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PERES: "AQUI, EXISTE A RESPONSABILIDADE DE UM SÓ. SÓ EU FUI PARA O IMPEDIMENTO"

Publicado ás 21h45 desta terça-feira, 2 de julho de 2019.
O presidente do Santos José Carlos Peres, concedeu entrevista exclusiva em meu canal no Youtube - 'Pronto, eu falei' que inaugurei há pouco mais de três meses. O mandatário alvinegro nos recebeu em sua sala, no Estádio da Vila Belmiro e falou de tudo um pouco, sobre diversos assuntos. Ele deu a sua explicação porque não teve taxa de vitrine, no empréstimo de Jean Lucas, que ficou apenas cinco meses no clube e foi negociado pelo Flamengo para o Lyon-FRA,  o convênio com os chineses, a  possibilidade de reforma da Vila Belmiro, contratações e até voto à distância.

Peres também deu sua respostas as criticas de ser chamado de centralizador, garantiu que Renato em breve volta a gerência de futebol e que pretende contratar um diretor de futebol com identificação com o clube.

Segue abaixo alguns trechos da entrevista:

Ademir Quintino: R$ 26 milhões no Cueva, não foi alto, não presidente?
José Carlos Peres: "O Cueva estava em uma lista que foi feito pelo Sampaoli. Antes de contratar, eu tenho no meu celular e te mostro, eu ainda perguntei pra ele, o investimento é alto. Compramos pra pagar em 3 anos, ele não teve pré temporada, chegou fora de forma, fez questão de contratar um personal, ele tá querendo dar certo, mas é muita gente torcendo contra, essa sinergia negativa é muito ruim pro jogador é a negatividade em cima, o Santos precisava mais de positividade, eu não vou estar aqui pro segundo mandato, mas alguém vai sentar aqui e a gente vai ter que abraçar."
AQ: Mas esse dinheiro, consegue recuperá-lo, presidente?
Peres: "É muita negatividade. Precisamos de mais positividade. Muita gente torcendo contra. A gente errou em algumas coisas? Claro que erra, você não contrata robô, contrata seres humanos, as vezes o ser humano não se adapta. Nossos erros foram pequenos e tenho uma auto-analise do que faço certo e errado, me aborreço muito quando erro."
AQ: E Sobre a foto com a camisa do São Paulo?
Peres: "O irmão dele é uma anta, ele (Cueva) não tem culpa, o Cueva me ligou, presidente eu fiquei constrangido, o que eu vou fazer? Eu joguei lá.."
AQ: Vai vender alguém pra terminar o ano no verde? O dinheiro do Rodrygo é suficiente?
Peres: "A gente vai ter que vender, mas talvez nem precise. Estamos trazendo jogador, trazemos o Evandro. É o 12o. reforço este ano."
AQ: Eu disse no domingo, quando informei meu público que o Evandro viria por 6 meses, com renovação automática por um ano, o que aconteceu para a mudança?
Peres:"Mudamos no final do acordo e agora ficou por um ano mesmo, não vai ser pago luvas. Somente o salário".  
AQ: E o Hernani, vem?
Peres: "Chegaram agora ao valor de 6 milhões de euros e a gente tá querendo pagar 2,5. Acho que para contratar para o elenco, agora é só caso de oportunidade, se surgir oportunidade e tiver ao nosso alcance e que vamos investir, a ideia é ser campeão agora e ter um time forte. Já surgiram empresas em questão de marketing."
AQ: Renato volta? O senhor não tem gerente e nem diretor de futebol no clube.
Peres: "Renato, está conosco. Eu queria pagar o Renato (pelo tempo que tentou trabalhar), pelo menos o mês de Janeiro e ele me disse: Presidente eu costumo receber pelo que eu mereço e não é justo, o Santos pagar pelo que não rendi."
AQ: A Meltex que faz a distribuição está saindo do clube?
Peres: "Está. Pretendemos administrar a loja da Vila. Fiquei muito aborrecido. Os chineses vieram aqui e faltava material. O próprio Vanderlei me falou: Presidente, eu queria comprar pros meus parentes, roupinha de criança e não tinha. Acho que o único jeito de mudar é a gente administrar a loja."

AQ: Quando o Retrofit sai do papel?
Peres: "Se perdeu muito tempo em comprar casas ao lado, hoje teríamos condições de derrubar a Vila e fazer uma nova. Nós já chamamos o presidente do Conselho Marcelo Teixeira e a mesa e fizemos uma apresentação do novo projeto e realmente encantou, pra 21800 pessoas, toda coberta e fazendo um exercício dentro de 17 mil m². Esse dinheiro já tem, na questão do Bolton, ele quer fazer o name rights, do nada era pra ir pro Vasco, mas aqui um vereador de Santos, o Banha, nos trouxe o Roberto Diomedi que se encantou."
AQ: Sobre o Jean Lucas. O que faltou para colocar a taxa de vitrine no contrato?
Peres: "Era um desejo nosso desde o início do ano, o Sampaoli sempre queria o Jean Lucas, o Ronaldo não era a primeira opção. Nem o Cruzeiro quis o BH, queria dar coisa de 10 milhões. Do Jean Lucas, o Flamengo pagava uma parte do salário e a gente pagava outra, a gente sabia que ele tinha uma negociação engatilhada para fora, a gente pediu a taxa, mas o Flamengo não quis dar porquê já estava para ser vendido, então por que eles iriam dar a taxa? A única condição deles era pagarmos uma parte do salário do jogador, sem pagar mais nada, usar o jogador e se surgir uma oportunidade no meio do ano, tinha que liberar, a opção de compra chegou em 8 milhões de euros e tínhamos 48h, embora eles deram mais três dias, não foi suficiente para arrumar investidor. Eu tinha até marcado uma reunião com o Sampaoli na Vila, ele estava vindo de avião e eu pedi para o meu staff ligar pra ele e falar pra encontrar comigo em São Paulo, mas o Sampaoli preferiu descer pra Santos porque tinha outras coisas pra resolver e a gente vai marcar outra reunião."
AQ: Presidente, como o senhor encara as criticas de ser chamado de centralizador?"
Peres: "Aqui existe uma responsabilidade de um só. Só eu fui para o impedimento (ano passado), ninguém mais do Comitê de Gestão. Da mesma forma que bater um pênalti, deveria ser o presidente, da mesma forma, o presidente tem que estar junto em tudo, eu não vim aqui para roubar, para fazer rolo, eu tenho pessoas que trabalham comigo e se descubro que um fez coisa errada, tá na rua, e me chamam de ditador. Futebol é movido por interesse, aqui tem um exército de ressentidos, aqueles que não conseguiram emprego"
AQ: O convênio na China consiste em que?
Peres:"Nós Vamos não só mandar treinadores, como jogadores (profissionais e base) para a China".
AQ: Voto à distância?
Peres: "É possível, sim, pra próxima eleição. Alguns conselheiros acharam que minha gestão não poderia desenvolver o sistema, e que eu concorreria a eleição e não seria coerente. Foi entregue ao conselho pra eles gerarem lá, hoje só depende do próprio conselho".

AQ: Como o senhor avalia os primeiros meses de Sampaoli no Santos?
Peres: "Foi ousadia, muita gente não contratava. A contratação do Sampaoli foi muito planejada".
AQ: Mas o senhor queria o (Ariel) Holan, não?
Peres: "Conversamos sim com o técnico do Independente. Mas eu percebi que a gente precisava de um perfil mais próximo do Santos. A gente sabia que ele tinha que se adaptar, você pode ver que ele jogava mais aberto e hoje ele joga mais organizado. Foi uma contratação que só o que ele já deu de mídia pro Santos, não existe dinheiro que paga. Nos últimos 10 anos, se somar não dá o que tivemos com a vinda do Sampaoli que mexeu com todos os países da América do Sul".
AQ: O senhor se arrependeu de ter jogador no Pacaembu a decisão com o Atlético-MG, na Copa do Brasil?
Peres: "Não houve transferência para a Vila. Ficou combinado que todos os jogos da Copa do Brasil seriam no Pacaembu. Nós pedimos dia 10 de Junho a transferência, antes do prazo e não aferiu nenhum artigo, pedimos a mudança no mesmo ofício para a data e a gente ficou preocupado que tivesse um desmanche (seleção), e infelizmente, houve o torneio sub-23, é um torneio exclusivo e não sou obrigado a entregar jogador pra seleção nenhuma, mas o nosso glorioso presidente da CBF que é meu amigo, ele simplesmente, me chamou e falou que queria o Rodrygo. Eu, já tinha dado para ele o Yuri Alberto, mas o Rodrygo é um jogador que não é mais pra sub23. Nas conversas com a CBF, sempre teve essa de pode escalar que não vai dar problema, aí eu falava pra mandar por escrito. Gente, isso é criminoso, o que fizeram com o Santos, fiz meu repúdio, falando dessa questão, abrindo o coração e acabaram marcando o jogo para o Pacaembu, aliás, publicou-se a mudança, mas retiraram. Isso pra mim foi uma represália por não ter cedido o Rodrygo".
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