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"NINGUÉM ME PROCUROU"

Postado às 12h32 desta quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
O zagueiro Edu Dracena está na lista do técnico Muricy Ramalho que pretende contar com o jogador no São Paulo, o ano que vem. Em entrevista ao Blog do ADEMIR QUINTINO, na manhã desta quarta-feira (11), o capitão santista que passa as férias no interior do Estado, afirma que não recebeu nenhuma proposta oficial do clube do Morumbi e se diz feliz por outros times terem interesse no seu futebol, porém, garante que o seu sonho é encerrar a carreira no Santos, clube que ele afirma ter se identificado. 

Edu Dracena teve Muricy Ramalho como seu comandante no Peixe durante dois anos, inclusive já era o capitão do alvinegro praiano no título da Libertadores da América em 2011. O ex´-técnico do Santos tem no zagueiro do Peixe uma ótima liderança de grupo e é admirador do seu futebol. Além disso, o dono da camisa 2 do Santos nos últimos anos, se dá muito bem com o capitão são paulino Rogério Ceni.

Ademir Quintino: Como você avalia o interesse do São Paulo em seu futebol?
Edu Dracena: Não estou duvidando de você, que é muito bem informado, mas se a notícia for verdadeira, avalio como positivo o fato de despertar interesse de outros clubes grandes. É a consequência do trabalho realizado ao longo da minha carreira e, especialmente, no Santos.

AQ: Alguém do São Paulo o procurou?
Edu Dracena: Sinceramente, por enquanto, não fui procurado por ninguém.

AQ: Como foi o seu relacionamento com o Muricy quando ele era técnico do Santos?

Edu Dracena: Muito bom, como também foi bom com o Vanderlei (Luxemburgo), o Dorival (Junior), o Adilson (Batista), o Marcelo (Martelotte) e o Claudinei (Oliveira), que foram técnicos do Santos desde 2009 até hoje. Era uma relação de respeito e admiração.

AQ: Você pretende encerrar a carreira no Santos?
Edu Dracena: Estou no Santos desde 2009 e tenho contrato até 2015. Conquistei seis títulos ao lado dos meus companheiros, levantei a taça da Libertadores depois de quase 50 anos de espera por parte do Clube e criei uma identidade muito grande aqui dentro. Claro que somos profissionais, mas não tem como não se apaixonar por um time como o Santos, pelo seu presente e pelo seu passado. É até engraçado: um dia você está no CT e cruza com o Pepe. Outro dia, com o Zito. De vez em quando, o Pelé vai até lá. Na primeira vez que vi esses ídolos pessoalmente e contei ao meu pai, ele se arrepiou!
Além disso, adoro morar em Santos, minha família toda adora a cidade. Até brinco que mais um pouco eu vou começar a usar 'Santos' como sobrenome depois de Dracena... (risos). Claro que somos profissionais e amanhã, se o Santos não quiser mais meu futebol, eu sei que tenho mercado para atuar mais alguns anos em alto nível. Treino bastante, me cuido muito e não descuido da forma nem nas férias. Mas seria um sonho realizado cumprir meu contrato até 2015 e, quem sabe, estendê-lo por mais alguns anos até encerrar minha carreira no Santos.

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