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A DESPEDIDA

Postado às 22h56 desta sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Neste domingo (08) chega ao fim o Campeonato Brasileiro de 2013.  O Santos vai até o Planalto Central para enfrentar o Goiás, às 17h00, em partida válida pela última rodada da competição. Com 54 pontos, o Peixe busca mais três pontos que o levará a terminar o campeonato entre a 7a. e a 8a. colocação, o melhor paulista (o que não acrescenta muita coisa). 

Poderia ser melhor? Creio que sim, pois se levarmos em conta alguns pontos bobos que o time praiano perdeu (empates contra o Vasco duas vezes, Náutico e Coritiba na Vila, entre outros) , poderia estar na briga por uma vaga a Libertadores até a última rodada; mas se analisarmos friamente, pelo planejamento que não existiu, pelas pífias contratações e pelas perdas durante o ano, ficou de bom tamanho.

O time da Vila perdeu Neymar, seu principal jogador nos últimos 30 anos; não teve reposição a altura ( William José, Everton Costa e Renato Abreu, por exemplo, não acrescentaram absolutamente nada), Montillo, maior contratação da história do clube ainda não rendeu.  O time sem nenhum padrão tático deixado pelo antecessor do inexperiente Claudinei Oliveira, recém promovido dos juniores e uma humilhante goleada para o Barcelona, no meio de tudo isso. Não dava para ser otimista e esperar algo muito maior do que efetivamente aconteceu. 

De positivo, foram as oportunidades agarradas pelos jovens Gustavo Henrique, Alison e no fim do competição por Geuvânio, todos revelados pelo clube. Esses jogadores, se não são craques, provaram dentro das quatro linhas que podem ser uteis durante muito tempo.

O Santos pode muito mais, já dizia o slogan vitorioso da atual gestão durante a penúltima eleição no clube e o torcedor espera isso para 2014. A grana é curta e a criatividade vai ter de existir, algo não percebido há algum tempo pelos arredores do Estádio Urbano Caldeira. 

O Alvinegro não faz um campeonato nacional descente, nas condições que a tradição do clube exige, desde 2007 e isso se faz mais do que necessário para o ano que se aproxima.

E para finalizar, desejo toda o sucesso e sorte do mundo ao técnico Claudinei Oliveira, que se despede neste fim de semana dos seus comandados e que pode até ter pecado em algumas situações pelo noviciado a frente de um elenco de profissionais, mas o vestiário do Santos, apesar de algumas desavenças, ainda é um dos melhores deste país. 

Claudinei teve mais acertos do que erros, em minha opinião. A tarefa do jovem comandante técnico não era fácil. Fazer omeletes sem ovos e cercado de muito desconfiança, inclusive dos dirigentes. Reconheço que o treinador até poderia ter sido mais ousado em muitas situações, mas foi responsável direto em resultados que deixaram o Santos, que estava fadado a ser candidato ao rebaixamento, em uma posição intermediária.

Não canso de dizer e torno a repetir, as vaidades e os interesses pessoais não podem estar a frente do Santos Futebol Clube. Se isso acontecer é um grande passo para um ano novo mais feliz.

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