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NÃO DEPENDE APENAS DE SI

Publicado às 23h15 desta terça-feira, 18 de Maio de 2021.

O Santos não depende única e exclusivamente de sua performance para avançar a próxima fase da Copa Libertadores. Na noite desta terça-feira (18), o alvinegro perdeu por 2 a 1 para o The Strongest, na altitude de 3.660 metros de La Paz, e estacionou com seis pontos, na segunda colocação do Grupo C. Porém, o alvinegro tem um jogo a mais que Boca Juniors e Barcelona de Guayaquil, que se enfrentam na quinta-feira (20). Dependendo do resultado dessa partida, o Glorioso da Vila pode cair para a terceira colocação e se distanciar da classificação para a próxima fase, restando apenas mais uma rodada.

Foi a terceira derrota do time da Vila na fase de grupos. A segunda fora de casa. Em cinco jogos, são três derrotas e apenas duas vitórias. Na semana que vem, o time encara o Barcelona, em Guayaquil, no Equador.

Sem surpresas na escalação, o primeiro tempo do Santos foi de um futebol horroroso, onde erroneamente o time baixou demais as suas linhas. A vantagem dos donos da casa de apenas dois gols foi pouco para a mediocridade apresentada na primeira metade dos 45 minutos iniciais. A situação só melhorou um pouco, em razão da expulsão do defensor Castillo que atingiu o rosto de Kaio Jorge aos 24 minutos da primeira etapa. Mas aí a vaca, ou melhor o Peixe já tinha 'deitado' com os dois gols sofridos.

Com alterações no intervalo, a saída do jovem Kaíke da zaga recuando Alison improvisado no setor, com Jean Mota na cabeça de área e Felipe Jonatan de segundo volante e com MArcos Leonardo na frente com Coepte de ala esquerdo, o time voltou um pouco mais ligado, sem dar tanto espaço e o adversário recuando as linhas num 4-4-1 já que tinha um a menos desde a segunda metade do primeiro tempo. 

O golaço de Felipe Jonatan, num rebote, após a cobrança de escanteio de Jean Mota animou o tri-campeão das Américas, mas com o avançar do tempo, o time dirigido por Márcio Araújo, substituto de Diniz, suspenso, não conseguiu manter o ritmo. A altitude começou a castigar e a troca de passes de  lado ou para trás com um time muito estático foi perceptivo. O jogo se inverteu e quem passou a atacar com mais perigo foi o The Strongest. 

O Santos não acelerava a bola e facilitou a vida dos defensores dos bolivianos. E o adversário tinha um goleiro de 42 anos com apenas 1,79m de altura.

No final, já no desespero, outras substituições aconteceram como Alanzinho no lugar de Ângelo e a entrada Ivonei na vaga de Jean Mota, mas o Santos nao teve lucidez nem para mandar a bola para a área adversária, deixando nos pés de Alison, inexplicavelmente, que não tem essa qualidade, a responsabilidade de lançar a bola na área. Ficou fácil para os bolivianos que ainda colocaram uma bola na trave de João Paulo.

Nem mesmo  os sete minutos de acréscimos foram suficientes para que o Santos conseguisse se aproveitar da vantagem numérica e tivesse capacidade de empatar a partida.

Aguardar o resultado de quinta-feira (20) entre Boca e Barcelona e ver o que é necessário na próxima quarta-feira (26) para saber o que precisa para classificar diante dos equatorianos. Se terminar o grupo em terceiro disputará a Copa Sul-Americana.


FICHA TÉCNICA

THE STRONGEST 1 x 2 SANTOS

Estádio: Hernando Siles, em La Paz (Bolívia)

Árbitro: Diego Haro (PER)

Cartões amarelos: Castillo e Valverde (STR). Jean Mota, Kaio Jorge, Copete e Pará (SFC)

Cartão vermelho: Castillo (STR)/ Alison (SFC)

GOLS: Reynoso, aos 15, e Willie, aos 22min do 1ºT. Felipe Jonatan, aos 19min do 2ºT

THE STRONGESTDaniel Vaca; Valverde, Castillo e Marteli; Torres, Gómez, Ramiro Vaca e José Sagredo (Bejarano); Reinoso, Blackburn (Jesús Sagredo) e Willie (Arrascaita). Técnico: Gustavo Florentín

SANTOSJoão Paulo; Pará (Madson), Kaiky (Copete), Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison, Gabriel Pirani (Marcos Leonardo) e Jean Mota (Ivonei); Ângelo (Allanzinho), Kaio Jorge e Lucas Braga. Técnico: Márcio Araújo (auxiliar)


Felipe Jonatan marcou outro golaço na Libertadores.


NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS

João Paulo: Duas maravilhosas defesas. Um em cada tempo. Não fosse o camisa 34, o resultado seria ainda pior. - 7,0

Pará: Não fez um jogo para dar apoio a Ângelo e no jogo aéreo falhou como todo o sistema defensivo. - 4,5

(Madson): Esperava que entrasse antes e ainda assim, quando entrou, apesar de pouco tempo, agredisse mais. - SEM NOTA

Kaiky: Tem muito futebol e bastante a amadurecer. Não pode ser queimado. Mas no jogo aéreo não foi bem. Foi substituído. - 4,0

(Copete): Não fez um jogo maravilhoso, mas melhorou o apoio pela esquerda. Deu trabalho, apesar de sua limitação técnica. - 5,5

Luan Peres: Pecou no jogo aéreo, sua principal deficiência. Melhorou no segundo tempo, mas o resultado já estava consumado. - 4,5

Felipe Jonatan: Um dos poucos que escaparam de má performance. Um lindo gol de canhota. No primeiro tempo, deu espaço na marcação. Na segunda etapa foi para o meio de campo. - 6,5

Alison: No primeiro tempo, não conseguiu dar apoio a defesa na marcação. Na segunda etapa virou zagueiro e não comprometeu. Só não entendi porque o camisa 5 ficou responsável pela bola longa na área adversária no fim da partida. Creio que tinham outros jogadores em campo com mais qualidade para isso. - 4,5

Pirani: Oscilou como acontece com todo jovem. Apagado a maior parte do tempo. Bem substituído. - 4,0

(Marcos Leonardo): Bastante vontade, mas não conseguiu se posicionar para poder finalizar. - 4,5

Jean Mota: Temi que fosse substituído pelo cartão amarelo. Um dos poucos lúcidos na primeira etapa. No segundo tempo, não concordei que ficasse de primeiro volante com Felipe Jonatan, improvisado, de segundo. Seu futebol caiu na etapa complementar. - 5,5

(Ivonei): Os lançamentos efetuados por Alison no fim do jogo, eu esperava que fosse do camisa 45. - SEM NOTA

Ângelo: Começou bem o jogo e depois caiu de produção. No segundo tempo, quase não foi visto. Mas jogar a responsabilidade em um jovem de 16 anos é covardia. - 4,5

(Allanzinho): Não conseguiu ir a linha de fundo. - SEM NOTA

Kaio Jorge: Teve duas ótimas oportunidades de cabeça e ambas desperdiçadas. - 4,5

Lucas Braga: Vive grande momento, mas neste jogo em específico, rendeu pouco. Não teve um contra um contra os laterais bolivianos. - 4,5

Técnico: Márcio Araújo (auxiliar): O time foi passivo e viu o adversário construir o resultado na primeira metade do primeiro tempo. Não gostei das tomadas de decisões de colocar Felipe como segundo volante (preferia de primeiro) e com exceção de Madson, as alterações foram apostas que não deram certo. - 4,0


 

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