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"TENHO EXPERIÊNCIA NESSE TIPO DE ADMINISTRAÇÃO"

Postado às  23h19 desta quinta-feira, 23 de outubro de 2014.
À partir desta quinta-feira (23) o Blog do ADEMIR QUINTINO dá início a uma série de entrevistas com os cinco candidatos que afirmaram que irão inscrever chapas a presidência e ao Conselho Deliberativo do Santos, marcada para 6 de dezembro. 

O primeiro é Fernando Silva, ex-superintendente de futebol do clube na gestão do ex-presidente Luís Alvaro de Oliveira Ribeiro. O presidenciável trabalhou no clube entre 2010 e 2011 e encabeça a chapa "Mar Branco".

Nos próximos dias Orlando Rollo da "Terceira Via", Modesto Roma Junior da "Santos Gigante", José Carlos Peres da "Santos Vivo" e Nabil Khasnadar da "Avança Santos" terão suas entrevistas publicadas nesse espaço. A eleição no clube ocorre dia 6 de dezembro.

- ENTREVISTA COM FERNANDO SILVA, CANDIDATO A PRESIDENTE DO SANTOS FC.

Ademir Quintino: Quais as razões que levaram o senhor a ser candidato a presidência do Santos FC?
Fernando Silva: Atuei como Consultor de Futebol entre 2010 e 2011, montando aquele que foi um dos melhores times do mundo. Junto daquela direção executiva, que mudou quase que por completa durante as temporadas seguintes, tivemos ótimos ganhos dentro e fora de campo. A atual situação do clube me fez perceber o quão importante será repetirmos o que fizemos anteriormente.

AQ: Por que o associado do clube deve votar no Fernando Silva e não nos demais candidatos?
FS: Se falarmos diretamente do futebol, tenho experiência nesse tipo de administração. Fui Consultor de Futebol entre 2010 e 2011. Vamos buscar os melhores profissionais do mercado para que o Santos volte a ter superávit e não precise mais antecipar cotas, como tem  sido comum na gestão atual. Vamos potencializar o Sócio Rei, oferecendo mais benefícios ao santista. Não posso deixar de citar que o candidato Nabil é chapa da situação, ou seja, a forma administrativa atual será mantida caso ele seja eleito. E isso será maléfico para o clube, vide o atual momento financeiro que o Santos enfrenta. O Modesto Roma Jr. tem total apoio daquele que processou o Santos, depois de contrair empréstimo bancário para quitar dívidas após uma péssima administração.

AQ: De que maneira pretende lidar com a dívida do clube
FS: Da mesma forma que fizemos quando assumimos o Santos, tão quebrado quanto agora. Vamos controlar as despesas e gastar aquilo que arrecadarmos. Queremos negociar as dívidas e aumentar as receitas. Já provamos, e com muito sucesso, que este é o caminho.

AQ: Caso vença as eleições, pretende reformar a Vila, construir uma Arena ou tem uma outra alternativa?
FS: O que posso garantir sobre este assunto é que isso será analisado, levando em consideração a opinião do verdadeiro torcedor santista. Se decidiremos pela reforma ou construção da nova Arena, ainda é prematuro dizer. A certeza que temos é que a Vila Belmiro continuará sendo um grande ativo do Santos, por tudo o que ela representa.

AQ: Caso eleito, o Santos terá um time competitivo? Vai investir em contratações? Se sim, de que tipo? Ou vai apenas investir na base
FS: Não tenha dúvida que o Santos entrará forte em todas as competições. Vamos repetir a forma de trabalho de 2010. Utilizaremos os bons valores que lá estão, além de buscarmos contratações pontuais. Tudo isso avaliado em parceria com a comissão-técnica.

AQ: O candidato acredita que o Santos tem poucos, muitos ou a quantidade ideal em seu quadro de funcionários? Pretende aumentar ou diminuir esse número?
FS: Acredito que há um número excessivo de profissionais, o que gera gastos desnecessários. Não basta contar com os melhores. É preciso que todos saibam o que o Santos FC representa para o futebol mundial.

AQ: O sr. me disse no aeroporto de Tóquio, no Japão, após a derrota para o Barcelona em 2011, que quando desembarcássemos no Brasil, Muricy Ramalho não seria mais técnico do Santos. Porém, o treinador não foi demitido. Pergunto: Há uma ligação entre a sua saída dias após e a permanência do treinador que venceu a Libertadores, porém fracassou no Mundial? A permanência de Muricy foi crucial para a sua saída de Vila Belmiro?
FS: Aquele bate-papo que tivemos foi uma informação do que fora conversado entre os presentes naquela viagem. A permanência do Muricy foi um assunto conversado entre todos os diretores e o presidente Luis Álvaro. A decisão foi um consenso de todos os envolvidos. A minha saída se deu por vontade do Odílio (Rodrigues) e de seus parceiros que querem manter o Santos em suas mãos por meio do candidato Nabil.

AQ: O candidato foi superintendente do clube entre 2010 e 2011 e não teve o contrato renovado para 2012 pelo mesmo ex-presidente - Luís Álvaro, que hoje o apoia. O que mudou para que esse apoio acontecesse? Não é um contra-senso?
FS: Esse biênio foi fantástico. Montamos um grande elenco e conquistamos grandes títulos. O sucesso que tivemos fez com que estes que administram o Santos se sentissem ameaçados de alguma forma, liberando vários profissionais além de mim. Após o afastamento por motivos de saúde, o Luis Álvaro percebeu o mal que aqueles que sobraram ao seu lado estavam fazendo.

AQ: O candidato tem o apoio de diversos ex-funcionários do clube. Tem algum compromisso com eles, caso eleito?
FS: O compromisso que eu tenho com eles é o mesmo com o torcedor santista. É recolocar o clube no azul, montar grandes times e conquistar títulos relevantes.

AQ: Pra finalizar: o candidato chamou o atacante Leandro Damião de "bichado"? Se sim, caso eleito, o que pretende fazer com ele?
FS: A qualidade do Leandro Damião é inquestionável, tanto que já defendeu a Seleção Brasileira e teve sucesso no Internacional. O que questionamos é a forma como a negociação foi feita, totalmente lesiva ao clube. Quem tem culpa nisso é aquele que assinou a transferência, não o atleta.

                                                   

 

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