FOTO CAPA

CRAQUES DO PASSADO REALIZARAM FUTEBOL SOLIDÁRIO

Publicado às 07h05 deste domingo, 19 de fevereiro de 2017.
Aconteceu neste sábado (18), no Brasil Futebol Clube, em Santos, o Futebol Solidário, organizado por Orlando Rollo, aniversariante do dia. O evento contou com diversos craques do passado que fizeram história no futebol - Careca (centroavante da Seleção Brasileira nas Copas de 86 e 90), Clodoaldo (campeão Mundial no México em 1970), Almir (ponta-direita do Santos no começo dos anos 90), Capitão (volante que mais jogou com a camisa da Portuguesa de Desportos), Zé Renato (meia santista nos anos 90), Ranielli (meia que defendeu Palmeiras e Santos), Geovane (parceiro de Neymar na base santista), Jamelli (vice-campeão brasileiro pelo Peixe em 1995), Índio (ala-direta do Santos e do Palmeiras) e Everaldo (zagueiro do Fluminense nos anos 70).

Mais do que um bom jogo, os torcedores que acompanharam a partida entre os Amigos do Rollo x Combinado de ex-jogadores do Santos, puderam presenciar o quanto esses ex-atletas são unidos e de verdade se gostam. Talvez, a década retrasada tenha sido a última "romântica" no futebol. 

Se jogassem hoje, quanto valeria Almir e Careca no ataque?
Careca e Almir nunca jogaram juntos no profissional, mas neste fim de semana fizeram uma dupla de muitos gols.
"O que mais tenho saudades é esse contato mais próximo, a resenha do vestiário. Muito bom reviver tudo isso.Nós somos amigos de verdade até hoje. Nunca jogamos pelo dinheiro. Tínhamos prazer de jogar e somos muito unidos." disse Zé Renato.
A entrada foi um quilo de alimento não perecível, que foi destinado a entidades assistenciais da Cidade. 

Mesmo com 56 anos, Careca mostrou categoria e foi na rede.
O craque Careca que nunca negou sua "santistidade" e encerrou a carreira aos 37 anos, fez uma revelação. Ele atuou apenas seis meses no clube da Vila, em 1997, marcou dois gols pelo alvinegro nessa passagem e realizou o desejo do Pai, que sempre sonhou em vê-lo com o manto santista.
"Contra o São Paulo, no Pacaembu, na fase final, era jogo para eu entrar, tinha ido bem contra o Corinthians na semana anterior, consegui levar o Marcelinho Carioca em uma confusão, que ele foi expulso, mas o Vanderlei (Luxemburgo), meu amigo, que respeito muito, preferiu ouvir o guru espiritual dele, a época, e colocou o jovem Juary (fez o gol da final no Rio-São Paulo) e eu acabei indo para o vestiário, quando faltavam alguns minutos para o encerramento. Acabamos perdendo por 1 a 0, jogamos fora a chance de ser campeão. Depois da partida, ele (Vanderlei) conversou comigo, desejava que eu disputasse o Brasileiro, mas preferi parar de jogar. Foi muito bom. Meu pai ainda era vivo e pude realizar o sonho dele e o meu também", revelou ao Blog. 
Após a partida festiva, os jogadores foram a Vila Belmiro.
O meia Ranielli que atuou de 1991 a setembro de 1995 na Vila, não jogou. Ele precisa realizar uma nova cirurgia de reconstrução de ligamento cruzado em um dos joelhos. O agora empresário, encerrou precocemente a carreira em 2002, após três cirurgias no local. Ele acabou dirigindo o combinado de ex-jogadores. Mas não gosta de ser chamado de treinador.
"Treinador é de cavalo. Eu estou como técnico de futebol." brincou.
Orlando Rollo era só sorriso ao lado do craque Careca.
A emoção tomou conta não só dos torcedores que acompanharam a confraternização, mas dos ex-jogadores que prestaram depoimentos emocionados para a alegria do aniversariante Orlando Rollo, que com a colaboração do Rodrigo Fidalgo, presidente da associação família 1912, conseguiu trazer esses jogadores dos mais diversos cantos do país. A maioria ficou hospedada em hotéis no bairro do Gonzaga e vão embora nesta segunda-feira (20).
"Voltarei sempre que for chamado.Só posso agradecer pelo convite e a possibilidade de reviver esses momentos maravilhosos. Nunca fomos campeões pelo Santos, infelizmente, por falta de uma melhor estrutura, mas nosso maior troféu é o reconhecimento do torcedor pelo nosso esforço". finalizou o ponta Almir, um oásis santista no período das "vacas magras".  
Representando o presidente do Santos - Modesto Roma, esteve presente o advogado e membro do Conselho Gestor - Raphael Vita. O resultado do encontro, o que menos valia, foi vitória do combinado de ex-jogadores do Peixe por 5 a 4.

Leia Mais »

NOVA DERROTA

Publicado às 23h30 deste sábado, 18 de fevereiro de 2017.
O Santos tinha tudo para se reabilitar do tropeço do meio de semana, diante do São Paulo. A seu favor a "mística" da Vila Belmiro e um adversário teoricamente ideal para voltar a somar três pontos. Entretanto, o alvinegro voltou a tropeçar e surpreendentemente perdeu para a Ferroviária, por 1 a 0. Há nove anos, o Peixe não saia da zona de classificação do Paulista, entretanto, com o empate da Ponte Preta em 0 a 0 com o Red Bull, em Campinas, o Glorioso caiu para a terceira colocação do seu grupo e há oito rodadas do fim da fase de classificação, ocupa apenas o terceiro lugar.


Porém, apesar das modificações, o Santos não conseguiu se impor. A equipe tinha enorme dificuldades em sair das duas linhas de cinco, imposta pela segunda pior campanha do Paulistão, antes de a rodada começar. O goleiro do time de Araraquara, não teve trabalho nos 45 minutos iniciais.

Como não existe nada tão ruim, que não posso piorar, veio a etapa complementar. O técnico santista achou por bem não realizar modificações, como de costume. Foram poucas as oportunidades que o comandante alvinegro fez substituições no time, durante o intervalo. O zagueiro Cléber que já tinha recebido cartão amarelo e ainda visivelmente sem ritmo, perdeu a bola e matou a jogada com nova falta. Levou o vermelho e foi expulso. Começava a mudar a história da partida.

Lucas Veríssimo que estava no banco, não entrou. Thiago Maia foi recuado para a zaga central. E numa bola parada, a Ferroviária que limitava-se a apenas em se defender foi para o ataque. Logo em seguida, escanteio, o cruzamento e o único gol do jogo - Leandro Amaro.

O tempo passava e com a proximidade do fim da partida, Dorival colocou o Santos num 4-0-1-4 , sem volantes, com um jogador a menos, um homem apenas na ligação (Vitor Bueno) e os atacantes da frente, todos de lado - Bruno Henrique, Thiago Ribeiro, Arthur Gomes e Copete.

Das quatro partidas que o clube realizou na competição, essa foi de longe, a apresentação mais fraca. Fiquei com a sensação de que muitos jogadores perderam a confiança e o elenco que vai se reapresentar já neste domingo (19), pois na terça-feira (21), a equipe vai ao interior pela primeira vez no ano, enfrentar o Ituano, vai precisar recuperar a auto-estima, para dar uma resposta rápida e reencontrar o caminho da vitória.

Bruno Henrique entrou no segundo tempo, mas o Peixe pouco finalizou a meta adversária.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 0 X 1 FERROVIÁRIA
Estádio da Vila Belmiro
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza
Cartões amarelos: William Cordeiro, Patrick e Matheus (FER); Cleber (SFC)
Cartão vermelho: Cleber (SFC)
Público/Renda: 5.655 / R$ 165.565
Gol: Leandro Amaro, aos 28'/2T (0-1)
SANTOS: Vladimir; Victor Ferraz, Cleber, Yuri e Zeca; Leandro Donizete (Arthur Gomes, aos 18'/2T), Thiago Maia e Léo Cittadini (Bruno Henrique, aos 35/2T); Vitor Bueno, Copete e Ricardo Oliveira (Thiago Ribeiro, aos 33'/2T). Técnico: Dorival Júnior. 
FERROVIÁRIA: Matheus; William Cordeiro, Patrick, Leandro Amaro e Léo Veloso; Flávio, Claudinei (Kelvy, aos 26'/2T), Fabio Souza e Alan Mineiro (Raniele, aos 48'2T); Capixaba (Tiago Marques, aos 37'/2T) e Elder Santana. Técnico: PC Oliveira.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vladimir: Sem culpa no gol. Fez uma boa defesa no começo do segundo tempo. - 5,5
Victor Ferraz: Sentiu a falta do seu parceiro Lucas Lima para as tabelas no apoio. Mesmo assim tentou ir a frente.- 5,5
Cléber: Visivelmente sem ritmo de jogo. Fez duas faltas em curto espaço de tempo. Foi expulso e deixou o time na mão. Torcedor vai ter que ser paciente com ele. Não jogava desde novembro do ano passado. Ainda perdeu um gol feito. - 3,5
Yuri: Tem ótimo passe, mas o jogo aéreo não é o seu forte. Estava próximo de Leandro Amaro quando o defensor de Araraquara cabeceou. - 5,0
Zeca: Errou alguns cruzamentos que não é comum. Limitou-se a tocar a bola. Não foi para o meio como nas três primeiras rodadas. - 5,0
Leandro Donizete: Das três partidas que realizou foi a que melhor se apresentou. Ainda assim, contra um adversário que limitava-se, até ali, a apenas se defender. - 5,0
(Arthur Gomes): Assim que entrou no jogo, quase abriu o marcador. Depois não teve oportunidades de ir para a cima do lateral. - 6,0
Thiago Maia: Fazia ótima partida na marcação. Na frente tentou finalizações de longa distância, mas não é seu forte. No lance do gol da Ferroviária, também não encostou em Leandro Amaro. - 5,0
Cittadini: Não joga como meia de ligação há algum tempo. Não conseguiu executar a construção das jogadas. Depois foi recuado para volante. Por fim, foi substituído. - 5,0
(Bruno Henrique): Jogou apenas 10 minutos, mais os acréscimos. Teve uma tentativa a frente. Perdeu o lance. Precisa jogar mais e justificar o investimento realizado. - 5,0
Vitor Bueno: Errou quase todos os cruzamentos que realizou. Insistiu na bola longa. Foi jogador de lado e depois foi para o meio. Não se omitiu, mas foi ineficiente. - 5,0
Copete: Perdeu gol, também insistiu na bola longa e fez uma das piores apresentações com a camisa alvinegra. Virou centroavante no fim do jogo, quando Ricardo Oliveira foi substituído. - 4,5
Ricardo Oliveira: Também visivelmente sem ritmo. Ficou várias vezes impedido. Vai precisar de uma sequência de jogos para voltar a ser o atacante mais eficiente do país, como nos dois anos anteriores. - 5,0
(Thiago Ribeiro): Também jogou apenas 10 minutos. Aberto pela esquerda. Não teve tempo suficiente para realizar uma única jogada. - 5,0
Técnico: Dorival Júnior: Demorou para substituir. Quando começou a realizar as alterações, teve o trabalho dificultado com a expulsão de Cléber. Tentou recompor a defesa, sem colocar um zagueiro de ofício. No fim, colocou quatro atacantes, entretanto, só tinha um armador. Não conseguiu sair da marcação realizada pelo até pouco tempo atrás, técnico de futsal - PC Oliveira. - 5,0


Leia Mais »

TRÊS MUDANÇAS - OLIVEIRA E CLÉBER COMEÇAM DE TITULAR

Publicado às 17h50 deste sábado, 18 de fevereiro de 2017.

O Santos terá três alterações no time titular em relação a última rodada. O Blog do ADEMIR QUINTINO apurou na noite da sexta-feira que Cittadini, Cléber e Ricardo Oliveira começam o duelo diante da Ferroviária, neste sábado (18), às 19h30, na Vila Belmiro.

Cléber estréia na zaga na vaga de Veríssimo.
Cléber vai fazer a sua estréia com a camisa do Peixe. Contratado por R$ 7 milhões, o jogador que veio do futebol alemão, ficou no banco nas partidas diante do Red Bull e contra o São Paulo. Ele não atua desde novembro e teve uma contusão muscular em uma das panturrilhas, durante a pré-temporada. O jogador vai atuar ao lado de Yuri e fica com a vaga de Lucas Veríssimo. 

Já Léo Cittadini ganhou a disputa com Jean Mota no meio de campo. Ele substituirá Lucas Lima, que levou uma forte pancada no começo do clássico da última quarta-feira.

Por fim, Ricardo Oliveira entra na vaga de Rodrigão. O camisa 9 santista foi relacionado pela primeira vez em 2017. Ele teve caxumba e só teve sua inscrição regularizada nesta sexta-feira (17).

Com isso, se as informações do Blog estiverem corretas, o Peixe vai a campo com Vladimir; Victor Ferraz, Yuri, Cléber e Zeca; Leandro Donizete, Thiago Maia, Cittadini e Vitor Bueno, Copete e Ricardo Oliveira.

Daqui a pouco, o time chega a Vila Belmiro para o duelo da quarta rodada do estadual e logo em seguida, a assessoria do clube vai fornecer a escalação oficial.

Leia Mais »

PASTOR DE VOLTA E ALTERAÇÕES PARA BUSCAR A REABILITAÇÃO

Publicado às 22h13 desta sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017.
O artilheiro santista nas duas últimas temporadas está de volta. Ricardo Oliveira foi relacionado e fica à disposição de Dorival Junior para o jogo diante da Ferroviária, neste sábado (18), às 19h30, no estádio da Vila Belmiro. Em compensação, Lucas Lima é desfalque.A pancada sofrida no joelho esquerdo durante o clássico diante do São Paulo, tirou o camisa 10 da rodada deste fim de semana. 

O meia do alvinegro e da seleção brasileira Lucas Lima ainda sente dores no joelho, que também apresenta luxação, fatos que fizeram os médicos santistas o vetarem da partida. 

Mas a grande novidade, indubitavelmente é a volta de Ricardo Oliveira. O jogador contraiu caxumba durante as férias, perdeu 5 Kg e voltou duas semanas após seus companheiros retornarem das férias. Ele foi inscrito na tarde desta sexta-feira (17), na lista de 28 atletas do clube.

Pelo que o Blog do ADEMIR QUINTINO apurou, o Peixe terá mais de uma modificação no time titular. O técnico Dorival Junior fechou o último treino do time para a imprensa, após alguns minutos de atividade e ensaiou diversas jogadas no CT Rei Pelé. 

Renato que se recupera de estiramento, Vanderlei que realizou intervenção cirúrgica em um dos dedos e Vladimir Hernandez que ainda não teve a documentação regularizada completam os desfalques da equipe.

Com isso, Leandro Donizete segue na cabeça de área como titular. Neste sábado a tarde, antes do confronto, um post com o time que começa o duelo estará publicado.

RELACIONADOS
Goleiros
João Paulo e Vladimir

Zagueiros
Cléber e Lucas Veríssimo

Laterais
Caju, Matheus Ribeiro, Victor Ferraz e Zeca

Meias
Jean Mota, Leandro Donizete, Léo Cittadini, Rafael Longuine, Thiago Maia, Vitor Bueno e Yuri

Atacantes
Arthur Gomes, Bruno Henrique, Jonathan Copete, Kayke, Ricardo Oliveira, Rodrigão e Thiago Ribeiro.



FUNCIONÁRIOS DO SANTOS HOMENAGEADOS

O gerente de Logística e Soluções, Alexandre Librandi, e o coordenador Denys Rodrigues, ambos funcionários do Santos F.C, foram agraciados com a medalha Centenário do 6o. BPMI (Batalhão da Polícia Militar do Interior), na última terça-feira (14), no Teatro Municipal Brás Cubas, na cidade de Santos.

A escolha foi feita através de uma votação. Representou o presidente Modesto Roma, durante a solenidade, o membro do Comitê de Gestão, o advogado Dr. Raphael Vita.

Leia Mais »

VINTE SEIS INSCRITOS

Publicado às 15h09 desta sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017.
Na tarde desta sexta-feira (17), o Santos inscreveu o centroavante Ricardo Oliveira e o zagueiro David Braz na lista de 28 jogadores para o Campeonato Paulista 2017. Eles foram a 25a. e a 26a. inscrição do clube. O alvinegro ainda tem três vagas a preencher para a primeira fase. O prazo estipulado pela Federação Paulista é até 3 de março.

Dos dois nomes que restam na lista, um deve ser entregue a Vladimir Hernandez, o meia colombiano que ainda tem problemas na documentação. O alvinegro, no momento tem três zagueiros inscritos - Lucas Veríssimo, David Braz e Cléber.

O camisa 9, artilheiro do futebol brasileiro em 2015, foi vitima de caxumba durante as férias, perdeu 5 kg e está em processo de recuperação da forma física, já que foi obrigado a voltar das férias duas semanas depois de seus companheiros. 

Já David Braz, se recupera de lesão muscular.

"Nós não temos ainda uma certeza de quando poderemos contar com o Ricardo (Oliveira). Ele teve uma caxumba, ela acabou descendo e qualquer batida pode ser perigoso." disse o treinador na oportunidade.

Serginho fica três meses no Santo André
Para a última vaga brigam o lateral Daniel Guedes, o defensor Fábian Noguera, além dos meias Thaciano e Matheus Oliveira. o argentino Vecchio, o comandante santista já disse que não será inscrito e Serginho, outro que também pleiteava a vaga, será emprestado por três meses ao Santo André que também disputa a série A1 do futebol estadual.

A lista do Peixe agora está assim:
Goleiros: Vanderlei, Vladimir e João Paulo.
Zagueiros: Lucas Veríssimo David Braz e Cléber.
Laterais: Victor Ferraz, Zeca, Matheus Ribeiro e Caju
Meias: Leandro Donizete, Renato, Thiago Maia, Lucas Lima, Vitor Bueno, Léo Cittadini, Jean Mota, Rafael Longuine e Yuri.
Atacantes: Bruno Henrique, Arthur Gomes, Copete, Ricardo Oliveira, Rodrigão, Kayke e Thiago Ribeiro.

Leia Mais »

FIM DOS TABUS

Publicado às 07h59 desta quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017.
Em seu quarto jogo oficial na temporada, o Santos perdeu sua invencibilidade no ano. O alvinegro foi derrotado de virada para o São Paulo, por 3 a 1. De quebra, perdeu a invencibilidade de 17 jogos na Vila, em clássicos e o Peixe não perdia para o São Paulo na baixada, desde 2009. Eram 11 jogos com 7 vitórias e 4 empates. 

Em estadual, o clube praiano não perdia para o tricolor em Urbano Caldeira, desde o longínquo ano de 2003 e em Campeonato Paulista, a última derrota em seu estádio tinha sido para o Palmeiras, há seis anos. Eram 45 jogos invictos. Confesso que foi difícil dormir nesta madrugada.

Com a mesma equipe da partida diante do Red Bull, conforme o Blog do ADEMIR QUINTINO havia publicado na véspera do jogo (Leandro Donizete na cabeça de área e Yuri improvisado na zaga), o time de Dorival Junior foi para cima, e não é menos verdade que fez um primeiro tempo bom. Acuou o São Paulo em seu campo e teve algumas chances. Em uma delas, Vitor Bueno deixou o argentino Buffarini no chão e achou Copete que abriu o marcador aos 10 minutos de jogo.

Entretanto, ainda na primeira etapa, o São Paulo chegaria ao empate com Cueva de pênalti, cometido pelo campeão olímpico Zeca. 

Mas o pior estava por vir. Rogério Ceni, enxergou bem o jogo. Sacou a única peça que não rendia no seu time - o ex-santista Neílton e colocou o velocista Luíz Araújo. Com a marcação alta da defesa santista e pouca cobertura, o clássico começou a ser decidido nesta substituição. O segundo tempo foi uma aula de contra-ataque e merecidamente, o rival venceu o jogo. 

Nenhuma derrota vem em boa hora, isso é folclore, porém, que seja agora, para ajustar o time para a fase de grupos da Libertadores. Mesmo após a goleada sobre a Linense por 6 a 2, em entrevista com o treinador Dorival Junior, eu disse ao comandante santista que me preocupava a exposição dos zagueiros. Que contra jogadores rápidos, isso podia acontecer. E o São Paulo soube utilizar esse expediente. Com os três gols sofridos na noite desta quarta-feira (15) já são 7 em três jogos no estadual. Quase 2,5 gols por partida. É um número inaceitável para uma equipe que sonha e pode conquistar a América em 2017.
"Tivemos uma derrota com erros pontuais, diferente de domingo. Tivemos um primeiro tempo bom. O São Paulo teve o lance do pênalti e se aproveitou bem da situação. Tivemos outras oportunidades, criamos. Perdemos uma chance do lado de lá e sofremos gol com erro de saída de bola."
Não sou extremista em achar que está tudo errado, absolutamente, não serei incoerente, em razão da uma única derrota, porém, alguns pontos precisam ser revistos e as contratações precisam jogar. 

Dia 9 de março (estréia na Libertadores) é logo ali. Não dá para esperar mais. Futebol é repetição, entrosamento. Recolher os cacos desta batalha e reajustar o time, que repito, não fez um primeiro tempo pior que o adversário, mas os erros foram fatais na segunda etapa, na boa armadilha empregado pelo inteligente técnico do time da capital.

Os pouco mais de 11 mil pagantes que compareceram a Vila, deixaram o alçapão frustrados. No sábado (18), o Santos volta a campo, diante da Ferroviária, novamente na Vila Belmiro, às 19h30. o meio-campista Renato, que fez uma falta enorme (também não é menos verdade que a derrota não foi apenas em função da ausência do veterano), dificilmente retornará. Ele será reavaliado do estiramento muscular que sofreu.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 X 3 SÃO PAULO
Estádio da Vila Belmiro
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo 
Público/renda: 11.320 pagantes/R$ 455.425,00
Cartões amarelos: Bruno Henrique, Rodrigão e Zeca (SAN), Cícero, Cueva, Thiago Mendes e Neilton (SP)

Gols: Copete (10'/1ºT) (1-0), Cueva (36'/1ºT) (1-1), Luiz Araújo (10'/2ºT) (1-2) e Luiz Araújo (27'/2ºT) (1-3)

SANTOS: Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri e Zeca; Leandro Donizete (Bruno Henrique, aos 15'/2ºT), Thiago Maia e Lucas Lima (Thiago Ribeiro, aos 36'/2ºT); Vitor Bueno, Copete e Rodrigão (Kayke, aos 30'/2ºT). Técnico: Dorival Junior.
SÃO PAULO: Sidão; Buffarini, Maicon, Rodrigo Caio e Junior Tavares; Cícero, Thiago Mendes (Araruna, aos 18'/2ºT) e João Schmidt; Gilberto, Neilton (Luiz Araújo, no intervalo) e Cueva (Bruno, aos 30'/2ºT). Técnico: Rogério Ceni.

Copete marcou o único gol santista do clássico.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vladimir: Sem culpa nos gols. Ainda conseguiu evitar o quarto, no fim da partida. - 5,5
Victor Ferraz: Apoiou bem no primeiro tempo e na segunda etapa, se mandou para frente de vez para tentar ajudar na construção de jogadas. Automaticamente, deu espaços nas suas costas. No fim deixou de dominar duas bolas teoricamente fáceis. - 5,5
Lucas Veríssimo: Sofreu com a falta de cobertura. Teve dificuldades na saída de bola. - 5,0
Yuri: Com a bola no pé demostra que tem qualidade nesse fundamento. A exemplo de seu companheiro, ficou exposto constantemente no mano a mano. - 5,5
Zeca: Nunca escondi que considero o lateral santista, um dos melhores do país na atualidade, entretanto, falhou em cometer pênalti desnecessário no centroavante Gilberto.Teve trabalho com Cueva. - 4,5
Leandro Donizete: Visivelmente sem ritmo, limitou-se a toques laterais e a marcação, em alguns momentos, a distância. Apagado. - 4,5
(Bruno Henrique): Entrou para dar velocidade pela direita. Demonstrou vontade, mas não foi eficiente. - 5,0
Thiago Maia: Um Leão. Correu muito como sempre e não perdeu uma dividida. Um dos poucos que se salvaram no segundo tempo desastroso do alvinegro. Tirou uma bola em cima da linha. - 6,0
Lucas Lima: Levou uma pancada no começo do jogo. Pensei até que em razão do choque no joelho, seria substituído. Permaneceu em campo, no sacrifício. O segundo gol saiu de uma bola perdida dos seus pés. - 4,5
(Thiago Ribeiro): Entrou com vibração pela esquerda do campo. Jogou apenas 10 minutos. - 5,5
Vitor Bueno: Disparado, o melhor santista em campo. Drible lindo na assistência do primeiro gol. - 7,0
Copete: Bem colocado na área como de costume. Taticamente auxilia bastante o meia e a defesa. - 6,5
Rodrigão: Novamente perdeu um gol incrível no primeiro tempo. Dentro da área para trombar, até funciona. Não tem habilidade e tampouco velocidade para jogar fora dela. - 4,5
(Kayke): Jogou apenas 15 minutos. Quando entrou a "vaca já tinha enterrado o chifre". Sequer conseguiu finalizar. - 5,0
Técnico: Dorival Junior: Não conseguiu dar um senso de cobertura a defesa na marcação alta. As alterações na segunda etapa não produziram. O São Paulo matou o jogo no contra-ataque. - 4,5

Leia Mais »
 

Copyright © Ademir Quintino All Rights Reserved • Design by