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INSATISFAÇÃO SANTISTA

Postado às 21h40 desta quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Desagravo - Ação ou efeito de desagravar. Reparar uma afronta ou injúria. Em termos jurídicos: Ação de retratar um dano moral através de uma reparação cívil. Pois assim, o Comitê de Gestão que dirige o Santos emitiu novo documento à Federação Paulista de Futebol demonstrando o seu descontentamento em relação às decisões da Entidade sobre a final da Copa São Paulo de Futebol Júnior, que acontece neste sábado (25), no Pacaembu, às 10 horas, onde o Peixe enfrenta o rival SCCP.

Se em termos práticos não vai adiantar lá muita coisa, pelo menos a direção do clube apresenta a seus torcedores que "tentou" algo e que não comunga com o "feudalismo" praticado por aqueles que comandam o futebol do Estado.


Confira abaixo o conteúdo da nota de desagravo enviado a Federação assinado pelo presidente em exercício do clube: 
Considerando que o Santos Futebol Clube é o atual campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior e da Copa do Brasil Sub-20 em 2013 – e que novamente se qualificou para a disputa da partida final.
Considerando que o Santos é a equipe de melhor campanha da competição este ano.
Considerando que após a classificação das duas equipes que disputarão a final, para surpresa do Santos, foi liberada a seu adversário, Sport Club Corinthians Paulista, uma quota maior de ingressos, bem como acesso e permanência nos principais lugares do estádio do Pacaembu.
Considerando que em 22 de janeiro de 2014, o Comitê de Gestão do Santos Futebol Clube dirigiu ao DD. Presidente da Federação Paulista de Futebol carta na qual pleiteou o uso de sua primeira camisa, 50% da carga total de ingressos e a definição dos locais que sua torcida deveria ocupar no estádio.
Considerando que na mesma data, por meio de carta assinada pelo Sr. Isidro Suita Martinez – Vice-presidente/DCO, a Federação Paulista de Futebol respondeu ao Santos FC que:
“A carga de ingresso será de 15780 (quinze mil setecentos e oitenta) para o time à esquerda da tabela (Corinthians), conforme prescreve o Regulamento da Competição (Art 8º e 9º) e de 13500 (treze mil e quinhentos) lugares para o time à direita da tabela (Santos FC).
Ainda, esclareço que a divisão dos ingressos não foi possível em 50% visto determinação da Polícia Militar ao seguir critérios técnicos de segurança, por ser o jogo de alto risco.”
Vimos, pela presente, apresentar nosso DESAGRAVO aos atos praticados pela Federação Paulista de Futebol, referentes à partida final da 45ª COPA SÃO PAULO HITACHI DE FUTEBOL JÚNIOR – 2014, nos termos que seguem:
1 – Após acurada consulta ao Regulamento Específico da competição, não se chega à conclusão de qual dos dois clubes seria o mandante da partida final.
2 – Assim, discordamos do critério adotado pela FPF que, unilateralmente e sem qualquer prévia comunicação aos envolvidos, definiu o Corinthians como o clube mandante da partida, em que pese a indefinição do regulamento supramencionado.
3 – A FPF poderia adotar critérios mais justos para esta decisão, como a campanha entre os clubes ou, em caso de omissão no regulamento, o sorteio.
4 – Da forma como foi decidido pela FPF, há claras vantagens destinadas a um dos filiados desta Federação em detrimento do outro, transparecendo o tratamento desigual que não deve existir na entidade dirigente do futebol paulista.
5 – Ainda, a divisão desigual dos ingressos e os lugares piores destinados aos torcedores do Santos FC acarretará em menor interesse pela compra de ingressos e, consequentemente, menor público de torcedores santistas.
6 – A falta de critério justo adotado pela FPF é um desprestígio com a grande legião de fãs do Santos FC, responsável pela maior média de público da competição neste ano.
7 – Por outro lado, deve-se deixar claro que o ato da FPF gera repercussões, portanto, para efeito da Lei 10.671/2003, o parecer da FPF imputa ao Corinthians, como clube mandante, as responsabilidade civis, penais e desportivas sobre eventuais conflitos ou incidentes havidos no estádio do Pacaembu, durante a realização da partida final da Copa São Paulo de Futebol Junior, em 25 de janeiro de 2014.
Sendo o que temos para apresentar neste momento, externamos nossa indignação com os atos meramente discricionários praticados pela FPF e repudiamos os prejuízos que eles acarretam ao nosso clube"
 

 

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