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VEM AÍ O BRASILEIRO DE 2019. O QUE ESPERAR DO SANTOS?

Publicado às 09h desta segunda-feira, 22 de abril de 2019.
À partir do próximo domingo (28), no Sul do país, diante do Grêmio-RS, começa mais uma edição do Campeonato Brasileiro para o Santos. O Peixe jamais disputou a segunda divisão do torneio nacional e ao lado de Cruzeiro, São Paulo, Flamengo e Chapecoense formam um seleto grupo de jamais terem caído, entretanto, há uma década e meia o alvinegro da Vila Belmiro, não dá a volta olímpica. A última vez foi no longínquo ano de 2004.

O que esperar do time de Sampaoli no Brasileiro? O Santos tem uma filosofia definida pelo seu treinador. A de ter posse de bola e atacar. O time começa a criar entrosamento, mas ainda precisa de algumas peças. O camisa 9 é a maior carência. Apesar de jovens com potencial como Kaio Jorge, Yuri Alberto e Felippe Cardoso, o time da Vila necessita de uma referência de área com experiência. Fez muita falta nos quatros primeiros meses do ano.

Rodrygo deve se despedir dia 12 de Junho diante do SCCP.
Outro problema será a saída de Rodrygo. O jovem que deixou quase R$ 100 milhões nos cofres do clube, o ano passado e deixará mais outros R$ 90 milhões (relativos a segunda parcela do pagamento) está negociado com o Real Madrid e vai para a Espanha, no meio deste ano. Junto com Soteldo, tem sido o responsável de beirada de campo que tem o recurso do drible e do improviso. A despedida da joia santista deve acontecer no dia 12 de junho, diante do SCCP, em uma quarta-feira, por enquanto, marcada para a Vila Belmiro.

Cueva ainda não engrenou com o manto santista.
Além dos dois supracitados - Rodrygo e a falta do centroavante, Sampaoli tem de fazer Cueva jogar. A segunda maior contratação da história do clube, perde apenas para Leandro Damião em 2014 nos valores ainda não tem um gol ou uma assistência em 10 jogos com a camisa alvinegra. Potencial para justificar o investimento, ele tem. Mas o argentino comandante técnico vai ter de extrair mais comprometimento do ex-jogador do São Paulo para que ele possa junto com Jean Mota, serem os protagonistas da armação.

Se o Peixe é favorito? Não vejo dessa forma. Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro, tem melhor material humano do que o dono do bordão 'amor por él balón', entretanto, apesar de eliminações precoces na Sul-Americana e estadual, acredito muito na capacidade do 'Tio Sampa' que faz do Santos, um dos times mais 'gostosos' (um dos poucos) de ser assistido no futebol do país. 

Os investimentos de quase R$ 70 milhões durante 2019, o fato de estar fora da Libertadores, colabora para que o time possa focar na competição que vai parar para a Copa América no meio do ano. Paralelamente, o time praiano segue na Copa do Brasil, onde tem duelo decisivo na próxima quarta-feira (24) diante do Vasco, em São Januário.

O excessivo número de estrangeiros que devem desfalcar o time em datas FIFA que o campeonato não para, irão prejudicar também. O clube hoje tem sete gringos no plantel (incluindo Bryan Ruiz que não joga há cinco meses) e na súmula, podem constar apenas cinco deles.

O técnico da Seleção Argentina, no Mundial da Rússia, conseguiu resgatar o futebol de alguns jogadores que estavam marginalizados e defenestrados pelo torcedor santista durante este primeiro semestre. O meia Jean Mota, que sagrou-se artilheiro do Estadual, é um deles. 

O volante Jóbson é a única cara nova no grupo para o campeonato nacional, por enquanto. Outros sete jogadores, já haviam desembarcado na Vila Belmiro durante o Paulista e Copa do Brasil: Éverson, Aguilar, Soteldo, Jean Lucas, Cueva, Felipe Jonatan e Jorge.

O Santos entra na disputa para conquistar no mínimo uma vaga na Libertadores 2020. Com uma largada boa, com a lacuna da ala-esquerda superada resolvida após a chegada do promissor Felipe Jonathan e do habilidoso Jorge, que pelas informações que o Blog do ADEMIR QUINTINO apurou deve ser utilizado mais de coordenador de jogadas e extrema canhoto pelo ataque (até como substituto de Rodrygo) do que de lateral-esquerda, dá para ser otimista e correr por fora, num possível sonho pela Taça.


 

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