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FORA DA ZONA, MAS SEGUE EM SITUAÇÃO PERIGOSA

Publicado às 12h10 desta segunda-feira, 18 de outubro de 2021.

O Santos foi até o Recife, neste domingo (17) e voltou com um empate em 0 a 0 diante do Sport, em partida da 27a. rodada do Brasileirão. 

Com o resultado, o Peixe deixa a zona de rebaixamento, onde entrou na noite do sábado (16), após o empate entre América e Bahia e com isso, ocupa no momento a 15a. colocação da competição, a penúltima, antes dos times que estão no Z-4 com 29 pontos.

Mesmo contra o pior ataque do campeonato, Carille manteve três zagueiros. Ficou nítido e notório que o alvinegro jogava por uma bola. 

No primeiro tempo, Lucas Braga acertou a trave de Maílson. Na verdade, o Santos teve três oportunidades na primeira etapa, apenas. Além do chute do camisa 30, uma cabeçada de Raniel e uma tentativa de Sánchez que foi para fora. A preocupação foi totalmente defensiva. As investidas supracitadas eram pontuais do time paulista.

Na segunda etapa, o que já não estava bom, ficou ainda pior. O Peixe não tinha e não tem, há muito tempo, ligação entre o meio e o ataque e tampouco encaixava contragolpes. O Sport tomou as ações e mesmo limitado tecnicamente buscava o gol.  Zé Welison encontrou a trave aos dois minutos da etapa complementar.

Aos 20, Carille sacou Palha da zaga e colocou Felipe Jonatan. Também alterou outras peças como Madson na ala no lugar de Marcos Guilherme e Tardelli no posicionamento de Raniel. Com as alterações, o esquema de três zagueiros deu lugar a uma linha de quatro com dois defensores. 

Entretanto, aos 24, quando Velázquez e Boza bobearam no lance, o atacante pernambucano Mikael surgiu diante de Jandrei, após longo lançamento, e acabou parando no melhor jogador da partida e estreante da meta santista, pois o pior, poderia ter acontecido.

O esquema tático mudou, mas o futebol seguiu pouco inspirado. Erros de passes com pouco metros de distância que proporcionavam contragolpes ao adversário de forma constante. O ponto fora de casa acabou se tornando uma conquista para a manutenção do clube na série A.

O Peixe tem dois jogos seguidos na Vila Belmiro. O América-MG no sábado (22), às 17h e na quarta-feira que vem (27), às 19h, diante do Fluminense em partida remarcada da 23a. rodada. É fazer o 'dever de casa' e sair o mais rápido possível desta posição incomoda. 

O que me dá alento de que o time não vai passar a maior vexame de sua história  é a mediocridade dos adversários e o fator torcida nos jogos na Baixada. A galera santista que apoiou muito e de forma que tem de ser contra o Grêmio, vai ser o diferencial nestes sete jogos que restam ao time no Urbano Caldeira. 

Se depender do comportamento do elenco nas partidas fora de casa, onde tem uma única vitória, seis empates e sete derrotas, com o segundo pior aproveitamento como visitante, não será o suficiente para sair desta vergonha colocação.

O defensor Wagner Palha recebeu o terceiro amarelo e cumprirá suspensão diante do Coelho Mineiro, no próximo fim de semana. Em compensação, João Paulo e Jean Mota ficam à disposição. Pirani, pelo que disse em entrevista coletiva o comandante técnico, deve retornar entre os relacionados. Os demais - Léo Baptistão, Luiz Felipe, Jóbson e Kaiky devem permanecer de fora.


FICHA TÉCNICA

SPORT 0 X 0 SANTOS

Arena Pernambuco, no Recife (PE)

Árbitro: Anderson Daronco (RS)

Cartões amarelos: Sánchez, Wagner Palha, Madson (SFC)

SPORT: Mailson; Ewerton, Thyere, Sabino e Sander; Marcão, Zé Welison e Gustavo Oliveira (Trellez); Luciano (Paulinho), Everaldo (Leandro Barcia) e Mikael; Técnico: Gustavo Florentín.

SANTOS: Jandrei; Danilo Boza, Emiliano Velázquez e Wagner Palha (Felipe Jonatan); Marcos Guilherme (Madson), Camacho, Vinícius Zanocelo, Carlos Sánchez (Luiz Henrique) e Lucas Braga; Marinho (Ângelo) e Raniel (Diego Tardelli) Técnico: Fábio Carille.

Mas uma vez, o ataque santista passou sem ser abastecido e sem marcar gols.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS: 

Jandrei: Não jogava desde 14 de outubro do ano passado. Mesmo sem ritmo, foi o grande nome do time e fez uma defesa milagrosa no segundo tempo, após Mikael se desvencilhar de Velázquez e Boza. - 6,5 

Danilo Boza: Quando  mudou o esquema, perdeu duas jogadas inadmissíveis. - 5,5

Velazquez: Foi em envolvido num lance com Boza e quase o pior aconteceria. Quando tem de jogar com dois zagueiros, fica exposto e não transmite a mesma segurança. - 5,0

Wagner Palha: Recebeu o terceiro amarelo e desfalca o time na próxima rodada. Não reeditou as boas partidas de quando estava no Náutico. - 5,0

(Felipe Jonatan): Jogou menos da metade de um dos tempos. Compôs bem a linha de quatro, mas pouco apoiou. - 5,5

Marcos Guilherme: Não defende como lateral e muito menos ataca como ponta. Perdido na função. - 4,5

(Madson): Tem muito mais qualidade que seu antecessor na função, mas não tem rendido fisicamente. - 5,0

Camacho: Fazia bom jogo, até que resolveu driblar na frente da área e proporcionou contra-ataques perigoso. - 5,5

Zanocelo: Muitos toques para trás e para o lado. Não me agrada a falta de verticalidade. - 5,0

Sanchez: Muitos passes errados. Sem jogos no meio de semana, pode colaborar a recuperação do veterano. - 5,0

(Luizinho): Jogou pouco tempo. Perdeu uma bola que proporcionou um contra-ataque perigoso aos donos da casa. - SEM NOTA

Lucas Braga: Dos jogadores de linha, foi o que mais tentou sair do comum. Algumas jogadas pontuais individuais pela esquerda. Chutou uma bola na trave. - 6.0

Marinho: Bem marcado. Não conseguiu chutar ao gol, nem se livrar dos marcadores. - 5,5

(Ângelo): Cinco minutos em campo. Perdeu uma jogada individual. - SEM NOTA

Raniel: Muita entrega, mas pouco produtividade. - 4,5

(Tardelli): Uma pena ter limitações na parte física. Quando entra dá uma alternativa no abastecimento ao ataque. - 5,5

Técnico: Carille: Colocou quatro laterais no banco e optou pelas improvisações na função. Mesmo contra o pior ataque do campeonato, permaneceu com três zagueiros. Podia ousar um pouco mais com adversários de qualidade técnica inferior. - 5,0


 

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