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PREOCUPANTE

Publicado às 10h30 deste domingo, 30 de abril de 2021.

O Santos foi goleado na noite deste sábado (29), na sua estreia no Brasileirão/21 em Pituaçu, Salvador. Em apenas sete minutos, isso mesmo, precisou apenas de exatos sete minutos do reinício da partida no segundo tempo para o alvinegro da Vila ter um 'choque de realidade' e perceber que se a direção não abrir os olhos, o maior time que o planeta já pode assistir nos anos 60, corre riscos de pela primeira vez ter o dissabor de cair para a série B. O Bahia venceu por 3 a 0. 

Foi a terceira derrota consecutiva do Peixe na temporada, as outras duas tinham sido para o The Storngest (BOL) e Barcelona (EQU), ambas na Libertadores. Fora de casa, em 12 jogos neste ano, o clube venceu apenas uma.

Conforme o Blog do ADEMIR QUINTINO havia garantido, desde a terça-feira passada (36), Marinho reapareceu no time. O jogador ainda não está com a explosão física da temporada passada. É nítido que evita chutes com a perna esquerda. Teve uma falta que era para ele bater e deixou Jean Mota executar, mas ele começou o duelo e atuou os 90 minutos.

Nos 45 minutos iniciais, o Santos teve a posse de bola, porém, sem objetividade alguma e insuficiente para criar jogadas claras de perigo. 

Os adversários já perceberam que é só dar a bola para o meio-campo santista que os mesmos tem pouca criatividade e não sabem o que fazem com ela e o Bahia também usou desse expediente para contra-atacar. No primeiro tempo, o Santos teve duas oportunidades - uma com Marinho e outra com Jean Mota e os soteropolitanos uma com Rodriguinho.

Entretanto, só foi começar a etapa complementar para os erros reaparecerem e os donos da casa com extrema facilidade construírem a goleada.

Com exatos 37 segundos de bola rolar após o árbitro trilhar o seu apito para o começo do segundo tempo,  Thaciano, ex-Santos (esteve no time sub-23, o Santos B, em 2017), recebeu dentro da pequena área e apenas empurrou para abrir o placar, após a bola ser mal rebatida e receber a assistência de Rossi.

Aproximadamente dois minutos depois, saída errada da defesa e novamente Rossi recebeu pelo lado direito do ataque, e cruzou para trás. Mais uma vez, a bola em Thaciano, que balançou a rede santista novamente. O terceiro saiu aos sete, quando Juninho aproveitou cruzamento e marcou de cabeça, sem nenhum marcador ao seu redor e daí por diante, os times trocaram a bola até o fim da partida.

O Santos hoje é uma caricatura mal feita de um time de futebol. Não tem intensidade, extremamente estático, troca muitas bolas para trás e que só tem uma forma de jogar - a do contra-ataque. 

As linhas do time - ataque, defesa e meio-campo não são compactas e quando um adversário rouba ou ganha a bola de presente e parte em velocidade, principalmente nos contragolpes, é um 'Deus nos acuda'. 

O vice-campeão da América em 2020, tem um time de Copa São Paulo com três, quatro jogadores mais experientes. Perdeu três peças vendidas e uma lesionada em relação ao time que terminou a temporada e não houve reposição. Em um campeonato com lesão e cartão, que você perde peças constantemente, e de um quilate bem superior ao Estadual é necessário se reforçar urgentemente e com atletas prontos, não somente apostas.

Pela primeira vez na vida, estou extremamente preocupado com o futuro do time na competição nacional. A camisa é pesada, mas não é apenas este fato que vai fazer com que o clube não passe um vexame maior ao final do torneio. É preciso muito mais que isso. Organização e investimentos, dentro e fora das quatro linhas. Muito trabalho a vista para Diniz e o novo Executivo de Futebol - Mazzuco.

Além do Brasileirão, o Peixe ainda disputa em 2021 a Copa Sul-Americana e a Copa do Brasil, onde na terça-feira (1), o time vai ao Sul do País e enfrenta o Cianorte, no Paraná, em sua estreia na competição nacional através do mata-mata.

FICHA TÉCNICA
BAHIA 3 x 0 SANTOS
Estádio de Pituaçu - Salvador (BA)
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ)
GOLS: Thaciano, aos 37 segundos e aos 3min, e Juninho, aos 7min do 2ºT
Cartões amarelos: Matheus Bahia, Patrick de Lucca e Rossi (BAH); Kaiky e Marinho, Luan Peres e Alison (SFC)
BAHIA: Mateus Claus; Renan Guedes, Conti, Juninho e Matheus Bahia; Patrick de Lucca (Jonas), Daniel (Matheus Galdezani) e Thaciano (Lucas Araújo); Rossi, Gilberto (Thonny Anderson) e Rodriguinho (Maycon Douglas). Técnico: Dado Cavalcanti
SANTOS: João Paulo; Pará (Madson), Kaiky (Marcos Guilherme), Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison, Jean Mota e Gabriel Pirani; Marinho, Kaio Jorge (Marcos Leonardo) e Lucas Braga (Ângelo). Técnico: Fernando Diniz

O partida também marcou a estreia de Marcos Guilherme com a camisa do Santos.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
João Paulo: Nenhuma grande defesa, porém, apesar de três gols sofridos, sem nenhuma culpa em nenhum deles. - 5,0
Pará: Não vive um bom momento, No lance do gol que abriu o placar, tentou despachar a bola para frente e a mesma espirrou e parou na ponta-direita do ataque baiano. Rossi só teve o trabalho de cruzar para Thaciano abrir a contagem. - 4,5
(Madson): Entrou no segundo tempo, porém, quase não apareceu na partida. - SEM NOTA
Kaiky: Fez bom primeiro tempo. No começo da segunda etapa, errou alguns passes. Um deles originou o contra-ataque que deu o segundo gol aos donos da casa. Me preocupo demais em um jogador de apenas 17 anos, com muito potencial ficar marcado por alguns jogos. Tem bola para ser titular do Santos durante muitos anos, porém, precisa ser preservado neste instante. Foi substituído. - 4,5
(Marcos Guilherme): Entre as substituições de Diniz era a mais aguardada. O jogo marcou a sua estreia. -  SEM NOTA
Luan Peres: No lance do segundo gol, tentou conter Rossi, mas não conseguiu evitar. Junto com seu companheiro de setor e demais companheiros, observam Juninho marcar sozinho, o terceiro gol. - 5,0
Felipe Jonatan: Não apoiou e teve problemas no começo do segundo tempo, quando o Bahia chegou com Rossi e Renan Guedes, fazendo dois em um. Faltou proteção para igualar o número de jogadores pela esquerda da defesa. - 5,0
Alison: Com a saída de Kaíky no começo da segunda etapa, virou zagueiro, onde teve performance melhor do que na cabeça da área. - 5,0
Jean Mota: Não conseguiu armar ou dar velocidade para bola chegar nos atacantes. Marinho e Lucas Braga só receberam bolas de costas. - 5,0
Pirani: Tentou carregar a bola pelo lado do campo e levá-la a frente. Não teve êxito. A exceção foi a jogada que culminou no chute de Marinho no fim do primeiro tempo. - 5,5
Marinho: Nítido que ainda não tem confiança ou sente problemas na perna boa, a canhota. Evitou chutar e não conseguiu ir num enfrentamento um contra um contra os defensores. Teve um chance no primeiro tempo, defendida pelo arqueiro Clauss. - 5,0
Kaio Jorge: Começou bem, se deslocando e vindo buscar jogo. Sofreu faltas por trás, mas desapareceu com o time na segunda etapa. - 5,0
(Marcos Leonardo): Jogou pouco tempo. - SEM NOTA
Lucas Braga: Longe do jogador que foi destaque nas últimas partidas. Também foi prejudicado porque não conseguiu receber uma bola para encarar o marcador em velocidade, sua grande característica. Fez o pivô num chute de Marinho no primeiro tempo. - 5,0
(Ângelo): Entrou quase nos acréscimos. SEM NOTA
Técnico: Fernando Diniz:


 

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