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CENÁRIO TEMEROSO

Publicado às 09h30 desta quinta-feira, 21 de Março de 2019.
O Santos voltou a decepcionar na reta final da fase de grupos do Paulistão 2019. Em uma apresentação sofrível, digna de 'sangrar os olhos', o alvinegro foi presa fácil para o Botafogo-SP, na noite desta quarta (20), em Ribeirão Preto, em partida válida pela última rodada da fase de classificação. O time de interior lutava para não cair para a segunda divisão e tinha duas vitórias em 11 jogos com apenas 10 gols. Mesmo assim, conseguiu aplicar uma sonora goleada de 4 a 0 no Peixe. 

O resultado acabou com uma invencibilidade de 18 anos do time da Vila sobre o clube do interior e de quebra com a vitória do Palmeiras diante da Ponte Preta, empurrou a equipe de Sampaoli, que liderou a competição até a penúltima rodada para a terceira posição, antes do mata-mata começar.

Sampaoli mandou um time quase todo reserva a campo, mas diferente do que havia treinado na véspera. Vanderlei foi mantido no gol, Pituca e Gustavo Henrique também não foram 'preservados' e iniciaram a partida. 

O Santos começou com três zagueiros e três cabeças de área ,em uma das piores formações que eu vi em campo, nos últimos seis anos, o que constata que o time titular melhorou com algumas contratações, entretanto, o elenco, segue a desejar, às vésperas do início de mais um Brasileiro, campeonato que o clube não vence há 14 temporadas.

A apresentação santista foi digna de um show de horrores e nem merece que se perca muito tempo de tão ruim. Com um minuto, o time da casa já vencia por 1 a 0. Na primeira etapa, por exemplo, parecia que era proibido chutar. Das poucas vezes que o time chegou a frente, os jogadores preferiam tocar para o lado do que finalizar.

Como não existe nada ruim, que não possa piorar, na etapa complementar, Sampaoli sacou o zagueiro Luiz Felipe e desfez a trinca de defensores, porém, Lucas Veríssimo que realizou seu primeiro jogo na temporada foi expulso e o técnico improvisou Pituca no setor nos dez minutos finais de jogo. 

O torcedor 'rezava' para o árbitro apitar o fim da partida, preocupado para que o time não levasse mais gols.

Na entrevista coletiva, o técnico Sampaoli disparou contra a direção, quando perguntado se tinha devolvido os salários de fevereiro que recebeu, ao contrário do elenco que segue com os vencimentos em atraso:
A condição financeira do clube não tenho motivo para saber. Cheguei com o conhecimento do elenco, da necessidade que tinha, da necessidade da equipe. É uma realidade que o clube tinha que resolver. O Santos é um clube de grande história e o clube tem que estar à altura, os dirigentes também. Sobre os salários, a comissão recebeu e qualquer um teria feito o mesmo. Tem que pagar o salário na mesma data para todos”. disse o argentino.
É nesse clima, nessa 'vibe' que o time entra para o primeiro jogo das quartas de finais, no fim de semana, diante do Red Bull, melhor campanha do estadual até aqui.

Apesar do Peixe ainda manter o melhor ataque da competição com 19 gols, o Santos não balança a rede adversária há três jogos (SCCP, Novorizontino e Botafogo-SP) e vem de duas derrotas consecutivas. Além disso não contará com três estrangeiros - Dérlis, Soltedo e Cueva que servem suas respectivas seleções - Paraguaia, Venezuelana e Peruana para o primeiro jogo das quartas de finais com mando do Peixe, no Pacaembu.

Nesta quinta-feira (21), a Federação Paulista divulgará no final da manhã, os locais e horários das partidas. O alvinegro enfrenta o Red Bull, que sofreu apenas uma derrota em doze partidas e que não sofre um revés há 10 jogos, desde a segunda rodada, quando foi batido pelo Mirassol. 

Apesar de a mesma competição, o fato de ser em caráter eliminatório, à partir de agora, com jogos de ida e volta, torna a disputa quase que um novo torneio. 

São poucos dias (3) para a preparação para os dois jogos decisivos. O Santos tem necessidade de resolver seus problemas internos e externos para não apagar a ótima impressão deixada nas nove rodadas anteriores. São seis jogos para se tornar campeão e agora é a 'hora da verdade'. 

FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO-SP 4 x 0 SANTOS
Estádio Santa Cruz, Ribeirão Preto (SP)
Árbitro: Raphael Claus
Renda / Público: Não divulgados
Cartões amarelos: Pará (BOT); Matheus Ribeiro e Lucas Veríssimo (SFC)
Cartão vermelho: Lucas Veríssimo (SFC) 
Gols: Rafael Costa, 1/1º T (1-0), Plinio, 18/1º T (2-0), Rafael Costa, 5 /1º T (3-0) e Rafael Costa, 41/1º T (4-0) 
BOTAFOGO-SP: Darley; Bruno José (Evandro, 30/2º T Naylhor; Plínio, Pará; Willian Oliveira, Marlon Freitas, Nadson (Wellington Bruno, 30/2º T), Erick Luis (Ednei, 34 /2º T) Felipe Saraiva e Rafael Costa. Técnico: Roberto Cavalo
SANTOS: Vanderlei, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Luiz Felipe (Rodrygo - Int); Matheus Ribeiro, Yuri,  Pituca,  Jean Lucas (Felipe Jonatan, 34/2º T) e Copete; Sasha e Felippe Cardoso (Orinho, 7/2º T). Técnico: Jorge Sampaoli.

Felippe Cardoso teve nova chance no ataque como titular. 

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS:
Vanderlei: Não levou nenhum peru e tampouco foi o maior e único responsável pela derrota. A grande maioria dos quatro gols foram em chutes ou cabeçadas, há poucos metros do goleiro. - 4,0
Lucas Veríssimo: Sem ritmo. Levou amarelo e no fim do jogo, cometeu nova infração e levou a segunda advertência que gerou o vermelho. Foi apenas o seu primeiro jogo em cinco meses. - 3,5 
Gustavo Henrique: Cabeceou uma bola no travessão e com a marcação alta do time santista tentou colaborar a frente. Deu espaços atrás. - 4,5
Luiz Felipe: No lance do gol relâmpago do adversário, não conseguiu antecipar ao atacante do Botinha. - 4,5
(Rodrygo): Entrou no intervalo, quando o time já perdia por dois gols. Com o time sem meia para organizar as jogadas foi presa fácil para os defensores do time da casa. - 4,5
Matheus Ribeiro: Levou um cartão que poderia ser evitado. Com exceção do jogo diante do Mirassol, não foi testado na sua posição com o time organizado. - 4,5
Yuri: Foi o primeiro dos três volantes, a frente dos zagueiros.  Errou alguns passes. - 4,5
Pituca: Perdeu para o recém-repatriado Erik Luis no alto em um dos gols. Com a expulsão de Veríssimo terminou a partida como zagueiro. - 4,5
Jean Lucas: Sabe chutar de longa distância e isto ficou provado no clássico diante do Palmeiras, na sua estréia. Teve duas oportunidades para concluir a gol na primeira etapa e preferiu o passe lateral que nada produziu. - 4,0
(Felipe Jonatan): Atuou em apenas 11 minutos, mais os acréscimos. Quando foi a campo, a 'vaca já tinha deitado'. - SEM NOTA.
Copete: Voluntarioso mas errou cruzamentos em excesso. - 4,0
Sasha: O mesmo que escrevi para o Matheus Ribeiro serve para o Sasha, não foi testado com mais tempo com os titulares e uma equipe mais organizada. Tentou sair da área, buscar o jogo, mas foi em vão. - 4,5
Felippe Cardoso: Ficou preso na marcação dos defensores do Botinha. Foi substituído. - 4,0
(Orinho): Tentou atacar pelo lado canhoto, mas sem a produtividade que o time precisava. - 4,0
Técnico: Jorge Sampaoli: É ótimo técnico e se o clube encantou nas primeiras rodadas deve-se muito a propositura do argentino, porém, não é menos verdade, que errou nas escalações nos três últimos jogos. Nesse meio de semana mandou três zagueiros, três volantes e sem armador e não conseguiu nada de produtivo por ter um elenco desequilibrado e poderia ter testado algumas peças como o atacante Kaio Jorge por exemplo. Começa a demonstrar impaciência ao voltar a cutucar a 'direção', quando responde sobre o pagamento dos salários de fevereiro. - 4,0

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