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É NECESSÁRIO MAIS QUE O JOGO DE APROXIMAÇÃO CONTRA TIMES RECUADOS

Publicado às 09h25 desta quinta-feira, 1 de julho de 2021.

Em noite de pouca inspiração e raríssimas jogas individuais no ataque, o Santos parou na retranca do Sport-PE e os times ficaram apenas no empate sem gols, em 0 a 0, na noite fria desta quarta-feira (30), no Estádio da Vila Belmiro. O alvinegro tem muitas dificuldades de propor jogo com equipes que vem a Baixada apenas para se defender e utilizar-se de contra-ataque. Já tinha sido assim diante do Juventude, na terceira rodada, quando também finalizou pouco e não conseguiu marcar gols.

Conforme o Blog do ADEMIR QUINTINO já havia publicado na véspera, Lucas Braga substituiu Marinho suspenso e Camacho voltaria ao meio-campo na vaga de Ivonei. Houve a mudança de duas peças, mas o esquema tático seguiu o mesmo.

Santos finalizou 14 vezes a meta de Mailson, goleiro do rubro-negro pernambucano durante toda a partida. Ao gol efetivamente, apenas uma bola, que caprichosamente parou no travessão, durante o segundo tempo, em chute de Kaio Jorge.

Verdade seja dita, o Sport também teve seus méritos, pois, marcou muito bem e não entrou na armadilha do Santos no recuo de Marcos Guilherme para atrair os marcadores com perseguições longas e sobrar espaços aos atacantes alvinegros.

O Santos tem tido evolução nas mãos de Diniz. Isto é fato. Porém, taticamente é preciso mais do que apenas ter o "jogo de aproximação", principalmente nestes jogos em que o adversário coloca 'dois ônibus atravessados' com duas linhas (uma de quatro e outra de cinco jogadores) na frente do gol.

O Peixe que ainda segue em reconstrução, tem movimentação abaixo do que pede o futebol hoje. Com exceção do jovem Pirani, o principal setor de um time, o meio-campo é muito estático. 

O jovem comandante técnico terá que criar alternativas para eliminar este antídoto adotado por clubes que virão a Vila com esta propositura, única e exclusivamente de jogar por uma bola.

Por fim, quando o 'jogo de aproximação' não consegue espaços é hora da individualidade. Diniz poderia ter lançado o menino Ângelo que tem bom um contra um e preferiu não fazê-lo.

O Santos volta a campo, neste sábado (3), às 19h, diante do América-MG, em Belo Horizonte. Marinho que cumpriu suspensão retorna ao time. John e Alison seguem como dúvidas.

FICHA TÉCNICA

SANTOS 0 x 0 SPORT

Estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP)

Árbitro: Douglas Schwengber da Silva (RS)

Cartões amarelos: André, Luiz Felipe, Neilton, Sabino, Tréllez (SPO)

SANTOSJoão Paulo; Pará (Vinícius Zanocelo), Luiz Felipe (Lucas Venuto), Luan Peres e Felipe Jonatan (Madson); Camacho, Jean Mota e Gabriel Pirani (Sánchez); Lucas Braga (Marcos Leonardo), Kaio Jorge e Marcos Guilherme. Técnico: Fernando Diniz

SPORT: Mailson; Hayner, Rafael Thyere, Sabino e Júnior Tavares; Marcão, José Welison, Thiago Neves (Gustavo Oliveira); Everaldo (Paulinho Moccelin), Neilton (Tréllez) e André (Mikael); Técnico: Umberto Louzer.

Diniz conversa com o time na volta do intervalo. Peixe parou na retranca do time nordestino.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS

João Paulo: Pouco exigido. Fez uma boa defesa em chute de longa distância. - 6,0

Pará: Parece ter perdido a autoconfiança em razão da fase que não é das melhores. Foi chutar a bola pra frente e a mesma foi para trás e permitiu um contra-ataque que quase termina em gol do Sport. - 5,0

(Vinícius Zanocelo): Um pouco afobado e tomadas de decisões equivocadas. - 5,0

Luiz Felipe: Bem novamente. Porém, se não tiver cobertura no um contra um, não tem grande arranque, o que acontece com a maioria dos defensores. - 6,0

(Lucas Venuto): Pouco tempo em campo. Entrou mais de lateral do que na ponta. - SEM NOTA

Luan Peres: Vive seu melhor momento na carreira. Um dos melhores do país na posição. Tempo de bola perfeito. O melhor do Santos no jogo. - 6,5

Felipe Jonatan: Começou bem a partida, indo várias vezes a linha de fundo. Com o encaixe da marcação do Sport e com Neílton nas suas costas, depois da metade do primeiro tempo, guardou mais a posição. Foi substituído na segunda etapa. - 6,0

(Madson): Deu vida ao lado direito do ataque. Santos era penso, só atacava com Jonatan pela esquerda. Ainda assim, produziu menos do que se espera dele. Não teve espaço na defesa bem fechado do Sport. - 5,5

Camacho: Tentou lançamentos de média e longa distância. - 6,0

Jean Mota: Não reeditou os bons jogos anteriores. Não conseguiu ajudar nas construções das jogadas para encontrar os atacantes. - 5,0

Gabriel Pirani: Pouco inspirado. Porém, era o único que se movimentava no meio-campo para encontrar espaços. Bem substituído. - 5,0

(Sánchez): Apesar dos quase 37 anos, deu vida e mais velocidade no setor. Lúcido. Ainda não aguenta 90 minutos. Vai virar titular com sua qualidade técnica. Sente falta de alguém que se movimente mais para fazer a tabela. - 5,5

Lucas Braga: O atacante que vivia bom momento até a lesão diante do Cianorte na Copa do Brasil teve a oportunidade de começar o jogo, mas não fez uma partida boa. Joga mais do que apresentou nesta noite. - 5,0

(Marcos Leonardo): Participou de poucos lances. - SEM NOTA

Kaio Jorge: Não encontrou espaços para atrair a marcação e liberar os companheiros para entrarem no corredor. Um bom chute que caprichosamente parou na trave e nas costas do goleiro. - 5,5

Marcos Guilherme: O motorzinho do Santos se deslocou, mas não encontrou espaços. - 5,0

Técnico: Fernando Diniz: Creio que em jogos contra times retrancados é necessário mais que o jogo de aproximação. Uma das maneiras de quebrar as linhas é com jogador habilidoso, bom no um contra um. O Santos tinha um no banco, mesmo que não esteja pronto, que é o Ângelo. O técnico não arriscou. O time cruzou 30 bolas e ninguém com características de bom aproveitamento no jogo aéreo para finalização. Era para o Bruno Marques estar no banco à disposição para poder mudar o estilo de proposta. Também, não posso ser injusto e dizer que o time não tem tido evolução, pois apesar do tropeço, evoluiu muito nas mãos do atual comandante técnico. - 5,0


 

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