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O MAIOR ADVERSÁRIO DO SANTOS, É ELE MESMO

Publicado äs 08h30 desta segunda-feira, 9 de setembro de 2019.
O Santos voltou a decepcionar. Mesmo contra um adversário com um time reserva, a equipe de Sampaoli foi incapaz de superar a retranca e vencer os paranaenses do Athlético, na Vila Belmiro, que recebeu quase 13 mil pagantes, na tarde deste domingo (8). O empate em 1 a 1, deixou o alvinegro dois pontos atrás do Flamengo, que venceu no sábado (7), o Avaí por 3 a 0, em Brasília com os catarinenses vendendo o mando de campo. Agora o time da baixada tem 37 contra 39 dos rubro-negros. 


O técnico Sampaoli sem cinco jogadores, quatro convocados para Seleções da América do Sul, em data FIFA e Victor Ferraz suspenso e lesionado, perdeu mais um atleta na véspera da partida. Evandro com contratura no adutor da coxa esquerda, também não pode atuar diante do time de Curitiba, que veio com uma equipe B a Santos, em razão das finais da Copa do Brasil, onde o rubro-negro paranaense enfrenta os colorados do Internacional, à partir da próxima quarta-feira (11) na decisão da competição nacional.


Com isso, o treinador argentino, não quis promover a entrada de Pará ao time na ala direita e repetiu a trinca de zagueiros com as retornos de Jean Mota e Sánchez no meio-campo com Uribe centralizado no ataque e Sasha na ponta-esquerda. Lucas Venuto, também não começou de titular a partida.


O que se viu nos 45 minutos iniciais foi um time penso. Sasha não é jogador de dribles curtos e quebrador de linhas e a única alternativa santista de agredir o adversário, era Marinho pela direita. E o time B do Athlético começou a perceber que o 'bicho não era tão feio do outro lado' e começou a ir ao ataque. Pouco antes de o placar ser aberto, Everson fez duas defesas fantásticas. Mas Braian Romero, aos 42 minutos da primeira etapa, abriu o marcador para o time visitante.


Na segunda etapa, mesmo com um time dominado pelo adversário, Sampaoli em uma clara demonstração que não confia nos seus reservas, não mexeu. Aliás foi  a pergunta que fiz ao comandante técnico na coletiva, mas ele preferiu 'desconversar' e não foi objetivo na resposta que me deu. 

O Santos avançou as linhas e mesmo sem jogar bem, passou a finalizar, mas parava na má pontaria e na ótima performance do goleiro Léo.


O técnico, maior responsável pela ótima campanha do time, merece todos os elogios possíveis e imagináveis, mas não pode deixar de ser criticado, em razão de algumas tomadas de decisões erradas e principalmente, sua teimosia. Ele só abriu mão do terceiro zagueiro, na segunda metade da etapa complementar. Pará, apesar das suas limitações, tinha que sair jogando. Venuto que só estreou à partir do 17o. minuto do segundo tempo, provou que tem potencial e podia ter começado o jogo. 


Sampaoli nem fez a terceira alteração em uma demonstração clara, que só usa os 'meninos da base' nos treinos e para compor o banco, pois não conta com nenhum deles. O meio-campista Jóbson, então, que chegou do Red Bull contratado e não atuou um minuto no time de cima, eu sou capaz de dizer que com o argentino não jogará, pois não foi o treinador que pediu o atleta.


Aos 41 minutos do segundo tempo, em uma penalidade pra lá de duvidosa e com a ajuda do VAR, o Peixe chegou ao empate, com Carlos Sánchez dando uma cavadinha e com uma personalidade monstro.


O Peixe oscila na competição, no pior momento possível e às vésperas da decisão do primeiro turno diante do Líder Flamengo, que sobra tecnicamente neste instante. Sampaoli não fala, mas mostra com atitudes que não conta e não deseja alguns reforços contratados. 

E para a batalha do Maracanã diante do Flamengo, o Peixe não terá Pituca e Veríssimo suspensos. Momento difícil para o alvinegro na temporada. 

E para finalizar, independente do ferrolho paranaense, da boa atuação do goleiro Léo, time que deseja ser campeão não pode perder em duas rodadas seguidas quatro pontos para Fortaleza e reservas do Athlético Paranaense, em casa.

Sampaoli tem razão, quando disse que o maior adversário do Santos é ele mesmo, em uma entrevista coletiva há poucos meses, quando perguntado se o time era favorito e tinha forças para ser campeão. A equipe tem carências em algumas posições e o técnico que é ótimo, precisa ser menos teimoso. Já deu para se adaptar ao país e entender algumas características culturais do futebol daqui e propostas de jogo. A de três defensores, em casa, diante de adversários da metade de baixo da tabela e com poucos jogadores de velocidade no ataque é uma delas.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 X 1 ATHLETICO
Estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP)
Árbitro: Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ)
Público/renda: 12.569 presentes/R$ 476.930,00
Cartões amarelos: Pituca, Marinho, Lucas Veríssimo e o técnico: Sampaoli (SFC)/ Lucho González, Adriano, Matheus Rossetto, Léo, Thonny Anderson, Madson, Tiago Nunes (CAP)
Cartão vermelho: Pablo (comissão técnica do Santos, 50'/2ºT)
GOLS: Braian Romero 41'/1ºT (0-1) e Carlos Sánchez 46'/2ºT (1-1)
SANTOS: Everson, Lucas Veríssimo, Felipe Aguilar (Pará 35'/2ºT) e Gustavo Henrique; Sànchez, Pituca, Jean Mota (Lucas Venuto 17'/2ºT) e Felipe Jonatan; Sasha, Uribe e Marinho. Técnico: Jorge Sampaoli.
ATHLETICO: Léo, Madson, Pedro Henrique, Léo Pereira e Adriano (Abner Felipe 20'/2ºT); Matheus Rossetto, Lucho González (Erik 33'/2ºT) e Everton Felipe (Tomás Andrade 17'/2ºT); Braian Romero, Vitinho e Thonny Anderson. Técnico: Tiago Nunes.

Venuto entrou bem no jogo.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Everson: Evitou a derrota na primeira etapa. Fez duas defesas seguidas dignas de Rodolfo Rodrigues. - 7,0
Lucas Veríssimo: O melhor da defesa santista. Esteve sempre bem colocado. - 7,0
Aguilar:  Tem recurso, mas visivelmente sem confiança. Errou muitos passes. Deu espaço ao atacante paranaense no gol do adversário. - 5,0
(Pará): Tem limitações, sim, mas era para ter começado o jogo. Quando entrou, o time agrediu mais. Fez belo lançamento a Marinho, no lance do pênalti. - 6,5
Gustavo Henrique: No gol dos paranaenses, também estava no lance e não conseguiu evitar. Fez ótima segunda etapa e parou duas vezes nas mãos do goleiro Léo, em cabeceios fortíssimos. - 6,0
Sànchez: Que classe, frieza e personalidade na batida do pênalti. Jogadores do Furacão provocaram o tempo todo. Mas teve sangue frio. Durante o jogo, errou muitos passes, principalmente os longos. - 6,5
Pituca: Poucos sabem, mas jogou no sacrífico com dores. A função de cabeça de área faz com que seu futebol renda menos. Tomou o cartão cedo, o terceiro e desfalcará o time no RJ. Se matou para ajudar o meio-campo e evitar o vermelho. - 6,5
Jean Mota: Tem potencial para produzir mais. Algumas tomadas de decisão errada na partida. Seus melhores instantes foram na bola parada. - 5,0
(Lucas Venuto): Não foi um Soteldo e não poderia ser pois está sem ritmo, mas provou que uma das teimosias e convicções do técnico em não começar com ele a partida, foi outro erro. - 6,5
Felipe Jonatan: Limitou-se mais a marcação e com exceção do começo do primeiro tempo, pouco apareceu no apoio. Tem chute forte e tentou alguns no começo da partida, porém, os atacantes não conseguiram aproveitar a segunda bola. - 6,0
Uribe: Teve uma chance na primeira etapa que parou nas mãos do goleiro. A do segundo tempo, sozinho, quando cabeceou para o alto não pode desperdiçar. Fica um enorme tempo sem jogar, tem a chance e desperdiça. Outra tomada de decisão errada de Sampaoli, que morreu abraçado com o Colombiano até o fim do jogo e fez com que Sasha fosse ponta-esquerda, onde não rende e depois o gaúcho, em razão da teimosia do argentina foi para o meio-campo. Uribe foi uma contratação errada. É essa conta, não é da direção e sim do técnico que clamou por um 9. A primeira opção era Jonas, que parou de jogar, mas quando perguntado se Uribe servia, ele cacifou. - 4,0 
Marinho: Perdeu um gol incrível no começo do jogo, após saída errada do goleiro paranaense. Ainda assim, foi o atacante mais participativo e perigoso da partida. Sofreu a penalidade duvidosa que deu o empate. - 6,5
Sasha: Não tem caraterística de jogador de velocidade e quebrador de linha para jogar na função de ponta-esquerda. Depois, em razão da teimosia de Sampaoli, virou coordenador de jogadas. Visivelmente sacrificado. Ou joga ele centralizado ou Uribe. Os dois, a produção do gaúcho, cai. Dedicou-se, como de costume, apenas isso. - 5,5
Sasha: Não tem caraterística para quebrar linhas. Sacrificado no esquema. Ou joga ele ou Urine centralizado.  Dedicou-se como de costume. Chegou até a jogar de armador e ficou perdido pois não é sua função, em razão da teimosia do técnico em não tirar Uribe. - 5,5
Técnico Sampaoli: Teimoso ao extremo. Errou na escalação com três zagueiros, demorou pra mexer no time e prova que não confia no banco ao só queimar duas alterações. É o maior responsável pela ótima campanha na competição, porém, não está isento a criticas das tomadas de decisões erradas. Uribe e a insistência com três defensores na Vila contra um adversário que veio apenas se defender são duas delas - 5,0


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