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SEM MEIA PARA LEVAR A BOLA A FRENTE E SEM PROFUNDIDADE, PEIXE PERDE CLÁSSICO

Publicado ás 18h40 deste domingo, 2 de fevereiro de 2020.
O Santos conheceu sua primeira derrota na temporada 2020. O alvinegro da Vila perdeu na Arena de Itaquera, por 2 a 0 para o SCCP, em partida válida pela quarta rodada do Campeonato Paulista.


O atacante Soteldo não atuou em razão do desgaste físico após chegar de viagemdo pré-olímpico (mas podia se esforçar e ficar no banco, ao menos, não?), Sanchez com desconforto na coxa direita, não sofreu lesão, mas foi preservado e por fim, Alison teve febre e amigdalite e por essas razões supracitas, os três sequer concentraram para o duelo.

Mas o que adianta ter três ladrões de bola, recuperar a mesma e não ter quem levasse ao ataque? 

Não bastasse isso, com menos de 2 minutos, sem sequer ter pego na bola, o Glorioso da Baixada já perdia por 1 a 0. O Santos nçao deu um chute sequer a gol nos primeiros 45 minutos.

No intervalo. Jesualdo sacou o estreante Sandry e colocou Evandro. Novamente, outra falta de concentração e num contra-ataque novo gol do rival. No lance, o atacante Janderson foi comemorar com a torcida após marcar o gol e como já tinha cartão amarelo, foi expulso. Com um jogador a mais, esperava-se um Santos mais atrevido. Doce ilusão.

Sem profundidade e apesar dos desfalques de Marinho e Soteldo, tinha Lucas Venuto que não sei por qual razão, não atua, o próprio Taílson que apesar de não ter explosão é jogador de beirada e com isso, o time insistia num chuverinho improdutivo.

O Santos não pode esperar o adversário e jogar lá atrás. O time com o Sampaoli marcava em cima, com pressão, para fazer o adversário errar e perder a bola. Agora, o treinador quer que deixe o adversário jogar. Não, essa não é a filosofia do clube, ao longo da sua existência.
"A vida do clube não acabou hoje. Temos um caminho longo" disse Jesualdo Ferreira durante a coletiva pós-jogo.
Ah, mas são apenas quatro jogos. Sim, quatro partidas, sim, mas quase 30 treinos. Reconheço os desfalques, mas me refiro a filosofia e proposta de jogo. 

Sem ser esta segunda-feira, a próxima, dia 10, o time volta a campo para enfrentar o Botafogo-SP, como mandante. Jesualdo Ferreira vai ter a semana cheia para ajustar o time e de repente, receber alguns reforços que estão no departamento médico. Por enquanto, a análise é simples - Este ano vai ser difícil.

FICHA TÉCNICA
SCCP 2 X 0 SANTOS
Arena de Itaquera - São Paulo (SP)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Público/Renda: 40.669 pagantes/40.935 presentes/R$ 2.355.356,04
Cartão amarelo: Janderson e Tiago Nunes (SCCP), Jobson (SAN)
Cartão vermelho: Janderson (SCCP)
GOLS: Everaldo, 1'/1ºT (1-0), Janderson, 1'/2ºT (2-0)
SCCP: Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Gil e Sidcley; Camacho (Gabriel, 6'/2ºT) e Victor Cantillo; Everaldo (Mateus Vital, 21'/2ºT), Luan (Lucas Piton, 8'/2ºT) e Janderson; Mauro Boselli. Técnico: Tiago Nunes.
SANTOS: Everson; Pará, Luiz Felipe, Luan Peres e Felipe Jonatan; Jobson (Uribe, 12'/2ºT), Sandry (Evandro, Intervalo) e Pituca; Kaio Jorge (Jean Mota, 18'/2ºT), Sasha e Raniel. Técnico: Jesualdo Ferreira.

FICHA TÉCNICA
SCCP 2 X 0 SANTOS
Arena em Itaquera, em São Paulo (SP)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira 
Público/Renda: 40.669 pagantes/40.935 presentes/R$ 2.355.356,04
Cartão amarelo: Janderson e Tiago Nunes (SCCP), Jobson (SFC)
Cartão vermelho: Janderson (SCCP)
GOLS: Everaldo, 1'/1ºT (1-0), Janderson, 1'/2ºT (2-0)
SCCP: Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Gil e Sidcley; Camacho (Gabriel, 6'/2ºT) e Victor Cantillo; Everaldo (Mateus Vital, 21'/2ºT), Luan (Lucas Piton, 8'/2ºT) e Janderson; Mauro Boselli. Técnico: Tiago Nunes.
SANTOS: Everson; Pará, Luiz Felipe, Luan Peres e Felipe Jonatan; Jobson (Uribe, 12'/2ºT), Sandry (Evandro, Intervalo) e Pituca; Kaio Jorge (Jean Mota, 18'/2ºT), Sasha e Raniel. Técnico: Jesualdo Ferreira.

Jesualdo não foi feliz ao escalar três volantes e três atacantes de ofício.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS: 
Everson: Sem culpa em nenhum dos dois gols. Trabalhou incansavelmente. Só deixou de fazer, quando Janderson foi expulso. - 6,0
Pará: Discreto e limitado a marcação na primeira etapa. Se mandou a frente nos 45 minutos finais e realizou alguns cruzamentos. - 5,5
Luiz Felipe: Teve dificuldades com Boseli. Aos poucos readquire o ritmo com a sequencia de jogo que vem tendo. - 5,0
Luan Peres: No chão, bem. Ainda tem um pouco de dificuldade no jogo aéreo. - 5,5
Felipe Jonatan: No primeiro tempo, nenhum dos volantes do time guardou posição e era comum, os donos da casa dobrarem o número de atacantes no seu setor. Sofreu com o jogo duro e desleal de Fagner. Foi vítima de uma entrada que podia ter quebrado a sua perna. O árbitro nem falta deu, lamentável. - 5,5
Jobson: Tem bom passe. Mas como o setor era o mais perdido do santos, sucumbiu com seus colegas. - 5,0
(Uribe): Apático. Não bastasse a pouca produtividade, ele segue sem marcar gols e agora já são 14 jogos no clube. Quando faz, a arbitragem anula. - 4,5
Sandry: Nervoso, normal, estréia de titular em um clássico. Não pode ser queimado por uma atuação coletiva ruim. Conheço o jogador por acompanhar a base e trata-se de um grande potencial. - 5,0
(Evandro): Pisou na bola, deu ritmo ao meio-campo e com ele no time, o Santos foi outro. Não podia ter ficado no banco. - 6,0
Pituca: O mais eficaz entre o trio de volante santistas. Correu e combateu bastante. - 6,0
Kaio Jorge: Faltou acompanhar Everaldo no primeiro gol do rival. Pelo lado direito foi anulado e como centroavante de referência foi prejudicado porque a bola não chegou. - 5,0
(Jean Mota): Entrou para dar qualidade na armação. Sem jogadores de profundidade, alçou algumas bolas. - 5,5
Sasha: Guerreiro como de costume. Foi para o sacrifício para jogar de lado, depois que Kaio não encaixou pelo setor. Deu uma assistência legal para o que seria o primeiro gol de Uribe pelo Santos, mas a arbitragem equivocadamente, invalidou o lance. - 5,5
Raniel: O único que em poucos momentos conseguia levar a bola a frente, porém, não colaborava no auxilio a marcação pelo lado esquerdo e deixava Felipe Jonatan sozinho no setor. - 5,5
Técnico: Jesualdo Ferreira: Perguntei na entrevista coletiva, mas confesso que não me convenceu a resposta do treinador a indagação que fiz do por que três marcadores e três homens de referência sem ninguém de profundidade para jogadas de linha de fundo e principalmente alguém com capacidade mínima de organizar o setor mais importante do time - o meio-campo. Também não me agrada nem um pouco, a proposta de esperar o adversário para sair em velocidade. Prefiro a marcação pressão na primeira linha do adversário. Com a escalação equivocada, colaborou bastante na derrota, a primeira do clube no ano. - 4,0

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