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O EMPATE NÃO FOI LEGAL, NÃO

Publicado às 22h50 deste sábado, 16 de novembro de 2019.
O Santos teve tudo pra terminar o primeiro tempo com a vitória no clássico garantida, mas desperdiçou a oportunidade e proporcionou que o rival paulistano chegasse a igualdade. No fim, o empate em 1 a 1 foi justo pelo que fizeram Santos e São Paulo, na tarde deste sábado (16), na Vila Belmiro, em partida válida pela 33a. rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols foram de Sánchez e Daniel Alves. O presidente da República, Jair Bolsonaro, que passa o feriado no litoral paulista, acompanhou a partida no estádio.

O técnico Sampaoli escalou Felipe Jonatan na vaga de Soteldo que desfalcou a equipe, em razão de estar à disposição da Seleção da Venezuela. O 'coringa' da Vila que é lateral canhoto, atuou pelo meio e ataque do lado esquerdo.

Além do gol de pênalti marcado por Sánchez, o alvinegro teve no mínimo mais três oportunidades para ampliar o placar. Uma com o próprio Sánchez, em saída errada de Volpi e outros duas. Uma com Jorge que chutou para o alto e também com Evandro que finalizou 'mascado'. 

O placar mínimo de 1 a 0 foi pouco, principalmente pelo que o tricolor paulista deixou de produzir, pois, o Santos não realizava uma grande partida, mas ainda assim teve a chance de 'finalizar' o adversário. Era mais que óbvio, que no segundo tempo, o time da capital não atuaria tão mal como fez nos primeiros 45 minutos.

Após o intervalo, o técnico são paulino Fernando Diniz sacou o pesado Jucilei e colocou a juventude de Liziero. Acertou em cheio. O adversário tomou conta do jogo e só não virou o placar, em razão da ineficiência de seu ataque e o bom comportamento do volante Alison e da defesa santista que se comportava muito bem, exceção feito os laterais alvinegros que realizaram uma partida bem abaixo a sua capacidade.

Com o resultado, o Santos deixou de encostar e até quem sabe, retomar a vice-liderança. O Palmeiras segue em segundo lugar e enfrenta o Bahia, neste domingo(17).

O Peixe deixou claro que os pontos perdidos em casa, foram fundamentais para não conseguir acompanhar o Flamengo na luta pelo título. Foram 11 pontos no total. Dois contra o Inter-RS (0-0), outros dois contra o Fortaleza (3-3), mais dois contra o Atlético Paranaense (1-1), três na única derrota em casa na temporada até aqui diante do Grêmio-RS(0-3) e mais estes dois no clássico deste sábado (16). Muita coisa para quem tinha o sonho do título. 

Para não dizer que não falei das flores, o empate com o tricolor, neste fim de semana deu a vaga a Libertadores de 2020, com os 65 pontos que o time tem neste instante.

O técnico Sampaoli falou em entrevista coletiva sobre a presença do presidente da República que acompanhou o clássico:
"Isso é democracia, o presidente tem direito de ir a onde quiser. Não sei porque alguém acha que eu poderia impedir a presença de alguém, seria uma falta de respeito. Sobre pensamentos políticos, eu prezo por defender a democracia. Eu vivi a ditadura no meu pais, sofri na minha infância e nunca seria alguém que não defende isso, e isso é defender que qualquer um pode ir onde quiser. Veja o que acontece na Bolívia, que a democracia está debilitada." disse o comandante da comissão técnica santista.
O técnico natural da Argentina também voltou a dizer que dificilmente permanecerá em Vila Belmiro, se não tiver um time competitivo para o ano que vem. O superintendente Paulo Autuori e o presidente José Carlos já deram declarações que o clube não tem condições de ir as compras, como foi este ano. 
 "O clube (Santos) precisa definir uma postura. Meu segundo ano é para ter possibilidade (de título). Não posso ficar aqui, com a ilusão de fazer o que as pessoas querem. Se posso ficar em um lugar que estou feliz, com gente que me abraça, com possibilidade de ganhar, não tem porque não ficar. Mas te digo, esse carinho, se não se vence, pode se transformar em ódio. Então se não ganhar, é mal, e não quero que me vejam assim, quero ganhar sempre, e para isso precisa pelo menos ter um estilo e jogadores que se adequem a ele. Se não posso dar o que as pessoas querem, não posso ficar sendo o responsável - afirmou Sampaoli.
No próximo sábado (23), o Santos volta a atuar na Vila, diante do Cruzeiro, às 21h.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 X 1 SÃO PAULO
Estádio da Vila Belmiro - Santos (SP)
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP)
Público e renda: 14.062 pagantes / R$ 602.192,50
Cartões amarelos: Felipe Jonatan (SFC); Bruno Alves, Vitor Bueno, Pablo (SP)
GOLS: Sánchez 7'2ºT (1-0), Daniel Alves 9'2ºT (1-1)
SANTOS​Everson; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Jorge; Alison (Jean Mota, 40'/2ºT), Sánchez e Evandro (Tailson, 21'/2ºT); Felipe Jonatan (Diego Pituca, 12'/2ºT), Marinho e Sasha Técnico: Jorge Sampaoli.
SÃO PAULOTiago Volpi; Juanfran, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Jucilei (Liziero, intervalo), Tchê Tchê e Igor Gomes; Daniel Alves (Gabriel Sara, 44'/2ºT), Vitor Bueno e Pablo. Técnico: Fernando Diniz

Pela primeira vez,a Vila Belmiro, recebeu um presidente da República que foi mais aplaudido do que vaiado pelos presentes.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Everson: No primeiro tempo, um mero expectador. Na segunda etapa, um pouco exigido, mas nada que necessitasse de uma defesa milagrosa. - 6,0
Victor Ferraz: Um primeiro tempo satisfatório na marcação, dando poucas chances a Vitor Bueno. Porém, na segunda etapa, após um lançamento a esmo, originou o contra-ataque que deu o gol de empate ao adversário. Também salvou um gol em cima da linha. - 5,0
Lucas Veríssimo: Partida segura, sem comprometimentos. - 6,0
Gustavo Henrique: Bem colocado, assim como seu companheiro de defesa. - 6,0
Jorge: Errou tudo que tentou na primeira etapa. Peladeiro nas tentativas de chute quando tinha companheiro melhor colocado. No segundo tempo fez uma única jogada interessante. - 5,0
Alison: Eficiente demais na marcação. Não fosse ele na segunda etapa, o pior poderia ter acontecido. Ainda peca nos passes. Pode melhorar esse fundamento. - 6,5
(Jean Mota): Jogou menos de dez minutos. - SEM NOTA
Sánchez: Acelera o jogo. Figura mais lúcida do meio-campo santista. Não fez uma partida sensacional, mas ainda assim o melhor jogador da equipe no clássico. Não deu chances na cobrança do pênalti. - 7,0
Evandro: Sofreu a penalidade máxima aos sete minutos de partida. Depois foi muito discreto. Deixou o gramado antes do término da partida substituído. - 5,5
(Tailson): Não foi tão bem como em outras oportunidades. No um contra um, seu forte, não foi tão feliz. Não produziu lances perigosos que pudessem proporcionar perigo a meta adversária. - 5,0
Felipe Jonatan: Bem na primeira etapa. Taticamente eficiente como quarto homem quando o Santos não tinha a bola e atacante quando o alvinegro ficava com o 'balón'. Porém, como não tem drible curto, o Peixe foi um time penso e pouco explorou o lado esquerdo. Foi substituído. - 6,0
(Diego Pituca): Entrou para dar mais qualidade no passe. Jogou novamente mais recuado. - 6,0
Marinho: Ficou 'fadigado' de tanto que o Santos insistia em jogar pelo lado direto. Mal tinha tempo para recuperar o fôlego. Não foi decisivo como nos outros jogos, muito em razão do São Paulo ter percebido que o alvinegro tava penso. - 6,5
Sasha: Bem como pivô mas com poucas chances de finalização. Jogou pro time. A chance mais clara seria se Jorge passasse a bola para ele no fim do primeiro tempo. O lance gerou uma discussão áspera e desagradável entre ambos. - 6,0
Técnico: Jorge Sampaoli: Armou bem o time, mesmo sem Soteldo. Porém, errou ao deixar de colocar alguém mais agudo, agressivo e que acelerasse o jogo no segundo tempo. Lucas Venuto tem essas características. - 5,0

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