário, junto a governos, confederações, federações e entidades como o Bom Senso FC, além da mídia, torcedores, sócios, patrocinadores e parceiros

AQ: Caso eleito, o Santos terá um time competitivo? Vai investir em contratações? Se sim, de que tipo? 

NK: O Santos precisa sempre ter times competitivos e que briguem por todos os títulos em disputa. Vamos analisar com calma o elenco atual e a situação dos contratos de cada jogador e da comissão técnica. A definição não apenas do treinador como de todo o departamento de futebol será tomada em equipe, sempre com o objetivo de ter um Santos forte, competitivo e campeão. Vamos fazer uma aposta firme na base, mas não deixaremos de reforçar o time com contratações pontuais.


AQ: Qual sua proposta para as categorias de base?

NK: Foco total na base. A preparação e o lançamento de novos talentos estão em nosso DNA e vamos investir nisso. Nenhum outro clube no mundo revelou tantos craques como o Santos. No Brasileirão deste ano, por exemplo, dos 651 jogadores que entraram em campo na série A, 33 tiveram o Santos como o primeiro time profissional. Nesse quesito, o segundo clube aparece com 26. No entanto, investiremos nas categorias de base de um jeito novo, com metodologia e infraestrutura à altura dos Meninos da Vila. Vamos desenvolver um programa-modelo de escola para os jovens atletas, com metodologia padronizada. Vamos intensificar o intercâmbio com os clubes estrangeiros e a participação de nossas equipes menores em torneiros no exterior. Aliás, nossa base já é hoje tratada de forma exemplar. É justamente considerada a melhor do país. Alguns dos projetos que desenvolve e o aprendizado obtido devem ser transferidos para o elenco profissional.

AQ: O candidato acredita que o Santos tem poucos, muitos ou a quantidade ideal em seu quadro de funcionários? Pretende aumentar ou diminuir esse número?

NK: Olha Ademir, como conselheiro, não participei diretamente do processo de gestão do clube e não posso afirmar se a quantidade de funcionários é excessiva. No meu ponto de vista, uma gestão que possui um grande número de funcionários precisa entregar qualidade no atendimento ao sócio torcedor, e temos identificado falhas gritantes relacionadas a isso. Nossa proposta é ter uma gestão eficiente, ou seja, a quantidade de funcionários exata para entregar um atendimento de qualidade ao nosso torcedor e fazer o clube funcionar bem.

AQ: Tivemos Copa do Mundo em 2014 e as agências investiram suas publicidades no Mundial, esquecendo os clubes do páis. Em São Paulo, por exemplo, dos quatro grandes, apenas o SCCP tem patrocinador máster,  Santos está sem desde dezembro de 2012.  (fechou até o fim do ano com um empresa de telefonia chinesa) Como pretende resolver essa questão, caso eleito?

NK: Muitos confundem "vender patrocínio na camisa" com marketing, quando o patrocínio é, na verdade, consequência de um conjunto de atitudes e valores agregados à marca, que os parceiros podem compartilhar, quando se associam a ela. Temos que pensar muito maior. Fazer marketing é fortalecer os valores do Santos – criatividade, alegria, juventude, irreverência, gols, vitórias. Vamos ter parceiros para alavancar projetos de médio e longo prazos, cujos ideais sejam comuns à nossa administração. Vamos adotar soluções criativas na área do marketing, dos negócios ligados ao futebol e da atração de parceiros e patrocinadores. Nosso plano de governo prevê dois projetos nessa linha, como o “Santos Itinerante” e o “Meninos da Vila”. Projetos que de fato agregam valor aos patrocinadores e fazem o patrocínio master virar parte de um pacote maior. Temos gente competente envolvida no desenvolvimento dos projetos e na missão de tirá-los do papel.


AQ: Recentemente, o candidato viajou até a China. Entre outras coisas se reuniu com o zagueiro Paulo André, líder do Bom Senso. Sendo eleito, o senhor será o primeiro presidente de clube a apoiar oficialmente esta causa?

NK: Fui à China como torcedor, assistir Brasil e Argentina, e aproveitei a oportunidade para me reunir com Paulo André e outros jogadores que atualmente moram lá. Tenho uma ótima relação com o Bom Senso FC. São jogadores que estão engajados na luta pela mudança do futebol brasileiro. Ficamos todos felizes com a reciprocidade das ideias. Teremos o Bom Senso como parceiro, para assim tentar elevar o patamar do futebol brasileiro. Se eleito, vou apoiar todos os grandes movimentos de profissionalização do nosso futebol. 

AQ: Nabil Khaznadar é o único nome deste pleito eleitoral que jamais exerceu função diretiva dentro do clube (incluindo o Executivo e o Conselho). O que de positivo e negativo esta alcunha lhe proporciona?

NK: Costumo dizer que as maiores alegrias da minha vida são as minhas filhas e o Santos. Nunca exerci cargo remunerado no clube. Pago religiosamente minha carteira de sócio. Desembolso passagens para ir ao Japão, a Barcelona, a Buenos Aires, a La Paz e a qualquer outra cidade em que a paixão da minha vida estiver. Fui membro da Torcida Jovem, sou torcedor de arquibancada. O fato de eu ser o único candidato a nunca ter ganhado um único tostão do clube só reforça o meu compromisso em fazer uma excelente gestão à frente do Santos Futebol Clube. Aliás, só pra lembrar, o cargo de presidente não é remunerado.


AQ: Nabil Khaznadar eleito significará a continuidade ou o continuísmo da gestão do atual presidente Odílio Rodrigues?

NK:  Eu não sou situação, porque não participei diretamente da gestão atual do Santos e de nenhuma gestão anterior. Mas muitos membros da minha chapa são da situação. Existe um grupo que me apoia que está na atual gestão, que segurou o clube nos momentos mais difíceis, que queria a governabilidade do Santos. Respeitamos muito o atual presidente e todos os que doaram parte das suas vidas pelo Santos, mas eu represento uma chapa que pretende modernizar o clube. A atual administração poderia ter feito mais em termos de futebol e, sobretudo, da gestão.


                                            
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CHINESES QUEREM INVESTIR NO SANTOS

Publicado às 10h40 desta terça-feira, 28 de outubro de 2014.
O Santos vai anunciar na tarde desta terça-feira (28) que fechou um patrocínio para um pacote de jogos até o final do ano com a empresa de telecomunicações Huawei - terceira maior marca em número de smartphones vendidos em todo o mundo pelo segundo ano consecutivo. 

O Blog do ADEMIR QUINTINO apurou com exclusividade que os chineses que estão entrando com tudo no Brasil e já patrocinam clubes da europa como PSG (FRA) e Atletico de Madrid (ESP) tem interesse e negociam para ser mais do que um patrocinador master no uniforme do Peixe para 2015 e sim realizar uma "parceira oficial".

As tratativas com os empresários chineses  foram  e permanecem sendo feitas diretamente com o gerente de marketing do clube, Fernando Montanha e já se arrastam por mais de um mês. A empresa do ramo de telefonia quer investir alto no Brasil e vê o Santos como essa porta. 

Mesmo no fim de temporada, o alvinegro consegue um valor (não revelado) sem depender de anuncios da Caixa Econômica Federal e outras verbas públicas, como a maioria dos clubes.

O Santos não tem um patrocínio master, há um ano e dez meses. Aliás, não é uma exclusividade do clube da baixada. Entre os grandes do Estado, apenas o SCCP tem patrocinador master. São Paulo e Palmeiras vivem o mesmo drama. 


“Eu ganhei, nós empatamos, eles perderam"
(*) Por Pedro L.N. Conceição

- O texto abaixo não reproduz o pensamento deste repórter. Ele está assinado e as partes citadas se sentirem ofendidas terão o mesmo espaço para responder, como versa a democracia e este espaço é democrático.

Já ouvi, assim como o leitor, muitas histórias do futebol que acabam se tornando folclóricas, verdadeiras ou não. Uma delas versa sobre um técnico renomado, já falecido, que sempre assumia a responsabilidade das vitórias, dividia com os atletas os empates e jogava para seus comandados e/ou comandantes toda a responsabilidade sobre as derrotas.
Por uma questão de respeito, já que o suposto já não está mais entre nós e não poderá defender-se, não vou citar seu nome.

Diferentemente das histórias do futebol, há os fatos e as suas testemunhas. Vou citar alguns fatos, do qual sou apenas uma das testemunhas oculares.

O mercado é o mesmo, o do futebol. As circunstâncias também, o personagem fica somente com o bônus, jogando o ônus para os outros. O personagem, além de estar vivíssimo, não é técnico, mas sim um ex-dirigente, que reprova a sua própria gestão. 

Parece um ato de humildade mas, como veremos, está longe disso.

Ele comandou um dos maiores clubes de futebol do mundo durante 2 gestões que, somadas, lhe garantiram 5 anos (60 meses) à frente dos destinos deste clube. Por motivos de saúde, licenciou-se em agosto de 2013, após cumprir 3 anos e 8 meses, ou seja, 44 meses ou 73% dos seus mandatos. Renunciou em julho de 2014, portanto, faltando cumprir apenas 5 meses ou 8% da gestão.

Conhecido pela sua eloquência, por vezes conseguiu envolver seus ouvintes pela capacidade criativa em multiplicar por dez a importância dos feitos realizados e em minimizar as consequências dos erros cometidos.

Aos mais próximos, na vivência do dia a dia, mostrava-se cada vez mais intolerante com as críticas e apaixonado pelos holofotes. A quem ousou criticá-lo, ainda que de maneira transparente, respeitosa e reservada, o destino era o isolamento. 

Adepto do caos administrativo, pois não exigia de nenhum dos profissionais sob o seu comando o respeito à hierarquia aos seus superiores, sempre dependendo da simpatia pessoal que nutria pelas pessoas, nunca cansou de conjugar todos os verbos na primeira pessoa: “Eu fiz, eu consegui, eu decidi, eu ganhei”.......

Cego com o aparelhamento imposto à gestão por Parte do grupo político, no primeiro mandato de 2 anos, não se rendeu às evidências de que o desaparelhamento era necessário, até mesmo fundamental para o segundo e último mandato, este de 3 anos.

Hoje, 14 meses após o seu afastamento, 5 meses após a sua renúncia e às vésperas da eleição que ocorrerá no dia 06 de dezembro próximo, ele mais uma vez não resiste aos holofotes, reaparece em alto estilo, porém, de forma deselegante, traiçoeira e, desculpem, pouco inteligente: criticando a sua própria gestão.

Não sei dizer se é trágico, se é cômico, pois o seu retorno se dá para apoiar um candidato da oposição, que foi apenas um consultor de futebol do clube, por sinal muito bem remunerado, mas que se auto intitula diretamente responsável pelo sucesso do futebol do clube em 2010 e 2011.

Parece que o “eu ganhei, nós empatamos, eles perderam” continua a fazer seguidores.

Neste caso, o cômico é que o ex dirigente que presidiu o clube de 2010 à agosto de 2013, defendeu em janeiro de 2012 que não se renovasse o contrato deste mesmo consultor de futebol, alegando razões inconfessáveis, no que foi seguido por todos os seus pares do Comitê de Gestão, por unanimidade.

Cômica também foi a recente aparição no programa Bola da Vez, na ESPN Brasil (olha os holofotes aí de novo, pessoal), ao afirmar que o “chefe” do consultor de futebol em 2010 e 2011 não entendia 1% (hum por cento) de futebol.

Este ex dirigente, ultimamente adquiriu um olhar estranho. Dizem que os olhos são o espelho da alma. Se é assim, pode-se supor que sua doença foi além do coração e dos pulmões, cujas debilidades levaram-no primeiramente a licenciar-se e, em seguida, a renunciar ao cargo. Apesar de nossas divergências, que se agravaram no segundo mandato, sinceramente eu preferia que não tivesse sido assim. Desejaria que o ex-presidente não tivesse adoecido. Agora, só desejo que sua saúde esteja totalmente restabelecida.

A esta altura, por óbvio, todos já sabem que o ex dirigente e ex presidente ao qual me refiro é o Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, mais conhecido como Laor.

O consultor de futebol, hoje candidato, que se diz conhecedor de futebol, antes de ser consultor no Santos F.C. exerceu a mesma atividade no Santa Cruz do Recife, quando o clube estava na 4ª divisão do futebol brasileiro. Depois de ser consultor no Santos F.C., apesar de entender muito de futebol, segundo ele e seu principal apoiador, passou a ser consultor no Monte Azul, da série A-II do futebol paulista.

Parece que o mercado do futebol ainda não descobriu o enorme talento deste consultor, apesar de ter sido o responsável , mais uma vez segundo ele próprio e seu principal apoiador, pelos títulos conquistados no Santos Futebol Clube em 2010 e 2011.

A esta altura, por óbvio também, todos já sabem que o consultor e hoje candidato ao qual me refiro é o Fernando Silva.

Agora o trágico: não tendo o seu contrato de consultor remunerado renovado com o clube, Fernando Silva retornou ao seu lugar no Conselho Deliberativo, do qual estava licenciado. Foi o primeiro a puxar a fila do desaparelhamento político do clube. Com o passar do tempo, apesar da resistência de Laor, outros também foram desligados para dar sequência ao desaparelhamento. Como todos eram conselheiros licenciados, também retornaram aos seus lugares e no início deste ano de 2014 reprovaram as contas do clube de 2013. Logo eles, pagos religiosamente pelo clube com polpudos salários, juntamente com Fernando Silva, todos votaram pela reprovação das contas da gestão de Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, ele mesmo, o famoso Laor.

Agora preciso revelar o que talvez não seja tão óbvio quanto a menção que fiz ao ex presidente e ao atual candidato. O “chefe” do consultor de futebol ao qual o Laor se referiu no programa da ESPN, era em 2010 e 2011 o Diretor de Futebol do Clube, por coincidência eu mesmo, o que assina este texto.

Prefiro continuar sem conhecer nem 1% de futebol, do que ser um expert e o mercado não reconhecer as minhas qualidades, exceção feita a alguns clubes da 4ª divisão.
Mas posso garantir-lhes que com mão de ferro, como comandante de um grupo de trabalho coeso, do qual o já citado consultor de futebol fazia parte, GANHAMOS títulos inesquecíveis em 2010 e 2011. 

Sem tragédia nem comédia, a vida e os fatos comprovam que certas pessoas só ganham algum destaque quando bem comandadas. Quando precisam comandar, demonstram não estar preparadas para a responsabilidade. É o caso de Fernando Silva. A vida e os fatos, da mesma forma, nos ensinam que alguns valores pouco nobres são capazes de produzir cegueira assustadora. Como no caso do Luis Alvaro. 

O leitor agora, ouvidas todas as partes, poderá tirar suas próprias conclusões.
Saudações Alvinegras Santistas!

(*) Pedro Luiz Nunes Conceição é empresário, sócio do SFC há 36 anos, conselheiro do clube em três mandatos, diretor de futebol 2010/2011 e membro do Comitê de Gestão de 2012 até agosto de 2013.


ELEIÇÕES 2014

Quatro dos cinco candidatos a presidência do Santos já foram entrevistados pelo Blog. O primeiro foi Fernando Silva da chapa Mar Branco, seguido por Orlando Rollo da Terceira Via Santista. Depois foi a vez de José Carlos Peres da ONG Santos VIVO e Modesto Roma da Santos Gigante. Ainda esta semana, Nabil Khaznadar da Avança Santos será o último sabatinado.

Como disse anteriormente, não teremos os cinco candidatos registrando suas chapas. Um deles deve anunciar a desistência para ser vice de outro ainda essa semana. 

Outros candidatos não tem os mais de 230 nomes para o conselho e a tendência é diminuir ainda mais esse número.

                                                   
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O BICHO É FEIO, MAS NÃO É TÃO GRANDE

Publicado às 13h15 desta segunda-feira, 27 de outubro de 2014.
O técnico Enderson Moreira comecou a esboçar na manhã desta segunda-feira (27), o Santos que entra em campo, quarta-feira (29) às 22h00 contra o Cruzeiro, no Mineirão, no jogo de ida das semifinais da Copa do Brasil. Conforme o BLOG do ADEMIR informou com EXCLUSIVIDADE no sábado (25), Geuvânio é desfalque certo. O clube confirmou parte da informação no dia seguinte a publicação deste espaço, através de seu site oficial, de que o atacante sofreu lesão no músculo reto femural da coxa esquerda.

A dúvida de quem será o substituto do camisa 45 no duelo contra os mineiros permanece. Rildo treinou entre os titulares, porém, Thiago Ribeiro recuperado de um edema na coxa direita não participou da atividade realizada no CT Rei Pelé, em razão de problema estomacais. Mesmo sem ritmo de jogo, o atacante dono da camisa 11 pode ser o escolhido para fazer o quarto-homem do meio-campo e acompanhar os avanços de Mayke, lateral-direto do Cruzeiro e uma das armas fortes do time das Minas Gerais.

Assim como o Blog antecipou no sábado, Lucas Lima, Alison e Aranha vão reaparecer no time santista naquele que é considerado o jogo do ano para o alvinegro. O jogo de volta está marcado para o dia 5 de novembro, às 22 horas, no estádio da Vila Belmiro.

Nesta terça-feira (28), às 10hs da manhã, acontece a última atividade antes do embarque da delegação para Belo Horizonte. Nela, o treinador deve confirmar o substituto de Geuvânio.

Nas últimas sete partidas, o Cruzeiro, líder do Campeonato Brasileiro só venceu duas - o Vitória-BA e o Criciúma e em ambas fora do Mineirão. Nas demais foram três derrotas seguidas (SCCP, Flamengo e ABC de Natal) e dois empates contra o Figueirense-SC (no último fim de semana) e Palmeiras. 

No estádio Magalhães Pinto, o Mineirão, o Cruzeiro não vence desde 4 de outubro, quando bateu o Internacional-RS por 2 a 1. De lá para cá, curiosamente dois tropeços contra Paulistas: Perdeu pro SCCP (0x1) e empate com o Palmeiras (1 a1). 


Oito milhões de visitas em 20 meses

O BLOG DO ADEMIR QUINTINO existe desde 2008. Porem, com o layout novo, desde fevereiro de 2013. E neste novo formato (últimos 20 meses), alcançou a marca de OITO MILHÕES DE ACESSOS nesta segunda-feira (27). Duas vezes a população do Uruguai. 

Este espaço contém somente notícias do Santos e totalmente independente, sem ligação ou divulgação de nenhum grande portal de notícias até o momento. 

Uma vez mais, muito obrigado.


ELEIÇÕES 2014

Quatro dos cinco candidatos a presidência do Santos já foram entrevistados pelo Blog. O primeiro foi Fernando Silva da chapa Mar Branco, seguido por Orlando Rollo da Terceira Via Santista. Depois foi a vez de José Carlos Peres da ONG Santos VIVO e Modesto Roma da Santos Gigante. Ainda esta semana, Nabil Khaznadar da Avança Santos será o último sabatinado.

                                                   
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"TENHO FOLHA DE SERVIÇOS PARA MOSTRAR"

Postado às 14h00 deste domingo, 26 de outubro de 2014.
Neste domingo (26), o Blog do ADEMIR QUINTINO publica a quarta de uma série de cinco entrevistas com os candidatos que afirmam que irão inscrever chapas a presidência e ao Conselho Deliberativo do Santos, marcada para 6 de dezembro. O primeiro foi Fernando Silva, o segundo Orlando Rollo, o terceiro José Carlos Peres e dessa vez é a vez de Modesto Roma, candidato oposicionista da "Santos Gigante"

Nos próximos dias será publicada a última entrevista da série com Nabil Khaznadar da "Avança Santos". 

Todas as entrevistas estão sem edição em seus conteúdos ou seja, publicadas em sua íntegra.


- ENTREVISTA COM MODESTO ROMA JUNIOR, CANDIDATO A PRESIDENTE DO SANTOS FC.

Ademir Quintino: Quais as razões que levaram o Senhor a ser candidato a presidência do Santos FC?
Modesto Roma Junior: Primeiro, eu com meu grupo União Alvinegra, defendíamos a candidatura do Marcelo Teixeira. Quando ele explicou que não poderia ser candidato porque tem outros projetos de vida e indicou meu nome, não poderia deixar de atender. Afinal foi meu pai, Modesto Roma, ex-presidente do clube na década de 70 e vice nos anos dourados de 50 e 60, que foi buscar o Milton Teixeira, já nos anos 70, para a diretoria do clube e ele prontamente atendeu. Não poderia fazer diferente já que tenho história no Santos e compromisso com o clube. Vivo o Peixe desde que me associei em 1958. Fui diretor da gestão do meu pai em 1975 e atuei diretamente na contratação de três futuros Meninos da Vila, campeões paulistas de 1978: Ailton Lira, Neto e João Paulo. Depois fui vice-presidente de Comunicação da gestão do Milton Teixeira, em 1983, e inovamos em várias ações neste setor. Virei supervisor administrativo em 2004 e, a pedido do Marcelo Teixeira, modernizamos a gestão do clube. Acabamos com as máquinas de escrever, que ainda sobreviviam na Vila e implantamos uma rede moderna de informática. Criamos o projeto Vila Digital, que possibilitou as catracas e carteiras inteligentes. Graças a este projeto, o sócio do Santos não precisava mais pegar fila para comprar ingressos. Com a própria carteira ele liberava a catraca e pagava o ingresso via boleto ao fim do mês. Também conseguimos o valor de meio ingresso aos sócios. Disponibilizamos gratuitamente internet para a Imprensa. Graças a nossas ações, encadeiramos todos os setores de sócios da Vila Belmiro e ampliamos a área do quadro associativo contribuinte no estádio para o retão contrário ao das sociais. Além disso, nos foi confiado à gestão do projeto Sereias da Vila e montamos uma das principais equipes do planeta dentro do futebol feminino, conquistando a inédita Taça Libertadores da América logo em sua primeira edição, competição que ajudamos a criar dentro da Conmebol com minha atuação direta. Enfim, tenho folha de serviços para mostrar e o sócio me conhece.

AQ: Por que o associado do clube deve votar em Modesto Roma Junior e não nos demais candidatos?
MRJ: Porque sou o único candidato que representa o oposto do que vemos hoje no clube. Sabe, dizem que a oposição no Santos é desunida. Não vejo assim. A oposição é unida, quem está dividida é a situação. Eu explico e mostro falando dos outros candidatos: Um foi o gestor do futebol da atual gestão e é conselheiro eleito pela chapa Luiz Álvaro e Odílio Rodrigues. O outro foi vice-presidente do Conselho da atual gestão e também é conselheiro eleito pela chapa Luiz Álvaro e Odílio Rodrigues. Tem o candidato do Odílio que diz que é o “novo” de verdade, porque tem vergonha do que representa. Tem um outro que durante a eleição de 2009, já trocou de lado e afinou com a atual diretoria pretendendo ficar em seu cargo no G4 Paulista, ou seja, ele é pelo poder transvertido de novo. Então, a única candidatura que representa o oposto do que vemos hoje no clube é a nossa. Contamos com o apoio de grupos oposicionistas na essência como a Santos Sempre Santos, União Alvinegra, Orgulho de Ser Santos e Re9. Além disso, conto com o apoio importante do Marcelo Teixeira, de outros ex-presidentes do clube e do Conselho, além de diversos ex-jogadores. Ter esses apoios são importantes, mas não serei refém de nenhum deles. Quem irá decidir e se responsabilizar pelo Santos serei eu como presidente.

AQ: De que maneira o candidato pretende lidar com a divída do clube? 
MRJ: Ademir, antes de te responder preciso explicar os principais pontos do nosso Plano de Gestão. Nossa proposta tem cinco eixos básicos e sete pilares. Caso o internauta queira se inteirar mais, há um post com todas as nossas ideias no meu blog. O primeiro eixo é o gerenciamento da crise financeira do clube. E a palavra de ordem é a seriedade. Outro eixo será a reestruturação do clube, na área administrativa e do seu estatuto social. A palavra de ordem nesse eixo é a experiência. Temos como terceiro ponto a Administração. Não podemos gastar mais do que arrecadamos. A palavra de ordem aqui será a transparência. Outro eixo será o Marketing. Queremos inovar na busca de receitas, e melhorar os ganhos alternativos do clube. Aqui a palavra de ordem será a criatividade. O último eixo e o mais importante é o futebol. E a palavra e ordem nesse eixo será alma. A alma do torcedor santista. Mas voltando à dívida, vamos enfrentá-la com a criação um gabinete de renegociação, formado por profissionais de mercado, que vai alongar prazos dos quase R$ 160 milhões de passivo de curto prazo que o clube terá que pagar em 2015. Não dá para brincar com amadores pensando o futuro do clube. Vamos também administrar o clube dentro de sua realidade. Hoje para cada R$ 100 gastos no Santos, o clube dispõe apenas de R$17 para pagar os débitos. Um absurdo. Um suicídio financeiro. Vamos mudar esse quadro.

AQ: Caso vença as eleições, o candidato pretende reformar a Vila, construir uma Arena ou tem uma outra alternativa?
MRJ: Sabe, lá em casa, quando eu era um menino, eu e meus irmãos dizíamos que a Vila Belmiro era nossa primeira casa. Papai levava sempre todos pra lá, pois ia dirigir o clube. Lembro quando pedi para entrar de sócio em 1958 para ter uma cadeira com meu nome nas sociais do estádio. Enfim, amamos a Vila e ela é a casa do Santos. Nossa ideia é valorizar a Vila, mantendo como um estádio, um verdadeiro templo do futebol de alma do Peixe. Vamos continuar mandando jogos em nossa casa. Sempre que for possível e estratégicamente importante para os negócios dentro e fora de campo do clube nos apresentaremos na Vila Belmiro. Sabe, o Santos perdeu o bonde da história para construir uma nova arena que foi a Copa do Mundo. Oferecemos de graça à Vila e o CT e não colocamos um tijolo em lugar algum. Nova arena só sai se conseguirmos bons parceiros e se acharmos uma área interessante na Baixada Santista ou em São Paulo. Agora, o Santos tem que jogar em todos os lugares. Vamos jogar sempre onde os santistas estiverem, seja no Pacaembu, Morumbi, Maracanã, estádios onde estamos acostumados a jogar e que foram palcos de alguns dos nossos principais títulos, como também na Arena Pantanal e em outros novos estádios feitos para a Copa. Porém, sempre mantendo os direitos dos sócios nesses estádios, como se eles estivessem na Vila Belmiro. Tem que ser feita uma coisa competente. Fazer um estudo de mercado. Onde há a carência do torcedor ver jogos do Santos? Onde estão os torcedores do Santos? E ter um espetáculo bom. Ninguém vai ver jogador que mata a bola de canela e chuta com a trava da chuteira. Vai ver se tiver espetáculo. Torcedor não dá esmola para o clube, não. O segredo é fazer um futebol competente. Pensamos que onde estiverem os santistas, lá estará o Santos. Você não perguntou se o Santos deve assumir o Pacaembu. Mas eu respondo: Porque assumir um estádio tombado pelo patrimônio histórico, onde não posso fazer sequer um banheiro, para administrar? É melhor alugarmos o Pacaembu, o Morumbi, a Arena Corinthians e a Arena Palestra sempre que optarmos por jogar na Capital.

AQ: Caso eleito, o Santos terá um time competitivo? Vai investir em contratações? Se sim, de que tipo? Ou vai apenas investir na base?
MRJ: Nosso futebol terá a alma do torcedor santista. Queremos montar times que representem o futebol que o torcedor santista gosta de ver, ofensivo, como sempre foi na história do clube. Investimentos serão feitos dentro da realidade de momento do clube. Porém, nunca vamos deixar de priorizar o futebol e o bom espetáculo, que são o negócio do Santos. Ninguém vai aos estádios ver um time ruim, por mais apaixonado que seja. Queremos montar uma equipe competitiva, com revelações da nossa base e jogadores que darão sustentação a eles. Além disso, queremos construir uma escola de gestores e de treinadores do Santos. Não vamos ser reféns de treinadores donos do clube, que aparecem na Vila impondo seu jeito de jogar. Treinador o Santos faz em casa. Mas, não dá para pegarmos um bom treinador da base, como o Márcio Fernandes, o Narciso e o Claudinei, colocar no time profissional e depois dispensar. Vamos capacitar nossos treinadores, levá-los para intercâmbios para que no dia que for preciso eles estejam prontos para repetir o sucesso de Luis Alonso, o Lula, que dirigiu o Santos por 12 anos em suas principais conquistas. E era treinador da base.

AQ: O candidato acredita que o Santos tem poucos, muitos ou a quantidade ideal em seu quadro de funcionários? Pretende aumentar ou diminuir esse número?
MRJ: Um dos nossos eixos de campanha é a reestruturação do clube. Administrativa e estatutária. Com isso, vai envolver essa sua questão. O quadro de funcionários do Santos FC chegou nesta gestão a mais de 400 pessoas. Na anterior, o clube era tocado com cerca de 150. É um aumento significativo. Vamos implantar a política da meritocracia. Quem tiver capacidade e prestar um serviço de excelência como o Santos precisa é claro que terá seu espaço garantido em nossa gestão. Não vamos fazer perseguições políticas, mas valorizar o quadro de funcionários do clube. Quem faz a grandeza do Santos são as pessoas. É importante termos um quadro de funcionários comprometidos com os objetivos do Santos FC.

AQO senhor convidou o ex-presidente Marcelo Teixeira para fazer parte do Comitê de Gestão, caso eleito, porém, o mesmo recusou. O candidato acredita que durante o seu mandato, repetindo, caso vença as eleições, ele possa mudar de ideia?
MRJ: O Marcelo Teixeira estará presente em nossa gestão. Não no Comitê Gestor, nem em alguma função administrativa. Vai me aconselhar muito. Porém não serei fantoche de ninguém. E acho injusto quando fazem essa acusação de que eu seria fantoche do Marcelo. Quem diz isso não conhece a grandeza do Marcelo Teixeira. Vou abusar da experiência dele e de outros ex-presidentes do clube antes de tomar algumas das decisões estratégicas. Mas tais decisões serão minhas como presidente, e de mais ninguém.

AQ: O candidato afirma que foi o responsável por cadeiras no antigo retão (sócios que entram pelo portão 1). Alguns criticam essa decisão somada a construção de camarotes térreos em transformar a Vila Belmiro em um estádio frio, um ex-Caldeirão. Caso eleito, qual o seu projeto para o Centenário da Vila Belmiro em 2016?
MRJ: A Vila Belmiro é a casa do associado do Santos e ele tem que ser bem recebido, ter onde sentar além do cimento, e ter serviços de qualidade. Quanto o Centenário da Vila, estamos com um projeto de realizar a Sanfest, uma verdadeira festa de santistas que irá marcar o centenário do Estádio
Urbano Caldeira.

AQ: Caso eleito, o gerente de futebol de sua gestão será o ex-jogador Léo que o apoia? É sábido por muita gente que acompanha os bastidores do clube que ele e o atual capitão do time, Edu Dracena, não sentam a mesma mesa. Se ele for o escolhido pra cuidar do futebol e o camisa 2 ainda tem pelo menos mais um ano de contrato com o clube, como lidar com essa situação?
MRJ: O Léo está nos apoiando assim como outros ex-jogadores. Para tanto, ele nem pediu cargo algum e quer apenas colaborar com o clube. Ele inclusive está fazendo curso de gestão no futebol. Mas, o Léo não será nosso gerente de futebol, pois carece de experiência para isso, e o Santos precisa de gestores experientes para vencer esse momento difícil que enfrenta.

                                                   
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