O triunfo Santista sobre o Vitória por 3x1, somado a derrota gremista pelo mesmo placar para o Corinthians, faz com que, independente do resultado do Vasco neste domingo (31), o Santos entre na parada para a Copa do Mundo fora da zona de rebaixamento. Miguelito, Barreal e Gabigol deixaram tentos na Vila, assim como Renê para o Vitória.
Cuca cortou Adonís Frías dos titulares e promoveu o retorno de Luan Peres. Com a entrada de Ananias no segundo tempo, fica a impressão que o argentino se tornou quarta opção para a zaga. Oliva foi a única novidade no meio-campo, já que Gustavinho estava suspenso.
O técnico Jair Ventura contava com alguns desfalques. Isso facilitou a ideia do Cuca, principalmente com Miguelito. Teoricamente os soteropolitanos jogavam com linha de quatro na defesa, mas costumeiramente o volante Caíque "baixava" para fazer uma linha de cinco.
A situação facilitou para o boliviano quando ele entendeu que as principais oportunidades estariam nas costas dos volantes. Dessa maneira ele abriu o placar aos 18 minutos.
Daquele momento em diante havia uma preocupação quanto a parte física do time Santista, tendo em vista que o time despenca nitidamente nesse quesito e já na etapa inicial sob o comando de Cuca. Efetivamente aconteceu.
O Vitória tomou controle da posse de bola, pouco efetiva é verdade, mas naquele momento o Alvinegro estava entregue fisicamente. Arão já tinha amarelo e Oliva estava tão debilitado que saiu no intervalo.
Quando os nordestinos piscaram na volta para os últimos 45 minutos, já estava 3x0.
Barreal e Gabigol precisaram de 12 minutos para liquidar a fatura.
Para dar aquela de chato, os dois últimos gols do Peixe não partiram de jogadas construídas por propor jogo, mas sim de erros da defesa adversária. Por outro lado, gols antes perdidos, hoje são convertidos.
Logo após o terceiro gol, Gabigol foi infantilmente expulso ao colocar as mãos na parte genital do corpo. Após dois jogadores no Brasil serem punidos pelo mesmo motivo, para que cometer o mesmo erro? Nada será feito pela diretoria, porque estão devendo direitos de imagem, vai cobrar como do jogador?
Agora serão 40 dias parados, entre férias e intertemporada. Não haverá justificativa se o time voltar abaixo fisicamente. A preparação física terá a faca e o queijo na mão para deixar o time no mais alto nível para a reta final. Caso contrário, dará razão a quem a critica.
"É importante demais para nós. Teremos uma parada grande e depois saímos para a intertemporada em Portugal. Voltaremos com ritmo de jogo. Provavelmente poder levar alguns jogadores contratados para ganhar entrosamento. E depois voltar para enfrentar a Chapecoense", disse Cuca.
Além do tempo para comissão, a diretoria de futebol, que já trabalhou em duas janelas de transferências e sem sucesso, ganhará sua terceira oportunidade de mostrar algum tipo de servição. Terão que corrigir a rota do elenco que eles mesmos montaram. E sem saber se terá Brazão e Neymar.
FICHA TÉCNICASANTOS 3 X 1 VITÓRIA
SANTOS: Gabriel Brazão; Igor Vinicius, Lucas Veríssimo, Luan Peres (João Ananias, aos 13/2ºT) e Escobar; Willian Arão, Christian Oliva (Samuel Pierri, no intervalo) e Miguelito (Rony, aos 23’/2T); Gabriel Bontempo (Davizinho, aos 30’/2ºT), Barreal (Rollheiser, aos 30’/2ºT) e Gabriel Barbosa.
Técnico: Cuca
VITÓRIA: Gabriel; Claudinho (Marinho, aos 26’/2ºT), Caíque Gonçalves (Tarzia, no intervalo), Neris (Renato Kayser, aos 26’/2ºT), Luan Cândido e Jamerson; Gabriel Baralhas (Emmanuel Martinez, aos 27’/1ºT, depois Osvaldo, aos 43’/2ºT)) e Zé Vitor; Erick, Matheuzinho e Renê.
Técnico: Jair Ventura
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| Parte muscular de Oliva precisará de reforço na intertemporada |
NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Brazão - Acertou tempo de bola em todas as saídas de gol. Peixe poderia ter se complicado sem as defesas do goleiro. - 7,0
Igor Vinícius - Fez apenas uma jogada efetiva no ataque. - 5,5
Veríssimo - Na mesma proporção que fez um péssimo primeiro tempo, compensou no segundo. Sofreu muito com o autor do gol adversário. - 5,5
Luan Peres - Fez 45 minutos muito corretos, depois caiu em razão de hipoglicemia e rapidamente foi substituído. - 5,5
Escobar - Teve a tarefa de parar um dos grandes atacantes do país em 2026, Erick. Errou na saída de bola acima do normal. - 5,5
Arão - Tomou cartão cedo demais para um volante. Após a expulsão, inúmeras vezes baixou para fazer uma espécie de terceiro zagueiro. - 5,0
Oliva - O passe entrelinhas para Miguelito abrir o placar foi digno de um camisa cinco de qualidade. Com ritmo e bem fisicamente, é muito titular. - 6,5
Bontempo - Iniciou a jogada do terceiro gol. Ao contrário de outros jogos, não foi o principal destaque do meio-campo. - 6,0
Miguelito - Seu mapa de calor mostra que passou pelos três corredores. Muito participativo e corajoso. Finalização de longe para abrir o placar e assistiu Gabriel no terceiro tento. - 7,5
Barreal - Marcou um belo gol. Assim como Miguelito, foi muito participativo e colaborou no jogo apoiado. - 7,0
Gabigol - Da mesma forma que o elogiaria pelo gol, preciso criticá-lo pelo gesto obsceno infantil. Inadmissível um jogador de quase 30 anos desfalcar o time por esse motivo. - 5,0
Samuel Pierri - Ainda está em processo de maturação. Tem qualidade, mas ainda peca na tomada de decisão, o que é normal para quem não tem sequer 18 anos. - 5,5
Ananias - Desmentida a falácia de que o guri não disputa partidas à noite, deu tempo de desarmar duas vezes e interceptar uma. - 6,0
Rony - Começou como ponta de lança, mas errou todos os contra-ataques. Terminou como assistente do Escobar. - 4,5
Davizinho - SEM NOTA
Rollheiser - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.




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