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O ROBIN-HOOD DO BRASILEIRÃO VENCE MAIS UM NA PONTA DA TABELA

Publicado às 23h02 desta terça-feira, 6 de julho de 2021.

Recheado de desfalques, inclusive do técnico Fernando Diniz que cumpriu suspensão, o Santos venceu mais um time na parte de cima da tabela e nesta terça-feira (6) venceu o Athletico Paranaense, na Vila Belmiro, por 2 a 1. Com o resultado o time pula para a sexta colocação e dá uma respirada melhor após desperdiçar pontos para times da parte de baixo da tabela ao empatar com o Sport e perder para o América-MG.

Sem Pará suspenso, Felipe Jonatan no DM, Luan Peres praticamente negociado com o Olympique de Marselha, Alison que se recupera de dores no Joelho e Kaio Jorge que o clube disse que passaria por controle de carga no fim de semana (na verdade todos sabem que envolve a questão dos seis meses que antecedem o fim do contrato) e que também seguiu fora neste compromisso, o Peixe não perdeu seu protagonismo de propor jogo e diante do vice-líder do Brasileiro, proporcionaram, principalmente na primeira etapa, um jogo interessante de muitas ações ofensivas. 

A exceção do começo da partida, onde o Furacão encaixou mais rápido sua proposta de também agredir,  e dos minutos finais da partida, em que o Santos sofreu pressão, o time que foi comandado nesta noite por Eduardo Zuma teve uma atuação bastante eficiente.

O alvinegro abriu o placar após chute forte de Marinho e o goleiro Santos rebatendo com Madson cruzando e Marcos Guilherme dentro da área, abriu o marcador.

O time da Vila deu uma relaxada e no último lance do primeiro tempo, permitiu a igualdade dos visitantes. O ótimo Abner ganhou a disputa pelo alto na esquerda e Vitinho fez o cruzamento para Fernando Canesin bater de primeira sem chances para João Paulo.

Como Deus escreve certo por linhas tortas, logo no início do segundo tempo, aos dois minutos, o Santos retomou a vantagem em uma infelicidade de Zé Ivaldo do Athletico-PR. Pirani cruzou fraco e jogador do time de Curitiba acabou mandando a bola contra a própria meta e colocando o Santos na frente, novamente.

Na segunda etapa, o jogo caiu muito. Os times quase não finalizaram. Melhor para o Santos que tomou uma pressão no fim da partida, mas conseguiu segurar o resultado e colecionar três pontos, que agora lhe dão 15 na tabela, sendo 14 deles em seis jogos na Vila Belmiro. Foram quatro vitórias e dois empates até aqui em Urbano Caldeira. Ah se não tivesse perdido os pontos para Juventude e Sport em casa.

No próximo sábado (10), o alvinegra vai a capital enfrentar o Palmeiras, no Allianz Parque às 16h30 com transmissão da ENERGIA 97 FM.


FICHA TÉCNICA

SANTOS 2 x 1 ATHLETICO PARANAENSE

Árbitro: Vinicius Gomes do Amaral (RS)

Estádio da Vila Belmiro - Santos (SP)

GOLS: Marcos Guilherme, aos 10, e Canesin, aos 45min do 1ºT; Zé Ivaldo (contra), aos 4min do 2ºT

Cartões amarelos: Kaiky e Luiz Felipe (SFC), Thiago Heleno e  Renato Kayzer (CAP)

SANTOSJoão Paulo; Madson, Luiz Felipe, Kaiky e Moraes; Camacho, Jean Mota (Vinicius Balieiro) e Gabriel Pirani (Carlos Sánchez); Lucas Braga (Vinicius Zanocelo), Marcos Guilherme (Marcos Leonardo) e Marinho (Ângelo). Técnico: Eduardo Zuma (auxiliar)

ATHLETICOSantos; Thiago Heleno, Pedro Henrique e Zé Ivaldo (Nikão); Marcinho (Khellven), Richard, Christian (Leo Cittadini) e Abner; Vitinho, Matheus Babi (Renato Kayzer) e Canesin (Terans). Técnico: António Oliveira

Marinho de cabelo pintado sofre forte marcação durante o jogo.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS:
João Paulo: Sem culpa no gol. Nenhuma defesa difícil. - 5,5
Madson: Bem demais no apoio. Estava atento no rebote do Santos e deu a assistência no gol de Marcos Guilherme. Por ser ala e não lateral, apoia melhor do que marca e deu espaço no gol do adversário. - 6,5
Luiz Felipe: Teve que se virar mais do que o normal na cobertura, já que Madson avançava e deixava espaços. Mais uma grande partida do beque pela direita. - 6,5
Kaiky: Ainda peca no alto. Bem na saída de bola e na cobertura. - 6,0
Moraes: Não comprometeu na defesa e ainda apareceu a frente. Boa partida. - 6,0
Camacho: É o termômetro do meio-campo. Tudo começa nele na segunda linha. - 6,0
Jean Mota: Não apareceu tanto no jogo com passes ou armações, mas marcou mais do que o normal no auxílio que tem de dar no meio-campo. - 5,5
(Balieiro): Pouquíssimo tempo em campo. - SEM NOTA
Pirani: Sua melhor partida na era Diniz. Com Braga espetado entre os zagueiros e Marcos Guilherme aberto por um dos lados, o camisa 20 quem flutuou entre a segunda e a terceira linha e isso ele sabe fazer bem. - 6,5
(Sánchez): Pisou na bola para cadenciar o jogo, já que o Santos vencia a partida e o time havia recuado. - 6,0
Lucas Braga: Ajudou na recomposição e foi para o sacrifício no primeiro tempo como falso 9. Na segunda etapa, aberto pela esquerda participou um pouco mais. Ainda não foi o Lucas Braga de 2020 e do começo do ano. - 6,0
(Zanocelo): Me recordo apenas de ter visto uma vez pegar na bola. - SEM NOTA
Marcos Guilherme: No lugar certo na hora certa para abrir o marcador. Desta vez não veio fazer a transição entre o meio e a frente. Ficou aberto por um dos lados no primeiro tempo e até foi falso 9 na segunda etapa. - 7,0
(Marcos Leonardo): Entrou no apagar das luzes. - SEM NOTA
Marinho: Voltando a ter a condição física do ano passado. Fundamental no chute do primeiro gol. Tem condições de se apresentar mais na frente. - 6,5
(Ângelo): Em campo somente nos acréscimos. - SEM NOTA
Técnico: Eduardo Zuma (auxiliar): O Santos demorou uns 15 minutos para encaixar seu jogo, mas daí por diante foi melhor na primeira etapa. Um castigo o gol sofrido nos acréscimos. Contou com a sorte e o gol contra no começo do segundo tempo. Poderia ter mexido um pouco antes já que levou pressão no fim da partida. - 5,5


 

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