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O EMPATE NÃO FOI LEGAL, NÃO

Publicado às 22h50 deste sábado, 16 de novembro de 2019.
O Santos teve tudo pra terminar o primeiro tempo com a vitória no clássico garantida, mas desperdiçou a oportunidade e proporcionou que o rival paulistano chegasse a igualdade. No fim, o empate em 1 a 1 foi justo pelo que fizeram Santos e São Paulo, na tarde deste sábado (16), na Vila Belmiro, em partida válida pela 33a. rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols foram de Sánchez e Daniel Alves. O presidente da República, Jair Bolsonaro, que passa o feriado no litoral paulista, acompanhou a partida no estádio.

O técnico Sampaoli escalou Felipe Jonatan na vaga de Soteldo que desfalcou a equipe, em razão de estar à disposição da Seleção da Venezuela. O 'coringa' da Vila que é lateral canhoto, atuou pelo meio e ataque do lado esquerdo.

Além do gol de pênalti marcado por Sánchez, o alvinegro teve no mínimo mais três oportunidades para ampliar o placar. Uma com o próprio Sánchez, em saída errada de Volpi e outros duas. Uma com Jorge que chutou para o alto e também com Evandro que finalizou 'mascado'. 

O placar mínimo de 1 a 0 foi pouco, principalmente pelo que o tricolor paulista deixou de produzir, pois, o Santos não realizava uma grande partida, mas ainda assim teve a chance de 'finalizar' o adversário. Era mais que óbvio, que no segundo tempo, o time da capital não atuaria tão mal como fez nos primeiros 45 minutos.

Após o intervalo, o técnico são paulino Fernando Diniz sacou o pesado Jucilei e colocou a juventude de Liziero. Acertou em cheio. O adversário tomou conta do jogo e só não virou o placar, em razão da ineficiência de seu ataque e o bom comportamento do volante Alison e da defesa santista que se comportava muito bem, exceção feito os laterais alvinegros que realizaram uma partida bem abaixo a sua capacidade.

Com o resultado, o Santos deixou de encostar e até quem sabe, retomar a vice-liderança. O Palmeiras segue em segundo lugar e enfrenta o Bahia, neste domingo(17).

O Peixe deixou claro que os pontos perdidos em casa, foram fundamentais para não conseguir acompanhar o Flamengo na luta pelo título. Foram 11 pontos no total. Dois contra o Inter-RS (0-0), outros dois contra o Fortaleza (3-3), mais dois contra o Atlético Paranaense (1-1), três na única derrota em casa na temporada até aqui diante do Grêmio-RS(0-3) e mais estes dois no clássico deste sábado (16). Muita coisa para quem tinha o sonho do título. 

Para não dizer que não falei das flores, o empate com o tricolor, neste fim de semana deu a vaga a Libertadores de 2020, com os 65 pontos que o time tem neste instante.

O técnico Sampaoli falou em entrevista coletiva sobre a presença do presidente da República que acompanhou o clássico:
"Isso é democracia, o presidente tem direito de ir a onde quiser. Não sei porque alguém acha que eu poderia impedir a presença de alguém, seria uma falta de respeito. Sobre pensamentos políticos, eu prezo por defender a democracia. Eu vivi a ditadura no meu pais, sofri na minha infância e nunca seria alguém que não defende isso, e isso é defender que qualquer um pode ir onde quiser. Veja o que acontece na Bolívia, que a democracia está debilitada." disse o comandante da comissão técnica santista.
O técnico natural da Argentina também voltou a dizer que dificilmente permanecerá em Vila Belmiro, se não tiver um time competitivo para o ano que vem. O superintendente Paulo Autuori e o presidente José Carlos já deram declarações que o clube não tem condições de ir as compras, como foi este ano. 
 "O clube (Santos) precisa definir uma postura. Meu segundo ano é para ter possibilidade (de título). Não posso ficar aqui, com a ilusão de fazer o que as pessoas querem. Se posso ficar em um lugar que estou feliz, com gente que me abraça, com possibilidade de ganhar, não tem porque não ficar. Mas te digo, esse carinho, se não se vence, pode se transformar em ódio. Então se não ganhar, é mal, e não quero que me vejam assim, quero ganhar sempre, e para isso precisa pelo menos ter um estilo e jogadores que se adequem a ele. Se não posso dar o que as pessoas querem, não posso ficar sendo o responsável - afirmou Sampaoli.
No próximo sábado (23), o Santos volta a atuar na Vila, diante do Cruzeiro, às 21h.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 X 1 SÃO PAULO
Estádio da Vila Belmiro - Santos (SP)
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP)
Público e renda: 14.062 pagantes / R$ 602.192,50
Cartões amarelos: Felipe Jonatan (SFC); Bruno Alves, Vitor Bueno, Pablo (SP)
GOLS: Sánchez 7'2ºT (1-0), Daniel Alves 9'2ºT (1-1)
SANTOS​Everson; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Jorge; Alison (Jean Mota, 40'/2ºT), Sánchez e Evandro (Tailson, 21'/2ºT); Felipe Jonatan (Diego Pituca, 12'/2ºT), Marinho e Sasha Técnico: Jorge Sampaoli.
SÃO PAULOTiago Volpi; Juanfran, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Jucilei (Liziero, intervalo), Tchê Tchê e Igor Gomes; Daniel Alves (Gabriel Sara, 44'/2ºT), Vitor Bueno e Pablo. Técnico: Fernando Diniz

Pela primeira vez,a Vila Belmiro, recebeu um presidente da República que foi mais aplaudido do que vaiado pelos presentes.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Everson: No primeiro tempo, um mero expectador. Na segunda etapa, um pouco exigido, mas nada que necessitasse de uma defesa milagrosa. - 6,0
Victor Ferraz: Um primeiro tempo satisfatório na marcação, dando poucas chances a Vitor Bueno. Porém, na segunda etapa, após um lançamento a esmo, originou o contra-ataque que deu o gol de empate ao adversário. Também salvou um gol em cima da linha. - 5,0
Lucas Veríssimo: Partida segura, sem comprometimentos. - 6,0
Gustavo Henrique: Bem colocado, assim como seu companheiro de defesa. - 6,0
Jorge: Errou tudo que tentou na primeira etapa. Peladeiro nas tentativas de chute quando tinha companheiro melhor colocado. No segundo tempo fez uma única jogada interessante. - 5,0
Alison: Eficiente demais na marcação. Não fosse ele na segunda etapa, o pior poderia ter acontecido. Ainda peca nos passes. Pode melhorar esse fundamento. - 6,5
(Jean Mota): Jogou menos de dez minutos. - SEM NOTA
Sánchez: Acelera o jogo. Figura mais lúcida do meio-campo santista. Não fez uma partida sensacional, mas ainda assim o melhor jogador da equipe no clássico. Não deu chances na cobrança do pênalti. - 7,0
Evandro: Sofreu a penalidade máxima aos sete minutos de partida. Depois foi muito discreto. Deixou o gramado antes do término da partida substituído. - 5,5
(Tailson): Não foi tão bem como em outras oportunidades. No um contra um, seu forte, não foi tão feliz. Não produziu lances perigosos que pudessem proporcionar perigo a meta adversária. - 5,0
Felipe Jonatan: Bem na primeira etapa. Taticamente eficiente como quarto homem quando o Santos não tinha a bola e atacante quando o alvinegro ficava com o 'balón'. Porém, como não tem drible curto, o Peixe foi um time penso e pouco explorou o lado esquerdo. Foi substituído. - 6,0
(Diego Pituca): Entrou para dar mais qualidade no passe. Jogou novamente mais recuado. - 6,0
Marinho: Ficou 'fadigado' de tanto que o Santos insistia em jogar pelo lado direto. Mal tinha tempo para recuperar o fôlego. Não foi decisivo como nos outros jogos, muito em razão do São Paulo ter percebido que o alvinegro tava penso. - 6,5
Sasha: Bem como pivô mas com poucas chances de finalização. Jogou pro time. A chance mais clara seria se Jorge passasse a bola para ele no fim do primeiro tempo. O lance gerou uma discussão áspera e desagradável entre ambos. - 6,0
Técnico: Jorge Sampaoli: Armou bem o time, mesmo sem Soteldo. Porém, errou ao deixar de colocar alguém mais agudo, agressivo e que acelerasse o jogo no segundo tempo. Lucas Venuto tem essas características. - 5,0

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SEM SOTELDO E DÉRLIS, PEIXE SEGUE EM PREPARAÇÃO PARA O CLÁSSICO

Publicado às 14h45 desta quarta-feira, 13 de novembro de 2019.
Sem jogo no meio desta semana, o Peixe segue sua preparação para o clássico diante do São Paulo, sábado (16), às 17h, na Vila Belmiro pela 33a. rodada do Campeonato Brasileiro. Vindo de quatro vitórias seguidos, o elenco garante que a 'nova crise política' instaurada no clube, não influenciará o rendimento do time dentro de campo. 

O técnico Jorge Sampaoli tem problemas para escalar o time. Os atacante Soteldo e Dérlis Gonzalez nas seleções da Venezuela e Paraguai, respectivamente, são desfalques certos em datas FIFA que o Brasileirão não para.

Além dos dois atletas, o zagueiro Gustavo Henrique com forte gripe e o atacante Uribe com um entorse no tornozelo direito, foram desfalques no treino na manhã desta quarta-feira (13) no CT Rei Pelé. O defensor que cumpriu suspensão na última rodada fez trabalhos nos aparelhos do CEPRAF (Centro de Excelência em Prevenção e Recuperação de Atletas de Futebol) e o colombiano, realizará exames de imagem nesta tarde, para saber a realidade da lesão. 

Soteldo e Dérlis são desfalques no clássico.
Sem Soteldo e sem a opção de Dérlis, na frente, a concorrência para a vaga de titular no lugar do venezuelano é grande. O jovem Taílson, o rápido Venuto são os maiores favoritos para que um deles herde a posição do camisa 10 no ataque. 

Na defesa, caso Gustavo Henrique siga convalescente, o que pouco provavelmente acontecerá, Luan Peres que atuou bem no fim de semana diante do Goiás, está de sobreaviso e concorrerá com Luís Felipe por um lugar no time.

No meio-campo a disputa parece ser a mais concorrida. Alison, Jóbson, Pituca, Sánchez, Evandro, Jean Mota e o 'coringa' Felipe Jonatan disputam três posições. Este é o setor que mais Sampaoli tem mexido nos últimos jogos. 

O alvinegro ainda realiza mais duas atividades antes do duelo do fim de semana. Elas acontecerão nesta quinta e no feriado da sexta-feira (15), ambas no período da manhã. Em seguida, o grupo relacionado começa a concentração no Hotel Recanto dos Alvinegros. 

O adversário paulista não vence um clássico fora de casa há mais de 1 mil dias. O último foi em fevereiro de 2017, coincidentemente contra o Santos, pelo Paulista daquele ano, na Vila Belmiro. No primeiro turno, no Morumbi, o Peixe foi para o intervalo vencendo o jogo por 1 a 0, mas sofreu a virada em 3 a 2. O Peixe está bem próximo de matematicamente conquistar a vaga para a Libertadores de forma direta de forma antecipada. Uma vitória no clássico e uma coincidência de outros resultados nesta rodada será suficiente.

No fim de semana seguinte, também no sábado (23), porém às 21h, o Santos volta a jogar na Vila, desta feita diante do Cruzeiro.

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'CRAQUE SE FAZ EM CASA'

Publicado às 07h40 desta quarta-feira, 13 de novembro de 2019.
Se o ditado que nós alvinegros sempre pregamos que "craque se faz em casa", o time atual conta com raros casos de jogadores revelados no clube e os que foram trazidos, do exterior principalmente, foi com o dinheiro obtido na venda de Rodrygo, hoje no Real Madrid-ESP, numa inversão dos antigos valores. Algumas situações até foram bem sucedidas, outras, como o costa-riquenho Bryan Ruiz que completou neste terça-feira (12) um ano sem realizar uma única partida pelo Santos, nem tanto. O meia-atacante Bryan Ruiz assinou contrato até dezembro de 2020.

A última partida do ex-jogador do Sporting-POR de 34 anos aconteceu na 33ª rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado, quando o Peixe foi derrotado pela Chapecoense no estádio do Pacaembu, por 1 a 0. 

Bryan Ruiz chegou como reforço do segundo semestre do ano passado. Ele atuou em 14 jogos sob a direção do técnico Cuca. Nesse período realizou duas assistência, porém, não marcou gols. 

Sob o comando de Jorge Sampaoli, jamais atuou. Chegou a ser afastado até dos treinos com os demais companheiros em razão da falta de intensidade exigida pelo comandante técnico. 

Entre salários e luvas diluídas os valores dos vencimentos ultrapassam os R$ 450 mil mensais. Ele chegou ao Peixe após o contrato com o Sporting-POR se encerrar, logo após o Mundial da Rússia. Sem nenhuma proposta do velho continente, as tratativas com o Santos que já haviam se encerrado, voltaram a acontecer e o jogador desembarcou no Brasil. 

Melhor jogador da Costa Rica na Copas do Mundo de 2014, não repetiu o mesmo desempenho pela seleção do seu país em 2018.

Bryan chegou a dizer que faria o destrato com o Santos para continuidade de sua carreira, algo que não aconteceu. As partes seguem conversando para um acordo. O jogador segue encostado e apenas realiza treinos com o elenco principal.


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NOVA CRISE POLÍTICA NO SANTOS

Publicado Às 18h35 desta segunda-feira, 11 de novembro de 2019.
Invicto há quatro jogos e na zona de classificação em busca de uma vaga direta na Copa Libertadores do ano que vem, o Santos vive um bom momento dentro das quatro linhas no Campeonato Brasileiro, mesmo com poucas, para não dizer nenhuma chance de título; entretanto, fora de campo, não pode se dizer o mesmo.  Orlando Rollo, retornou da licença que havia tirado e com a suspensão imposta pelo STJD (Supremo Tribunal da Justiça Desportiva) ao presidente José Carlos Peres, em razão das suas críticas feitas ao VAR no programa Estádio 97, da Energia FM, o vice-presidente assumiu a função em exercício durantes este período por duas semanas. O STJD no final da segunda-feira (11) se posicionou dizendo que a punição imposta ao presidente santista é apenas na esfera esportiva.

Orlando Rollo, estava afastado de suas funções desde a Assembleia Geral, realizada em setembro de 2018, em razão de uma portaria emitida pela presidência, logo após o pleito e a mesma retirava os poderes de Orlando como vice-presidente, mesmo sendo eleito na mesma chapa do mandatário. Porém, em reunião do Conselho Deliberativo, na última semana, o plenário considerou ilegal a portaria e seguiu a recomendação do relatório da Comissão de Inquérito e Sindicância, devolvendo ao vice os poderes dele de direito.

O primeiro ato de Rollo, na manhã desta segunda-feira (11) foi a apresentação de um ofício ao presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Teixeira, substituindo quatro membros do atual Comitê de Gestão:
"Alguns membros do Comitê de Gestão não são da minha confiança. Eu não posso administrar o clube por 15 dias com pessoas  que tenho problemas inclusive judiciais. Mas isso, não ´´e um problema. O presidente afastado quando voltar, nomeie o pessoal que é da confiança dele sem problema algum." justificou Orlando Rollo.
O estatuto do Peixe versa que a exclusão de pessoas do CG executado por qualquer presidente, não precisa ser aprovada pelo Conselho Deliberativo, contudo, a nomeação dos novos membros só pode ocorrer com o aval do conselheiro em reunião extraordinária.
"Pela manhã, retornei na situação de vice-presidente, cumprindo uma determinação do Conselho Deliberativo. Após tomar conhecimento da decisão do STJD, para que o Santos não ficasse sem presidente por 15 dias, tomei a decisão radical de assumir a presidência por 15 dias. Fui obrigado a voltar bem no período de vacância imposto pelo STJD. Não posso me omitir. Oficiamos as entidades do futebol brasileiro que eu estaria assumindo nesse período", disse Rollo.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) deu parecer no fim desta segunda-feira (11) que a suspensão de 15 dias imposta ao presidente do Santos, José Carlos Peres, tem validade apenas na espera esportiva. O documento foi assinado por Flávio Boson Gambogi, auditor da quinta Comissão Disciplinar. O vice-presidente Orlando Rollo contesta. A alegação é de que, por se tratar de um clube de futebol, todas as decisões tomadas são esportivas.

Por fim, não posso me abster de emitir uma opinião a quem me acompanha. A conclusão a que cheguei é a de quem mais sofre com tudo isto, é a Instituição. Não existem 'mocinhos' nesta história. Fica claro que óleo e água jamais se misturariam. Prometeram profissionalização é o que se vê é 'mais do mesmo'. 

A união das duas lideranças do clube só teve propósitos eleitorais. O presidente Peres sabia muito bem o perfil de quem se aliava para o pleito do fim do ano retrasado e o vice Rollo, também sabia exatamente da personalidade do candidato a presidente.

Se o clube é bafejado pela sorte com diversos 'raios' que caem constantemente ao longo das décadas, em Vila Belmiro, não pode se dizer o mesmo da parte administrativa. 

O Santos era no mínimo, para ser o clube mais rico das Américas, por tudo que representa e já conquistou, porém, é uma realidade que nunca existiu e essa herança de problemas já vem ao longo de muito tempo, inclusive com contas de presidente rejeitadas, expulsões de quadro associativo e a dívida que só aumenta. 

Pobre Santos, por tudo que proporcionou a seu maior patrimônio, a torcida, merecia ser tratado de melhor forma, por todos.

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PEIXE PELAS BEIRADAS ENGATA A QUARTA VITÓRIA CONSECUTIVA

Publicado às 08h55 deste domingo, 10 de novembro de 2019.
Não poderia ser melhor o saldo do Santos durante esta semana que a equipe atuou fora de casa. Em dois jogos, em Santa Catarina e no Planalto Central, o aproveitamento foi de 100%. Neste sábado (9), o Peixe goleou o Goiás, no estádio Serra Dourada por 3 a 0, em partida válida pela 32a. rodada do Brasileirão, com dois gols de Soteldo e um de Marinho. 

O resultado praticamente colocou o alvinegro na Libertadores do ano que vem e manteve o time na terceira posição com 64 pontos, três atrás do vice-líder Palmeiras e dez do primeiro lugar Flamengo que atua neste domingo diante do Bahia no Maracanã.

Coincidência ou não, após Sampaoli passar a mexer pouco no time e parar de insistir com três zagueiros ou uma formação sem laterias, o alvinegro passou a ter uma intensidade e entrosamento melhor. Para este compromisso contra a equipe esmeraldina de Goiânia, o comandante promoveu Luan Peres na zaga central na vaga de Gustavo Henrique, suspenso. Jean Mota e Alison ganharam novas oportunidades e o ataque parece ter o trio ideal e tem sido o mesmo há alguns jogos - Marinho 'carne seca', Sasha e Soteldo.

Outra novidade em cima da hora foi a volta de Victor Ferraz na ala no lugar de Pará com indisposição estomacal.

O primeiro tempo do alvinegro foi uma aula de disciplina tática. Um time que não deixava o adversário sair com a bola e obrigava-o a rifá-la. Extremamente organizado, com as linhas compactas e solidário na marcação. A vitória parcial pelo placar mínimo de 1 a 0, não traduzia a superioridade técnica que existiu nos primeiros 45 minutos. Se não fosse o ótimo goleiro Tadeu, o resultado seria bem mais dilatado.

Por falar no único gol da etapa inicial foi uma pintura. O venezuelano Soteldo pegou de primeira, violentamente e colocou a bola no ângulo superior para abriu o placar. 

Depois do gol e da parada técnica da primeira etapa, o Santos reduziu o ritmo, já que o tempo seco e o calor dominavam o clima no estádio. O mormaço era tão grande que 'Passarinho voava com uma asa e se abanava com a outra' tamanho a temperatura alta que incomodava aos presentes ao Serra Dourada.

Na segunda etapa, o alvinegro não manteve o ritmo avassalador  dos 30 minutos iniciais, ainda assim mantinha o controle da partida e a posse de bola que chegou a incríveis 65% ao final do primeiro tempo.  

Porém, aos 14 minutos da segunda etapa, a 'tampa do caixão foi fechada' dos donos da casa foi fechada. O venezuelano Soteldo, em tarde inspirada, foi à linha de fundo pela esquerda e cruzou para trás. Marinho com tranquilidade marcou seu terceiro gol seguidos em três jogos. O camisa 11, escolheu o canto e tocou na saída de Tadeu para ampliar ainda mais a vantagem para 2 a 0.

E deu tempo para mais um ainda. Marinho conduziu a bola pela extrema, Sasha levou toda a marcação e o camisa 11 santista achou Soteldo no segundo pau, que bateu de primeira para marcar seu segundo gol e fechar a conta no duelo - 3 a 0.

Foi uma vitória maiúscula, a quarta seguida na competição em uma das melhores apresentações do time na competição.

A delegação volta a baixada após cinco dias fora da região, neste domingo. A equipe só volta a campo pelo Brasileirão no clássico diante do São Paulo, em jogo marcado para a Vila Belmiro, no próximo sábado (16), às 17 horas. Para o duelo diante do Tricolor, Gustavo Henrique que cumpriu suspensão fica à disposição.

Entretanto, os atacantes Soteldo e Dérlis González, convocados para as suas respectivas seleções, Venezuelana e Paraguaia, respectivamente, em datas fifa que a CBF não respeita e não paralisa as competições que organiza são desfalques certos do técnico Sampaoli.

FICHA TÉCNICA
GOIÁS 0 X 3 SANTOS
Estádio Serra Dourada, Goiânia (GO)
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (RJ) 
Público e renda: 12.453 pagantes/13.226 presentes - R$ 265.830,00
Cartões amarelos: Rafael Vaz, Alan Ruschel, Gilberto e Michael (GOI); Jorge (SFC)
GOLS: Soteldo, 24'/1ºT (1-0), Marinho, 14'/2ºT (2-0) e Soteldo, 27'/2ºT (3-0)
GOIÁS: Tadeu, Breno, Fábio Sanches, Rafael Vaz e Jefferson (Alan Ruschel, intervalo); Gilberto, Leo Sena (Papagaio, intervalo) e Yago Felipe (Kaio, 25/2ºT); Thalles, Michael e Leandro Barcia. Técnico: Ney Franco;
SANTOS: Everson, Victor Ferraz, Luan Peres, Lucas Veríssimo e Jorge; Alison (Felipe Jonatan, 37'/2ºT), Carlos Sánchez e Jean Mota (Pituca, 36'/2ºT); Soteldo, Marinho (Tailson, 29'/2ºT) e Sasha. Técnico: Jorge Sampaoli.

Soteldo marca dois e desfalca o Peixe no clássico.
NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Everson: Pouco trabalho, mas quando exigido deu conta do recado. - 6,0
Victor Ferraz: Mesmo sem ritmo de jogo, fez uma partida segura e parou um dos melhores atacantes da atualidade do futebol brasileiro Michael. - 7,0
Luan Peres: Eu disse que quando precisasse, assim que chegou que daria conta e não tem decepcionado. Bem principalmente nas antecipações. Partida segura. - 7,0
Lucas Veríssimo: Vive bom momento. Zagueiro rápido e com ótimo poder de recuperação. - 6,5
Jorge: Ótimo primeiro tempo, quando deu diversas bolas para Soteldo pela canhota. Na segunda etapa, apenas guardou posição na defesa. - 6,5
Alison: Fez o trabalho de 'formiguinha' na proteção a dupla de zaga e laterais. - 6,0
(Felipe Jonatan): Tem muita força física e personalidade. Sem dúvida que vai brilhar pelo Santos e pela Seleção Brasileira. Ótima aposta da direção. Jovem, tem muito a produzir. Coringa, joga em várias posições. Entrou com a partida decidida. - SEM NOTA. 
Sánchez: Ditou o ritmo da equipe na primeira etapa. No segundo tempo errou alguns passes. - 6,5
Jean Mota: Dos últimos jogos foi aquele que atuou melhor. Fez o segundo volante e jogou pro time e ainda participou de um dos gols. - 6,0
(Pituca): Sacrificou-se muitas vezes em prol do grupo ao jogar como primeiro volante. Não foi bem no último jogo, mas é ótimo jogador. Jogou pouco mais de dez minutos com os acréscimos. - SEM NOTA
Soteldo: Cresceu durante a temporada. Marcou dois gols, deu uma assistência e o responsável por quebrar as linhas vai fazer falta no clássico contra o São Paulo. - 8,0
Marinho: Jogador de muita força e grande arranque. Outro que vive grande momento. Bem no um contra um e tem feito gols em todos os jogos. Foram três nas três últimas partidas. Ainda colaborou com assistência do último gol. - 7,5
(Tailson): Não tem a mesma explosão e arranque de Marinho, porém é dono de ótimo drible curto. Como entrou no fim não deu tempo de mostrar serviço. - SEM NOTA
Sasha: Teve a chance de ampliar mas parou nas mãos do ótimo Tadeu. O terceiro gol levou toda a marcação. Jogador de grupo, muito inteligente. - 6,5
Técnico: Jorge Sampaoli: Parou de fazer 'testes' no time titular. Com exceção do meio-campo, achou a formação ideal. Foi bem sucedido ao apostar na velocidade e qualidade dos seus 'beiradas' Marinho e Soteldo para decidir a partida. - 7,0

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MANTER O ÍDOLO É FUNDAMENTAL?

Publicado às 9h30 desta sexta-feira, 8 de novembro de 2019.

(*)Por Paulo de Carvalho

O Santos é um clube abençoado. Um histórico celeiro de grandes jogadores, craques de destaque mundial, ídolos para seus torcedores e para os admiradores do futebol em geral – mesmo os simpatizantes dos rivais!

Como se costuma dizer, são os “raios” que caem seguidamente no bendito território da Vila Belmiro.

Mas, tão ou mais importante que formar esses atletas de grande capacidade técnica, é saber trabalhar com sua imagem e agregar ganhos ao clube não apenas durante sua passagem, mas mesmo após sua transferência para o exterior, o que, queiramos ou não, acontecerá mais cedo ou mais tarde.

Vamos analisar dois casos muito conhecidos relacionados ao Santos nos últimos anos. O que foi feito à época e o que poderia ter sido realizado posteriormente.

Em 2010, o “raio” era o Neymar. Sua temporada espetacular despertou o interesse de diversos clubes da Europa e, por muito pouco, muito pouco mesmo, o atacante não foi vendido para o Chelsea, da Inglaterra, naquele mesmo ano.

Mas, uma operação audaciosa que envolveu o presidente Luís Álvaro, o executivo Fernando Silva e o grupo Guia, fez com que o craque ficasse por mais tempo no Santos.

Isso não somente rendeu seis importantes títulos (Libertadores, Recopa Sul-Americana, Copa do Brasil e três Paulistas), como também o crescimento da torcida do Santos e aumentou significativamente valores de venda dos jogadores que jogavam ao seu lado, como André, Zé Love, Wesley, Danilo e Alex Sandro, entre outros. 

O Santos soube fazer o “antes” e o “durante”, mas esqueceu-se de fazer o “depois”, que ainda poderia estar gerando receitas ao clube! 

Vincular o nome de Neymar ao Santos, mesmo após sua saída, e em que pese as diversas polêmicas envolvendo o jogador, poderia ter rendido muito mais exposição mundial à marca do clube. E, por consequência, aumento de receita e de torcida.

Mais recentemente, o “rayo” que caiu sobre a Vila Belmiro foi Rodrygo. Não teve tempo de o atleta criar maiores vínculos com a torcida alvinegra e o Santos negociou-o com o futebol espanhol. Na verdade, ele só não foi antes porque ainda não havia completado 18 anos de idade, como determina a legislação para transferências internacionais.

Pode-se dizer que a proposta do Real Madrid era “irrecusável”. Mas a feita pelo Chelsea por Neymar, em 2010, também era.

A pergunta que fica é: se Rodrygo ficasse o mesmo tempo que Neymar ficou - de 2010 a meados de 2013 - o que ele poderia render de frutos ao Santos? 


(*) Paulo de Carvalho - Executivo de Futebol


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TERCEIRA SEGUIDA

Publicado ás 08h30 desta quinta-feira, 7 de novembro de 2019.
O Santos conquistou sua 18a. vitória no Campeonato Brasileiro deste ano. Na noite desta quarta-feira (6), o Peixe venceu o Avaí por 2 a 1, no estádio da Ressacada, em Florianópolis. Com o resultado, o time praiano segue na terceira colocação da competição agora com 61 pontos, dez a menos que o líder Flamengo, que joga neste quinta-feira (7) diante do Botafogo-RJ e cinco de diferença do segundo lugar, o Palmeiras, que tem 66. Os gols do alvinegro foram de Sasha e Marinho. Foi a terceira vitória seguida na competição. As outras foram diante do alvinegro da estrela solitária e Bahia, ambas na Vila. 

O técnico Jorge Sampaoli só fez uma alteração no time em relação a rodada anterior. O canhoto Felipe Jonatan entrou no meio-campo na vaga de Evandro. 

O Peixe começou em ritmo forte com bastante intensidade na marcação e explorando a velocidade para chegar no ataque. Bastaram 15 minutos e o Santos abriu dois gols de vantagem. Antes dos 10 minutos, Sasha aproveitou rebote e marcou seu 12o. jogo no campeonato e aos 23, ainda do primeiro tempo, Marinho saiu de dois marcadores, chutou no canto esquerdo e ampliou o resultado. 

Porém, à partir do momento que o Peixe marcou seu segundo gol, o time deixou de 'acelerar' o jogo e preferiu 'controlar' a partida. Era nítido que o time da Vila deixava o tempo passar. 

Já os donos da casa mexeram no seu esquema tático . O Leão da 'ilha' catarinense começou no 3-6-1, com quatro volantes. O técnico Evando, que passou pelo Santos quando jogador, no começo do século, sacou o zagueiro Zé Marcos para a entrada do meia-atacante João Paulo e o jogo passou a ser outro. 

Quis o destino, que o jogador que entrou diminui para os donos da casa e a vantagem parcial de apenas um gol a favor dos paulistas não traduziu o que foi a primeira etapa, mas foi um alerta para os últimos 15 minutos do Peixe na etapa inicial que foi bem abaixo.

Após o intervalo, Sampaoli sacou Felipe Jonatan e trouxe Alison para a cabeça de área. Pituca voltou a ser segundo volante, mas o Santos não recuperou o seu ritmo. Não bastasse isso, o jogo ficou perigoso quando o 'avaiano' Jonatan partiu em disparada para entrar na área e foi tocado por trás por Gustavo Henrique. O zagueiro do Santos foi expulso. 

Com um jogador a menos, o defensor Luiz Felipe entrou na vaga de Soteldo e o Glorioso da Vila administrou o resultado. Contudo, a vitória poderia ser bem mais tranquila. Foi o sétimo revés seguido do lanterna do campeonato.

O alvinegro treina em Florianópolis nesta quinta-feira (7) e em seguida, parte para o planalto central do país. No sábado (9), às 17h, enfrenta o Goiás, no estádio Serra Dourada em partida válida pela 32a. rodada. Para este compromisso, Gustavo Henrique suspenso é ausência certa. Luiz Felipe é o favorito para herdar a vaga. 

​FICHA TÉCNICA 
AVAÍ 1x2 SANTOS
Estádio da Ressacada - Florianópolis (SC)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ) 
Público/Renda: 
cartões amarelos: Luanderson, Léo, Richard Franco, Igor Fernandes, Kunde, Gegê (AVA); Gustavo Henrique, Luiz Felipe (SFC)
Cartão Vermelho: Gustavo Henrique (SFC); Léo (AVA)
GOLS: Sasha, 8'/1ºT (0-1); Marinho, 23'/1ºT (0-2); João Paulo, 34'/1ºT (1-2)
AVAÍ: Lucas Frigeri; Kunde, Betão, Zé Marcos (João Paulo; 29'/1ºT); Léo, Richard Franco, Luanderson (Gegê; 24'/2ºT), Pedro Costa, Julinho (Vinícius Araújo; 11'/2ºT), Igor Fernandes; Jonathan. Técnico: Evando Camillato.
SANTOS: Éverson; Pará, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo, Jorge; Diego Pituca, Sánchez (Derlis González; 45'/2ºT), Felipe Jonatan (Alison; intervalo), Marinho, Sasha e Soltedo (Luiz Felipe; 20'/2ºT).  Técnico: Jorge Sampaoli.


Torcida santista sempre presente nos jogos no Sul do país. Reduto de alvinegros.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS: 
Éverson: Deu um susto em uma saída errada. No mais, não comprometeu. Nada podia fazer no gol sofrido. - 6,0
Pará: Deu consistência defensiva pelo lado direito da defesa. Foi um dos jogadores do Peixe que prendeu a bola, quando o time ficou com um a menos. - 6,0
Gustavo Henrique: No cartão vermelho, era o último homem e pouco podia fazer. O lance que foi originado de um contra-ataque podia dar a igualdade aos donos da casa, porém, o cartão amarelo que levou na primeira etapa foi desnecessário. - 4,5
Lucas Veríssimo: O melhor da defesa. Boas antecipações. - 6,5
Jorge: Pouco apareceu no setor ofensivo. Bem posicionado na defesa. - 6,0
Pituca: Bom jogador, ótimo vigor físico, entretanto, perdeu a bola do primeiro gol e do lance que originou a expulsão de Gustavo Henrique. - 5,5
Sánchez: Errou muitos passes. Tem mais futebol do que o apresentado em Florianópolis. Participou da jogada ensaiada do primeiro gol na cobrança do escanteio curto. - 5,5
(Derlis González): Jogou apenas quatro minutos, mas entrou com muita transpiração e segurou a bola no ataque. - SEM NOTA
Felipe Jonatan: Não atuava de titular desde o empate diante do Fluminense, no Maracanã, portanto, sentiu a falta de ritmo. Entretanto, após sua saída, o Santos perdeu o meio-campo. Foi o jogador que menos errou passe no meio-campo que começou o jogo. - 6,0
(Alison): Entrou para melhorar a marcação no meio-campo. Não se apresentou como elemento surpreso a frente. - 6,0
Soteldo: Bastante participativo e quebrou as linhas da marcação adversária. - 6,5
(Luiz Felipe): Jogador de grande potencial técnico. Bem no jogo aéreo. Como diz o amigo Alan Otacílio, fez o 'arroz com feijão' bem temperado. - 6,0
Marinho: Ganhou a posição merecidamente. Agressivo no um contra um, goleador e ajuda na marcação. O melhor do time. - 7,0
Sasha: Oportunista no rebote e marcou seu 12o. gol no campeonato. É o artilheiro do time. - 6,5
Técnico: Jorge Sampaoli: Tem mexido cada vez menos na equipe e dá entrosamento, algo que a equipe precisa e não ganha porque mexia demais. O Santos começou bem a partida, mas perdeu a intensidade ainda no primeiro tempo. Errou ao sacar Felipe Jonatan que dava a consistência e a velocidade que o setor necessitava e era o jogador do setor que menos errava passes. Após a saída do camisa 35, não criou mais nenhuma oportunidade clara de gol. No final, soube fechar o time para garantir a importantes três pontos. - 5,0

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2017: O ANO QUE AINDA NÃO ACABOU

Publicado às 09h desta quarta-feira, 6 de novembro de 2019.
O ex-presidente do Santos entre 2015 e 2017, Modesto Roma Júnior foi expulso do quadro associativo do clube na noite desta terça-feira (5). A decisão foi por ampla maioria dos presentes a reunião do Conselho Deliberativo, realizada na Vila Belmiro.  O seu vice, o médico Cesar Conforti levou suspensão de um ano e o assessor da presidência Moacyr Roma, sobrinho do ex-mandatário pegou gancho de seis meses.

Não é a primeira vez que um ex-presidente é expulso do quadro associativo pelos conselheiros. Em 2016, Odílio Rodrigues, eleito como vice-presidente de Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro em 2009 e assumiu o cargo de presidente em exercício quando LAOR foi afastado por problemas de saúde, em 2013 e definitivamente no ano seguinte a presidência também chegou a ser excluído do quadro associativo do Santos, entretanto, conseguiu recuperar seus direitos na justiça pois a defesa do ex-mandatário usou como argumento que os Conselheiros  ignoraram o parecer da CIS, que havia sinalizado com apenas uma suspensão. Contudo, o processo relativo as contas de 2014 está de volta a Comissão de Inquérito e Sindicância e o CD aguarda que em breve o processo passe por nova votação.

Porém, ao contrário da vez que o Conselho expulsou Odílio e os membros daquele Comitê de Gestão, o relatório da Comissão de Inquérito e Sindicância sobre o exercício de 2017 que contém 14 páginas, afirma que constatou nas contas do último ano do mandato de Modesto - "irregularidades e reiterada inobservância dos dispositivos estatutários." e pedia no documento a exclusão do quadro associativo do clube.  

Em 2016, quando da expulsão de Odílio de sócio, o relatório da CIS , em seu parecer, indicou a punição de um ano de suspensão ao ex-presidente e de nove meses de afastamento aos membros do CG, mas o CD achou por bem uma punição maior.

Além das contas, também foi levada em consideração para a expulsão de Modesto, a dívida com a Quantum, empresa com sede em Malta contratada durante a gestão do ex-presidente para intermediar o recebimento do mecanismo de solidariedade como clube formador de Neymar quando o mesmo se transferiu do Barcelona-ESP para o Paris Saint-Germain-FRA. O alvinegro tinha direito a receber livre de intermediação 4% do jogador (solidariedade se dá dos 12 aos 23 anos) e a gestão de Roma, alega ter utilizado os serviços da empresa supracitada para receber a quantia.

O ex-presidente Modesto Roma tem direito a recorrer da decisão na Justiça civil, o que provavelmente irá acontecer.

VICE-PRESIDÊNCIA

O Conselho Deliberativo também considerou ilegal a portaria que o atual presidente José Carlos Peres assinou retirando os poderes do vice, Orlando Rollo.

O relatório da Comissão de Inquérito e Sindicância apontou a ilegalidade da portaria e o plenário acompanhou a decisão. 

A volta ao cargo depende apenas da vontade do vice. Orlando Rollo emitiu uma nota após a votação.
"Sobre a portaria ilegal emitida pelo Sr José Carlos Peres retirando as minhas atribuições estatutárias de Vice-Presidente, e consequentemente o meu retorno as minhas atribuições, tenho a dizer que pretendo seguir as determinações estatutárias e a decisão soberana do egrégio Conselho Deliberativo. Entretanto, aguardo ser notificado oficialmente sobre os termos e condições do meu retorno."
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