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GOSTO AMARGO

Publicado às 09h50 desta terça-feira, 9 de abril de 2019.
O Santos está eliminado do Paulistão 2019. O time de Sampaoli venceu o SCCP, no tempo normal, por 1 a 0, entretanto, perdeu por 7 a 6, nas penalidades máximas, na noite desta segunda-feira (9), em jogo de volta da semifinal, no estádio do Pacaembu. O menino Kaio Jorge e o capitão da equipe Victor Ferraz desperdiçaram suas cobranças. 

É o terceiro ano seguido que o Peixe cai no estadual da mesma forma, através da cobrança de tiros livre. Em 2017 foi diante da Ponte Preta, nas quartas de finais e em 2018, na semifinal para o Palmeiras, do mesmo jeito, assim como para o Cruzeiro, nas quartas de finais na Copa do Brasil, o ano passado. O time propôs o jogo, 'amassou' e merecia melhor sorte, mas como diria o meu saudoso companheiro de rádio - Ênio Rodrigues, "o que vale é bola na rede". 


O Peixe foi para o ataque desde o primeiro minuto. Esbarrava em uma segura marcação do adversário e no goleiro Cássio que fazia grandes defesas. Jean Mota no primeiro tempo e Rodrygo na etapa complementar, finalizaram bem próximos da pequena área e o goleiro do time de Itaquera realizou difíceis e improváveis intervenções.

O jovem santista vendido ao Real Madrid entrou no time após o intervalo, na vaga do bem remunerado, porém, até aqui, pouco produtivo Cueva. Sampaoli ainda sacou Jean Mota que deixou o gramado contundido. 

Ficou mais do que evidente que falta um 'centroavante cascudo' para empurrar a bola para dentro e aos 40 minutos do segundo tempo, precisou o zagueiro Gustavo Henrique, como um autêntico camisa 9, marcar o único gol da partida de cabeça. O Santos teve 68% de posse de bola no jogo e onze finalizações certeiras no gol (23 no total).

Foi ataque contra a defesa. O time paulistano, limitou-se a apenas a se defender com duas linhas de quatro. Não deu um mísero chute. Sem desmerecer a instituição, mas um futebol feio ou melhor um anti-futebol, que tem seus méritos - de marcar bem, de ser competitivo, mas nada vistoso.

Nesta quinta-feira (11), o Peixe volta a campo, precisando reverter uma nova situação, agora na Copa do Brasil diante do Atlético-GO. Como perdeu, o jogo de ida, precisa dos mesmos dois gols de diferença ou um vitória pelo placar mínimo para nova decisão por penalidades máximas.

Nesta segunda-feira 98), com o avanço do time da zona leste da capital a decisão, o 'futebol perdeu'.

Gustavo Henrique marcou o único gol do jogo.

FICHA TÉCNICA 
SANTOS 1 X 0 SCCP
Estádio do Pacaembu, São Paulo (SP)
Arbitro: Raphael Claus (SP)
Público e renda: 38.542 (total) / R$ 1.477.585,00
Cartões amarelos: Alison, Diego Pituca, Carlos Sanchez e Kaio Jorge (SFC)/ Claysson (SCCP) 
GOL: Gustavo Henrique 40'/ 2º tempo
Pênaltis: Santos 6 x 7 Corinthians
SFC: Rodrygo, Soteldo, Sánchez, Derlis, Pituca e Alisson acertaram; Kaio Jorge e Victor Ferraz erraram. 
SCCP: V. Love, Ramiro, J. Urso, Fagner, Sornoza, Avelar e Henrique acertaram; Boselli Errou.  
SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Aguilar, Gustavo Henrique e Pituca; Alison, Sánchez, Cueva (Rodrygo, intervalo) e Jean Mota (Kaio Jorge 36'/2º T); Soteldo e Derlis Gonzalez. Técnico: Jorge Sampaoli
SCCP: Cássio, Fagner, Manoel, Henrique e Danilo Avelar; Ralf, Júnior Urso e Sornoza; Pedrinho (Vagner Love, intervalo), Clayson (Ramiro 17'/ 2ºT) e Gustavo (Boselli, 43'2ºT). Técnico Fábio Carille.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vanderlei: Pouco trabalhou durante o jogo. Pegou o primeiro pênalti. - 6,5
Victor Ferraz: Fez uma grande partida tanto de ala como armando o time pelo meio, quando o Peixe tinha a posse de bola. Deu a assistência para o gol de Gustavo Henrique. Perdeu um pênalti nas cobranças alternadas. -  6,5
Aguilar: Seguro. Bem na recuperação. Completamente adaptado ao futebol brasileiro. - 6,5
Gustavo Henrique: Como o SCCP abdicou de jogar, o defensor virou quase que é um meio-campista na primeira bola na construção de jogadas. Curtiu e foi bem de centroavante ao marcar o único gol do jogo durante o tempo normal. - 7,0
Pituca: O novo curinga da Vila. Foi para o sacrifício na ala esquerda e mesmo sem ser especialista, deu conta do recado. - 6,5
Alison: Apesar do cartão bobo que levou no começo do jogo, foi um leão na marcação. Matou todos os contra-ataques. Precisa melhorar na chegada a frente. Tem crescido. - 6,5
Sánchez: Uma boa finalização no primeiro tempo. Eu, particularmente não gosto quando o uruguaio vai para a extrema direita. Não tem arranque para jogar pelo lado. - 6,0
Cueva: Aguardo a sua estréia. Por enquanto, nada. E não foi por falta de aviso. Segue sem fazer gol ou dar uma assistência.  - 5,0
(Rodrygo): Não pode ser reserva de Soteldo, Copete ou Cueva. E tem de atuar pela esquerda. A primeira que pegou pelo setor fez um carnaval, mas só restavam cinco minutos. Se Sampaoli pretere o menino por não contar com ele à partir do meio do ano, então libere-o. Agora se está no plantel e o adversário fechado, tem que colocar o jogador que tem capacidade de quebrar as linhas. Finalizou duas vezes e principalmente a primeira, a mais perigosa, Cássio pegou com o pé. - 6,5
Jean Mota: Teve uma oportunidade no primeiro tempo e parou nas mãos de Cássio. Deixou o gramado contundido. - 6,5
(Kaio Jorge): Demonstrou muita personalidade ao bater o segundo pênalti. Tem qualidade, vai amadurecer. Podia ter sido mais usado ao longo do Campeonato. Jogou 10 minutos apenas. - SEM NOTA
Soteldo: Tentou fazer uma 'fumaça', mas com pouca objetividade. Ainda não justificou o investimento realizado e mais pelo amor de DEUS, tirem a camisa 10 do venezuelano. O rapaz já entra com um fardo absurdo. Não foi feliz quem fez esta escolha. - 5,0
Dérlis Gonzalez: Não reeditou o ótimo futebol dos últimos jogos. Raça e entrega não lhe faltaram, mas jogou e recebeu a maioria das bolas de costas. - 6,0
Técnico: Jorge Sampaoli: O futebol do Santos é bonito? É, mas o futebol não é só feito de beleza. Errou na escalação. Rodrygo, não pode ser reserva nesse time. Quando colocou três atacantes, o time melhorou bastante. Sua filosofia precisa de mais tempo para ser melhor assimilada. A intensidade do Santos encanta, mas o técnico precisa ser menos teimoso, algumas vezes, mas não quero ser injusto, o Santos só está competitivo no momento, em tão pouco tempo, graças ao seu trabalho. O Santos se impôs coletivamente. Falta o 9? Falta. Mas faltou uma melhor consistência defensiva na primeira partida também. Só a repetição vai dar isso. Não pode deixar um menino de 17 anos que não fez um gol no profissional ser o segundo batedor da série, com a sua experiência no futebol. - 6,0

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