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"SOMOS A ÚNICA E VERDADEIRA OPOSIÇÃO"

Publicado às 21h55 desta sexta-feira, 24 de novembro de 2017.
A segunda entrevista feita pelo Blog do ADEMIR QUINTINO com os presidenciáveis do Santos que concorrem a eleição de 9 de dezembro é com o economista Nabil Khaznadar da chapa "O Santos que queremos"

Candidato à presidência do Santos pela segunda vez, o economista formado pela PUC, Nabil Khaznadar, tem 57 anos e gestor com mais de 40 anos de experiência. Empresário no segmento de moda, trouxe para o Brasil grandes grifes internacionais como Adidas Original, Puma, Polo Ralph Lauren, Hugo Boss e Original Penguin, entre outras. Santista de arquibancada e sócio do clube há 33 anos, foi um dos fundadores do Santos 2.1, um dos grupos políticos que apoiam sua candidatura, juntamente com o Santos Autênticos e o movimento "O Santos que Queremos", que deu nome à chapa. Atuou como conselheiro por quatro mandatos. O delegado Fábio Pierry é seu vice. 

Blog do ADEMIR QUINTINO: Quais as razões que o levaram a ser candidato a presidência do Santos FC? 
Nabil Khaznadar: "A prioridade é resgatar a autoestima dos nossos oito milhões de torcedores espalhados pelo mundo. Minha candidatura representa uma ideia, um conceito, uma nova mentalidade para o Santos. Temos 12 princípios que irão promover uma verdadeira revolução na gestão e na governança do clube. O Santos é um dos grandes do futebol mundial e deve ter uma diretoria que pense, que aja e que trabalhe pela sua grandeza. A reeleição do Modesto representará a continuidade de tudo de errado que vem sendo feito no clube nos últimos três anos. O Santos precisa sair do atraso e voltar a ser admirado por sua torcida e temido pelos seus adversários"
BAQ:Por que o associado do clube deve votar no candidato e não nos demais? 
Nabil:"Somos a única e verdadeira oposição. A antítese da atual administração. A chapa 2 representa o Santos Que Queremos, moderno, ousado, bem administrado e campeão. Para isso contamos com um time de ponta formado por profissionais reconhecidos em suas áreas de atuação como o grande empresário Walter Schalka, o especialista em marketing Amir Somoggi, o premiado publicitário Celso Loducca e o vereador e ex-secretário de esportes de São Paulo, Celso Jatene. Eles vão me ajudar, e muito, na gestão. Meus adversários têm o direito democrático de participar da eleição. Mas todos ou são ou em algum momento foram da gestão Modesto. Então, todos têm sua parcela de culpa pela delicada situação em que o clube se encontra. Nem eu, nem meu vice Fábio Pierry jamais ocupamos qualquer cargo na atual e em nenhuma gestão do Santos. Ao contrário do que alguns dizem nós sim somos o novo. Chegou a nossa hora".
BAQ: De que maneira pretende lidar com a dívida do clube? 
Nabil: "Você bem sabe, eu sou formado em economia e em toda minha carreira administrei com sucesso as minhas empresas. Para me auxiliar terei no comitê gestor o empresário Walter Schalka – eleito três vezes consecutivas o melhor CEO da América Latina à frente da Suzano Celulose. A dívida do clube será enfrentada de maneira profissional, analisando o fluxo de caixa do clube e priorizando o equilíbrio entre receita e despesa. Assim que assumir vou buscar uma renegociação dos nossos débitos bancários de curto prazo, os que mais me preocupam. Não podemos continuar pagando R$ 10 milhões de juros por ano. Para se ter uma ideia, esse é quase o valor do patrocínio máster da Caixa, que é de R$ 11 milhões, mais os bônus por conquista de títulos. Temos apoiadores da nossa campanha na diretoria de alguns bancos. Vou procurá-los para tentar acordos para alongamento da dívida e redução das taxas de juros"
Nabil tem como vice - Fábio Pierry.
BAQ: Caso vença as eleições, pretende reformar a Vila, construir uma Arena ou tem uma outra proposta? Você disse que pretende pegar o Pacaembu, não foi isso?
Nabil: "Bom, o Santos é um clube raro, porque concentra a maioria de sua torcida fora de sua cidade de origem. Por isso, nossa prioridade é transformar o Pacaembu em nossa casa na capital, pois é um estádio bem localizado, grande e que pode receber melhorias em boa parte da estrutura, pois tombamento feito pelo Condephaat contempla apenas a fachada e as arquibancadas verde e amarela. Inclusive, estamos muito bem encaminhados quanto a isso. Já conversei com o secretário de esportes de São Paulo, Jorge Damião, que nos garantiu ser possível e viável a locação do estádio. Nossa intenção é aluga-lo por três anos. Mas não esqueceremos da Vila Belmiro, que continuará sendo nossa casa e alçapão. Ela também passará por reformas significativas que irão aumentar o conforto e ampliar os espaços comerciais, com novos bares, lojas e restaurantes, e estruturais, com a melhoria da acessibilidade e o fim da maioria dos pontos cegos. Vamos acabar também com aqueles horríveis camarotes térreos atrás do gol da rua José de Alencar. Precisamos recuperar a aura de Alçapão que o estádio perdeu nos últimos anos. Além disso, desenvolveremos programas como o “Cativa Cheia” e o “Ingresso Digital”, que serão implementados para aumentar a taxa de ocupação das cadeiras e acabar a criminosa ação de cambistas, que cresceu, e muito, nos últimos tempos. Com isso vamos facilitar a entrada do torcedor e do associado no estádio".
BAQ: Caso eleito, o Santos terá um time competitivo? Vai investir em contratações? Se sim, de que tipo? Ou vai apenas investir na base?
Nabil: "O Santos voltará a exibir seu DNA ofensivo. A nossa proposta é buscar jogadores que se encaixem na nossa tradicional e vitoriosa filosofia de jogo. Vamos jogar para frente, com alegria, ousadia e criatividade. E para isso mais uma vez vamos apostar e valorizar as joias da nossa base. Investiremos em contratações que tenham boa relação custo-benefício. Jogadores caros, que pouco contribuem com o time, não terão espaço na minha gestão. Esses só ajudam seus empresários e os que fazem negócios com eles.  E deixo claro que teremos apenas um time de futebol profissional. O Santos B, que tem atletas com mais de três décadas de vida e custa R$ 600 mil ao mês para os cofres do clube, será extinto. O nosso foco será no elenco principal"
BAQ:  Pretende manter a política do clube nas categorias de base da forma que está ou pretende mudar algo?
Nabil: "Nossas categorias de base correm sério risco. Precisamos acabar com indicações que levem mais em conta o interesse de quem indica do que o do clube. Nossa principal iniciativa será a transferência de toda a base para o Centro de Treinamento Rei Pelé – que oferece melhor estrutura e tem melhor localização, próximo da casa e da escola dos garotos. Nossa ideia é utilizar a área hoje ocupada pelo CT Meninos da Vila como moeda de troca para aquisição de um terreno na área continental de Santos para às novas instalações dos profissionais. Na minha gestão, integraremos também a franquia “Meninos da Vila” com a base em Santos. As franquias seguirão o mesmo modelo de gestão e padrão de qualidade de formação implantados pela “matriz”, o que ampliará o nosso garimpo por futuros craques. Criaremos também uma inédita escola de técnicos no Brasil. Os treinadores formados por ela trabalharão na base ensinando desde cedo os nossos meninos a jogar com alegria, intensidade e ousadia. Vamos implantar nosso estilo de jogo desde o Sub-11 até o elenco profissional".
BAQ: O candidato sempre disse, inclusive a minha pessoa, que o presidenciável de seu grupo era o Walter Schalka. O que mudou para você ser candidato novamente e como encara as críticas de que como a oposição não se uniu, a fragmentação pode colaborar para a situação vencer o pleito? Caso o atual presidente seja reeleito, o senhor aceitará a alcunha de ser um dos culpados por isso?
Nabil: "De forma alguma posso ser culpado. A oposição não está dividida. Quem está dividida é a situação. Nem eu e nem tampouco o Fábio Pierry exercemos qualquer cargo executivo nessa ou em qualquer outra gestão. Foi a turma do Marcelo Teixeira e do Modesto que rachou. O que era diretor abandonou o cargo para ser candidato, os outros largaram o comitê de gestão e se uniram. Ademir, composições muito grandes inviabilizam a administração do clube. E você bem sabe que já passamos por isso em outras administrações. E nós não abriríamos mão dos nossos princípios e das nossas propostas por uma aliança oportunista e pautada por interesses pessoais. O Schalka seria o nosso candidato, sim, como te disse há alguns meses. Mas por questões profissionais e pessoais infelizmente teve que desistir. Aí houve um consenso no nosso grupo em relação ao meu nome. E vamos vencer a eleição. Não dá mais para o Santos ser tratado de forma apequenada, politiqueira e aparelhada com um quadro inchado e repleto de funcionários ociosos. Chega! Chegou a hora de voltar a ser grande e devolver o Santos aos santistas".
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