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AS DESPESAS DIVERSAS

Publicado às 18h40 desta segunda-feira, 6 de junho de 2016.
Neste último domingo (5), o Santos jogou no Pacaembu diante do Botafogo e teve um público de quase 17 mil pagantes. Da renda bruta de R$ 419.950,00, sobrou apenas como renda líquida, o valor de 81.395,32. 

Das despesas de mais de R$ 338 mil, 12% ficou no aluguel do estádio (pouco mais de R$ 54 mil) e o valor que mais chama a atenção estão as "despesas diversas". Somente neste jogo foram mais de R$ 101 mil reais. O item não é uma exclusividade nos jogos na Capital. Na Vila Belmiro, os valores também costumam ser altos.

Como nos últimos anos ocorreram diversos questionamentos de sócios, torcedores e conselheiros com referencia ao resultado financeiro dos jogos em que o Peixe é o mandante, o Blog do ADEMIR QUINTINO fez um levantamento para saber o que inclui no item supracitado.

São consideradas "despesas diversas": o monitoramento, os pagamentos aos autônomos, controladores de acesso e os ingressos cedidos gratuitamente.

O Conselho Fiscal do clube através de seus membros fizeram recentemente um minucioso levantamento sobre as tais despesas que não entram detalhadas no borderô.

- Monitoramento:
A principio pensa-se que seria executado pelo Santos através de câmeras no estádio mais não o é, é efetuado pela empresa Kallimage Comercio de Equipamentos Eletrônicos Ltda., empresa definida pela Federação através de circular, não utiliza câmeras e se destina apenas as torcidas organizadas. Segundo informado, o Santos tentou fazer este trabalho para redução de custos, mas não foi autorizado pela Federação Paulista de Futebol. Em média tem custo de 2,5 mil por jogo.

- Autônomos:
São as pessoas que trabalham no jogo como apoio: gandulas, monitores, as meninas das pulseiras, os mascotes (Baleinha e Baleião) e outros. Existe uma logística pré estabelecida elaborada a cada jogo para a distribuição desses contratados, constando sua localização, serviços a executar e quantidade. Giram em aproximadamente 50 pessoas. O Santos paga cada um dos avulsos individualmente através de recibo, bem como fica responsável pelo recolhimento dos tributos legais. Tem um custo médio de R$ 5 a 7 mil reais por partida, variando da quantidade de profissionais.

- Controladores de Acesso:
Neste caso são os funcionários da Soldier Service Terceirização que trabalham nas catracas alem de auxiliares de serviços gerais e supervisores (jogos na Vila. No Pacaembu é outra empresa). Existe também uma logística pré estabelecida para a distribuição desses funcionários. Em Urbano Caldeira giram em torno de 150 pessoas remuneradas conforme previsto em contrato. O número varia de acordo com a importância do jogo e a previsão de público. Em um jogo recente na baixada santista, o Blog apurou que foi pago cerca de R$ 16,5 mil pelos serviços.

- Ingressos cedidos:
São os ingressos cedidos gratuitamente as torcidas organizadas e patrocinadores quando previstos em contrato. Varia de partida pra partida, mas gira em aproximadamente 1,5 mil ingressos que em média giram em torno de 25% da renda bruta nos jogos da Vila Belmiro que tem média variável de 6 mil pagantes .

A entrega dos ingressos aos responsáveis pelas torcidas é feita através de recibos as organizadas pela Arrecadação e aos Patrocinadores entregues ao Departamento de Marketing que os repassa.

Sendo assim quase a metade das despesas totais, mais de 40% ficam destinados a FPF, INSS e Policiamento.

Além disso, existem alguns outros gastos relativos ao evento que não estão incluídos no borderô tais como o aluguel de geradores (pagos a parte) pagamento de água, luz, manutenção do gramado, conservação do estádio.

O Conselho Fiscal do Santos sugeriu, o ano passado, ao Comitê Gestor que administra o clube que se negocie menores taxas e valores tanto da FPF como da Secretaria de Segurança Publica do Estado de São Paulo.


 

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