FOTO CAPA

PONTO IMPORTANTE

Publicado à 01h31 desta quinta-feira, 20 de abril de 2017.
O Santos foi até Bogotá e continua líder do grupo 2 da Copa Libertadores da América. Bem longe de ter feito uma atuação de gala, o time de Dorival Junior empatou em 0 a 0 com o Independente Santa Fé (COL). Com o resultado, o Peixe tem cinco pontos, contra quatro do The Strongest (BOL) e dos colombianos adversários desta noite, além de dois do lanterna Sporting Cristal (PER).


Com os mesmos atletas, porém sem mexer na estrutura do time, o Santos foi diferente taticamente, desde os primeiros minutos. A equipe que nos últimos anos, sempre quis ter mais posse de bola, preferiu dar a mesma ao adversário e explorar os contra-ataques, porém, o goleiro colombiano não trabalhou na primeira etapa, em razão do jogo truncado e a bola que não chegou na frente para que Ricardo Oliveira ou outro atacante pudessem concluir a gol.

Veio o segundo tempo, e o Santos após sentir que o "bicho não era tão feio como parecia ser" (O Santa Fé tinha três defensores em linha, todos pesados e sem sobra) foi um pouco mais a frente (não muito), nos primeiros minutos da etapa complementar, principalmente com Bruno Henrique pelo lado esquerdo do campo, mas faltava alguém para tabelar com o avante e era visível a preocupação do time santista com a defesa e principalmente em não perder. Ainda assim, o lateral Victor Ferraz salvou uma bola em cima da linha e chutou uma outra, na trave direita do goleiro Castellanos.

Não bastasse isso, o árbitro e os assistentes argentinos, extremamente caseiros, davam mais infrações, muitas inexistentes para o Independente, mas nada justifica a ausência de ímpeto do ataque santista. Jean Mota que já tinha levado um amarelo, ainda no primeiro tempo, demorou para bater a falta, e com isso, após o árbitro ser alertado por um dos bandeiras, acabou sendo expulso há 10 minutos do fim do tempo regulamentar. Ainda teve outros seis minutos de acréscimo, mas o resultado da partida estava selado.

O time de Bogotá me decepcionou bastante no aspecto técnico, principalmente nesse jogo, já que utilizou uns homenzarrões sem velocidade e preferiam um futebol de força, mas partiram desesperadamente nos minutos finais para a frente, já que tinham um jogador a mais, mas deram o contra-golpe. Um pouco mais de confiança, capricho e o gol da vitória alvinegra poderia ter vindo.

A vitória não aconteceu, mas não é menos verdade que o ponto conquistado foi importante. Na Libertadores, tem de pontuar fora e levar na bagagem pelo menos um, além de matar as partidas em casa, e isso, o alvinegro efetivamente fez nas três rodadas, porém, o futebol visto principalmente no segundo semestre do ano passado (principalmente em jogos como diante do São Paulo, Atlético-MG, Palmeiras e Ponte Preta), ainda não voltou. A grande oportunidade para isso acontecer será no dia 4, no Pacaembu, diante do mesmo adversário desta noite pela quarta rodada da fase de grupos. 

O treinador Dorival Junior vai ter duas semanas para treinar o time exclusivamente para este duelo diante do time da capital colombiana e o torcedor santista da Grande São Paulo, que tem comparecido em bom número nos jogos no Pacaembu, deve empurrar o Glorioso para uma vitória que o deixará com uma mão e meia na classificação antecipada. Melhor chance não existe para a retomada da confiança perdida após resultados ruins no Paulistão, deste ano.

FICHA TÉCNICA
INDEPENDENTE SANTA FE 0 X 0 SANTOS
Estádio EL Campin, Bogotá, Colômbia 
Árbitro: Fernando Rapallini (ARG)
Público e renda: Não divulgados
Cartões amarelos: Gordillo, Gómez, Perlaza, Mosquera e Plata (SFE), Thiago Maia e Bruno Henrique (SFC)
Cartões vermelhos: Jean Mota (SAN)
INDEPENDENTE SANTA FÉ: Castellanos; Juan Roa, José Moya, Urrego e Mosquera; Gordillo, Perlaza (Omar Pérez – 16’/2ºT) , Gómez e Arango (Plata – 31’/2ºT); José Valencia (Ceter - intervalo) e Stracqualursi. Técnico: Gustavo Costas

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz, Jean Mota; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno (Leandro Donizete – 39’/2ºT), Bruno Henrique (Yuri – 49’/2ºT) e Ricardo Oliveira Copete – 24’/2ºT). Técnico: Dorival Júnior.


Copete entrou no segundo tempo para atuar de centroavante, como um falso 9.

NOTAS DOS JOGADORES DO 
SANTOS
Vanderlei: Pouco trabalhou. O Santa Fé não agrediu como se esperava. - 5,5
Victor Ferraz: Pé direito salvador ao tirar em cima da linha, a chance mais perigosa dos colombianos. O camisa 4 também chutou uma bola na trave, na única finalização certa do time santista em todo o jogo. - 6,5
Lucas Veríssimo: Jogou sério, como tem de ser na Libertadores. Sem sustos. - 6,0
David Braz: Rifou algumas bolas quando foi apertado, mas teve atuação segura. - 6,0
Jean Mota: O cartão amarelo que recebeu no primeiro tempo foi exagerado. Não comprometia, mas acabou sendo expulso. - 5,0
Renato: Era o homem da bola de segurança quando os colombianos apertavam a saída de bola. Ficou a frente dos zagueiros e não tentou ser elemento surpresa do meio para frente. - 5,5
Thiago Maia: O melhor jogador do Santos no primeiro semestre, ao lado de Bruno Henrique, roubou bolas como de costume, foi eficaz na marcação, mas levou um amarelo bobo por reclamação. - 5,5
Lucas Lima: Teve que buscar a bola constantemente quase que no campo defensivo. Prendeu a "gorduchinha" quando o Santos ficou com um jogador a menos. - 6,0
Vitor Bueno: Ainda não reeditou o ótimo futebol da temporada passada. Encarou no corpo a corpo a defesa forte dos colombianos. - 5,0
(Leandro Donizete): Entrou para fechar o lado esquerdo da defesa. Na primeira bola, errou um passe. - 5,0
Bruno Henrique: O "Bolt" santista foi o único que ainda incomodou a defesa colombiana com sua rapidez. Depois que apanhou de Gordillo, sumiu um pouco da partida. - 6,5
(Yuri): Entrou apenas para o treinador queimar alguns segundos com a substituição. - SEM NOTA
Ricardo Oliveira: A bola não chegou no camisa 9. Nas poucas vezes que pegou nela, estava isolado. Foi substituído. - 5,5
Copete: Entrou para ser um falso 9. Com a expulsão de Jean Mota foi ajudar a defesa. - 5,5
Técnico: Dorival Júnior: Conseguiu anular o adversário e o Santos correu poucos riscos, mas para não dizer que não falei das flores, faltou ter qualidade no contra-ataque, algo que não aconteceu. - 6,0


 

Copyright © Ademir Quintino All Rights Reserved • Design by